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Posted on 13-09-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 13-09-2009

festa
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“Foi jogo prá pirão do começo ao fim”, como dizem os torcedores baianos, o choque entre o verdão e o rubronegro neste domingo no Barradão tomado por mais de 24 mil pagantes.No fim a festa foi local e segue ainda durante a noite pelas avenidas e ruas de Salvador.

Motivos não faltam para acelebração baiana neste grande triunfo do Vitória que derrotou o Palmeiras por 3 a 1 (gols de Neto Berola, Uelliton e Derlei, para o rubronegro local, e Robert para o time paulista).

Desde os primeiros minutos do primeiro tempo, o Vitória foi pra cima do Palmeiras. A primeira recompensa pela ousadia viria aos 19 minutos , quando o Vitória marcou o seu primeiro gol, na primeira falha de muitas do goleiro Marcos em tarde das mais infelizes. Ele rebateu o cruzamento de Ramon, bola resvalou na cabeça de Uelliton e foi direto para o gol.

MAETRO RAMON- Com Ramon atuando como autêntico maestro no meio de campo, o time de Mancini continuou jogando melhor e perdeu uma chance incrível de ampliar o marcador com Neto Berola em falha da zaga palmeirense na saída de bola. O jovem atacante tentou driblar o goleiro Marcos e não conseguiu, perdendo uma oportunidade dse ouro de ampliar o marcador.

O gol perdido desequilibrou emocionalmente por alguns minutos o jovem craque formado no interior da Bahia, mas depois de uma injeção de ânimo e estímulo que recebeu do técnico Mancini, Berola voltou a jogar bem e a brilhar.

Antes, porém o sofrimento. O Palmeiras conseguiu empatar o jogo no finalzinho do primeiro tempo. Aos 40 minutos, Robert – que havia entrado no lugar de Obina, que saiu machucado – aproveitou o bom cruzamento de Armero pela esquerda para cabecear para o fundo das redes do goleiro Viáfara.

Na etapa final o que já era bom ficou ainda melhor, em termos de partida corrida e bem disputada.Vitória e Palmeiras partiram com tudo para o ataque, criando oportunidade de marcar.Depois de infernizar a defesa do time paulista e perder gols incríveis, Neto Berola marcou finalmente aos 25 minutos, desempatando a partida, e levando a torcida ao delírio.

A festa aumentou logo em seguida, com o gol do estreante Dirley, depois de um corner magistralmente cobrado por Ramon, um dos nomes de destaque do jogo. Palmeiras voltou a marcar faltando 5 minutos para o fim, mas já era tarde demais.

Mercida celebração rubronegra no Barradão.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Se é de batalhas que se vive a vida, como diz a canção de Raultito, Viva Monza! E Viva Rubens Barrichello! (VHS)

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Barrichello: como o “maluco beleza”
malucob
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O piloto brasileiro Rubens Barrichello fez neste domingo,13, uma corrida inteiramente imbuído da famosa canção “Tente outra vez”, do baiano Raul Seixa. Foi assim que, partindo do quinto lugar na largada, ele chegou na frente e recebeu a bandeirada final da vitória no emblemático GP da Itália, disputado no célebre autódromo de Monza.

A corrida foi dominado pela escuderia Brawn, que conseguiu a “dobradinha” com o segundo lugar de Jenson Button. Kimi Raikonnen foi terceiro, ao passo que o britânico Lewis Hamilton “despistou-se na última volta”, como dizem as edições on-line dos jornais portugueses.

Monza, neste domingo, assinalou também o regresso de Jenson aos podiuns, graças à segunda posição que alcançou. Por seu lado, o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes) fechou o podium ao terminar da terceira posição, ao passo que o seu companheiro de equipe Lewis Hamilton “despistou-se” na última volta, perdendo quaisquer hipóteses de chegar ao triunfo no Mundial de Pilotos este ano.

