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Posted on 06-09-2009
Filed Under (Entrevistas) by vitor on 06-09-2009

Alencar: “exercício da humildade”/VEJA
jalencar
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Deu na revista:

Humana e comovedora, a cada pergunta e a cada resposta, e entrevista do vice-presidente da República, Jose Alencar, à VEJA desta semana, sobre a batalha que o corajoso político mineira, de 77 anos, trava contra o câncer há anos. A revista registra que este é p 11° tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006.

Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes no Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, enquanto passava pela primeira sessão de químio.Veja descreve: “O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hamburgers e tomou um copo de leite. Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe esnsinou”.

A seguir Bahia em Pauta publica três respostas exemplares de Jose Alencar à perguntas da VEJA

O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?

A doença me ensinou a ser mais humilde.Especialmente, depois da colostomia. A todo momento peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disto em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não fosse não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

O senhor tem medo da morte?

Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que eu tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?

Abraçaria Mariza e diria:”Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim”.

(Postado por Vitor Hugo Soares)
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Leia íntegra da entrevista na revista VEJA

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Oliver Stone e Chavez: palmas em Veneza
stone
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Dedicado ao polêmico presidente da Venezuela, Hugo Chavez, o documentário “South of the Border” (sem título ainda em português), de Oliver Stone, foi aplaudido por vários minutos ao ser exibido neste domingo (6) fora de concurso durante o 66º Festival de Veneza.

Segundo a agência ANSA, que distribui a informação, para destruir o mito do “anti-americanismo” de Chávez, “difundido pelo governo norte-americano e pela imprensa do país”, Stone foi à Venezuela, ao Equador, à Bolívia, a Cuba, ao Brasil, ao Paraguai e à Argentina, onde conversou com os respectivos presidentes.

No filme mostradso em Veneza o cineasta tenta mostrar que este grupo de governantes da região segue os passos do venezuelano, principalmente, em relação aos seus recursos naturais. Entre os líderes entrevistados está Luiz Inácio Lula da Silva, que aproveita o documentário para pedir o fim do embargo contra Cuba, a paz no Oriente Médio e a permissão para que Chávez visite os Estados Unidos.

Especulava-se na Italia que o presidente venezuelano compareceria hoje ao evento para assistir à produção. Contudo, isso não fdoi confirmado. “Estou avaliando ir a Veneza”, disse ele, esclarecendo ter sido convidado por Oliver Stone. Mas antes, segundo Chávez, “vem as obrigações políticas”, disse o venezuelano que realiza desde a última semana uma viagem internacional, com escalas na Líbia, Síria, Argélia, Irã, França e Espanha.

No caso dos dois últimos países europeus, um pulo para Veneza, onde o famos festival termina na semana que vem.

ELITE SERVIL – Segundo a AFP, apesar “da aquiescência com que trata o líder venezuelano”, o filme é um importante documento histórico que reúne as opiniões de sete presidentes latino-americanos sobre a evolução política da região, entre eles o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

“Durante muitos anos tivemos uma elite servil aos Estados Unidos”, reconhece Lula no filme.

Stone, de 62 anos, ganhador de três Oscar pelo roteiro do filme “O expresso da meia-noite” (1978) e pela direção de “Platoon” (1986) e “Nascido em 4 de julho” (1989), combina conversas informais com declarações oficiais para apresentar um retrato do líder venezuelano.

Escrito por Stone ao lado do intelectual de esquerda anglo-paquistanês Tariq Ali, o documentário critica a tradicional visão dos Estados Unidos, que veem a região como seu “quintal”.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da ANSA e AFP)

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Posted on 06-09-2009
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Regina manda de Belmont, na área da bela baia de San Francisco, Califórnia, a sugestão da música para começar o dia neste alegre domingo brasileiro, de 6 de setembro. E a pergunta: “Vamos botar essa pra acordar os Argentinos?”

