set
15
Posted on 15-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-09-2009

“Ah, Ibrahim, Ibrahim, se não fosse você, o que seria de mim?” (Stanislaw Ponte Preta).
Sued

===================================================
Bomba! Bomba! O deputado Fernando Torres (PRTB), né Fernando Dantas Torres, propôs à Assembleia Legislativa, comme il faut, o projeto de lei 18.225/2009, com o fito de instituir o Dia Estadual do Colunista Social. Stop.

Artigo 1º: “Fica instituido o Dia Estadual do Colunista Social, no Âmbito do Estado da Bahia, a ser comemorado, anualmente, no dia 08 de Dezembro.”

Um detalhe, dois pontos: como sabemos, no dia 8 de dezembro os baianos estão habituados a lavar a Conceição da Praia. Mas uma nova tradição se avizinha: a lavagem da Conceição com as páginas das colunas sociais amarradas às vassouras.

Artigo 2º: “Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário”.

Contrariar, quem há-de?

Proposta em 8 de setembro, a lei valerá também para os colunistas promotores de feijoadas carnavalescas e de ágapes em resorts. Tem que ter pedigree. A louvável iniciativa será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, que provavelmente lembrará os méritos de Ibrahim Sued – e outros colunistas menos colunáveis da Província – nas batalhas da Independência.

Em tempo: a sociedade clama pela aprovação urgente do projeto de Fernando Torres, que apagará uma injustiça dos parlamentares com a imprensa da Velhacap. No cocktail comemorativo vindouro, cuidado com a champanhota.

No mais, como diria Silvio Lamenha, poesia é axial.

Ademã.

(Claudio Leal)

set
15


==================================================
CRÔNICA / VIVÊNCIAS

SALVE JORGE!

Aparecida Torneros

O jovem compositor e cantor brasileiro estava pela primeira vez em tournê, no Japão. Apresentava-se na boate “Copacabana”, no centro de Tóquio. Era 1972, fevereiro. Embarquei para a terra do sol nascente, com a recomendação da chefia de reportagem da revista “O Cruzeiro”, de mandar boas matérias sobre o carioca Jorge Bem (ele ainda não atendia por Benjor), peguei o avião numa segunda feira de carnaval. Por sorte, eu tinha assistido ao desfile do Salgueiro, na avenida Presidente Vargas, e essa foi a primeira coisa que ele me perguntou. Também era a primeira vez na sua vida que não desfilava pela escola do coração. Seus olhos brilharam quando lhe contei como estivera lindo na passarela do samba, o Acadêmicos do Salgueiro.

A quase menina, repórter estreante, a nível de correspondente internacional, com pouco mais de 20 anos, acabava de ser escalada para a viagem de 26 horas, com paradas em Lima, Los Angeles e Alasca, num valente e pequeno boeing antigo, da saudosa Varig. Esta era eu, a jornalista em início de carreira, rumo ao oriente desconhecido e misterioso, onde ficaria por alguns meses para cobrir assuntos variados e enviar matérias, via tripulação de bordo da companhia aérea brasileira, já que, ainda não tínhamos alcançado a era da internet e a telefonia ainda se completava depois de horas a fio, de espera. Só assim eu podia falar com minha família, aos domingos, em ligação difícil com voz embargada tanto pela emoção quanto pela má qualidade do sinal que acontecia por cabos submarinos, por incrível que possa parecer hoje.

Pois o Jorge, salve ele, lá estava, com todo o gás, acompanhado de um trio, o Mossoró, só mais tarde surgiu a famosa banda do Zé Pretinho. O trio, do qual me lembro com alegria, pois havia o Nereu Escovão, figura especial que me fez rir muito em nossas andanças pela cidade. Lembro de um domingo em que fomos, os cinco, ver os jardins do Palácio do Imperador Hiroíto, cujo cortejo passou e todos abaixaram as cabeças, inclusive nós, já que era proibido olhar para o Imperador.

