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Posted on 02-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-10-2009

Ivete: é menino!
ivete

Deu no Glamurama (Coluna de Joyce Pascovitch na UOL)

Nasceu!

Glamurama acaba de confirmar a notícia com a assessoria de imprensa do Hospital Português de Salvador: Ivete Sangalo deu à luz a um menino. O bebê recebeu o nome de Marcelo, e nasceu grande e super saudável. A família está em festa.

* “Sou o tio mais feliz do mundo”, disse Jesus Sangalo, irmão de Ivete.

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joca
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João Carlos Teixeira Gomes, jornalista e escritor, filho do primeiro goleiro do Bahia, solta chispas e verbos contra os cartolas do clube baiano, numa entrevista carregada de atávica paixão tricolor, publicada pela revista digital, Terra Magazine, com assinatura do repórter baiano Claudio Leal (rubronegro dos bons). O tricolor de aço está ameaçado de voltar à Série C e vive colapso administrativo. Isso, para Joca, é um fenômeno social que requer reação cívica dos baianos como no 2 de Julho. Bahia em Pauta reproduz a entrevista, na íntegra, para seus leitores. Confira. (VHS)

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Claudio Leal
De Salvador (BA)

Alcançava todas as bolas. No jargão futebolístico dos anos 30, o primeiro goleiro do Esporte Clube Bahia, Teixeira Gomes, era “uma antena”. Pegava tudo. Naquela tarde do Campo da Graça, mítico e extinto gramado de Salvador, a antena tricolor contrariou o epíteto e sofreu um frango. Ora vá, torcida. O corpulento goleiro passou a reagir às vaias com bananas e ofensas. No campo em que, anos mais tarde, o cronista Antonio Maria irradiaria outras pelotas, ele seria capaz de irromper uma batalha para honrar sua fama de arqueiro. Revoltados, os torcedores avançaram contra Teixeira Gomes e suas bananas.

Hora do folhetim: à beira do gramado, num carro, o dono do cinema Jandaia, João Oliveira, acompanhava o jogo com suas filhas, como num corso carnavalesco. Em solidariedade, ofereceu abrigo ao fugitivo no automóvel, ao lado de suas pequenas. Desse frango nasceria um casamento: entre respirações sobressaltadas, Teixeira Gomes se enamorou por Célia, uma das filhas de Oliveira.

O escritor e jornalista João Carlos Teixeira Gomes nasceu dessa fuga e desse encontro improvisado. Nascido em 1936, filho de um dos primeiros ídolos do Bahia, Joca, como é conhecido desde os tempos da Geração Mapa – protagonizada pelo cineasta Glauber Rocha -, deve ao tricolor baiano o primeiro respiro de vida. Agora que o clube esboça um retorno à Série C, depois de perder em casa para o Duque de Caxias (2×1), e vive uma decadência sem precedentes, Joca se integra atemporalmente ao Batalhão dos Periquitos, grupo de baianos que atuou no expurgo das tropas portuguesas em 1823, para conclamar:

– Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso, para estabelecer a grande e definitiva reação, pois o Bahia hoje depende, exclusivamente, do amor e do poder da sua torcida.

Autor da melhor biografia de Glauber e de competente ensaio sobre a obra de João Ubaldo Ribeiro, Teixeira Gomes promove disparos telefônicos aos amigos a cada derrota humilhante. Fundado em 1931, o Esporte Clube Bahia caiu para a Terceira Divisão em 2005 e neste outubro beira outra vez o rebaixamento para o quinto círculo do inferno. O escritor ressalta: a crise do tricolor é um “fenômeno social”.

– O Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia.

Presidido pelo deputado federal Marcelo Guimarães Filho (PMDB) – primogênito do empresário e ex-deputado preso pela Polícia Federal em 2007, Marcelo “pai” -, o clube é dominado há décadas pelo mesmo grupo, que não esboça afastamento e até absorve os opositores. Patrimônio alienado, trocas frenéticas de técnicos, atrasos no pagamento dos jogadores, humilhações sucessivas, constelação medíocre e continuísmo de cartolas. Teixeira Gomes diagnostica:

– São notoriamente pessoas absolutamente incompetentes para soerguer um clube que vem sofrendo uma desmoralização continuada e intolerável para sua imensa torcida. Basta vermos que as sucessivas diretorias incompetentes, dentro dessa linha de continuísmo, não foram sequer capazes de fazer do Bahia uma equipe de competência média para disputar os torneios locais e nacionais.

Leia a íntegra da entrevista com o tricolor João Carlos Teixeira Gomes, ex-editor-chefe do Jornal da Bahia e autor, entre outros livros, de “Tempestade Engarrafada”, de “Glauber Rocha, esse vulcão”, do best-seller “Memórias das Trevas” e do romance recém-lançado “Assassinos da Liberdade”.

