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Postado em 08-09-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 08-09-2009 10:16

Deu no jornal

Na véspera do jogo Brasil x Chile em Salvador, com seleção brasileira já classificada na jornada histórica de Rosário, Argentina, e impedida de utilizar cinco de seus maiores craques na partida de Pituaçú – Kaká, Lúcio, Luis Fabiano e Ramires por cartão, e Robinho por contusão – , o caráter puramente festivo talvez não seja o suficiente para mexer com a emoção da torcida baiana, afastada do convívio direto com seus ídolos desde a traumática e polêmica Copa América de 1989.

Um aditivo especial para mexer com os sentimentos locais seria, talvez, a escalação pelo técnico Dunga, do craque juazeirense, Daniel Alves, uma das maiores sensações do futebol espanhol e da recente Copa das Confederações, na África do Sul, que ultimente tem ficado no banco de reservas.

A Tribuna da Bahia publica em sua edição desta segunda-feira,interessante e reveladora reportagem sobre o assunto, assinada por Raphael Carneiro e Isabela Rocha, que Bahia em Pauta reproduz a seguir. Confira. (Postada por Vitor Hugo Soares)

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Daniel Alves: o craque da Bahia
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Daniel Alves é o orgulho da Bahia

Raphael Carneiro e Isabela Rocha

O trauma da seleção brasileira na Bahia ainda é a Copa América de 1989. Charles, campeão brasileiro no ano anterior com o Bahia, era presença quase que garantida na equipe verde-e-amarela. Na hora “H”, não foi convocado pelo então técnico Sebastião Lazaroni. Dias depois, com as vendas baixas para o jogo na Fonte Nova, o artilheiro tricolor foi chamado. As vendas cresceram, mas Charles sequer foi inscrito pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na competição.

O resultado foi uma série de protestos durante a partida. O Hino Nacional foi vaiado pelos torcedores. Gritos de protestos contra a CBF foram entoados e objetos atirados no gramado. Ao final do jogo, o atacante Bebeto chegou a afirmar ter vergonha de ser baiano pelo ocorrido.

Desde então, a seleção brasileira não joga uma partida oficial em Salvador. Neste retorno, a Bahia tem um novo orgulho: o lateral-direito Daniel Alves. “Para mim é um Prazer muito grande esta de volta à Bahia. Se tivesse sonhado não ia acreditar que estaria acontecendo agora”, comenta o jogador.

De acordo com o lateral, a Bahia merecia receber esse jogo da seleção, pois há muito tempo os baianos não viam um jogo oficial do Brasil. “Não poderíamos jogar em um lugar melhor no Brasil. A alegria do povo baiano contagia a seleção brasileira. As vezes faltam palavras para explicar o carinho”.

Ontem, ele ganhou um estímulo a mais. Além dos pais, dois irmãos e alguns sobrinhos estiveram presentes em Pituaçu. Eles deixaram Juazeiro logo no início da manhã para poder ver Daniel de perto e vão ficar em Salvador até a quinta-feira, uma dia após a partida entre Brasil e Chile.

A mãe dona Maria Lúcia Ribeiro está muito fez em ver o filho se destacando na seleção brasileira, independente dele ser ou não titular da equipe. “Estou torcendo para ele ser titular, acho que ele está fazendo por merecer. Mas se não for, está tudo bem. O que importa é que a nossa seleção está bem servida de lateral-direito”, ressaltou.

O pai, Domimgos Alves da Silva, acha que ele não deve começar a partida, mas o que importa é ver o filho na seleção. “Se depender da torcida do pai, ele é titular absoluto. Mesmo sendo reserva seu Domingos está feliz em ver o filho jogando novamente na Bahia, Estado onde ele nasceu. “ Estou muito emocionado. Para mim é uma honra”, disse seu Domingos.

A emoção de Daniel é mesma que a família está sentindo, ele ressalta também que “o caminho foi muito difícil para ele chegar aonde chegou”, Mas em hipótese nenhuma ele acha que os jogadores do nordeste são preteridos. “Não podemos encarar como preconceito o fato de ter poucas convocações de jogadores daqui do nordeste” Para a mãe de Daniel o importante é lutar pelo objetivo e ver o sonho realizado, como aconteceu com o filho. “Desde pequeno, quando o pai levava ele para jogar com 10 anos, ele profetizava coisas boas na vida .

Dizia que ia jogar no Bahia, no São Paulo e na Seleção Brasileira. Agora só falta o São Paulo”, disse dona Lúcia. Mais emocionante do que ver o filho como titular da seleção é vê-lo fazendo um gol para contemplar os baianos “Seria uma maravilha!!!”, disse dona Lúcia, que era só felicidade no Estádio de Pituaçu.

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