Estivemos também passeando em templos budistas, e até fomos ver a cerimônia do Chá numa casa de gueixas, onde tivemos que negociar minha entrada, pois mulher não entra, e eu fui a exceção.

Aprendemos a admirar aquela cultura por diversos aspectos, talvez o mais marcante seja a sua hierarquia e o respeito às tradições.

Naquele domingo, eu tinha levado um par de luvas, fazia muito frio, eles não pensaram nisso, então , por acordo, cada um de nós podia ficar cinco minutos com as mão calçadas, e o rodízio foi motivo de mil brincadeiras, correrias, pegas-pegas, de jovens brasileiros perdidos em manhã gelada pelas ruas de uma cidade que ainda não havia se contaminado pela loucura ocidental. Isso aconteceu depois, nos anos 80.

As reportagens saíram em série, por algumas semanas, a revista publicou as impressões que enviei, sobre o quanto era interessante ver os japoneses pulando e acompanhando o samba brasileiro, a nossa música sendo absorvida com emoção por gente de gostos tão diferenciados. Eles pronunciavam “sambá”, com acentuação forte no final da palavra, e um toque risonho do seu espanto pela chegada da cultura brasileira que iria se fixar definitivamente no cenário japonês, ao longo das próximas décadas, através de música, futebol, imigrantes e grande aproximação dos dois países.

Na volta ao Brasil, revi o Jorge algumas vezes, cruzando em aeroportos ou assistindo seus shows, acompanho sua trajetória, ímpar, ele é um artista múltiplo e único, de som especial e inconfundível. Naquele tempo, brindou-me com uma música com o meu nome. Embora não tenha sido um sucesso, “Apareceu a Aparecida”, é,para mim, uma manifestação de carinho de um talentoso ídolo da música brasileira, a quem rendo homenagem, desejando sempre, muito sucesso e saúde. Salve Jorge!

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeir, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

set
15
Posted on 15-09-2009
Filed Under (Multimídia, Newsletter) by vitor on 15-09-2009


=================================================


==================================================
A música para começar o dia no Bahia em Pauta nesta terça-feira, 15, é “Unchained Melody”, tema de “Ghost – Do outro lado da Vida”, um dos maiores sucessos de público da história do cinema, é um tributo ao ator americano Patrick Swayze. O astro de Hollyood morreu nesta segunda-feira(14), aos 57 anos, vitimado por um câncer no pâncreas, segundo informou sua agente, Annett Wolf.

Swayze, que nesta terça-feira recebe emocionadas homenagens dos fãs na calçada da fama, em Los Angeles, morreu em sua casa, rodeado por seus familiares. Astro de filmes de grande sucesso de público, como Dirty Dancing – Ritmo Quente (1987) e Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990), Swayze lutava desde janeiro de 2008 contra um câncer no pâncreas.

Nascido em Houston, no Texas, filho de uma coreógrafa e de um engenheiro, Swayze estudou balé clássico e teatro. Seu primeiro papel de destaque em Hollywood foi em Vidas Sem Rumo (1983), dirigido por Francis Ford Coppola, ao lado de atores como Tom Cruise, Matt Dillon, Rob Lowe e Emilio Estevez.

Dirty Dancing – Ritmo Quente, porém, em que interpretava um professor de dança, foi o seu primeiro grande sucesso individual como ator. Em seguida vieram alguns fracassos, mas o ator voltou ao topo das bilheterias com Ghost – Do Outro Lado da Vida, ao lado de Demi Moore. A música a seguir ajudou a tornar o casal e o filme inesquecíveis. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares )

set
15
Posted on 15-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-09-2009

harvard

A Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas do mundo, recebeu fortes críticas por permitir a publicação de um anúncio que questionava o Holocausto. Segundo a CNN, a polêmica propaganda saiu no tradicional jornal universitário “The Harvard Crimson” e colocava em dúvida o extermínio do antigo campo Birkenau, também conhecido como Auschwitz II, onde milhares de pessoas foram executadas.