Resposta do Bahia em Pauta: Vamos sim, com grande prazer!

Confira

( Vitor Hugo Soares)

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Posted on 06-09-2009
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O “carinha” se deu mal
macara

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CRÔNICA/ NOITE FELIZ

A CARA DO “CARINHA”

Aparecida Torneros

Minha amiga gritava, a cada um dos três gols do Brasil no jogo contra os agentinos, que assistimos na noite de sábado, com imagens desde Rosário, no calor da torcida: – quero ver a cara do Maradona…mostra!!!

E numa sequência prometida, a televisão focalizava a cara do “carinha”, ruminando a impáfia que lhe é característica, ao som do samba bem dançado da equipe “dunguiana” que lavava nossa alma de brasileiros bons de bola, enquanto a rivalidade se alimentava mais uma vez da paixão pelo futebol, comum aos dois países vizinhos, colados nesse Mercosul fadado a buscar um caminho econômico-social e até político, com mais irmandade e menos “briga de galo”.

Mas, a torcida imensa, a brasileirada de plantão, na verdade, era um coro de valentes diante de um desafio de “europeus de araque”, segundo ouvi de outra amiga, ao definir os argentinos.

Permitam-me discordar. E como a raiz da palavrinha, indica “cord”, que quer dizer coração, é com ele mesmo, o meu coraçãozinho apaixonado pelas terras argentinas, e por seu povo, onde fiz e tenho muitos amigos e amigas, que preciso dizer que “amigos, amigos, jogos à parte”.

Não é que sejamos inimigos futebolísticos, ou quase isso, mas é que nossos meninos, em campo, refletem uma necessidade que temos, de confirmar nossa hegemonia mundial no que tange à magia em torno dela, da redondinha, a tal “pelota”, aquela bola que rola bonitinha indo direto à rede adversária, para nosso contentamento e vitória.

Mas e a cara dele? Pois é, minha amiga, que é médica, e faz plantão aos domingos, saiu tarde da minha casa, ia dormir feliz e, certamente, ao chegar no hospital no domingão imprensado com o feriado, de alma “vingada”, deve ter brindado os colegas e pacientes com um sorrisão daqueles, pois ela viu a cara do “carinha”, engolindo nossos sapos, nossas cobras, ou melhor, engolindo sua armação, seus trejeitos de “melhor dos melhores”, diante de uma brava gente brasileira que foi lá, na casa do adversário e botou pra quebrar.

Bem que se tentou, de certo modo, minimizar a tentativa de massacre, afinal, foi tudo preparado, um campo onde a torcida argentina ficaria de cara com o gramado, e devia xingar e achincalhar nossos meninos, mas a tática não colou, não deu certo, o tiro do Maradona saiu pela culatra, e nossos jogadores desempenharam o papel que todos os compatriotas esperávamos.

Os liderados do Dunga produziram a cara mais abobalhada e tola, ressabiada e sem graça nenhuma, de um “carinha” chamado Diego, um tal de Maradona bom de blá-blá-blá…

E o que valeu, gritou minha amiga: Olha a cara de “bunda” dele! E todos, na minha sala, caímos na gargalhada. O Brasil todo era a cara da alegria. E o Dunga, pô meu… é o nosso “cara”, ainda bem… Salve os carinhas bons de bola, toda a troupe, nossos garotos mestiços, acanhados, humildes, vindos de todos os lados, que não se intimidaram com manobra de “gringo”, pois são a cara do Brasil, do país que lidera o futebol no mundo, “sorry”, periferia, como já dizia o grande Ibrahim Sued, irreverente e direto!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

set
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Posted on 06-09-2009
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Cansados mas felizes em Salvador
brasalvador
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Deu no Portal terra e JB/ Img.UOL

SALVADOR – O dia seguinte à vitória sobre a Argentina e da conquista de uma vaga na Copa do Mundo de 2010 não poderia ter começado melhor para os jogadores da Seleção Brasileira. Os comandados de Dunga foram recebidos com festa no desembarque em Salvador, por volta das 6h30 (de Brasília), e ainda ganharam um dia de folga.

