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Posted on 17-09-2009
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batata


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No texto de Gilson Nogueira publicado nesta quinta-feira, 16, no Bahia em Pauta, uma das recordações mais comoventes do jornalista em suas andanças físicas e da memória por Salvador, é de Oscar da Penha, Batatinha. O imenso compositor popular da Bahia que se foi, mas segue presente em cada ponto da cidade, em suas sempre tristes mas sempre maravilhosas canções, como costuma assinalar a santamarense Maria Bethania

É bem o caso de “Hora da Razão”, escolhida como música para começar o dia musical neste site-blog. Aqui na interpretação de Caetano, do jeito que letra e melodia pedem e Batatinha merece. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 17-09-2009
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Capitão Lamarca
lamarca
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MARIA OLÍVIA

No próximo dia 19, sábado, a Prefeitura de Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, promove um ato político em memória dos 38 anos da morte de Carlos Lamarca e Zequinha, executados por tropas do Exército no povoado de Pintadas, atual município de Ipupiara (então pertencente ao município de Brotas de Macaúbas). Na oportunidade, o prefeito da cidade, Litercílio Júnior sancionará Lei instituindo feriado municipal o dia 17 de setembro, data em que o Capitão Lamarca e Zequinha Barreto foram assassinados, em 1971. Do ato, vão participar ministros, secretários de estado, parlamentares e lideranças de toda Bahia.

Nascido no Rio de Janeiro, em outubro de 1937, Lamarca viveu até os 17 anos no Morro de São Carlos. Filho de pais pobres, cursou a Academia Militar . Em 1955, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Mais tarde, foi transferido para Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro. Seguiu carreira, foi promovido ao posto de Capitão. Desertou do Exército para combater a ditadura militar. Na guerrilha, integrou a Vanguarda Popular Revolucionária, junto com Carlos Marighella, tornando-se um dos mais ativos combatentes ao regime instalado no Brasil.

Durante a clandestinidade, Lamarca conheceu a militante de esquerda Iara Iaverberg, que se tornou sua companheira. Ela foi morta dias antes do seu assassinato, em um apartamento no bairro da Pituba, em Salvador. Os jornalistas baianos Emiliano José e Oldack Miranda publicaram o livro Lamarca, Capitão da Guerrilha, onde narram toda história. A obra deu origem ao filme Lamarca, lançado em 1994, dirigido por Paulo Rezende e com o ator Paulo Betti como protagonista.

“A historia é um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente, todo aquele que a negue”… ensina o compositor cubano Sílvio Rodrigues, na belíssima canção, magistralmente interpretada na luxuosa companhia do nosso darling Chico Buarque. Portanto, vamos resgatar, pelo menos neste espaço, a verdadeira história das lutas políticas pela democracia na Bahia e no Brasil. Ponto para o prefeito de Brotas de Macaúbas que, por acaso, não conheço.

Vale também este registro : Em janeiro de 2007, o então prefeito de Ipupiara, Ascir Leite, construiu na comunidade de Pintada, local onde Lamarca foi morto, uma praça em sua homenagem. No local, uma estátua do Capitão Lamarca, um anfiteatro e uma área de lazer com fonte luminosa e cantina. No município, também, foi criada uma lei que coloca o dia 17 de setembro no calendário dos feriados municipais.

Maria Olívia é jornalista

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Posted on 17-09-2009
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Montanha: passos sobre a cidade
montanha
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CRÔNICA/ ANDANÇAS

VAMOS ANDAR EM SALVADOR

Gilson Nogueira

Andar faz bem à saúde. Por isso, vamos andar! O centro da cidade de Salvador é de meu andar sem fim. Vou da Barra ao Terreiro de Jesus, sem cansar, e volto, no pique, como se diz, por aí, em boa forma. Com fôlego. De gato. Aliás, quem dera que tivesse as sete vidas do gato! Como não sou esse mamífero felídeo, contento-me com a vida que tenho. E levo. Feliz. A que Deus deu, basta-me. Mesmo assim, gostaria de possuir a agilidade dos bichanos, para caçar os ratos que proliferam à beira deste lado do Atlântico.

