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Posted on 19-09-2009
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Festa no Barradão/ Correio da Bahia
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Duas apresentações de gala seguidas no Barradão: Menos de uma semana depois de vencer o líder Palmeiras, na rodada de domingo passado, o Vitória bateu o Internacional por 2 a 0, neste sábado, resultado que impediu que o Colorado dormisse na ponta e aumentou para seis jogos a invencibilidade rubro-negra dentro de casa. Nos dois espetáculos, porém, o mesmo grande maestro: Ramon Meneses,

No triunfo baiano deste sábado, em partida espetacular que fez a torcida rubronegra vibrar o tempo inteiro, mas principalmente no segundo tempo, o Vitória mais uma vez juntou a fome com a vontade de comer. Impôs seu ritmo assim que o juiz apitou para a saída do jogo e a bola rolou. E como!

Com a mesma equipe que bateu o líder Palmeiras, semana passada, time da casa jogou do jeito que o técnico Mancini mais gosta: Abusou da velocidade e dos chutes potentes à meia distância do lateral Apodi para assustar o Inter e segurar as investidas do time gaúcho.

Ao adiantar a marcação e caprichar na distribuição dos passes no meio de campo, o time de Vagner Mancini tentou aproveitar o tempo que tinha antes que o Colorado pudesse se organizar em campo. Batendo cabeça, a defesa da equipe gaúcha deu liberdade aos atacantes rubro-negros, mas ainda assim o primeiro tempo foi muito equilibrado..

Mas a noite era mesmo rubronegra e, na segunda fase, Ramon Meneses que já comandava a jogo de seu time, brilhou ainda mais intensamente no Barradão e marcou outro desempenhos consagrador. Tanto com a bola correndo, como nas jogadas de bola parada em que é sempre decisivo.

Tanbém em noite inspirada, o artilheiro Roger teve as melhores chances rubro-negras. Mas o primeiro gol saiu com Uelliton. Após ótima cobrança
de escanteio de Ramon, Sandro, que vinha sendo contestado após retorno da Selelção, ficou olhando a bola e o volante subiu como se voasse dentro da área para cabecear e marcar. Começava aí a melhjor parte da festa rubronegra no barradão, que ainda segue pelas ruas de Salvador.

Em seguida, o zagueiro Índio derrubou Roger na área e viu o artilheiro baiano ampliar a vantagem. Aos gritos de “Olé”, o time da casa não reduziu a pegada firme, como de outras vezes, dominou inteiramente o time gaúcho , sem correr risco de uma reação até o fim, apesar das mudanças de Tite , sem nenhum resultado pratico.

Antes do jogo começar o goleiro Lauro, do Inter,: “O Vitória será uma equipe que vai tirar pontos de quem está no topo”. Dito e feito para a alegria do goleiro Viáfara, outro destaque do rubronegro baiano , principalmente no primeiro tempo, quando fez defesas cruciais.

Agora é festa na cidade.Merecida.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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Posted on 19-09-2009
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Dilma Rousseff: “só os tupininquins”
mindilma
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Deu na Folha de S. Paulo

Em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo, edição deste domin- go, 20, que já está nas bancas da capital paulista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma que o Estado mínimo é uma “tese falida”, que “só os tupiniquins” aplicam. Em sua opinião, quem defendia que o mercado solucionava tudo “está contra a corrente” e “contra a realidade”.

As declarações estão na entrevista ao repórter Valdo Cruz, cuja íntegra já pode ser lida no diário paulista. Nome petista da preferência do presidente Lula à sua sucessão em 2010, Dilma sai em defesa do presidente, diante das críticas de que ele adotou uma política “intervencionista e estatizante”.

“Os empresários podem falar o que quiserem, que é democrático. O presidente da República não pode dar uma opiniãozinha que é intervencionista. Diríamos assim, não é justo”, protestou Dilma, num tom exaltado, em seu gabinete, todo ornamentado com imagens de santos.

A chamada na Folha Online para a entrevista, assinala: Bem- humorada, a ministra afirmou não aceitar a pecha de “intervencionista”, mas não escondeu o sorriso ao dizer que “aceita” e “concorda” que o governo Lula seja classificado de nacionalista e estatizante.

(Postada por Vitor Hugo Soares)

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LEIA ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DA MINISTRA DILMA ROUSSEFF NA FOLHA DE S. PAULO.
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Posted on 19-09-2009
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Mandado de segurança: “Congresso omisso”
congresso

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OPINIÃO / DIREITOS


Congresso e governo atacam a sociedade

Ivan de Carvalho

Enquanto a mídia noticia e discute animadamente sobre a perspectiva de o Advogado Geral da União, José Dias Toffoli, vir a ser escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Carlos Alberto Direito, morto recentemente, faz um silêncio sepulcral sobre o golpe aplicado pelo Congresso e pelo presidente da República sobre um dos mais importantes instrumentos da cidadania, o mandado de segurança.

