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Postado em 12-09-2009
Arquivado em (Artigos, Claudio, Entrevistas) por vitor em 12-09-2009 22:19

Mãe Stella, admirada e seguida por Olyntho
stella
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O texto a seguir sobre a morte do escritor da Academia Brasileira de Letras, Antonio Olyntho, foi publicada neste sábado, 12, na revista digital Terra Magazine.

Assinado por Claudio Leal, remete a uma entrevista realizada por telefone pelo repórter baiano com o imortal da ABL, publicada em outubro do ano passado, na qual Olyntho fala de sua estreita e antiga relação com os terreiros baianos de Candomblé, em especial com o Axé Opô Afonja, de Mão Senhora, conduzido atualmente por Mãe Estela.

Bahia em Pauta reproduz o texto de hoje e recomenda a entrevista de outubro em TM (http://terramagazine.terra.com.br).
(VHS)

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Claudio Leal

Morto neste sábado, no Rio de Janeiro, aos 90 anos, o escritor Antonio Olinto manteve vinculações profundas com o Candomblé baiano – talvez seja o último remanescente do grupo de artistas e intelectuais que incluía Jorge Amado, Dorival Caymmi, Carybé, astutamente incorporados ao Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, por mãe Senhora (a ialorixá saudada por Vinicius de Moraes no “Samba da Bênção”).

Membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Olinto era também o mais velho Obá de Xangô do terreiro hoje liderado por mãe Stella de Oxóssi. No posto civil mais alto do Candomblé, ele tinha como confrades o compositor Gilberto Gil, o antropólogo Vivaldo Costa Lima e o professor Muniz Sodré. “Esses ministros eram antigos reis, príncipes ou governantes dos territórios conquistados por Xangô no país de Yôrubá”, explica o historiador Edison Carneiro em Candomblés da Bahia.

Em 2008, após a morte de Dorival Caymmi, Olinto concedeu uma entrevista a Terra Magazine sobre suas vivências nos terreiros baianos. Lembrou-se de sua amizade com pai Agenor Miranda Rocha (1907-2004), sacerdote e professor no Rio de Janeiro.

– … a Mãe Senhora era uma sábia. Muito inteligente, naquela inteligência natural do povo. E também foi aprendendo. Ela fazia uns discursos bem bons. Sabia falar. E preparou a menina, né? A Stella, que foi filha dela em tudo. Ela morreu e não foi ainda Stella, foi Ondina. Depois dela, todos nós nos reunimos e o Agenor foi jogar os búzios. Ela foi preparada por Senhora para isso.

Nesta entrevista, Olinto contou seu projeto de preservar as obras de arte reunidas em viagens à África, vasto acervo compartilhado com a esposa Zora Seljan.

– Temos aqui 200 esculturas africanas de madeira no meu apartamento. Nós fizemos uma exposição no Sesc do Flamengo e no Sesc de Madureira. Com a morte da Zora, eu fiz um instituto cultural Antonio Olinto, que foi aprovado pelo governo, e eu pretendo doar tudo isso para o instituto. Tenho 16 mil livros, mais essas 200 esculturas, pintura… não tem mais lugar pra pintura. Caixas e caixas com pinturas guardadas. Seria o Instituto Antonio Olinto com o museu Zora Seljan de Arte Africana.

Zora Seljan foi a primeira esposa do cronista Rubem Braga. E Olinto jamais se livraria de uma frase viperina do velho Braga: “Ela melhorou de marido, mas piorou muito de estilo”

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Comentários

santa pola on 29 dezembro, 2010 at 5:45 #

Una blog interesantisimo le agradezco por el contenido seguire de cerca a nuevos articulos


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