E como são muitos, os ratos!. Coisa do Diabo.Respiro Bahia Antiga, a cada passo, nessas horas de contemplação soteropolitana. E em outras, também, como, por exemplo, ao ouvir o toque do triângulo do taboqueiro anunciar a delícia da meninada. A história da cidade, perpetuada em seus caminhos, e a saudade dos anos de mocidade, de tempos bons, que não voltarão, jamais, acompanham-me, nos exercícios citadinos. E fora deles.

Seus cheiros e vibrações, positivos, entram pelos poros, pelas narinas, atingem-me a alma, em cheio, ponto de chegada de emoções diversas, falam-me ao coração, suavizam-me a dor do golpe provocado pelo desencanto de flagrar absurdos e abandonos, como o da praça em frente ao Palácio da Aclamação, em estado quase deplorável, e a fachada daquele magnífico exemplar de arquitetura luso-soteropolitana, sem tintas, que lhe fariam mais bonito, como foi, um dia, no Governo de Octávio Mangabeira, o inesquecível líder baiano que deu nome ao estádio a ser demolido em nome da Copa do Mundo de Futebol de 2014, como se a história de uma cidade, de um povo, fosse um bába, desses jogados por pernas-de-pau ,em terrenos baldios.

História que é rasgada, cinicamente, na mesa das conveniências políticas, para dar lugar a caprichos de quem só pensa no vil metal. Sim, são eles, sim, assassinos das nossas tradições seculares. Esse cartolas robóticos do poder e de uma entidade milionária que manda no mundo da bola, cujo nome Fifa, foneticamente, dá vontade de transformar em palavrão. Nunca, jamais, esses gringos pisaram nas areias do Abaeté, que é uma lagoa escura, arrodeada de areia branca, fonte inspiradora do maior poeta das belezas da cidade onde nasceu, o magnífico Dorival Caymmi, a voz do mar.

O Abaeté, ainda, sobrevive, apesar das perdas sofridas. Os destruidores de nossos ícones culuturais não sabem o que significa o som do berimbau, não comeram abará, nem acarajé, não ouviram dizer do grande Oscar da Penha, o Batatinha, um dos mais notáveis sambistas que o planeta conheceu. São pessoas que dançam com a bunda no chão, porque não sabem p…nenhuma de Bahia.

Nas minhas andanças, atenho-me às que proporcionam-me bem-estar, apreciando sabores que exalam da paisagem, como a do querido e imorredouro Ginásio de São Bento, onde estudei , nove anos, o Largo Dois de Julho, das suas feiras ordeiras e limpas,vendo-me, menino, carregando sacolas cheias de delícias da terra, acompanhando mamãe, para levar o fruto do trabalho para casa, o Ipiranga, o Central, Colégio Estadual da Bahia, orgulho de gerações, como a minha, de Paulinho Boca de Cantor, Júlio Souza, Djalma, Fernando Carvalho, e outros, meus ginásios de ensino de primeira, de aprendizado e crescimento, o Guarani, Liceu, Excelsior, Art, Glória, Pax, Jandaia, Capri, Tupi, cinemas de filmes que não esqueci, que seguem sem o The End, na tela das recordações.

As fitas, em preto e branco, no auditório, perto da cúpula do mosteiro do velho São Bento, com os caubóis e seus cavalos galopando nas cadeiras de jacarandá, onde sentávamos a molequeira que imperava, enquanto o saudoso Dom Norberto, um dos maiores educadores que o Brasil já teve, não aparecia, para impor, com o simples chegar de sua sombra, silêncio sepulcral, já que, Dom Caetano, outro monge, gente boa, soprando apito de guarda de trânsito, não conseguia fazer a galera silenciar. Era uma maravilha!!!

