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Postado em 30-09-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 30-09-2009 17:02

Marcelo Nilo: surpresa na Assembléia
nilo
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Ontem, 29, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, que nesta quarta-feira troca o PSDB, onde levou quase 20 anos, pelo PDT, onde é difícil prever quanto tempo ficará, voltou a surpreender a todos os presentes na sessão da Casa, inclusive alguns parlamentares mais desatentos.

A surpresa de Nilo não se deveu a qualquer reviravolta de última hora – como no caso do deputado Reinaldo Braga – quanto a filiação ao partido do ministro Luppi, de amores renovados com o governo Jaques Wagner, mas quando o presidente anunciou a votação de um requerimento formulado pelo deputado Fernando Torres. Este pediu uma prosáica licença do parlamento por 120 dias, “para tratar de assuntos particulares”.

Essa modalidade de licença permite o afastamento do deputado pelo prazo máximo de 120 dias sem necessitar a convocação do suplente, a não ser por acordo de lideranças. Fato semelhante aconteceu ano passado, quando o então candidato a prefeitura de Feira de Santana Tarcízio Pimenta se licenciou na campanha. Na época um acordo de lideranças permitiu a convocação do suplente, Pedro Alcântara. Neste caso, aparentemente nenhum outro interesse pesava naquela decisão.

Ontem, porém, foi diferente, pois a exemplo do quórum, na Assembléia atualmente também a suplência passou a servir como moeda de troca. Quem inaugurou o escambo legislativo foi o presidente do PSC, Eliel Santana, que nos bastidores é conhecido por sua grande sede por cargos e por gostar de empregar apadrinhados políticos e parentes.

Eliel conseguiu, num acordo com o PMDB, empossar seu filho como deputado Federal no lugar de Sérgio Brito, que assume hoje a Secretaria de Administração da prefeitura de Salvador. Esse acordo já havia sido tentado com Wagner, mas não deu certo. Nas negociações entre o governo e o PSC a convocação do filho de Eliel era parte inegociável.

Agora Eliel está negociando com Fernando Torres que, gritam os corredores, estaria indo para o PSC. Nessa negociação estava previsto o afastamento de Fernando Torres para que, num acordo de lideranças, sua suplente Cleide Silva que é do PSC, pudesse assumir o mandato de deputada estadual.

“E daí?”, perguntam os pascácios, como diria Nelson Rodrigues. Nos bastidores, rola que Cleide Silva, representante da Igreja Assembleia de Deus, vem sendo submetida a um “seminário” ou treinamento que equivalha, promovido pela igreja, para decidir sobre sua futura candidatura e o mandato de deputada, neste momento, contribuiria para uma decisão a seu favor.

Uma coisa é certa Eliel passou toda a tarde de quarta-feira no plenário, sentado ao lado de Fernando. Um gozador refinado comentava na galeria: “Aí é que mora o perigo!”

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Comentários

mateus on 30 setembro, 2009 at 22:42 #

o substituto do depudado Sergio Brito é o ex deputado federal Milton barbosa!!!


Robson on 7 outubro, 2009 at 12:04 #

Prezado, como você ou é mal informado ou mal intensionado. Como dito no comentário acima quem assumiu como Dep. Federal foi Milton Barbosa, que se não me engano chega a ser mais velho que Eliel. O Dep. Fernando Torres foi para o DEM e não para o PSC. A Dep. Cleide é da Igreja Quandrangular e não da Assembléia de Deus. Resumindo você errou todos os chutes.


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