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Postado em 07-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 07-10-2009 10:50

Deu na coluna

Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho assina uma análise sobre os subterãneos do PR no estado. “Na superfície as coisas parecem calmas, tranquilas, mas nos bastidoreso ambiente é de barata voa”, provoca o articulista da TB. Leia tudo a seguir no Bahia em Pauta, que reproduuz o texto.
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PR baiano: promessas e dívidas
PR
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OPINIÃO POLÍTICA/ BASTIDORES

Barata voa no PR

Ivan de Carvalho

Na superfície as coisas parecem calmas, tranqüilas. Mas nos bastidores o ambiente é de barata voa. Assim estão as coisas no PR da Bahia.
Começando pelo começo, convencionou-se, pelo menos para divulgação – o que parece haver sido suficiente para convencer alguns deputados estaduais –, que a direção nacional do partido liberou os parlamentares nos Estados para seguirem a direção política que quiserem, sem darem a mínima para as direções estaduais.
A idéia dos que sustentam essa tese é de que a direção estadual pode mais e tendo adotado a citada diretriz, não têm poder as direções estaduais para adotar diretriz em sentido contrário.
Daí que, embora o comando estadual do PR da Bahia esteja em ostensiva oposição ao governo estadual do petista Jaques Wagner, mesma posição de todos os deputados federais baianos ainda sob a bandeira do PR – o deputado federal José Carlos Araújo abandonou recentemente a legenda – três deputados estaduais desse partido integram ostensivamente a base político-parlamentar e eleitoral do governador Wagner. São os deputados Gilberto Brito, Pedro Alcântara e Reinaldo Braga, que há poucos dias migrou do PSL para o PR na presunção de que aí teria liberdade total para apoiar o governo Wagner e, presume-se, a reeleição do governador.
O deputado José Carlos Araújo era presidente estadual do PR, mas perdeu este cargo quando o senador César Borges decidiu aceitar o convite para ingressar na legenda e assumir a presidência e o controle na Bahia. Na composição feita na época, José Carlos Araújo foi designado secretário geral da seção regional.
Ocorreu que o deputado federal José Carlos Araújo e mais alguns deputados estaduais tudo faziam para que o PR se aliasse ao governo Wagner, enquanto as simpatias políticas do senador César Borges e dos integrantes da bancada federal (excetuando Araújo) iam na direção contrária, de oposição no âmbito estadual.
Agora, o drama. Comenta-se que brevemente (há quem sugira que possa ocorrer já na próxima sexta-feira, mas esta data não tem qualquer confirmação) a direção estadual se reunirá e fixará como diretriz partidária na Bahia, questão fechada, que a bancada estadual do PR é oposição e como tal deve se comportar.

E decidirá também que qualquer deputado estadual que tentar burlar o que se anuncia será alvo das “medidas cabíveis”, o que significa ser processado na Comissão de Ética do PR e punido – quase certamente com a expulsão da legenda – o que dará ao PR a base jurídica para requerer do Tribunal Regional Eleitoral que efetive a cassação do mandato do deputado rebelde.

Caso a Justiça Eleitoral decida aplicar também a pena cumulativa de inelegibilidade durante oito anos por infidelidade partidária, além de perder o mandato, o deputado cassado não poderia candidatar-se nas eleições de 2010 e até esgotarem-se os oito anos da penalidade de inelegibilidade, o que, na prática (ressalvados casos raríssimos no mundo, dos quais os sem direito por dez anos Fernando Collor, hoje senador, foi um e Jânio Quadros foi outro) significa fim da carreira política.

Um deputado do PR indagado sobre a comentada futura decisão da direção estadual de seu partido, foi incisivo: “Esta decisão vai fatalmente acontecer. Só não sei se será tomada na sexta-feira, pelo menos ninguém me falou isso”. Confrontado com a tese de que a direção nacional “liberou geral” para os deputados do PR apoiarem quem quisessem e que esta foi razão essencial para a recente filiação de Reinaldo Braga, o mesmo deputado do PR replicou: “Me mostre o documento da direção nacional do PR que faz essa liberação. Não existe. Se existisse, o deputado José Carlos Araújo não teria deixado o partido para apoiar o governo estadual, mesmo sabendo que, por si só, a mudança de legenda dificultaria sua reeleição”.

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