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Foto da polêmica na Espanha
zapatero
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Deu no Diário de Notícias, de Portugal

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, pediu à Casa Branca que retirasse do seu ‘site’ uma imagem em que apareciam as suas duas filhas menores ao lado do presiddente dos Estados Unidos, Barack Obama. A agência de noltícias européia EFE decidiu não publicar on-line outra foto e a oposição espanhola critica decisão.

O influente Diário de Notícias, de Lisboa, assinala que desde que foi eleito, em 2004, que o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, defende o direito à privacidade das suas filhas. Mas esqueceu-se de informar a Casa Branca, que acabou por retirar do seu site uma fotografia das jovens com os pais ao lado do casal Obama horas depois de a publicar.

Por seu lado, a agência EFE nem chegou publicar em seu site outra imagem – alegadamente após receber um aviso do Governo -, com a oposição já falando em censura.

Desde que foi eleito, em 2004, que o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, defende o direito à privacidade das suas filhas. Mas esqueceu-se de informar a Casa Branca, que acabou por retirar do seu site uma fotografia das jovens com os pais ao lado do casal Obama horas depois de a publicar. Por seu lado, a agência EFE, nem chegou a divulgar on-line outra imagem – alegadamente após receber um aviso do Governo -, com a oposição a falar em censura.

Os diários espanhóis ABC e El Mundo publicaram nas suas edições de ontem a imagem das filhas de Zapatero (com o rosto das menores desfocado) tirada por um dos fotógrafos da Casa Branca, mesmo depois de esta ter sido retirada do site.

A discussão que tomou conta da Espanha neste sábado é: pode Zapatero querer manter a privacidade das filhas quando as leva numa viagem oficial e se deixa fotografar num evento também oficial? Alba e Laura, de 14 e 16 anos, surgem com um visual gótico ao lado dos pais, à entrada de um jantar oferecido por Barack Obama no Metropolitan Museum, em Nova Iorque, na última quarta-feira.

Ainda antes de partir para os EUA, Zapatero tinha sido criticado pela oposição por levar as filhas numa viagem paga pelos contribuintes. “Se viaja com as filhas, deve assumir que se lhes tire fotografias”, indicou ao El Mundo o vice-secretário da Comunicação do Partido Popular, Esteban González Pons. O Palácio de La Moncloa lamentou ontem a publicação da foto, dizendo que foi a “ruptura de um acordo tácito”.

Por seu lado, a EFE fotografou as jovens durante o discurso de Barack Obama na ONU. Depois de confirmar a identidade das filhas de Zapatero, o fotógrafo enviou a imagem para Madrid. Aí, foi decidido não a colocar on-line. Os jornais diários espanhóis revelavam ontem que a agência teria recebido uma chamada do Governo nesse sentido.

Carla Bruni e o filho de Sarkozi

A EFE assegurou contudo que não houve pressão do Executivo liderado por Zapatero e que a decisão foi tomada internamente, pelo Comité da Redação, com base no seu estatuto editorial em relação à publicação de imagens com crianças. Contudo, no mesmo dia, a agência publicou uma foto da primeira dama francesa, Carla Bruni, ao lado do filho mais novo de Nicolas Sarkozy, Louis.

A discussão está lançada na Espanha: pode Zapatero querer manter a privacidade das filhas quando as leva numa viagem oficial e se deixa fotografar num evento também oficial? Alba e Laura, de 14 e 16 anos, surgem com um visual gótico ao lado dos pais, à entrada de um jantar oferecido por Barack Obama no Metropolitan Museum, em Nova Iorque, na última quarta-feira.

Ainda antes de partir para os EUA, Zapatero tinha sido criticado pela oposição por levar as filhas numa viagem paga pelos contribuintes. “Se viaja com as filhas, deve assumir que se lhes tire fotografias”, indicou ao El Mundo o vice-secretário da Comunicação do Partido Popular, Esteban González Pons. O Palácio de La Moncloa lamentou ontem a publicação da foto, dizendo que foi a “ruptura de um acordo tácito”.

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Posted on 26-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-09-2009

Greve termina. Atrasos continuam
Tap
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Os passageiros da TAP ainda estão afetados pela greve dos pilotos, que terminou à meia-noite em Portugal. Há vários vôos com atrasos, entre estes o da jornalista baiana Zoraide Villas-Boas ( leitora, amiga e colagoradora deste Bahia em Pauta), que está de retorno de viagem à Europa. A companhia aérea acredita que tudo vai ficar normalizado até o final do dia deste sábado, 26.

A companhia aérea portuguesa acredita que até ao final do dia tudo estará normalizado. A garantia , segundo o site da TSF-Radio Notícias, foi dada por André Soares, do gabinete de comunicação da TAP, que sublinha ainda que os atrasos não são muito significativos e não atingem a maioria dos voos.

Segundo TSF, a TAP conta ter tudo normalizado até ao final do dia depois dos pilotos da companhia terem feito uma greve de dois dias.

