set
14
Posted on 14-09-2009
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Lula mexe o caldeirão/Isto É
lugeddel
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cozido
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Em sua edição desta semana que está nas bancas de revistas da cidade, a revista Isto É traz reportagem opinativa assinada pela jornalista Adriana Nicacio que seguramente vai dar muito pano pra manga na política baiana e nacional a partir desta segunda-feira (14) e por muitos dias mais.Basta o título para provocar reboliços e encrencas: “Um ministo em banho Maria”.

Mais bafafá ainda se o ministro a que o título se refere é ninguém menos que o baiano Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. E se, além disso, vem acompanhado de uma curta chamada de edição para o texto mais apimentada que o famoso acarajé da Dinha, no Rio Vermelho: “Lula ainda não avisou Geddel, mas decidiu apoiar o petista Jaques Wagner na disputa pelo governo da Bahia em 2010”.

A ilustração de Fernando Brum para a matéria é inspirada em uma idéia clássica, mas ainda assim contundente e bem humorada ao mesmo tempo, bem à moda baiana. Dentro de um grande caldeirão sobre fogo brando, um sorridente presidente Lula mexe com colher de pau o caldo no qual o ministro Geddel, com cara de poucos amigos, é cozinhado com rodelas de tomate.

Diz o texto da Isto É em sua abertura:

“Candidato ao governo da Bahia e com a esperança de ser o único a desfrutar da popularidade de programas sociais como o Bolsa Família, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está sendo cozinhado em fogo brando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em alguns Estados, Lula defende uma resignação do PT em favor de alianças. Mas na Bahia o presidente apoia a reeleição do governador Jaques Wagner. Lula quer negociar um pacote com o PMDB para garantir o apoio nacional do partido ao candidato do PT a presidente em 2010. Vai incluir Geddel e as dissidências em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará nas discussões.

Ele já percebeu que Geddel começa a se isolar na Bahia e acredita que o ministro pode voltar a apoiar Wagner. “O presidente Lula não vai chamar o Geddel para conversar. Fez isso várias vezes antes do rompimento”, diz um assessor próximo de Lula. No dia 6 de agosto, Geddel rompeu, por telegrama, com o PT baiano e lançou sua précandidatura ao governo da Bahia, em clara oposição ao governador. O gesto não seria tão grave, na visão dos petistas, se Wagner não tivesse sido o padrinho político de Geddel na indicação para o ministério.

Quando recebeu o telegrama às 23h no Palácio de Ondina, Wagner esbravejou: “Traição e ingratidão vêm do berço.” Lula também ficou bastante irritado com a decisão de Geddel, mas ainda tem esperanças de um providencial recuo. Durante café da manhã no Palácio da Alvorada, no dia 31, Wagner disse ao presidente que Geddel está usando a estrutura do governo para falar mal do próprio governo. Wagner destacou que nenhum indicado de Geddel foi demitido no Estado. Lula concordou, mas deu um conselho ao governador: “Galego, eu sei que você chegou ao seu limite. Mas é preciso ter paciência.”
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Bem, Bahia em Pauta fica por aqui, para não estragar a surpresa dos leitores de Isto É. Confiram, antes que a reviste esgote nas bancas de Salvador e do reto do estado.

(Vitor Hugo Soares)

set
14
Posted on 14-09-2009
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Obama, hoje, acossado em Wall Street
Bobama
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Acossado por críticas cada vez mais duras de núcleos conservadores, principalmente em relação às medidas de combate à crise financeira e ao programa de reforma da assistência à saúde, o presidente dos Estados Unidos, acaba de dar novos atestado de que é bem mais fácil falr do que fazer. Ele assinou nesta segunda-feira, 14, uma ordem prolongando o embargo dos Estados Unidos a Cuba, apesar dos apelos dos opositores ao embargo para que desse continuação às suas medidas de atenuação das sanções comerciais à ilha comunista.

Para analistas do mundo diplomático, entanto, esta decisão de Barack Obama era esperada. “O Presidente determinou que é do interesse nacional dos EUA continuar durante mais um ano o exercício de algumas autoridades relativamente a Cuba, ao abrigo da Lei de Negociar com o Inimigo”, diz o comunicado da Casa Branca.

Em Abril, Obama anunciou que iria restringir as sanções às trocas comerciais impostas a Cuba há cerca de meio século, desde a revolução de Fidel Castro, que instituiu um regime comunista na ilha. No início deste mês, Obama deu mais realidade a esta intenção, quando entraram em vigor medidas como as de permitir a americanos com parentes em Cuba enviar-lhes dinheiro, sem impor limites, e visitar a ilha sempre que quisessem, e durante o tempo que desejassem.

