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Deborah Kerr
No dia 30 de setembro de 1921, na cidade escocesa de Helensburg, nascia aquela que será lembrada para sembre como uma das atrizes mais elegantes do cinema em todos os tempos: Deborah Jane Kerr-Trimmer , a diva Deborah Kerr, que estaria festejando hoje 88 anos.
Ela começou como bailarina, mas sempre de olho também no teatro, apresentando-se ainda na cidade sua Escocia natal em adaptações de Shakespeare. Mas seu destino, para deleite de milhões de admiradores espalhados no mundo inteiro, seria mesmo o cinema, onde fez sua estréia em 1940, no filme “Nas Sombras da Noite”, dirigido pelo mestre Michael Powell. Depois atuou numa série de produções inglesas e teve ainda a oportunidade de ser dirigida novamente por Michael Powell e Emeric Pressburger em “Narciso Negro” (1947) e “Coronel Blimp” (1943). Em 1947, a atriz faz seu primeiro filme americano, “Mercador de Ilusäes”, ao lado de Clark Gable.
Daí em diante, a bela e notável atriz participou de produções marcantes e em papéis inesquecíveis, a exemplo do musical, “O Rei e Eu”. No cultuado, “Tarde Demais Para Esquecer” (1957), de Leo McCarey, contracenando com outro s¡mbolo de elegância, Cary Grant. Em um dos melhores filmes de terror já realizados, “Os Inocentes” (1961), de Jack Clayton, inédito ainda em v¡deo no Brasil e ainda, “A Noite do Iguana” (1964), de John Huston, outro inédito. Quem não guarda na memória uma lembrança cinematográfica de Kerr?
Como tributo no aniversário da diva sempre lembrada, Bahia em Pauta escolheu uma um vídeo com diferentes desempenhos de Deborah durante sua trajetória na fabulosa sétima arte, em qualquer tempo, com a música tema do filme Tarde Demais para Esquecer, em primorosa execução com piano e orquestra. Um presente para o quem gosta de cinema e de Deborah Kerr. Confira.
(Postado por Vitor Hugo Soares )
GRAZZI BRITO
JUAZEIRO (BA) – A cidade está em choque e indignada. No fim de semana passado dois túmulos foram violados no cemitério de Juazeiro, na região do Vale do São Francisco, um deles o do ex- prefeito da cidade, Arnaldo Vieira do Nascimento.
A Secretaria Municipal de Defesa Social responsável pela vigilância do cemitério, em nota, informa à população ter tomado as providências necessárias para evitar que novas violações aconteçam. A Polícia Militar foi solicitada pelo órgão para que intensifique as rondas nas proximidades do cemitério, além do aumento do número de guardas municipais no local.
De acordo com o delegado Flávio Martins, a violação das sepulturas pode ser ação de estudantes que se reúnem no local. “Foram feitas perícias nos corpos e não foi levada nenhuma ossada, apenas violaram os caixões. O vigia do cemitério informou que um grupo de estudantes fica aqui à noite bebendo e tocando violão, então eles podem acabar danificando as sepulturas”, informou o delegado.
Moradores que residem próximo ao cemitério contam que durante a noite e de madrugada muitas pessoas usam o local para farras e bebedeiras como também para consumo de drogas.
Grazi Brito , jornalista, mora em Juazeiro.
Marcelo Nilo: surpresa na Assembléia

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Ontem, 29, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, que nesta quarta-feira troca o PSDB, onde levou quase 20 anos, pelo PDT, onde é difícil prever quanto tempo ficará, voltou a surpreender a todos os presentes na sessão da Casa, inclusive alguns parlamentares mais desatentos.
A surpresa de Nilo não se deveu a qualquer reviravolta de última hora – como no caso do deputado Reinaldo Braga – quanto a filiação ao partido do ministro Luppi, de amores renovados com o governo Jaques Wagner, mas quando o presidente anunciou a votação de um requerimento formulado pelo deputado Fernando Torres. Este pediu uma prosáica licença do parlamento por 120 dias, “para tratar de assuntos particulares”.
Essa modalidade de licença permite o afastamento do deputado pelo prazo máximo de 120 dias sem necessitar a convocação do suplente, a não ser por acordo de lideranças. Fato semelhante aconteceu ano passado, quando o então candidato a prefeitura de Feira de Santana Tarcízio Pimenta se licenciou na campanha. Na época um acordo de lideranças permitiu a convocação do suplente, Pedro Alcântara. Neste caso, aparentemente nenhum outro interesse pesava naquela decisão.
Ontem, porém, foi diferente, pois a exemplo do quórum, na Assembléia atualmente também a suplência passou a servir como moeda de troca. Quem inaugurou o escambo legislativo foi o presidente do PSC, Eliel Santana, que nos bastidores é conhecido por sua grande sede por cargos e por gostar de empregar apadrinhados políticos e parentes.
