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Posted on 07-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 07-10-2009

Marcelo Nilo: bombardeado na madrugada
marcelo
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Na noite de ontem e madrugada desta quarta-feira, 7, na Assembleia Legislativa da Bahia, se contabilizou mais um dia de perda de tempo e de gastos sem retorno para a população, além de mais desgaste para a atividade parlamentar.

Vamos por partes:

1- Constavam na pauta de votação quatro projetos e um requerimento de urgência. Dos projetos, um era instituindo o Hino ao 2 de julho como hino oficial da Bahia e o segundo era sobre a instituição da medalha do 02 de julho. O terceiro projeto tratava do Planserv, permitindo que servidores das empresas de economia mista do estado – embasa, conder e cerb – possam participar do plano.

2- O quarto e último projeto tratava de gratificação para os policiais civis e o requerimento de urgência era para o subteto dos servidores do estado. O teto salarial do servidor está vinculado ao salário do governador, assim sendo para aumentar o teto é necessário o aumento do salário do governador.

Até aí tudo bem. Ocorre que o governador não quer o aumento, mas deseja aumentar o subteto. E aí o bicho começa a pegar.

3 – Na elaboração desse projeto, que é de iniciativa da Assembléia, os técnicos tentaram arrumar uma forma de aumento do limite dos salários dos servidores, do modo pretendido pelo governador. No artigo 1º do projeto o salário do governador é mantido e no parágrafo único eleva-se o subteto. A oposição disse que assim não votaria alegando inconstitucionalidade. Esse impasse foi a gota d’água para a obstrução acirrada que se seguiu noite a fora.

O que não se noticiou, por sono ou falta de vontade:

O presidente Marcelo Nilo foi bombardeado todo o tempo com a obstrução, sem ter a mínima ajuda de seus pares. Todos correram da briga. Apenas o líder Waldenor deu o ar da graça, mesmo assim de forma tímida.

Enquanto isso, os deputados da oposição Gaban, Arthur Maia e Elmar Nascimento brigava armados até os dentes.

Gaban vem se destacando na oposição como o “homem bomba”. Não tem limites. Subiu à tribuna tirou o microfone e levou, sem llembrar que foi presidente da Casa e que essa não é a melhor postura de um verdadeiro parlamentar.

Elmar, o mais raivoso, procurou briga física com Pedro Alcântara e com o deputado Javier Alfaya, atingidos com nomes injuriosos e inaceitáveis em casas de família ou numa Assembléia, por mais reles que seja.

A impressão final é de que o governo mais uma vez comeu mosca, na parte técnica. A manobra da oposição só não deu certo porque vazou antes e a assessoria do governo presente conseguiu reverter o desastre que se anunciava.

Uma noite e madrugada lastimável para governo e oposição, em que tudo – ou quase – se perdeu. Inclusive o sono.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de notívagos atentos na Assembléia)

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07
Posted on 07-10-2009
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 07-10-2009

Dilma abre o coração em O Globo/img. Arquivo
midilma

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CRÔNICA / SENTIMENTOS

O coração da candidata Dilma

Aparecida Torneros

A entrevista publicada no domingo, dia 4 de outubro, no Jornal O Globo, Rio de Janeiro, é precedida de um esclarecimento que antecipa aos leitores sobre as circunstâncias do “ping-pong” que se segue. O box introdutório menciona “adversidade”, reencontro da entrevistada Dilma Housseff com o entrevistador Jorge Bastos Moreno, fala da sobrevivência diante da doença, da cura anunciada para o câncer após tratamento e na longa conversa que se iniciou num café da manhã e se estendeu quase até a hora do almoço.

O jornalista deixa entrever que a ministra abriu mão da agenda oficial para divagar nas ondas da emoção que é recuperar a sede de viver, citando inclusive ” Hoje percebo a intensidade da tarde. Observo atentamente o que o vento faz com as folhas das árvores, sinto o perfume das flores e o cheiro da terra”.

A partir daí, segue-se um abrir de um coração de candidata, ou melhor, um coração feminino, prestes a se “apaixonar” por algo ou alguém mais humano e menos administável, do ponto de vista de qualquer autor de novela, digamos que a reportagem em destaque no jornal carioca, revela uma “nova” Dilma, que relembra até as novelas que assistiu ainda jovem, na cadeia, acompanhada das outras presas políticas.

Mas, ela vai além, repensa sobre a paixão, fala de literatura, de música, aliás, canta algumas letras famosas, segundo seu interlocutor, o jornalista Moreno, hábil no mister de deixar a entrevistada tão à vontade que ela responde “infelizmente não”, logo de cara, à primeira pergunta formulada. -” A senhora está namorando? Está apaixonada?”

Assim, o que é possível ler, tanto ao pé da letra, como nas entrelinhas da peça jornalística, traz o perfil dos sentimentos de uma mulher como qualquer outra, que vê a vida com olhos de quem precisa divulgar que convive bem com a solidão, porque, na verdade, ela mesma classifica ” é o bom convívio consigo mesmo”.