A organização humanitaria de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional tinha apelado a Obama para que não assinasse a extensão do embargo durante mais um ano, defendendo que as proibições entravam um dos direitos humanos básicos, o direito à saúde.
Os analistas da política internacional argumentam que se Obama não tivesse assinado, o embargo continuaria na mesma, pois assim está disposto na Lei Helms-Burton, aprovada em 1996. Mas se Obama recusasse assinar o prolongamento do embargo, seria um importante gesto simbólico.

Mas o gesto ficou parado no ar, não se sabe ainda até quando.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

set
14

Enigmas do cigarro
fumante
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OPINIÃO/ FUMANTES

Cigarro, apenas um substituto da masturbação?

Jardel Dias Cavalcanti

Freud dizia que o cigarro é apenas o substituto da masturbação. Numa civilização repressora dos instintos sexuais, que prefere investir sua energia libidinal mais no trabalho que no prazer, o stress gerado pela ausência de uma satisfação plena criaria uma tensão que deveria ser sublimada de alguma forma.

A masturbação seria o calmante necessário para essa energia reprimida e acumulada dentro do corpo do homem impedido pelo “princípio da realidade” de ter tanto prazer quanto desejasse.

Mas como nossa cultura culpabiliza este ato solitário (mais barato e mais seguro que uma prostituta, mas menos prazeroso que o amor pago ou não pago), resta ao homem o estravazamento no vício (cigarro, drogas e bebida), na neurose ou na violência. Quem não consegue liberar a tensão de alguma forma, termina com um câncer inusitado (somatização) ou comendo feito um maluco (principalmente chocolate e gordura) e morrendo por doenças ligadas ao consumo destes alimentos.

O uso do cigarro seria uma das saídas mais decentes. O vício seria, portanto, apenas uma forma de se compensar instintos latentes que os costumes de um mundo civilizado empurram para as regiões misteriosas do inconsciente. A satisfação gerada pelo cigarro produz uma sensação de libertação desta tensão entre desejo e insatisfação. Essa sensação é similar ao relaxamento gerado pelo orgasmo.

Há explicações químicas para o prazer gerado pelo cigarro. Segundo a médica Paula Basinelli, “se fumar não fosse prazeroso, ninguém o faria. O fato é que o cigarro se firma cada vez mais como uma das drogas mais eficazes para combater a ansiedade e depressão, estados emocionais típicos do nosso estilo de vida”. “A nicotina ativa neurotransmissores no cérebro responsáveis pela liberação de substâncias como a Dopamina e a Serotonina, que são poderosos antidepressivos”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, autora do livro Deixar de fumar ficou mais fácil. Para Basinelli, “a dupla Dopamina + Serotinina parece mesmo imbatível. A primeira dá sensação de alegria, felicidade e bem-estar. Já a Serotonina é um estimulante que dá coragem, bom humor e controla o apetite. Perfeito, não?”.

Mas há questões que vão além da química. O cigarro tem um valor cultural que ultrapassa a leitura simplória do vício causado pela nicotina ou pela leitura freudiana da questão. Desde o glamour dos fumantes no cinema, quando o fumante de tabaco se eleva à condição existencial de uma personalidade psicológica intensa, até à ideia de um companheiro para a solidão, o cigarro ocupa nossas vidas há séculos fazendo parte de rituais sociais significativos para nossa convivência sócio-cultural.

Uma vez perguntaram a Freud por que ele fumava tantos charutos se sabia que o cigarro era apenas um substituto das frustrações. Ele respondeu peremptoriamente: “Às vezes, um cigarro é apenas um cigarro”.

Sim, é possível, caro Sigmund. No vício ou uso do cigarro (pois há usuários, como eu, que não são viciados) há implicações de várias naturezas. Entre elas, uma que está sendo desrespeitada atualmente ao se colocar o fumante quase que na posição de um criminoso social: a liberdade do cidadão de fazer o que quiser com sua própria vida, dedicando-se a um prazer de livre escolha.

Junto a essa proibição, o controle sobre a propriedade privada dos bares, impedidos de permitirem o uso do cigarro (mesmo em fumódromos). Como alertou João Pereira Coutinho, no seu artigo publicado no caderno “Ilustrada” da Folha de São Paulo, do dia 18/08/09, “proibir o fumo em lugares fechados, como bares ou restaurantes, é um ataque à propriedade privada e à liberdade de cada proprietário decidir que tipo de clientes quer acolher no seu espaço. O mesmo raciocínio aplica-se aos clientes, impedidos de decidir livremente onde desejam ser acolhidos”.