Não dá para entender como a mídia praticamente ignorou a elaboração e aprovação da Lei 12.016 de 2009 pelo Congresso e sua sanção, em agosto, pelo presidente da República e continua sendo incrivelmente discreta, agora, sobre a iniciativa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil de ingressar – o que aconteceu ontem – com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra essa nova lei, que regulamenta os mandados de segurança individual e coletivo.

Assim é que o indivíduo e a sociedade brasileira são vergonhosamente surrupiados em seus direitos pelos agentes políticos – seja no Congresso, seja no comando do Poder Executivo – e a mídia (jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas de circulação nacional) não cumprem sua função de informar as pessoas sobre o golpe que lhes está sendo aplicado. Isto merece a qualificação de uma traição, pois essas pessoas são leitores, ouvintes, telespectadores, portanto, o público que espera da mídia que o informe ao menos nas questões essenciais para sua própria vida e/ou para a nação.

Caso não queira a mídia aceitar a qualificação de alta traição à sua função básica e ao seu público, então terá que aceitar a única alternativa possível para a inaceitável e imperdoável omissão – incompetência absoluta da mídia brasileira. Especialmente daquela mídia mais poderosa que mantém intensa cobertura das atividades e inatividades do Congresso Nacional e da Presidência da República, com um monte de repórteres credenciados, comentaristas, analistas e suas bem nutridas sucursais em Brasília.

Nos meios especializados, quando a Lei 12.016/09 foi sancionada, no mês passado, chegou-se a dizer que ela criou algo como um “apartheid jurídico”, afirmação aceita e endossada pela OAB, que repete agora que a lei cria um “apartheid no Judiciário”. Não se trata, evidentemente, de um “apartheid” pela cor da pele, como existia em alguns países da África, especialmente na África do Sul, mas um “apartheid” econômico.

É que a lei citada estabelece que, caso haja valores pecuniários envolvidos na situação objeto do mandado de segurança, o magistrado poderá solicitar do impetrante um depósito caução ou fiança antes de conceder uma medida liminar. Isto significa que as pessoas que disponham de recursos podem depositar o valor em questão e pedir uma medida liminar, enquanto as pessoas economicamente desprovidas ou menos providas ficarão impedidas de se beneficiar – sempre que houver um valor pecuniário a depositar – do valioso e não raro essencial instrumento da medida liminar. No popular: pobre não tem vez. “O mandado de segurança vai ser só para os ricos”, comentou o presidente da OAB, Cezar Britto.

Este é o primeiro dos insultos à cidadania e ao direito individual e de grupos de indivíduos (mandados de segurança coletivos) que a nova lei perpetrou. O segundo diz respeito ao fato de ela restringir o acesso ao mandado de segurança, de vez que “ao disciplinar as hipóteses de cabimento do mandado de segurança, individual ou coletivo, o legislador não preservou a amplitude da ação de natureza constitucional”. Sustenta o presidente do Conselho Federal da OAB que a lei “apequenou” o mandado para aumentar a proteção ao poder público e a suas autoridades. Sustenta ele que a lei “apequenou” o mandado para aumentar a proteção ao poder público e a suas autoridades.

Na verdade, a lei é um avanço do predomínio do Estado sobre o indivíduo, matéria prima básica para a construção de qualquer autoritarismo.

O relator do processo no STF será o ministro Marco Aurélio Mello.

( Este artigo do foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia, 16/9, na coluna política do jornalista Ivan de Carvalho)

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Posted on 19-09-2009
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Marad


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O grupo Novos Baianos, em apresentação gravada no ano de 1973, canta “Ladeira da Praça”, interpretação imortalizada em vídeo disponível no You Tube, garimpado por Regina em plena Califórnia e mandado de Belmont, na área da linda Baia de San Francisco, no oeste dos Estados Unidos, para o Bahia em Pauta.

É esta a música escolhida para começar o dia neste último sábado de inverno soteropolitano – mais parece verão – neste site-blog da “mui formosa província da Bahia”, mas de olhos pregados no mundo em seus projetos e sonhos cosmopolitas. Assim como a Ladeira da Praça (que segue linda ainda lá), paisagem da cidade provinciana e cosmopolita ao mesmo tempo, com suas meninas e meninos descendo e subindo o tempo inteiro, antes como hoje.

O vídeo em si é uma atração que apresenta um desafio especial para os leitores ouvintes “da Radio BP”, como diz o jornalista Gilson Nogueira. participam da apresentação Moreas Moreira, Pepeu Gomes,? Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo, Negrita… Mara.

