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Postado em 01-09-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 01-09-2009 08:43

Direito: perda precoce
direito
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Internado desde sábado passado no Hospital Bom Samaritano, no Rio de Janeiro, morreu na madrugada desta terça-feira (01/09) o ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Alberto Menezes Direito, aos 66 anos (completaria 67 na próxima semana), vítima de um câncer no pâncreas.A notícia, confirmada pela direção do hospital carioca, foi dada em primeira mão pela rádio Band News com informação passada do Rio pelo jornalista Ricardo Boechat, amigo pessoal de Direito há muitos anos,logo em seguida ao falecimento do ministro do STF indicado há dois anos pelo presidente Lula.

Carlos Alberto menezes Direito, casado, tres filhos er netos, estava de licença-médica há quase quatro meses. Segundo o site oficial do STF, o velório acontecerá no antigo prédio do Supremo Tribunal Federal, no Rio, atual Centro Cultural da Justiça Federal. Ele estava afastado das funções para tratamento médico desde maio deste ano.

Segundo perfil publicado pelo portal terra, depois de 11 anos como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Direito foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Sepúlveda Pertence. Desde maio de 2008, Menezes Direito também era ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral.

Entre os casos marcantes relatados pelo ministro Menezes Direito encontra-se a manutenção da prisão preventiva do banqueiro Salvatore Cacciola, que recorreu ao Supremo para revogar a prisão preventiva. Seguindo o voto do ministro Menezes Direito, o Plenário negou o pedido e manteve a custódia do banqueiro. Direito também teve ação destacada na questão da transposição do Rio São Francisco.

Nascido em 8 de novembro de 1942, em Belém (PA), o ministro formou-se bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, em 1965. Alcançou o título de doutorado em 1968. Atuou como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por onze anos, depois de passar pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como desembargador, entre 1988 e 1996.

Ainda segundo o perfil produdo por Terra, Carlos Alberto Direito advogou no Rio de Janeiro, onde também ocupou diversos cargos públicos. Foi chefe de gabinete na Prefeitura, membro do Conselho da Sociedade Civil mantenedora da PUC-RJ, presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado. Entre as atividades exercidas, foi, ainda, presidente da Casa da Moeda do Brasil, secretário de Estado de Educação e presidente do Conselho Nacional de Direito Autoral, além de professor titular do Departamento de Ciências Jurídicas da PUC-RJ.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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