Eliel conseguiu, num acordo com o PMDB, empossar seu filho como deputado Federal no lugar de Sérgio Brito, que assume hoje a Secretaria de Administração da prefeitura de Salvador. Esse acordo já havia sido tentado com Wagner, mas não deu certo. Nas negociações entre o governo e o PSC a convocação do filho de Eliel era parte inegociável.
Agora Eliel está negociando com Fernando Torres que, gritam os corredores, estaria indo para o PSC. Nessa negociação estava previsto o afastamento de Fernando Torres para que, num acordo de lideranças, sua suplente Cleide Silva que é do PSC, pudesse assumir o mandato de deputada estadual.
“E daí?”, perguntam os pascácios, como diria Nelson Rodrigues. Nos bastidores, rola que Cleide Silva, representante da Igreja Assembleia de Deus, vem sendo submetida a um “seminário” ou treinamento que equivalha, promovido pela igreja, para decidir sobre sua futura candidatura e o mandato de deputada, neste momento, contribuiria para uma decisão a seu favor.
Uma coisa é certa Eliel passou toda a tarde de quarta-feira no plenário, sentado ao lado de Fernando. Um gozador refinado comentava na galeria: “Aí é que mora o perigo!”
GRAZZI BRITO
JUAZEIRO(BA) - Os fruticultores do Vale do São Francisco lançaram oficialmente nesta segunda-feira (28), em Juazeiro, a Safra de Frutas 2009/2010, com a expectativa de alcançar as marcas de 61 mil toneladas de uva e 78,9 mil toneladas de manga. Esta safra marca uma retomada do setor agrícola do Vale, que se encontrava abalado devido à crise internacional que afetou a fruticultura na região.
O evento teve a presença de Roberto Muniz, secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado, que participou também da cerimônia de fundação do Instituto da Fruta, instância que vai integrar e fortalecer a Câmara Setorial da Fruticultura.
Uma comitiva formada pelo secretário Roberto Muniz, secretários municipais, presidentes das Câmaras de Fruticultura de Juazeiro e Petrolina e representantes da Codevasf, Embrapa, Banco do Brasil e do Nordeste, esteve na Special Fruit, empresa exportadora de frutas e referência no Estado que emprega mais de 1,8 mil pessoas em Juazeiro, para conhecer o processo de produção e comercialização da uva.
Roberto Muniz reconhece a importância do município na fruticultura. “Juazeiro destaca-se como um dos principais centros de produção e exportação de frutas frescas do país, e o governo está empenhado no desenvolvimento e fortalecimento da região, buscando alternativas para viabilizar a verticalização da cadeia produtiva”, disse.
O secretário de Agricultura de Juazeiro, Jairton Fraga, tocou em um ponto importante: a renegociação de dividas e o crédito para os produtores. “Quando no ano passado a crise da viticultura se intensificou, foi importante que o governo municipal, através das Secretarias de Agricultura do Estado, Município e parceiros se mobilizassem no sentido de assegurar a renegociação da dívida. Com o lançamento da safra 2009/2010, é evidente que esta atividade, geradora de emprego e renda, precisa ser mais fortalecida, através de acesso a créditos, apoio técnico e pesquisas cientificas. Só assim os agricultores irão responder aos desafios do cenário nacional e do mercado internacional, de forma justa e igualitária”, destacou.
Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco
Bassuma: novos rumos
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Deu na Tribuna da Bahia
Em sua coluna política diára na TB, o jornalista Ivan de Carvalho,
pública hoje análise com informações de bastidores sobre a saída do PT do deputado Luiz Bassuma, com análises sobre seus significados. Bahia em Pauta, com autorização do autor, reproduz o texto na ítegra para seus leitores. (VHS)
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OPINIÃO / OUTROS ÂNGULOS
Caso Bassuma – uma visão mais ampla
Ivan de Carvalho (30/09/2009)
O deputado federal Luiz Bassuma protocolou na segunda-feira, no PT da Bahia, uma carta em que cancela sua filiação no partido em que militou desde 1995. Ontem, na sessão da Câmara dos Deputados, em Brasília, ele comunicou em discurso seu desligamento do PT. As decisões definitivas foram tomadas no último fim de semana.
Bassuma, todos se recordam, foi recentemente suspenso por um ano de seu ex-partido por não ceder à imposição petista de abandonar a luta contra a descriminalização do aborto, na qual se destacava como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto.
O PT abraçou a proposta de descriminalização do aborto em um de seus congressos de amplitude nacional, o terceiro, em grande parte por pressão de suas correntes feministas majoritariamente favoráveis à liberação total do aborto no Brasil.
Antes mesmo de ser suspenso, Bassuma já decidira que não seria candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados nem concorreria a qualquer outro mandato eletivo nas eleições de outubro de 2010. Rose Santana, mulher de Bassuma, também deixou o PT e ingressou no Partido Verde, pelo qual será candidata à Câmara Federal. O deputado Luiz Bassuma também está ingressando no PV.
