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Postado em 10-09-2009
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 10-09-2009 23:25

Nothing Hill/ Um lugar
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Nothing Hill/ Um lugar
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Não faz muito tempo, em visita a Londres, fiquei hospedado em um hotelzinho aconchegante e bem transado de Nothing Hill. Ficava a poucos passos da maioria das lojinhas, brechós, restaurantes, bares e livrarias no cenário do filme que conta a bela história de amor entre Júlia Roberts e Hugh Grant no famoso bairro londrino.

E ainda dava para ir caminhando, sem muito esforço, até o mercado de Portobello Road, onde Gilberto Gil, no exílio, viu aquele seu camarada da canção “cair naquela fossa”, e onde encontrei o craque Rai caminhando contra o vento. Andando para a esquerda, também se chegava à pé, sem suar, ao fantástico Hyde Park, um dos orgulhos da capital britânica..

Ao ler o texto a seguir, da repórter da BBC Brasil, não resisti à emoção e à saudade. Decidi então compartilhar tudo com os leitores do Bahia em Pauta, incluindo a vontade de voltar por lá. Quem sabe algum leitor perdido está por aquelas bandas do mundo, ou algum leitor cidadão do planeta está arrumando as malas para ir a Londres e mata as saudades de Notinhg Hill por mim.

Enquanto isso, curtam texto delicioso de Maria Luisa Cavalcanti e, se de repente der vontade de pegar um avião não estranhe: você não está sozinho(a). Pode apostar!

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Notting Hill, muito além do sábado

Maria Luisa Cavalcanti (BBC Brasil)

No último fim-de-semana, satisfiz uma das minhas maiores curiosidades desde que vim morar em Londres, há sete anos: conheci o jardim que serviu de cenário para o romance de Julia Roberts e Hugh Grant no filme Um Lugar Chamado Notting Hill.

Graças ao Open Garden Squares, uma iniciativa que uma vez por ano abre aos simples mortais vários desses jardins particulares e secretos de Londres, pude ver de verdade o portão que Anna Scott e William Thacker pulam em seu primeiro encontro, o cantinho em que se beijam, o banco em que namoram pacificamente à espera do primeiro bebê.

Procurei o local por anos e anos, e cheguei até a acreditar em um boato internético de que ele não exisitiria, e que cada cena teria sido feita em um jardim diferente da cidade. Mas uma representante do Open Garden me garantiu: foi tudo filmado no Lansdowne and Elgin Crescent Gardens.

Notting Hill, o filme, e Notting Hill, o bairro, têm o poder de me fazer sonhar com uma vida perfeita, onde minha casa seria enorme e linda, onde eu teria grana para frequentar sem culpa os restaurantezinhos, as livrarias e as lojas fofas da região, onde haveria flores e romance a cada esquina e onde Londres seria eternamente ensolarada.

Mas mesmo com os pés no chão e apenas alguns trocados na carteira, há muito o que se ver e curtir por ali.

O grande atrativo do bairro ainda é o mercado de Portobello Road, que acontece todos os sábados. Confesso que cansei um pouco deste programa, talvez pelo excesso de visitantes e também por ele parecer ter virado um grande “camelódromo”.

Mas Notting Hill vai muito além do sábado: a feira de produtos orgânicos às quintas, os agitos às sextas, as matinês no Electric Cinema aos domingos – o melhor dia também para quem quer explorar as lojas com calma e silêncio.

E se você não quer esperar até 12 e 13 de junho do ano que vem para o novo Open Garden, pode olhar os jardins do alto dos ônibus 7, 23 e 52.

Ou fazer como Anna e Will e entrar sem ser convidado. Às vezes algum morador acaba esquecendo o portão aberto – o que já aconteceu comigo, by the way.

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Comentários

Laura on 11 setembro, 2009 at 12:30 #

Nossa que saudade… dessas que dói. Ainda não conheci nenhum lugar na vida igual a Londres; se pudesse Hugo pegaria um avião agora mesmo e iria caminhar pelas ruas de Nothing Hill, talvez passar a tarde no Hyde Park… deitaria na grama curtindo o Sol do verão inglês… ou entraria num daqueles aconchegantes cinemas (Nothing Hill tem varios)… ou talvez pegasse um desses ônibus que a Maria Luisa citou (o 52 eu me lembro bem passeia por Marble Arch, Nothing Hill…) eu iria no segundo andar assitindo deslumbrada as paisagens como tantas vezes fiz)..

No fim do dia talvez passasse em um daqueles pubs de Bayswater, pertinho do Hyde, e escutaria uma banda tocando o melhor rock do mundo, o inglês, poderia estar tocando beatles, oasis, the killers… n importa. Se fosse uma sexta como hj e eu estivesse entre amigos é provavel que brindasse com uma “pint” de stella artois ou uma pint de snike bits – bebida australiana – sou uma apaixonada pela capital inglesa…

Em tempo, se alguém quiser matar a saudade de Londres, meu blog com fotos de minha temporada lá ainda pode ser acessado http://gettingcloser.blogspirit.com é só clicar na coluna da direita em “Londres”, tem varias fotos e comentários sobre a cidade.

Bjo e obrigada pela viagem no tempo e no espaço.


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