Segundo matéria publicada em O Globo, os responsáveis pelo jornal em Harvard reconheceram o erro e pediram desculpas. Em resposta à comoção criada em torno da publicação do anúncio, o presidente da “Crimson”, Maxwell L. Child, emitiu um comunicado justificando o erro pelo período de férias, já que não houve revisão editorial entre a inclusão do anúncio e sua publicação no papel.

“Trabalharemos muito para evitar lapsos como esses no futuro, e esperamos que nossos leitores aceitem que o erro é um fracasso logístico.” “Crimsom” foi recentemente nomeada como a melhor publicação de notícias e reportagens de todas as universidades americanas.

O anúncio, pago por Bradley R. Smith e sua comissão de debate aberto sobre o Holocausto, lança perguntas sobre o papel do general Eisenhower durante a Segunda Guerra Mundial e sobre a existência de câmaras de gás dos nazistas. Smith garantiu que não houve qualquer impedimento por parte da revista no momento da publicação. Ele afirmou não se surpreender com a polêmica porque o extermínio de judeus é “um tabu desde o começo”.

set
15
Posted on 15-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-09-2009

Iraque festeja jornalista
festiraque
==================================================
O jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi, que passou nove meses na prisão por ter atirado os sapatos no então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, durante uma entrevista coletiva, foi libertado na manha desta terça-feira. Muntazer deixou o presídio sob intensas manifestações de contentamento e solidariedade em seu país e em várias partes do mundo.

A libertação foi confirmada pelo irmão do jornalista, Uday al-Zaidi, à BBC e à Reuters. “Ele saiu da prisão há minutos e está a caminho da Baghdadiya TV [a televisão onde Muntazer trabalha], disseal-Zaidi.Segundo as agências de notícias, a lei iraquiana obriga a que os presos condenados a um ano de prisão, sem condenações anteriores e que apresentem bom comportamento durante a detenção, sejam automaticamente libertados depois de cumpridos três quartos da duração da pena.

Um grupo de deputados iraquianos esperava à porta da prisão – a base militar de Muthanna, zona oeste de Bagdad, onde o jornalista passou as últimas horas da detenção. Zaidi é libertado três meses antes de cumprir a totalidade da pena de um ano, por bom comportamento. Foi inicialmente condenado, em Março passado, a três anos de prisão em primeira instância – pelo crime de “agressão contra um chefe de Estado em visita oficial” –, sentença essa que acabou por ser comutada para 12 meses já em recurso.

FAMA REPENTINA – Muntazer al-Zaidi deveria ter sido libertado ontem,14, mas as autoridades iraquianas atribuiram o atraso de 24 horas a “formalidades administrativas”, segundo seu irmão revelou na véspera.Na porta da porta da prisão ele foi recebido popr uma comissão de parlamentares iraquianos.

Al-Zaido ganhou fama repentina quando, a 14 de Dezembro de 2008, se descalçou e lançou os sapatos contra George W. Bush, numa conferência de imprensa em Bagdad, quando este fazia a última visita ao Iraque ainda como Presidente dos Estados Unidos. “É o beijo do adeus, seu cão”, gritou então, num episódio filmado pelas câmaras presentes na sala e que correu mundo deixando uma marca negativa indelével no fim de mandato de Bush, assim como no Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, que se encontrava ao lado do chefe de Estado norte-americano no momento da agressão e ainda levantou o braço para defender Bush da sapatada.

Para os árabes lançar os sapatos contra alguém e o insulto de “cão” constitui uma ofensa enorme, pelo que a ousadia de al-Zaidi foi vista por muitos muçulmanos e grupos políticos como um gesto de heroísmo no combate aos Estados Unidos na região. O antiamericano presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificou o gesto de Zaidi como “corajoso” e pais de família de várias nações árabes ofereceram ao jornalista iraquiano as suas filhas em casamento.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da BBC de Londres e Reuters )

  • Arquivos

  • setembro 2009
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930