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Postado em 07-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 07-10-2009 20:22

Marcelo Nilo: bombardeado na madrugada
marcelo
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Na noite de ontem e madrugada desta quarta-feira, 7, na Assembleia Legislativa da Bahia, se contabilizou mais um dia de perda de tempo e de gastos sem retorno para a população, além de mais desgaste para a atividade parlamentar.

Vamos por partes:

1- Constavam na pauta de votação quatro projetos e um requerimento de urgência. Dos projetos, um era instituindo o Hino ao 2 de julho como hino oficial da Bahia e o segundo era sobre a instituição da medalha do 02 de julho. O terceiro projeto tratava do Planserv, permitindo que servidores das empresas de economia mista do estado – embasa, conder e cerb – possam participar do plano.

2- O quarto e último projeto tratava de gratificação para os policiais civis e o requerimento de urgência era para o subteto dos servidores do estado. O teto salarial do servidor está vinculado ao salário do governador, assim sendo para aumentar o teto é necessário o aumento do salário do governador.

Até aí tudo bem. Ocorre que o governador não quer o aumento, mas deseja aumentar o subteto. E aí o bicho começa a pegar.

3 – Na elaboração desse projeto, que é de iniciativa da Assembléia, os técnicos tentaram arrumar uma forma de aumento do limite dos salários dos servidores, do modo pretendido pelo governador. No artigo 1º do projeto o salário do governador é mantido e no parágrafo único eleva-se o subteto. A oposição disse que assim não votaria alegando inconstitucionalidade. Esse impasse foi a gota d’água para a obstrução acirrada que se seguiu noite a fora.

O que não se noticiou, por sono ou falta de vontade:

O presidente Marcelo Nilo foi bombardeado todo o tempo com a obstrução, sem ter a mínima ajuda de seus pares. Todos correram da briga. Apenas o líder Waldenor deu o ar da graça, mesmo assim de forma tímida.

Enquanto isso, os deputados da oposição Gaban, Arthur Maia e Elmar Nascimento brigava armados até os dentes.

Gaban vem se destacando na oposição como o “homem bomba”. Não tem limites. Subiu à tribuna tirou o microfone e levou, sem llembrar que foi presidente da Casa e que essa não é a melhor postura de um verdadeiro parlamentar.

Elmar, o mais raivoso, procurou briga física com Pedro Alcântara e com o deputado Javier Alfaya, atingidos com nomes injuriosos e inaceitáveis em casas de família ou numa Assembléia, por mais reles que seja.

A impressão final é de que o governo mais uma vez comeu mosca, na parte técnica. A manobra da oposição só não deu certo porque vazou antes e a assessoria do governo presente conseguiu reverter o desastre que se anunciava.

Uma noite e madrugada lastimável para governo e oposição, em que tudo – ou quase – se perdeu. Inclusive o sono.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de notívagos atentos na Assembléia)

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