Terra Magazine Em colapso administrativo, o Esporte Clube Bahia perdeu em casa para o Duque de Caxias e agora corre o risco de voltar para a Terceira Divisão. Filho do primeiro goleiro do clube e torcedor extremado do tricolor baiano, como o senhor analisa a derrocada do Bahia?

João Carlos Teixeira Gomes – É preciso notar, em primeiro lugar, que o Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia. Basta que se dimensione a grandeza da torcida de um clube que, por si só, é capaz de encher um estádio das dimensões da Fonte Nova, como ficou patente para todo o Brasil, mais uma vez, no episódio da queda da arquibancada da Fonte Nova em 2007 (no jogo contra o Vila Nova). Ora, diante de um fenômeno dessa envergadura, é inconcebível que sucessivas diretorias incompetentes, notoriamente vinculadas aos interesses e às ambições do senhor Paulo Maracajá (ex-presidente do clube e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios), venham levando em progressão ininterrupta um clube dessa força popular à completa desmoralização e à decepção profunda da sua torcida. O sofrimento hoje da grande massa que se identifica com o Bahia, pelas cores do clube e pelas suas tradições de vitórias, inclusive com dois campeonatos brasileiros, no rol de suas conquistas, é um fato que transcende a esfera puramente esportiva para se transformar num verdadeiro trauma da sociedade baiana.

Terra Magazine – O senhor fala em “trauma da sociedade baiana” e isso me leva a perguntar se a decadência do tricolor não está vinculada à própria mediocridade cultural e econômica da Bahia, que vive uma estagnação cultural profunda?

Não vejo não. Vejo no plano esportivo. Como jornalista, mais do que como torcedor, vejo a decadência do Bahia como consequência de uma espantosa incapacidade administrativa, que foi acentuada a partir dos 7 x 0 que o clube tomou na Fonte Nova em jogo contra o Cruzeiro, na gestão de Marcelo Guimarães, o pai (em 2003). Dali começou o Bahia a despencar para as divisões inferiores, sem capacidade de organizar sequer um time de futebol que mantivesse ao menos as tradições locais, de conquistas de campeonatos na Bahia.

Terra Magazine – O atual presidente do clube, que contou com muitas simpatias políticas, é filho do ex-presidente Marcelo Guimarães, que foi preso numa operação da Polícia Federal, a Jaleco Branco. A crise se origina também dessa incapacidade de se renovar?

Exatamente. Não tem havido renovação. A incapacidade de renovação administrativa se deve à permanência do grupo que, sob a chefia hoje dissimulada de Paulo Maracajá, incluiu depois uma figura sem a menor tradição no clube que foi o senhor Petrônio Barradas, sequenciando a desastrosa gestão do ex-deputado estadual Marcelo Guimarães e hoje continuada por seu filho. São notoriamente pessoas absolutamente incompetentes para soerguer um clube que vem sofrendo uma desmoralização continuada e intolerável para sua imensa torcida. Basta vermos que as sucessivas diretorias incompetentes, dentro dessa linha de continuísmo, não foram sequer capazes de fazer do Bahia uma equipe de competência média para disputar os torneios locais e nacionais. Há um dispêndio enorme de contratações de jogadores sem condições de vestir a camisa do Bahia, distanciados das tradições do clube, técnicos improvisados e, sobretudo, dispersando os recursos imensos que o clube angaria pela fidelidade da sua torcida. Medianamente administrado, com políticas realísticas em relação ao novo estágio do futebol brasileiro, o Bahia seria um clube auto-suficiente e com um substancial patrimônio físico.

E, no entanto…
Não tem nem mais acomodações dignas para seus jogadores, vai perdendo progressivamente o pequeno patrimônio que construiu ao longo dos anos, sem direito a nunca ter tido um grandioso estádio que suas tradições impunham. O conjunto desses fatos aponta para o absoluto despreparo da camarilha que ao longo de todos esses anos vem desgovernando o Esporte Clube Bahia, tendo chegado ao cúmulo de contratar um ex-dirigente do Esporte Clube Vitória (Paulo Carneiro), já expulso das fileiras do clube rival para comandar o setor de futebol do Bahia. Esqueceram-se de que esse mesmo dirigente, quando presidente do Vitória, humilhava a diretoria do Bahia nos jogos do estádio Barradão, não mencionando no letreiro sequer o nome do Bahia, que era simplesmente “o visitante”.

Paulo Carneiro, que agora foi defenestrado também do Bahia, afirmou que o tricolor tinha uma torcida de “suburbanos”. (risos) Essa eu não sabia! Ele punha “visitante” no letreiro…

Terra Magazine – Apesar da crise evidente, há uma movimentação de velhos opositores para aderir ao grupo de Marcelo Guimarães Filho. Alguns eram até raivosos. Como definir esse ensaio de adesão?