O que se deve garantir é o direito do cidadão em decidir que bar ele quer frequentar; se odeia cigarro, ele é livre para que procure um bar de não fumantes. Quem está desrespeitando a lei é o Estado, que deveria ser processado pelos donos de bares. Se o cigarro fosse um produto proibido, como a maconha o é, aí, sim, o Estado poderia impedir os bares de liberarem o fumo, mas sendo livre o uso de cigarro (e outros entorpecentes como o uísque, vodka, cerveja etc.) é incoerente a sua proibição em estabelecimentos particulares.

É incoerência dizer que o cigarro mata num país onde os índices de criminalidade são terríveis, onde a poluição ambiental e sonora e a química dos enlatados envenenam diariamente as células de nossos corpos tornando-os propensos, por isso, ao câncer. Mas… outro dado médico: viver em uma cidade poluída é mais arriscado que fumar um maço de cigarros por dia? Segundo o Dr. Alessandro Loiola: “Fique sabendo que o risco de câncer associado à poluição é 100 vezes menor que o risco trazido pelo cigarro. Largue este hábito maldito agora”.

E o excesso de trabalho a que é submetido o trabalhador mal pago do terceiro mundo? Doenças na coluna, nas mãos, nas pernas, tensões do trânsito, alimentação pobre, lazer precário e noites mal dormidas (em São Paulo, para se chegar ao trabalho a classe pobre e média acorda às 5 da manhã e chega em casa às 9 da noite ? perde-se quatro horas da vida dentro de ônibus lotados, que não andam, às vezes tendo-se de fazer o trajeto de pé). Consequência: morte tão lenta quanto a causada pelo cigarro.

Se pensarmos em termos freudianos, o cigarro, como a prostituta, tem uma função social bem positiva. Se a prostituição fosse proibida, com certeza o número de estupros aumentaria substancialmente. Com a proibição ao cigarro o nervosismo vai subir, pois está se criando uma espécie de proibição moral ao se demonizar o fumante. A culpa gerada pelo fato de se ser usuário do pequeno cilindro de fumo e fumaça vai levar muitas pessoas a abandonarem o vício e o grau de stress vai explodir em vários lugares como consequência disso.

Quantos casamentos, quantas amizades, quantas relações empregado-empregador continuam a existir apenas porque se pode acender um cigarro e pensar dez vezes antes de se explodir com alguém?

Mallarmé dizia que entre ele e o mundo deveria existir uma leve cortina de fumaça, esta produzida pelo charuto que sempre carregava e que pode ser visto no seu belo retrato pintado por Manet. Talvez o primeiro retrato existencialista da história. Nessa afirmação do poeta francês está implícita também uma concepção de poesia e arte apenas como sugestão, como a imagem das coisas tornadas indefinidas por causa da fumaça do cigarro.

Eu tenho uma amiga, Vreni Widmer, que se mudou da Suíça para o Brasil, que sempre acende um cigarro, apenas um, no fim do dia, reservando esse momento ritual para repensar a vida diariamente. O cigarro sendo o elemento que faz sua ligação com as correntes subterrâneas do seu ser.

Já outra querida amiga, que é cantora, a Marie Irene, tem sentido como positiva a ausência de fumo nos bares em que ela canta, pois sua voz melhorou significativamente e está livre daquele cheiro horrível de cigarro que fica encrustrado na roupa de quem frequenta ambientes com fumantes.

Eu sou um fumante irregular. Se estou em um bar bebendo posso acender um cigarro e fazer dele uma companhia agradável, que aumenta meu prazer e relaxamento nesse raro momento de lazer. Se me sento para escrever e me sinto bloqueado, um cigarro pode ser o disparador das frases que sucessivamente vão acontecer em seguida. Também posso ficar meses sem fumar, como agora, sem o mínimo incômodo.

Não me irrito com a presença de fumantes em bares, restaurantes, reuniões. Ao contrário, a presença do cigarro dá um charme ao ambiente e a quem estiver fumando. Sempre deixo cigarros e charutos em casa para visitas poderem se deliciar com o prazer do fumo.

No entanto, o beijo feminino cheirando a cigarro me incomoda um pouco. Não vejo sentido no uso do cigarro numa ocasião tão especial como o encontro amoroso. O cigarro impede a absorção do cheiro natural da pele, elemento que aguça nossa sensibilidade erótica. Também me causa estranheza o prazer do cigarro após o ato amoroso, já que deveríamos estar bastante relaxados. Para algumas pessoas, o cigarro pós-ato é um ampliador do prazer que se acabou de ter; para outros, o cigarro antes da relação seria uma espécie de calmante para se entrar de forma segura na aventura das trocas afetivo-sexuais. A cada um seu prazer e sua dor.