Dilma lista suas preferências musicais, tão variadas e de um teor eclético presumível para quem trafega em mundos populares e eruditos, com a missão profissional de melhor entender o povo ao qual se postula como possível candidata a governar, em eleições que esmiuçarão tudo, desde de sua vida pessoal, passando pelo seu comportamento político, e incluindo o nível de equilíbrio necessário para alguém que pode vir a comandar um país como o Brasil.

Se candidata, e se eleita, pela primeira vez, o Brasil terá uma mandatária usando saias , batons e brincos, sem perder de vista que estarão a seu cargo, como chefe do Executuivo, observar com atençaõ os números do PIB, os investimentos necessários para o crescimento da renda per capita das classes mais baixas, e ainda, manter-se serena e conciliadora, por vezes, e noutras, ter pulso firme, apaziguar questões adversas, articular apoios, ser “anticaos”.

Ela cita o livro “anticâncer” como o que mais ganhou durante a fase difícil da doença que enfrentou, diz que deve ter recebido uns 20 exemplares, que o leu, que valeu a pena e que o distribuiu em São Paulo, provavelmente, entre os doentes que conheceu.

A entrevistada relembra o personagem Sinhozinho Malta, vivido pelo ator Lima Duarte, e conta que a primeira novela que lembra de ter assistido foi Irmãos Coragem, nos tempos da cadeia. Dilma solta-se pelos caminhos sensitivos da musicalidade, da literatura, da tietagem por Roberto Carlos, do qual diz gostar demais, e aponta “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”, como uma das suas preferidas.

Cantarola uma do Chico : ” A Rita levou meu sorriso, no sorriso dela …” e se diz apaixonada por aquela intitulada “Quem te viu , quem te vê”. Destaca o trecho que gosta mais: ” Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria, quero que você assista, na mais fina companhia”.

Do Gil, ela fala em Procissão, e tenta lembrar outras, e do Pinxiguinha, ela lembra de Rosa. Canta uma parte memorável; ” Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa do amor, por Deus esculturada”

Mas quando se refere a Noel Rosa, a ministra canta inteira a que fala na Noite de S. João. “Nosso amor que eu não esqueço, e que teve seu começo numa festa…”

A entrevista, que ocupou página inteira, e ainda prossegue em meia página mais adiante, acrescenta muito mais sobre os gostos musicais e literários da Dilma candidata, da Dilma cantadora, da Dilma sobrevivente de doença grave, da Dilma que adora João Cabral de Melo Neto, que chega a lembrar dos sonhos infantis, um deles, segundo ela, o que durou mais tempo, o de ser bailarina.

O inusitado da reportagem, em termos de informação ao público que, estatisticamente, parece mesmo conhecê-la ainda muito pouco, e deve ter sido o fato de que um jornal de grande circulação, num domingo de amplo espectro de leitores, se dispôs a divulgar o coração da candidata Dilma.

Uma senhora que está sendo preparada para tentar a disputa no pleito máximo da condução dos caminhos nacionais, e que, até agora, falava de pré-sal, de usinas termo-nucleares, de obras e orçamentos para o programa de aceleração do crescimento, ou se defendia de tiroteios políticos naturais que partem de adversários também interessados na mesma luta pelo poder, ou na democrática e oportuna onda de colocações plausíveis entre situação e oposição.

Pois a “poderosa” Dilma foi apresentada, “frágil”, de coração aberto, digamos assim, entre os devaneios do seu interlocutor, ou os sonhos agora difundidos para os homens disponíveis que se habilitarem a se candidatar a um lugarzinho especial no tal “coração apaixonável” ( por que não?) da candidata a nossa chefe de Governo.

O próprio Jorge Bastos Moreno deixou escapar no seu texto que ” esse é o mistério que a campanha eleitoral certamente não vai revelar – uma pena para um país que nunca teve um primeiro-damo”.

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, e edita o Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originalmente) (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

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Maestro Ramon volta ao Barradão
ramon
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Deu no Esporte da Tribuna da Bahia:

Sobre o classico de rubronegros na noite desta quarta-feira à noite no Barradão, pela primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a TB publica:

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“Para manter vivo o sonho do G-4, somente o triunfo interessa ao Vitória, que tem a obrigação de valorizar o mando de campo, a vantagem de jogar em casa. A escalação oficial do time só saí momentos antes da partida, já no vestiário do Barradão. Mas pelo trabalho realizado esta semana no Centro de Treinamentos da Toca do Leão, o técnico Vagner Mancini deixou claro que a determinação é encarar o Flamengo, lutar os 90 minutos, e mais os acréscimos, em busca dos gols.

Com a volta de importantes jogadores que estavam em recuperação no Departamento Médico, Anderson Martins e Ramon Menezes, ou suspensos, como o zagueiro Wallace e o meia Willian, treinador terá praticamente todo o grupo à sua disposição, e aproveitou para fazer uma série de avaliações nos treinamentos da semana. Ficam de fora do clássico contra o Flamengo o goleiro Viáfara, que ainda se recupera de um estiramento muscular, o atacante Neto Berola, expulso contra o Santo André, e o volante Carlos Alberto, suspenso pela 3ª advertência do cartão amarelo.