Uma coisa espantosa! Essa aproximação é uma coisa espantosa e infunde a desesperança entre a sofrida torcida do Bahia. Creio mesmo que, ao lado dos interesses permanentes de retorno do senhor Paulo Maracajá, apostando no caos para aparecer como salvador da pátria, está a ausência de uma oposição unida e capaz de trabalhar contra a atual diretoria para o soerguimento do clube. É um dos fatores que respondem pela permanência de longo tempo dos coveiros, porque não há uma proposta concreta de reação capaz de empolgar a torcida e levá-la outra vez para as ruas como em 2006. O torcedor do Bahia é hoje um desesperançado.

Terra Magazine – Você aceitaria ver um jogo do Bahia?
Para mim, ver o Bahia jogar sempre foi uma alegria imensa, pois me acostumei desde criança a ver o uniforme glorioso que meu pai vestiu como goleiro e fundador. Mas eu sou, sobretudo, amante do bom futebol, do futebol bem jogado, e os times que essas sucessivas diretorias incompetentes têm organizado nos últimos anos é de uma mediocridade de campos de interior atrasado.

Terra Magazine – Como se diz na Bahia, times pra “um baba”?
De babas, ou para o público do Sul do País, de peladeiros desastrosos.

Terra Magazine – Houve passeata de torcedores, protestos, mas há apenas, neste momento, uma apatia, um desalento. Qual o último recurso dos torcedores?

Uma boa pergunta. Em 1823, os baianos se uniram para expulsar os portugueses recalcitrantes, que permaneciam em Salvador e tentavam desunir o País. Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso, para estabelecer a grande e definitiva reação, pois o Bahia hoje depende, exclusivamente, do amor e do poder da sua torcida, porque da sua diretoria há longo tempo só tem encontrado traição. Pois é isso exatamente o que são os diretores, a partir de Marcelo Guimarães pai e filho, Petrônio Barradas e todos os demais maracajistas (seguidores de Paulo Maracajá): traidores das glórias e de toda a rica trajetória do Esporte Clube Bahia.

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Rio agradece ao mundo/ Diário de Pernambuco
OLIMPÍADA/ELEIÇÃO/RIO 2016

Deu no rádio

O TSE Radio Notícias, um dos principais portais noticioso de produziu matéria sobre a emocionada entrevista do presidente Lula, em Copenhague, em seguida á escolha do Rio de janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2916. Confira.

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«Vamos provar que a alma generosa dos brasileiros vai realizar a mais extraordinária Olimpíada que o mundo já assistiu», disse o presidente brasileiro, em Copenhague, em declarações à imprensa do seu país.

Lula da Silva considerou que o Brasil e o Mundo «estavam de parabéns» pelo fato de «um país do chamado Terceiro Mundo ter conseguido a honra» de organizar uns Jogos Olímpicos.

«Hoje é um dia para celebrar, porque o Brasil deixou de ser um país de segunda classe para entrar na primeira classe», acrescentou o presidente brasileiro.

Segundo ele, quem pensa que o Brasil não tem capacidade para organizar os Jogos «vai ter uma surpresa», tendo Lula considerado que o Rio de Janeiro, «um símbolo do país» aos olhos do mundo, «merece esta honra».

De acordo com Lula da Silva, desta forma a cidade poderá melhorar a sua imagem a nível internacional, tantas vezes projetada de forma negativa através da probreza e da violência.

Lula, que encabeçou a delegação brasileira que se deslocou a Copenhague para o ouvir veredito do Comité Olímpico, admitiu ainda que chorou naquele momento porque não tinha tido coragem de o fazer «no momento da apresentação».

O presidente agradeceu o «carinho e a gentileza» do presidente do Comité Olímpico Internacional, Jacques Rogge, e assinalou depois que todos na sua delegação diziam que o belga nunca ria e estava sempre «muito sério» e questionavam-se sempre se este gostava ou não de brasileiros.

«E eu ficava sempre a pensar que muitas vezes no papel de presidente nós não podemos rir e temos de mostrar a maior seriedade», concluiu.

O Rio de Janeiro venceu na corrida pela organização dos Jogos a cidades como Chicago, nos EUA, Tóquio, no Japão, e Madrid, em Espanha, aquela que mais luta deu, mas foi batida por 66 votos contra 32 no escrutínio final dos membros do Comité Olímpico Internacional.