Eu tive uma namorada que fumava bastante e o quanto isso era charmoso é indescritível. Que classe a menina tinha ao portar um cigarro na mão e levá-lo à boca! Essa imagem vale por todos os prazeres que se pode ter. Como a imagem de uma grande obra de arte, esta imagem não abandonará nunca a minha mente.

Mas o charme não é comum a todos os fumantes. Há aqueles que nem conseguem segurar direito o cigarro e o tragam de uma forma tão nervosa e desajeitada que o tornam o gesto de fumar insignificante. O fumante charmoso é aquele que leva o cigarro à boca e o traga como se estivesse tendo uma grande ideia ou movendo o universo no seu gesto.

O ex-fumante é um chato, mas não deixa de ser também um sujeito que teve uma melhoria significativa da saúde. Segundo pesquisas médicas, ao se largar o cigarro em poucos dias nota-se uma melhora do paladar, da tosse, da capacidade física, do olfato, da potência sexual e da autoestima. Em seis meses melhora-se a circulação sanguínea e o risco de infecções respiratórias. Em um ano cai 50% o risco de morte por problemas vasculares. Em dez anos reduz-se o risco de morte por câncer pulmonar.

As doenças geradas pelo cigarro são apenas o sinal da vingança do corpo contra o espírito liberto pela tragada do cigarro. Sendo sublime e terrível, segundo uma famosa frase do escritor Oscar Wilde, “o cigarro é a forma perfeita de prazer: elegante e jamais satisfaz”.

Jardel Dias Cavalcanti , mestre em História da Arte pela UNICAMP (SP), escreve para o site Digestivo Cultural, onde o artigo foi originalmente publicado. A sugestão para o Bahia em Pauta veio da jornalista e escritora carioca, colaboradora do BP, Aparecida Torneros.

set
14
Posted on 14-09-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 14-09-2009

set
14
Posted on 14-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 14-09-2009

Um leitor atento do Bahia em Pauta, que conhece bem sobre orçamento público e sobre exageros da retórica dos políticos em fase pré-eleitoral, comenta a paulada do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) (frase do dia do BP) na cabeça do governo Jaques Wagner(PT), durante o périplo de fim de semana do ministro de Lula pelo sul baiano:

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” Essa afirmativa de Geddel de arrecadação de 22 bilhões por mês do Estado da Bahia está equivocada. O orçamento votado na Assembléia em um ano para vigorar no subsequente é uma previsão de receita e de despesa e não um orçamento consolidado. O orçamento verifica-se a cada trimestre através da execução orçamentária. A previsão orçamentária do Estado da Bahia para esse ano de 2009 é de 22,8 bilhões por ano e não por mês. Porém houve nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril uma queda brutal na arrecadação de mais de 700 milhões de reais, se comparado com o mesmo período do ano passado”.

Está feito o esclarecimento.

(Editado por: Vitor Hugo Soares)

Bolo de Amy Winehouse
bolo
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Provavelmente por ser adepta também da crença baiana de que dá azar festejar aniversário de véspera, a polêmica cantora britãnica Amy Winehouse, “deu o bolo” e não compareceu à festa antecipada de sua nova idade , organizada na noite de domingo (13) pelo pai e um grupo de amigos em uma casa noturna do Soho de Londres. Amy faz 25 anos nesta segunda-feira, 14.

A festa foi organizada no bar Jazz After Dark, no Soho, em Londres. Ronson, dono do local revelou que tinha alguns presentes para dar a aniversariante: duas pinturas, uma dela com o seu marido Blake Fielder-Civil e outra de sua antiga babá.

Até a mãe de Amy, que sofre de esclerose múltipla, foi ao bar mas a cantora não apareceu. Deixando os convidados, entre eles a cantora Adele e o produtor Mark Ronson esperando e “na bronca”.

Blake Fielder, marido de Amy,que está preso desde novembro, é citado pelos tabloides britãnicos de escândalos de celebridades, como principal motivo dela não ter comparecido à festa: os planos para seu marido sair da cadeia no final do ano foram por água abaixo porque ele não passou nos testes de anti-drogas. Mas Amy ainda ainda mantêm silêncio sobre os reais motivos de sua ausência.