Nas veias da cidade, o suor de quem carregava pastas, paletós, na correria, na luta, em tecnicolor, no dia-a-dia, sem medo de ser surpreendido por ” gravata” de assaltante. Cidade, hoje, desfigurada, quase, pela insensibilidade de quem se elege prometendo melhorias para ela e sonha perpetuar-se no cargo na base dos conchavos que não resolvem os problemas mais simples. Quem duvidar disso, agora, tome um ônibus, no Campo Grande, e vá até o bairro de Cosme de Fé … arias. Entre lá e sinta, na primeira curva, as carências de sua comunidade. Quem disser que está tudo bem, depois da viagem, irá contar verrugas nos dedos.

Caminhando e cantando – e seguindo a canção, que assobio, em ritmo de bossa Nova, em paz -, atinjo a ladeira do Pau da Bandeira, onde contei válvulas de TV. Antes, a Fernandez, onde vendi camas, armários, geladeiras. A descida para a Barroquinha, o Restaurante Cacique era ali. Hoje,em seu lugar, o vazio, o silêncio, como fantasmas de filme interrompido pela brutalidade do corte da insensatez. Nesse corte da história, lembro a Tribuna da Bahia, hoje, arrumando a mesa de lembranças memoráveis para sua festa comemorativa de quarentona exemplar, em defesa da Democracia, a chama eterna do Jornal da Bahia, a Manchete, do meu dileto amigo Pio, o Varandá, a Montanha de lavar pinto em bacia, a Baía de Todos os Sábados, ou melhor, dos Santos, sem esses navios invasores de suas águas, nas quais derramam óleo e mijo, contribuindo para a sujeira do maior cartão-postal da capital dos absurdos.

E do país que assiste a violência deitar a rolar. O bilhar do Abel, onde malandro era o gato que não tomava banho e andava limpo. Dos abrigos da Sé, dos ônibus e dos bondes, do Plano Inclinado Gonçalves, de Fialuna, no Samba do Ai, improvisando jazz puro, no libertário Vat 69, bloco que fundei, depois de uma ressaca ganha no Anjo Azul, do sarapatel de Biu, bem pertinho dele, e de muito, muito mais.

A Salvador que inalo, senhores, tem cheiro de perfume, de passado brilhante, honroso. Não me refiro a esse monstro que está sendo alimentado pela especulação imobiliária que irá engolir, de vez, sua história, caso não sejam tomadas providências urgentes visando envolver a sociedade sobre o futuro da primeira capital do Brasil. A população de Salvador começa a sentir o peso do crescimento desordenado, sufocada, de quebra, pela violência, em suas múltiplas formas. É, portanto, fundamental ir em frente. Afinal, somos todos iguais, somos todos irmãos.

Gilson Nogueira é jornalista

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Torcedor: nariz de palhaço e dedo na cara
torcedor
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Deu no Correio da Bahia

O tempo esquentou no aeroporto de Salvador no retorno dos jogadores do Bahia, do Rio Grande do Norte, depois do fiasco no “Frasqueirão”, em Natal, onde o tricolor baiano foi goleado por 3 a 0 e praticamente viu estilhaçado o sonho de voltar à elite do futebol brasileiro em 2010. Não fosse a dignidade e coragem demonstrada pelo treinador  Sérgio Guedes, na hora do desembarque, as coisa poderiam ter sido bem mais humilhantes para o “esquadrão de aço”. Confira na matéria publicada no Correio em sua edição desta quinta-feira, reproduzida em parte a seguir pelo Bahia em Pauta.

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Eduardo Rocha | Redação

Respeitável público… No picadeiro do Brasileiro, o espetáculo em cartaz por quatro temporadas. Séries B ou C, os “artistas”de 2005, 2006, 2008 e 2009 se revezaram, mas os palhaços são os mesmos de sempre: esses aí na foto, protestando – os torcedores. “Sabe o que é humilhação? É eu ter que aprender a cartilha do ABC. Tô usando esse nariz, mas não sou palhaço, não. Palhaços são eles (jogadores). Aliás, palhaços não, porque os palhaços dão alegria e o Bahia só me dá tristeza”.