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Posted on 02-10-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-10-2009

Rio de Janeiro: pura alegria/IG
virio
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Deu no jornal Publico (de Lisboa)

O Rio de Janeiro vai organizar os Jogos Olímpicos de 2016, decidiram hoje em Copenhaga os membros do Comité Olímpico Internacional. A cidade brasileira foi mais votada do que Madrid na última ronda, depois de Chicago ter sido eliminada na primeira ronda e Tóquio na segunda.

Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos vão realizar-se na América do Sul e num país de língua portuguesa.

O Brasil vai assim tornar-se o centro de todas as atenções desportivas nos próximos anos, já que organizará o Mundial de futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos dois anos depois, entre 5 e 21 de Agosto.

Madrid, que tal como o Rio tinha sido derrotada na corrida aos Jogos de 2012 por Londres, volta a perder a oportunidade de organizar o maior evento desportivo do mundo.

O projecto do Rio de Janeiro assenta na beleza natural e numa forte renovação da cidade. O orçamento provisório para os Jogos é de 1,93 mil milhões de euros, mas sobe para 9,86 mil milhões de euros se forem contabilizados todos os investimentos, incluindo 3,76 mil milhões de euros em infra-estruturas e transportes.

A vila olímpica vai ficar situada na Barra, tal como os desportos de pavilhão e o centro de imprensa. No pólo do Maracanã, cujo estádio receberá o futebol, ficará também o atletismo, no estádio João Havelange.

Em Deodoro, ficarão sediados os desportos de água, como a canoagem e o remo, o tiro, o BMX e a equitação. No quarto e último pólo, a praia de Copacabana, realizam-se as competições de voleibol de praia e de triatlo.

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Posted on 02-10-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 02-10-2009

Sourio

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Posted on 02-10-2009
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provaenemf

DEU NO COMUNIQUE-SE
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O portal na web do Comunique-se, especializado em notícias de bastidores da imprensa brasileira, postou texto assinado pela reporter Izabela Vasconcelos, de São Paulo, com explicações do diretor do Estadão, Ricardo Gandour, sobre o “furo” que levou o MEC a suspender a prova do Exame do ENEM que seria aplicada sábado e domingo para mais de 4 milhões de estudantes do ensíno médio em todo país. O fato rendeua manchete de jornais diários de norte a sul do Brasil. Bahia em Pauta reproduz o texto para seus leitores:
(Postado por Vitor Hugo Soares)
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Diretor do Estadão explica furo que fez MEC adiar o Enem

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, explica como foi feita a denúncia que adiou a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal foi procurado por um homem na tarde de ontem (30/09) que, ao telefone, disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Reunindo dados do exame, o Estadão procurou o Ministério da Educação que comprovou o vazamento da prova ao analisar elementos do exame.

Jornal se negou a comprar material
“A reportagem trouxe o assunto para a direção. Sempre fazemos isso nesses casos. Pensamos conjuntamente nos passos que íamos tomar, porque vimos que estávamos diante de um fato grave. Nos documentamos e fomos em busca do ministério”, contou Gandour.

O homem que procurou o jornal pretendia vender as provas para a redação em troca de R$ 500 mil. O Estadão se negou a comprar o exame, mas decidiu ir ao encontro do homem para fazer uma breve consulta no material. “Jamais compraríamos o material, desde o primeiro momento esclarecemos”, diz o diretor.

Duas pessoas compareceram ao encontro com as provas em mãos que disseram ter recebido na segunda-feira (28/09), de um funcionário do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. Os dois afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

A repórter do jornal, Renata Cafardo, que fez a matéria ao lado de Sérgio Pompeu, escreveu em seu blog no Estadão. “Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. (…) Tratei de decorar o máximo de questões possíveis”.

Renata disse que a intenção dos homens era apenas o dinheiro. “Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso”, escreveu.

A repórter também informou em sua página que pouco antes da ligação do homem que pretendia vender as provas, recebeu um recado de uma outra pessoa interessada em vender o gabarito do exame.

Apuração e provas

Consultando alguns trechos do material, o jornal decidiu procurar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e repassar alguns elementos do conteúdo do exame. Com a ajuda de técnicos do Inep, o ministro confirmou o vazamento da prova.

Com o adiamento do exame, a nova prova será aplicada em 45 dias, com um prejuízo que pode chegar a R$ 34 milhões para o ministério. O caso será investigado pela Polícia Federal, que abrirá inquérito por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Furo e censura

O caso repercutiu em toda a imprensa brasileira. Para Gandour, o furo é ainda mais importante nesse momento em que o veículo passa por uma censura, pela qual o jornal é proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica, que envolve o nome do filho de José Sarney, presidente do Senado.

“Nessa hora o sentido mais importante é ressaltar o valor da imprensa para a sociedade, porque a imprensa não busca o poder, mas a verdade. Num momento em que nós estamos censurados, um episódio como esse resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade”, declarou.

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