Desta forma, a Seleção só iniciará a preparação para o jogo contra o Chile, marcado para a próxima quarta-feira, no Estádio Pituaçu, na tarde de segunda. Neste domingo, apenas o técnico Dunga tem compromisso marcado, com uma entrevista que deve ser realizada durante a tarde.

Com o dia livre, os jogadores brasileiros terão a chance de repor as energias depois de uma sequência desgastante, que começou na última terça com os treinos na Granja Comary e terminou com uma viagem de quatro horas e 30 minutos de Rosário, onde derrotaram os argentinos por 3 a 1, até a capital da Bahia.

Visivelmente cansados pela viagem na madrugada, os atletas passaram rapidamente por aproximadamente 200 torcedores que acordaram cedo para acompanhar a chegada da Seleção a Salvador. A delegação brasileira seguiu direto para o Hotel Softel da Praia de Itapoã, onde ficará hospedada nos próximos dias.

Único país sul-americano já garantido na Copa, o Brasil ainda terá mais três jogos para cumprir tabela nas Eliminatórias. Depois de enfrentar o Chile, a Seleção encara Bolívia, fora de casa, e a Venezuela, em Campo Grande.

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Posted on 06-09-2009
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Argentinos: perdidos em Rosário/ El Clarim
argentinos

OPINIÃO/ Maradona

Maradona sem rumo

Por Daniel Guiñazú

Diego Maradona pensou e executou a partida com o Brasil com transparente infantilidade. Supôs o técnico ( e ninguém o questionou) que mudar a sede para Rosário, com o espírito exaltado da torcida em um estádio menor e com a pressão que isso significaria para os brasileiros, seria suficiente para para inclinar a coisa a seu favor. Ficou claro ao final dos 90 minutos que não alcançou nada disso. Os brasileiros absorveram sem pestanejar o apoio do público. E ganharam caminhando. Com uma resolutividade, um domínio da situação, uma solidez coletiva e destaques individuais que se situaram muito acima da confusão celeste e branca.

O problema maior da Seleção é que nem sequer existe um Plano A. Há tempo que subsistem as dúvidas sobre o que pretende Maradona. Não basta . Não bastam invocações retóricas e o motivacional para armar um time competitivo. Também não é suficiente lançar em campo os melhores homens . Se não existe uma idéia clara de que é preciso jogar, tudo o demais passa a ser secundário, E esse é o grande esse é o grande que a derrota da noite de sábado recoloca sobre o tapete. Diego e Bilardo repetem que não há espaço para trabalhar. É um pretexto. Dunga recebe tanto ou mais jogadores do exterior que a Argentina. E ao mesmo tempo arma times compactos, que há tempo vêm demostrando a nossos selecionados uma superioridade que, atualmente, parece abissal.

(Texto opinativo publicado na edição deste domingo (6) pelo jornal argentino Página 12. Traduzido por Vitor Hugo Soares, editor de Bahia em Pauta)

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06
Posted on 06-09-2009
Filed Under (Artigos, Rosane) by vitor on 06-09-2009

Desafio: petróleo e meio ambiente
petromar

OPINIÃO

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Meio ambiente muda agenda política

Rosane Santana

Um dos maiores desafios dos países em desenvolvimento – neste grupo inclusos Brasil, China e India -, atualmente, é conciliar a expansão econômica com a preservação do meio ambiente – fundamental para a perpetuação da vida no Planeta. O assunto – ressalte-se – foi tema de discussão e prova na Universidade de Harvard (EUA), neste verão, quando comemorou-se o bicentenário do naturalista inglês, Charles Darwin, autor do livro “A Origem das Espécies”, que revolucionou a biologia moderna opondo-se à concepção religiosa da origem divina do universo narrada no livro dos Gênesis.