No dia certo, feliz aniversário para Winehouse.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações de jornais londrinos)

set
14
Posted on 14-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 14-09-2009

Pituaçu para masoquistas
pituaçu

Deu na coluna

Na coluna Em Tempo, do jornalista Alex Ferraz, a Tribuna da Bahia traz duas notas combinadas sobre o martírio “quase muçulmano” que é ultimamente frequentar o estádio de Pituaçu para vere futebol. Com a perspicácia e bom humor de sempre de Alex. Confira. (VHS)
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Estádios (I)

Fico deprimido ao ver, como no último sábado, o Estádio de Pituaçu semi-vazio com um jogo importante como Bahia x Portuguesa. Mas, aí, raciocino: o futebol sempre foi uma festa. Ir ao estádio sempre significou beber uma cervejinha, animar-se e seguir o jogo no espírito da coisa. Porém, atualmente, concluiu-se que para evitar a violência nos estádios seria necessário proibir a venda de cerveja. Então, quase muçulmanos que nos tornamos, ficou simplesmente chato acompanhar jogo in loco.

Estádios (II)

Para completar (e bote completar nisso), canais de antena, com o PFC, transmitem praticamente todos os jogos e o dono do bar paga uma merreca de cerca de R$ 19 para ter este sinal. Aí, o que ocorre? A galera prefere ficar nos bares, bebendo e comendo, e vendo o jogo em detalhes, do que ir para um estádio onde amargará “sede” e desânimo por mais de duas horas.

Conclusão

Para os puritanos, talvez eu esteja sendo um, no mínimo, pândego! Mas, meus caros, a real é que as pessoas querem, nesses momentos, se divertir. E ponto final.
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Bahia em Pauta comenta: Além de tudo isso, é preciso reconhecer que com os últimos desempenhos do time do Bahia na segundona nacional -não dá para esquecer tão cedo os 4 a 1 aplicados pela Portuguesa no ex-esquadrão de aço dentro de casa – pagar ingresso caro para entrar no Pituaçu virou divertimento de masoquista.

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Leia íntegra da coluna de Alex Ferraz na Tribuna da Bahia

set
14
Posted on 14-09-2009
Filed Under (Municípios, Newsletter) by vitor on 14-09-2009

Provadores em ação no Vale
avaliaçãvinhoso
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GRAZZI BRITO

JUAZEIRO (BA) – Aconteceu entre os dias 10 e 12 deste mês em Petrolina, pela primeira vez no Vale do São Francisco, o Concurso Internacional de Avaliação de Vinhos. Dez jornalistas brasileiros e oito estrangeiros, de países como Inglaterra, Bélgica, República Tcheca, Argentina, Itália, Alemanha, Portugal e Estados Unidos provaram e analisaram amostras de vinhos finos (tintos, brancos, rose e espumantes) de 42 vinícolas brasileiras e 40 destilados (cachacas, grappas e conhaques) de 12 empresas, também do Brasil.

De acordo com Eduardo Viotti, a escolha da região como sede do Concurso foi devido às suas peculiaridades. “Para se produzir vinhos, precisamos apenas de um bom solo e bastante sol, algo encontrado aqui durante todo o ano. Além disso, trata-se da segunda maior região produtora do país, com vinhos de qualidade ascendente. O Vale possui um grande potencial que precisa apenas de um empurrãozinho para despontar em todo o mundo”, disse.

Para o enólogo, o Vale já caiu no gosto dos estrangeiros. “Eles ficam maravilhados tanto com a nossa produção quanto pelo clima e beleza naturais encontrados na região. Como jornalistas, divulgarão suas opiniões positivas em seus países – que é o grande intuito desse Concurso, ser uma ferramenta de marketing para as empresas participantes”, declarou Viotti.

Cada vez mais o Vale do São Francisco vai se consolidando como um dos roteiros obrigatórios da produção de vinho.É a única região do mundo em que se produz duas safras por ano. Todas as vinícolas do Vale tiveram exemplares inscritos no Concurso Mundial. Algumas empresas, inclusive, estão participando pela primeira vez da competição. “Há uma grande expectativa entre as vinícolas da região”, revelou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Petrolina Domingos Sávio, que prevê grande visibilidade para o Roteiro do Vinho – Vale do São Francisco após a realização do Concurso.

O evento teve o apoio do Concours Mondial Bruxelles, do Programa Exporta Brasil, do Instituto Brasileiro do Vinho, da Vinhovasf, do Sebrae e da Prefeitura Municipal de Petrolina. O corpo de jurados organizado pela Vino Press internacional, empresa belga.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro da Bahia, região do Vale do São Francisco

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