Samuel Santiago botou o nariz de palhaço e o dedo na cara da turma. Torcedor cada vez mais humilhado

O protesto quase desesperado é do marceneiro Samuel Santiago. Apenas ele e outros dois amigos desde as 17h45 no aeroporto, à espera do time que só chegaria duas horas mais tarde. “Eles podem atrasar à vontade. Só saio daqui meia-noite. Tô entalado, mermão! Quem paga o salário deles sou eu. Esses caras vão ter que me aturar hoje”, garantiu o exaltadinho aí no canto esquerdo da foto abaixo, que não tava muito a fim de publicidade, não.

Só três narizes de palhaço, mas o barulho que eles conseguiram fazer por lá… “Cadê o torcedor do Bahia? São só três? Tão esperando o quê? Voltar pra Série C? Vem gente, chama as crianças. Os palhaços estão chegando”, chamou Santiago. E não é que deu certo! Quando o time chegou, o tom da insatisfação foi tão indignado que mobilizou o aeroporto.

Em pouco tempo, os protestos ganharam corpo em meio ao burburinho. Quem só passava resolveu aderir. “Tem que jogar bola, carniças!”; “A gente tem sangue tricolor nas veias”.

Evaldo
A plenitude da arquibancada. Reflexo não só da derrota para o até então lanterna ABC, mas do 11º lugar, a apenas três pontos da Série C. E, principalmente, dos seis anos afastado da elite do futebol brasileiro. O torcedor tá na tampa. E o mais perseguido entre os jogadores foi, sem dúvida, o zagueiro Evaldo. Impublicável o que disseram ao rapaz. E ele pensou umas três vezesquando foi peitado e questionado tête -à-tête. Olhou torto o torcedor e foi sucinto com a imprensa. “Isso aí é uma minoria”.

O torcedor escorou Evaldo e por pouco o zagueirão não perdeu a paciência. Só respirando fundo

Os dois seguranças do clube deram uma segurada na onda, à base de um ou outro encontrão. Retrato do clube que vive fazendo contas. Amanhã (18) tem mais, contra o Brasiliense. É vencer, ou voltar a ter pesadelos com 2006 e 2007.

O treinador compreendeu a fúria da torcida com o desempenho da equipe. “Pedir compreensão ao torcedor agora é difícil. Isso recai sobre mim. Tenho que assumir e fazer o time voltar a jogar bem. É o que nos resta”.

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Leia a reportagem na íntegra no Correio da Bahia
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Obama e os limites do “twitter”
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Da Redação

O que era para ser um simples comentário do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o MTV Music Awards foi parar no Twitter e gerou uma discussão sobre os limites do uso da ferramenta por jornalistas.

Na última segunda-feira (14/09), em conversa informal com repórteres antes de uma entrevista para a rede CNBC, o presidente chamou West de “jackass” por ter tomado o microfone das mãos da cantora Taylor Swift. O âncora da ABC Terry Moran, que estava presente no local, publicou o comentário em seu Twitter e a notícia se espalhou.

A mensagem foi apagada, mas o estrago já estava feito. A notícia foi destaque em toda a imprensa norte-americana. A ABC pediu desculpas à Casa Branca e se pronunciou contra a atitude de Moran, de publicar no Twitter uma fala “off the record” do presidente.

A expressão usada por Obama foi parar no twitter do jornalista Terry Moran, âncora da concorrente ABC e que estava presente na entrevista. ‘Agora é presidencial’, escreveu Moran, que depois apagou a mensagem. O site TMZ publicou o áudio do presidente.

Nos Estados Unidos, algumas empresas de comunicação já controlam o uso das redes sociais por seus funcionários. A ESPN foi pioneira em políticas nesse sentido. Em agosto, a rede distribuiu comunicado interno com regras para a utilização do Twitter e do Facebook. No Brasil, a Rede Globo e a Folha também seguiram pelo mesmo caminho.

Com informações da AP.
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Nota do Bahia em Pauta: Comunique-se é um dos mais acessados portais da web especializado em notícias de bastidores da imprensa no país.   (http://www.comunique-se.com.br)
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