Boa viagem, Zó, a Bahia te espera

(Vitor Hugo Soares, con informações da TSF-Radio Notícias, de Lisboa)

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A Bossa Nova mora no Bahia em Pauta. Aqui, e agora, o Zimbo Trio interpretando Incompatibilidade de Gênios, música de João Bosco, ao vivo, no Parque Ibirapuera. Amilton Godoy, estraçalha, ao piano, Itamar Collaço, deixa cair, no contrabaixo, e Rubens Barssoti, barbariza, na bateria. O Zimbo prepara o aperitivo sonoro da Rádio BP, para seus ouvintes, em mais um final de semana de sol. Aproveitem!
(Gilson Nogueira )
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“Incompatibilidade de Gênios” é a música para começar o dia na Rádio BP (como diz Gilson) também na interpretação fantástica de João Bosco, o autor. Músicos, bateria, percussão igualmente espetaculares! Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 26-09-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 26-09-2009

O Lula da ONU…
lulonu
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…E o Lula da camiseta
pasquim

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ARTIGO DA SEMANA

A CAMISETA DE LULA E A ONU

Vitor Hugo Soares

Foi um impacto, não nego. A câmera da televisão enquadrou a cara enfezada de Luiz Inácio Lula da Silva com toques de algum aprendiz americano do baiano Glauber Rocha. Era quarta-feira, 23 de setembro de 2009 e o presidente do Brasil caminhava para a tribuna onde faria, por praxe diplomática, o primeiro discurso na abertura da 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas – proeminência da qual o dirigente brasileiro soube tirar proveito como raramente se viu naquele pedaço globalizado de Nova Iorque.

Mesmo metido em terno de corte impecável, cabelo e barba agora tomados de incontáveis fios brancos – mas aparados e cuidados por bom barbeiro de Brasília ou de São Bernardo – a imagem que a TV mandava para o mundo, empurrava a memória para São Paulo de uns 30 anos atrás.

A cidade onde em cada esquina se vendia aquela camiseta de algodão, com o desenho do então líder dos operários metalúrgicos do ABC. Lula com pinta de “sapo barbudo”, como definiu o gaúcho Leonel Brizola ao retornar do longo exílio decorrente do golpe que derrubou o governo democrático do presidente João Goulart. Na camisa, o desenho do rosto do então líder operário de cabelos desgrenhados, cara amarrada, e o aviso escrito em tom vermelho: “Não mexa comigo. Hoje eu não tô bom!”

Lembram? Até em Montevidéu e Buenos Aires vi algumas delas penduradas nas barracas da feira de San Telmo e nos quiosques da Corrientes ou, do outro lado do Rio da Prata, na Avenida 18 de Julio, onde ainda era possível tropeçar com exilados brasileiros em cada esquina, mesmo depois da expulsão de Brizola para os Estados Unidos, pelos ditadores da turma da Operação Condor que mandavam por lá.

Mas o que quero mesmo dizer é: raras vezes nos últimos tempos Lula esteve tão parecido com o cara da camiseta, como nesta semana, em Nova Iorque. É só conferir as imagens – o que não é fácil, porque a mídia brasileira (especialmente os jornais impressos e as grandes redes de TV), cobriu o assunto com displicente e estranha má vontade. Quase sempre em tom irônico ou abertamente ofensivo em relação às vítimas do golpe e benevolente, para dizer o mínimo, com os golpistas.

Vale observar que Lula modificou de última hora sua fala do chefe de Estado sobre temas mundiais mais candentes – como a crise financeira que amedrontou o mundo e o aquecimento global que ameaça o futuro do planeta – para introduzir um tema tipicamente latino-americano. A velha e sempre daninha tentação golpista contra regimes democráticos e as liberdades fundamentais no continente.

Esta questão, que parecia superada, foi retomada em junho passado, a partir da surpreendente, audaciosa e violenta deposição do presidente eleito de Honduras. Sob o argumento que tentava convocar um plebiscito para mudar a constituição e poder disputar um segundo mandato, Manuel Zelaya foi tirado da cama de madrugada, de pijama, com armas apontadas para sua cabeça por militares emcapuçados. Levado à força para o aeroporto, foi posto dentro de um avião e expulso de seu país e do governo legitimamente conquistado.

Episódio que agora recrudesce com consequências imprevisíveis, a partir do retorno do presidente – de surpresa para o ditador civil posto em seu lugar – , abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, em meio a cortinas de fogo e fumaça que o episódio levanta. Lula, o primeiro a gritar na primeira hora do golpe, não muda de tom.

Na ONU defendeu a imediata recondução do presidente eleito de Honduras ao cargo e exigiu a inviolabilidade da embaixada brasileira como preliminar para outras negociações legais e diplomáticas. Disse de forma clara e com a expressão apropriada, que se o fórum mundial em geral, e em particular o Conselho de Segurança não tomar uma posição firme desta vez sobre a crise em Honduras, outros golpes se seguirão.

“Não somos voluntaristas. Mas sem vontade política não se pode enfrentar e corrigir situações que conspiram contra a paz, o desenvolvimento e a democracia… A comunidade internacional exige que Zelaya reassuma imediatamente a Presidência de seu país e deve estar atenta à inviolabilidade da missão diplomática brasileira na capital hondurenha”, disse o presidente.

Ontem, em Pittisburgh, onde desembarcou para a reunião do G-20, o presidente não baixou s voz. Insiste na urgência do Conselho de Segurança da ONU entrar com firmeza no caso, “pois os golpistas estão exagerando, estão quase exigindo que o presidente eleito democraticamente peça desculpas por estar em Honduras”.

E reservou as farpas finais para os que seguem firmes nas teorias de conspiração do Brasil mexendo os cordões em Honduras, ou priorizam nos espaços de informação mais o chapelão de Zelaya que a efetiva cobrança de responsabilidade dos que tocam, de fato, esta nova aventura golpista na América Latina.

“Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim”, disse Lula, ainda sem tirar a camiseta dos anos 70.

Façam suas apostas.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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