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Postado em 01-10-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-10-2009 10:12

Ministro Haddad: insone / Agência Brasil
haddad
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O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na manhã desta quinta-feira ao ser entrevistado na Radio Band News pelo jornalista Ricardo Boechat, que deseja a imediata entrada da Polícia Federal na investigação de responsabilidade pelo vazamento da prova do Enem, que seria aplicada no próximo sábado em todo país.Haddad conversou com o ministro da Justiça, Tarso Genro,durante a madrugada de hoje, sobre a sua intenção, ao tempo em que disse suspeitar de que a fraude tenha sido praticada durante o processo de impressão da prova na gráfica.

O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), denunciado pelo jornal Estado de S. Paulo, levou o Ministério da Educação a cancelar nesta madrugada a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame.

“Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance”, afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1 hora, por telefone, ao Estadão.

Na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. “Isto aqui é muito sério, derruba o ministério”, afirmou o homem.

O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.

Matéria divulgada na edição online do jornal paulista revela que o encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

“Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego”, disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material “de Brasília, de gente do Inep, do MEC (Ministério da Educação)”. Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. “Não tenho motivação política.” Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. “Registramos em cartório cópias das provas.”

Segundo o Estadão, Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. “Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada.” Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. “A gente vende isto aqui até por mais dinheiro”, disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV.

Novo exame

O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias. Como a metodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seus processos seletivos em favor do novo Enem.

Empresa baiana

Pelas movimentações e declarações de técnicos e autoridades do MEC é praticamente certo que, com a entrada da Polícia Federal no caso (se o pedido do ministro Haddad for atendido, boa parte das investigações recairá sobre uma empresa baiana.Pela primeira vez desde a sua criação, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está sendo organizado em 2009 por um consórcio sob a liderança da Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos (Consultec).

Integrado também pelo Instituto Cetros, de São Paulo, e pela FUNRio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (CONNASEL) foi escolhido através de licitação pública para cuidar de toda a parte operacional de aplicação da prova do Enem.

Todas as etapas da seleção estão sob responsabilidade do consórcio, com exceção das inscrições e da elaboração das questões das provas, ambas realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

O caso promete. A Conferir.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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