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Postado em 16-09-2009
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 16-09-2009 23:22

Lula e Geddel: mudanças de rumo?
lugeddel
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Deu no jornal:

Em sua coluna política publicada na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho analisa com lupa de profissional lúcido e criterioso, a reportagem publicada pela revista Isto É, na edição desta semana, sobre a candidatura a governador do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). A matéria da revista de circulação nacional dá especial destaque aos conflitos e rompimento do ministro com o governador Jaques Wagner, que teriam levado o presidente Lula a iniciar o cozimento “em fogo brando” do ministro em apoio ao governador, amigo pessoal e companheiro petista.

Ivan questiona vários pontos da máteria e começa achando estranho o fato do ministro Geddel não ter sido ouvido pela revista.Bahia em Pauta, que a exemplo da Tribuna da Bahia, publicou trechos da reportagem da revista, reproduz a seguir, na íntegra, o texto de Ivan, com as agudas e aguçadas observações jornalísticas e políticas que ele faz sobre o assunto . Confira.
(Vitor Hugo Soares, editor)
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OPINIÃO POLÍTICA

A REVISTA E O PMDB

Ivan de Carvalho

Entre parlamentares do PMDB da Bahia era total, ontem, o descrédito a respeito da análise feita pela revista IstoÉ desta semana e abordada neste espaço, além de também divulgada, bem mais detalhadamente, por este jornal, em sua terceira página. “Plantada”, era o comentário mais comum entre os deputados estaduais, que consideravam a matéria de IstoÉ como uma espécie de “isto não é”, uma coisa sem sentido por seus fundamentos ou sua falta de fundamentação e que sentido só teria como “parte de um jogo político” para tentar criar obstáculos à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima a governador.

Segundo definiu um deputado estadual, a matéria é “uma peça de guerra psicológica” e é só como tal que faz sentido. É para ser divulgada em jornais, rádios e blogs do interior e “dar a impressão de que a candidatura não está firmada e se encontra em dificuldades”. Os peemedebistas que fizeram observações sobre a matéria foram praticamente unânimes em um ponto. “Jornalisticamente”, eles ressaltaram, foi “inadmissível” que uma revista de circulação nacional haja publicado uma alentada matéria sobre a candidatura de importante ministro de estado ao cargo de governador de um dos mais importantes Estados da Federação, envolvendo ainda o presidente da República, sem ouvir ou sequer procurar o ministro para ouvi-lo “a respeito das supostas informações que publicaria”.

Não pretendo fazer juízo meu sobre a matéria da revista IstoÉ, mas de fato, não haver a revista procurado o ministro para ouvi-lo a respeito do material que ia publicar – tendo em vista a natureza do material – não é um procedimento normal. Ainda mais que se trata de uma revista semanal, de modo que havia no mínimo quase toda uma semana para tentar o contato com o ministro da Integração Nacional (que não é, sabidamente, o tipo de pessoa que viva se escondendo da imprensa).

Em jornais diários e nos noticiosos de televisão e rádio o tempo teria chances de dificultar um contato. Ainda assim, mesmo correndo contra o tempo, é altamente recomendável, do ponto de vista do estabelecimento da verdade e da eliminação de injustiças, tentar ouvir previamente os envolvidos na notícia e, em caso de insucesso, informar ao leitor que houve a tentativa e as razões de seu insucesso.

Encerro os dois parágrafos em que dei a minha opinião pessoal e profissional sobre a omissão da revista quanto a ouvir o ministro e volto às observações – algumas até irônicas – de deputados do PMDB, que não nomeio a pedido deles, sob alegação de não desejarem “dar cartaz” à matéria da IstoÉ, e volto ao que ouvi deles.

Um dos comentários refere-se ainda à questão de a revista não ter ouvido o ministro, mas haver tomado do deputado federal do PMDB Raymundo Veloso uma declaração de que “ninguém vai tirar da cabeça do ministro a ideia de ser candidato a governador”. O comentário: “Pegaram uma declaração solta do deputado Raymundo Veloso para tentar legitimar a matéria e dissimular o fato grave de não haverem procurado o ministro”.

Bem, se a revista quiser se pronunciar neste espaço, que esteja à vontade.

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