O jogo que Bahia em Pauta propõe a seus leitores é identificar cada um deles nesta preciosa gravação dos anos 70. Divirtam-se e feliz sábado para todos, na Bahia e no mundo.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 19-09-2009
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Serra em Salvador /img. Estadão
Record
Lula e Dilma em Porto Alegre
ludilma

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ARTIGO DA SEMANA

SERRA NO TERREIRO DE LULA

Vitor Hugo Soares

No começo, há mais de 10 anos, Lula descobriu o enorme potencial nordestino como fonte decisiva de votos em disputas presidenciais. Na Bahia, como nos tempos pioneiros da exploração de petróleo na área suburbana de Lobato (pobre e abandonada hoje como sempre), o ex-líder metalúrgico do ABC paulista, fundador do PT, desenvolveu longo, largo e paciente trabalho de prospecção política, nem sempre com resultados favoráveis. Mas acabou descobrindo reservas eleitorais tão abundantes para ele quanto as do óleo do Pré-sal, no qual o mundo inteiro anda de olho ultimamente.

Sem aviões caças, helicópteros e muito menos submarinos nucleares franceses para garantir a segurança de tão preciosas descobertas na Bahia (mas que se estendem por praticamente toda região nordestina) , gaviões e pássaros das mais coloridas plumagens – verde inclusive – sobrevoam a área e começam a pousar pelas bandas de cá na disputa por um pedaço do bolo. Um deles, o governador de São Paulo, José Serra, passou esta sexta-feira, 18, visitando a área pela segunda vez em menos de um mês.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome do PT preferido pelo presidente, aparentemente não dá muita bola – ou pelo menos não tem dedicado a mesma atenção que Lula sempre dispensou a essas “reservas”. Deve imaginar que elas estão garantidas e em segurança nas mãos do companheiro Jaques Wagner. Ou, quem sabe, considere as “minas” esgotadas, apesar da pesquisa mais recente mostrar exatamente o contrário.

Os tucanos – José Serra à frente, e o governador de Minas, Aécio Neves, logo atrás – com os números nas mãos – sinalizam claramente que pensam diferente da petista mãe do PAC. Serra que já cantou baião com Dominguinhos em São Paulo e dançou forró em Recife, voltou a aterrissar em um dos principais terreiros eleitorais do petismo no País, umbilicalmente ligado a Lula, como demonstrado cabalmente nos dois pleitos mais recentes.

Serra retornou agora com mãos cheias de números alentadores em termos de preferência, disparado nas preliminares da corrida presidencial de 2010. Enquanto isso, Dilma (PT), a concorrente mais próxima, olhada pelo retrovisor parece parada no acostamento da pedregosa estrada que vai dar no gabinete mais importante de Brasília. Na vizinhança, ela segura com fé e esperança na mão do chefe da equipe, para não derrapar mais e descer a ribanceira.

Propósito anunciado para esta nova passagem de Serra pela capital baiana: a palestra para empresários locais sobre “Perspectivas econômicas do estado e do Nordeste” na emblemática Associação Comercial da Bahia, a primeira entidade de homens de negócio da América Latina. Apesar dos reiterados avisos de Serra, salão lotado de políticos da terra: tucanos, que são poucos e mais reduzidos ainda, agora, com a fuga do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo; estrelas locais na constelação dos democratas, que ainda somam números e nomes expressivos apesar da ausência de ACM (o ex- governador Paulo Souto, senador Antonio Carlos Magalhães Junior e ACM Neto à frente), além de representantes dos partidos periféricos de sempre.

Muita gente mais, porém, a maioria desconhecida pelo visitante, na fila de abraços ou apertos de mão, disputa uma brecha para cumprir uma das mais antigas e mais perniciosas tradições da política da Bahia, “a adesão”, como vergastava o bravo e saudoso Chico Pinto, que partiu há dois anos, mas segue presente no imaginário local como eterno combatente do adesismo.

O tucano paulista plana sobre todos. “Sem falar de política”, segundo ele, mas visivelmente contente e empenhado em fortalecer sua mais que possível candidatura à Presidência em 2010, Serra demonstra ter aprendido muito com o adversário e atual ocupante do Palácio do Planalto. Não repete, como Lula, que um dia e em algum lugar no passado já foi baiano, mas já conta histórias de forte apelos locais.

“Eu aprendi a ser político na Bahia, no tempo em que era do movimento estudantil, que não era essa coisa oficialista que é hoje. Eu me elegi presidente da UNE – União Nacional dos Estudantes graças aos baianos. Paulista não sabe fazer política”, afirmou o ex-militante da Ação Popular (AP), quando da visita anterior a Salvador.

Ontem, a agenda do governador de São Paulo previa conversas em pólos conflitantes: do polêmico apresentador Raimundo Varela, porta-voz local, de peso, da Rede Record, do bispo da Igreja Universal, Edir Macedo; ao mineiro arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal D. Geraldo Magela, ex-presidente da CNBB. Mais sincretismo do que isso, impossível.

Como se vê, na Bahia ou não, no rastro das “reservas” descobertas por Lula ou em campos próprios, o fato é que Serra demonstra cada dia mais que aprendeu bem. Principalmente a política que poderá conduzí-lo ao lugar que ele mais deseja há tanto tempo.

Saravá!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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