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Postado em 05-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 05-10-2009 18:40

Ditador Micheletti anuncia recuo
Rmicheleti
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Ditador golpista de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou nesta segunda-feira,5, a revogação do decreto que restringe as liberdades fundamentais no país. “A minha intenção é revogar o decreto, mas caberá ao Conselho de Ministros revogar hoje as restrições às liberdades de reunião e de imprensa”, disse Micheletti numa entrevista difundida por uma cadeia de televisão local.

Resultante de um golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de Junho, o governo de Micheletti assinou em 27 de Setembro um decreto que limita as liberdades de circulação, de reunião e de imprensa, além de autorizar detenções sem mandato judicial.

Dois órgãos comunicação social que se opõem ao golpe de Estado, a Rádio Globo e a Cadeia 36 de televisão, tiveram suas atividades encerradas no dia seguinte.Segundo os analistas da crise hondurenha, a revogação do decreto é uma das condições impostas por Manuel Zelaya, refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, para iniciar um diálogo com o regime de Micheletti.

Em entrevista ao mesmo canal, Micheletti admitiu hoje pela primeira vez o regresso ao poder do presidente Zelaya, sem especificar claramente as condições.O presidente expulso do poder em Honduras em 28 de Junho, através de um golpe de Estado conduzido por Micheletti, propõe uma agenda de três pontos para resolver a crise política no país, que prevê o seu regresso ao poder chefiando um governo de coligação.

Segundo um porta-voz de Zelaya, o primeiro ponto da agenda é a aprovação e assinatura do Acordo de San José, o segundo ponto é introduzir alterações ao texto proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e o terceiro que a implementação seja supervisionad por observadores nacionais e internacionais.

Zelaya também garantiu não ter intenção de convocar uma assembleia nacional constituinte após regresso ao poder, para tranquilizar os atuais deputados. Face às ambíguas condições do processo, a principal associação de empresários das Honduras propôs o envio de uma força de manutenção de paz internacional para acompanhar a transição de poder no país, mas sem a presença do Brasil nem da Venezuela, por “não terem permanecido neutros” no evoluir da situação.

“Essa força internacional garantiria que o acordo de paz seja implementado por ambas as partes”, referiu a associação de empresários.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Diário de Notícias, de Lisboa, e agências europeias)
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