A corrida disputada este domingo ficou ainda marcada pelo choque entre Mark Webber (Red Bull) e o polaco Robert Kubica (BMW Sauber), que deixou o australiano sem pontos pela terceira corrida consecutiva e mais longe da frente do campeonato.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de agências européias de notícias)

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Posted on 13-09-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 13-09-2009

Fogo em São Paulo, como em Salvador
fogo

Bahia em Pauta publica a seguir um artigo enviado pelo filósofo Selvino Heck, no qual o pensador gaúcho reflete sobre recentes incidentes de choques violentos entre a população de bairros populares de São Paulo e a polícia. Um tema atual , revelador e um texto que merece ser lido com máxima atenção -inclusive por políticos, empresários e administradores públicos – neste dias de tumultos em Salvador.
(Vitor Hugo Soares)
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ARTIGO / FRONTEIRAS


‘QUASE TUDO TRABALHADOR’

Selvino Heck

Ana Cristina Macedo tinha 17 anos. Nasceu em Crateús, no Ceará. Era mãe de um bebê de um ano de oito meses. Era evangélica e freqüentava a escola de samba Imperador do Ipiranga. Ana Cristina foi morta quando retornava do primeiro dia de aula no bairro Heliópolis, São Paulo, capital.

A favela de Heliópolis tem 125 mil habitantes, a maior de São Paulo, e fica encravada na fronteira entre São Paulo e São Caetano do Sul. É dividida entre a parte ‘nobre’, onde 62% das casas têm esgoto, e o núcleo ‘miserável’, onde nenhuma tem.

Heliópolis esteve no centro do noticiário e das manchetes nas últimas semanas. A morte da jovem Ana Cristina desencadeou fortes protestos da comunidade, que tiveram como resposta operações de guerra da polícia militar paulista. Noticiou-se que quem ‘orquestrava’ a revolta da comunidade eram traficantes, em troca de cestas básicas. Uma rede de televisão mostrou um bilhete de convocação da população, supostamente escrito por traficantes e bandidos. As cestas básicas ninguém nunca viu.

Marilene Pereira de Souza, sogra de Ana Cristina, disse: “Isso tudo é inverídico. Cansamos de apanhar da polícia e resolvemos protestar.” Segundo Geldaci Carvalho, moradora, “aqui é quase tudo trabalhador”. Para Cristiane Alves, “os policiais entram nas nossas casas, sem mandado, roubam nossas coisas, batem na gente, em busca dos bandidos”. Antonia Cleide Alves, presidente da Associação de Moradores de Heliópolis, afirma que “os protestos não foram organizados pelos traficantes. Foi a indignação que motivou o protesto. O que aconteceu aqui é que fomos invadidos pela violência que levou a vida da jovem Ana Cristina.”

Este é mais um exemplo da criminalização dos movimentos sociais tão presente na história brasileira. Como quase sempre, há violência só de um lado, do lado dos pobres, dos humilhados, dos que nunca tiveram nem voz nem vez. Do lado do poder, é preservação da ordem pública e da lei. Que ordem? A da desigualdade e da injustiça social? Que lei? A que serve aos poderosos, ao poder estabelecido e ao status quo?

Nestas horas, crescem o preconceito e a discriminação. ‘É pobre, é suspeito prévio.’ ‘É preto, só pode ser ladrão. Encosta ele na parede e revista.’ Como diz Antônia Cleide, “quem já tem o pé atrás com favela fica mais ressabiado ainda”.

Isso tudo está acontecendo em tempos de realização da 1ª Conferência de Segurança Pública (CONSEG). Os caminhos da democracia e da justiça social são longos, muitas vezes tortuosos. Num país em que foram assassinados milhões de índios, escravizados milhões de negros, e onde ainda hoje se assassinam sem-terras, escravizam-se trabalhadores e se matam milhares de jovens por ano, a maioria trabalhadores, negros e moradores de bairros pobres e favelas, as comemorações devem ser sempre feitas com cuidado. A consciência, a prática e o respeito diário aos direitos humanos de todos e todas, embora conhecidos e reais avanços, garantidos pelo poder público e pela mobilização social, precisam ainda ser conquistados definitivamente. Assim como a urgência de se acabar com todo e qualquer preconceito e discriminação.

Como disse dona Geldaci, aqui e no Brasil é quase tudo trabalhador, pagador de impostos, que corre atrás do pão de cada dia, do sustento da família, de cidadania, de respeito, de ser gente. Tem, pois, direito de protestar, organizada e desorganizadamente. Afinal, foi assim, no Brasil e no mundo, em todos os tempos, que pobres e trabalhadores garantiram alguns (poucos) direitos e dignidade: na revolta, no protesto, na mobilização, na organização, na consciência de que devem lutar juntos, de forma coletiva e solidária.

Selvino Heck, filósofo, ex-deputado constituinte pelo Rio Grande do Sul, é sssessor especial do Gabinete do Presidente da República.

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