A segunda-feira Mancini comandou um coletivo onde avaliou a possibilidade da entrada de Gláucio no meio-campo, e até o aproveitamento de Leandrão no lugar de Neto Berola, ao lado de Roger. Mas a tendência é repetir a fórmula que deu certo contra Palmeiras e Inter, com Ramon no meio-campo e Willian mais avançado no ataque, ao lado de Roger.

No fim do trabalho o assistente técnico Ricardo Silva realizou um trabalho de finalizações com os jogadores de ataque. Os treinamentos foram encerrados ontem à tarde, com início de concentração na Chácara Vidigal Guimarães.

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Bahia em Pauta recomenda: Ao Barradão, torcida rubronegra. E tudo pelo Leão da Barra!

out
07
Posted on 07-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 07-10-2009

Deu na coluna

Em sua coluna diária na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho assina uma análise sobre os subterãneos do PR no estado. “Na superfície as coisas parecem calmas, tranquilas, mas nos bastidoreso ambiente é de barata voa”, provoca o articulista da TB. Leia tudo a seguir no Bahia em Pauta, que reproduuz o texto.
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PR baiano: promessas e dívidas
PR
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OPINIÃO POLÍTICA/ BASTIDORES

Barata voa no PR

Ivan de Carvalho

Na superfície as coisas parecem calmas, tranqüilas. Mas nos bastidores o ambiente é de barata voa. Assim estão as coisas no PR da Bahia.
Começando pelo começo, convencionou-se, pelo menos para divulgação – o que parece haver sido suficiente para convencer alguns deputados estaduais –, que a direção nacional do partido liberou os parlamentares nos Estados para seguirem a direção política que quiserem, sem darem a mínima para as direções estaduais.
A idéia dos que sustentam essa tese é de que a direção estadual pode mais e tendo adotado a citada diretriz, não têm poder as direções estaduais para adotar diretriz em sentido contrário.
Daí que, embora o comando estadual do PR da Bahia esteja em ostensiva oposição ao governo estadual do petista Jaques Wagner, mesma posição de todos os deputados federais baianos ainda sob a bandeira do PR – o deputado federal José Carlos Araújo abandonou recentemente a legenda – três deputados estaduais desse partido integram ostensivamente a base político-parlamentar e eleitoral do governador Wagner. São os deputados Gilberto Brito, Pedro Alcântara e Reinaldo Braga, que há poucos dias migrou do PSL para o PR na presunção de que aí teria liberdade total para apoiar o governo Wagner e, presume-se, a reeleição do governador.
O deputado José Carlos Araújo era presidente estadual do PR, mas perdeu este cargo quando o senador César Borges decidiu aceitar o convite para ingressar na legenda e assumir a presidência e o controle na Bahia. Na composição feita na época, José Carlos Araújo foi designado secretário geral da seção regional.
Ocorreu que o deputado federal José Carlos Araújo e mais alguns deputados estaduais tudo faziam para que o PR se aliasse ao governo Wagner, enquanto as simpatias políticas do senador César Borges e dos integrantes da bancada federal (excetuando Araújo) iam na direção contrária, de oposição no âmbito estadual.
Agora, o drama. Comenta-se que brevemente (há quem sugira que possa ocorrer já na próxima sexta-feira, mas esta data não tem qualquer confirmação) a direção estadual se reunirá e fixará como diretriz partidária na Bahia, questão fechada, que a bancada estadual do PR é oposição e como tal deve se comportar.

E decidirá também que qualquer deputado estadual que tentar burlar o que se anuncia será alvo das “medidas cabíveis”, o que significa ser processado na Comissão de Ética do PR e punido – quase certamente com a expulsão da legenda – o que dará ao PR a base jurídica para requerer do Tribunal Regional Eleitoral que efetive a cassação do mandato do deputado rebelde.

Caso a Justiça Eleitoral decida aplicar também a pena cumulativa de inelegibilidade durante oito anos por infidelidade partidária, além de perder o mandato, o deputado cassado não poderia candidatar-se nas eleições de 2010 e até esgotarem-se os oito anos da penalidade de inelegibilidade, o que, na prática (ressalvados casos raríssimos no mundo, dos quais os sem direito por dez anos Fernando Collor, hoje senador, foi um e Jânio Quadros foi outro) significa fim da carreira política.

Um deputado do PR indagado sobre a comentada futura decisão da direção estadual de seu partido, foi incisivo: “Esta decisão vai fatalmente acontecer. Só não sei se será tomada na sexta-feira, pelo menos ninguém me falou isso”. Confrontado com a tese de que a direção nacional “liberou geral” para os deputados do PR apoiarem quem quisessem e que esta foi razão essencial para a recente filiação de Reinaldo Braga, o mesmo deputado do PR replicou: “Me mostre o documento da direção nacional do PR que faz essa liberação. Não existe. Se existisse, o deputado José Carlos Araújo não teria deixado o partido para apoiar o governo estadual, mesmo sabendo que, por si só, a mudança de legenda dificultaria sua reeleição”.

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