O darwinismo ganha relevância, neste momento, especialmente sua tese de sobrevivência dos mais fortes no processo de adaptacão das espécies ao meio ambiente, em funcão das mudanças climáticas aceleradas pelo excesso de gás carbônico na atmosfera – o vilão do efeito estufa -,que está provocando o aquecimento global.. Ressalte-se, entretanto, serem os maiores emissores de CO2 os países mais industrializados, que integram o chamado G-7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Alemanha, França e Inglaterra).

Tais alteracões têm atingido indistintamente populações de todos os países, com excesso de calor e chuvas e inundacões que provocam destruicão, afetando as localidades mais pobres, o Terceiro Mundo em especial, onde os prejuízos na agricultura, por exemplo, são enormes, pela precaridade tecnológica.

O assunto vem ganhando a cada dia maior relevância nas discussões acadêmicas e políticas nos Estados Unidos. Tanto que o presidente Barack Obama, desde que tomou posse em janeiro, anunciou sua disposição de colocar “a energia alternativa, o meio ambiente e a mudança climática no centro da definição americana de segurança nacional, recuperação econômica e prosperidade”. A indicação do Prêmio Nobel de Física de 1997, Steven Chu, promotor da pesquisa de fontes energéticas renováveis, para secretário de Energia, é uma demonstração do esforço nessa direção.

Disse anteriormente, inclusive, que a decisão de Obama representa uma tentativa de colocar os Estados Unidos na liderança da luta contra o aquecimento global, depois da resistência a iniciativas como o Protocolo de Quioto, na Era Bush, no momento em que a União Européia discute um novo tratado climático e o presidente da ONU, Ban Ki-Moon, propõe um “New Deal Verde”, para combater as alterações no clima e no meio ambiente

É nessa conjuntura, em que a questão ambiental está na pauta do dia, que a candidatura da senadora Marina Silva, a presidência da República, esperam seus idealizadores, pode ganhar corpo e, supostamente, atrapalhar o caminho da ministra Dilma Roussef, candidata declarada do presidente Lula. Esse ponto de vista (a força de Marina) é compartilhado por políticos e marqueteiros, além de fervorosos admiradores da ministra.

Mais do que um problema ambiental, em minha opinião, essa é uma questão política e de gestão que deve estar aberta ao debate não apenas àqueles que historicamente estão vinculados a causa ambientalista, pois está a afetar a todos indistintamente. Trata-se de um problema de sobrevivência humana, de reeducacão de todos, inclusive com um nítido direcionamento na área do ensino formal, e não do partido ou do candidato A ou B. Essa partidarização, pode ser um bom mote publicitário, mas não ajuda o debate e nem contribui para sua democratização, o que é o mais importante.

O desafio para o Brasil, por exemplo, um dos candidatos a potência, neste século, sem dúvida, será conciliar a exploracão de seu potencial energético, fundamental para o seu desenvolvimento, sobretudo as novas descobertas na área de petróleo – considerado uma fonte de energia poluente -, com a preservação do meio ambiente.

Se isso é possível, quem pode responder e propor caminhos é a ciência e a tecnologia, sugerindo políticas públicas adequadas. Espera-se que na campanha à presidência da República, no próximo ano, os candidatos e candidatas saibam discutir a questão, sem satanizar essa ou aquela alternativa, com discursos panfletários, mas buscando equacioná-la com bom senso, como o fez Obama, por exemplo, indicando um renomado cientista para uma pasta considerada estratégica.

A depender da abordagem, o debate da questão no horário político eleitoral será um dos pontos altos da campanha presidencial do próximo ano e pode ser um passo importante para uma mudança na agenda política dos atuais e futuros governantes.

Rosane Santana, jornalista e mestre em História pela UFBA, mora atualmente em Boston e estuda da universidade de Harvard.

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