Bassuma admite que sua primeira ideia, após a suspensão, foi permanecer no PT – mesmo com a suspensão privando-o de vários direitos fundamentais de petista e parlamentar – e reagir a isto indo ao Supremo Tribunal Federal, onde arguiria cláusulas pétreas da Carta Magna: que a suspensão que lhe foi imposta desconsidera o artigo 5º da Constituição Federal, que define como “inviolável a liberdade de consciência e de crença”, bem como o artigo 15, inciso VIII, segundo o qual “Ninguém será privado de direitos por convicção filosófica, religiosa ou política” (e o caso envolve convicções das três naturezas), havendo ainda o artigo 67 do estatuto petista, que dispensa os filiados do “cumprimento de decisões coletivas de grave objeção de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo”.
Ora, com esta cobertura constitucional e estatutária, o deputado Bassuma teria praticamente a certeza de ser vencedor no Judiciário, desde que este fosse não somente justo como agisse com presteza – e ele tinha dúvidas, principalmente quanto a este último item.
Além do mais, Bassuma não faz hoje bom juízo do PT, mas sabe que na base do partido há muita gente solidária com “a luta pela vida, contra o aborto”. Se permanecesse no PT e investisse no STF contra o partido, estaria contestando “a instituição”, o que incluiria aqueles que, na base, têm a mesma opinião dele, estão solidários com ele e com a luta que vem sustentando e da qual não pretende se afastar. Preferiu, assim, sair, o que não lhe causa dano eleitoral, pois já não seria mesmo candidato nas próximas eleições.
A ida para o PV decorreu evidentemente de mais de uma razão, mas Bassuma cita uma que vale assinalar: dos quatro candidatos a presidente da República que estão em cena, só a senadora Marina Silva, ex-petista e ex-ministra do Meio Ambiente, é contra a liberação do aborto, portanto “a favor da vida”. O deputado diz saber que, pessoalmente, Dilma Roussef, do PT, José Serra, do PSDB, e Ciro Gomes, do PSB, são favoráveis à descriminalização do aborto e, portanto, à situação que tal liberação acarretaria.
Politicamente, o deputado Luiz Bassuma analisa as decisões do diretório nacional do PT sobre ele. Na votação sobre se deveria ou não ser expulso, eram necessários 38 votos para a expulsão e foram dados 35 – por apenas três votos ele não foi expulso. Então, por proposta do presidente Berzoini, votou-se a suspensão por um ano e o escore foi de 54 a 14 a favor da suspensão. Uma ampla maioria da diretoria assumiu a posição “contra a vida, a favor do aborto”, conclui com estas palavras este repórter e com outras, mas no mesmo sentido, o deputado.
“Minha opinião é a de que o PT está envelhecendo, está disputando o poder pelo poder. A posição em relação a José Sarney foi emblemática”, diz Bassuma. Espera que “futuramente, o PT se reconstitua”. E assinala que por proposta de Marina Silva o Partido Verde terá em seu estatuto um “artigo de consciência”, assegurando “total liberdade de expressão aos filiados”.
Rina: “quase baiana”

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Deu na revista
Em sua coluna na Isto É, Semana, o jornalista e âncora da Band, publica a seguinte nota:
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Diplomacia
Laços históricos
Há quase 20 anos na Bahia, onde é uma das donas da Editora Corrupio, a ex-guerrilheira Rina Angulo é a nova embaixadora de El Salvador no Brasil. Foi indicada para o cargo pelo publicitário João Santana, brasileiro que montou a campanha vitoriosa do presidente Maurício Funes, eleito em março último. Os laços culturais entre os dois países ficarão mais apertados
Protógenes: alargando horizontes

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O delegado da Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, agora filiado ao PC do B, segue mirando horizontes mais amplos. Ontem (28) à tarde, em São Paulo, ele teve um encontro com a deputada federal, pelo PSB paulista, Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo. Para viabilizar a conversa Protógenes contou na articulação com uma mãozinha da conterrânea Lídice da Mata, ex-prefeita de Salvador e desde então amiga sempre muito próxima de Erundina.
O objetivo é aproximar o delegado afastado da Polícia Federal, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Oportunity, de personalidades interessantes do país. Gente do mundo político, cultural, sociedade civil organizada, entre outros. “Pessoas que tenham história, conteúdo e que possam contribuir com a nova caminhada de PQ, mais provavelmente no rumo da Câmara Federal em 2010″, segundo um assessor.
O encontro aconteceu no final da tarde desta segunda, dia 28, no escritório político da ex-prefeita Erundina, na capital paulista, e durou mais de duas horas. Quem andou por perto garante que os dois saíram do papo muito satisfeitos e ficaram de se encontrar mais vezes para “trocar figurinhas”.
Outras rodadas virão. A conferir.
(Postado por Vitor Hugo Soares)
Braga se filia a PR de Wagner…
… e dá adeus a Geddel

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Na recente visita de Geddel Vieira Lima à região de Irecê, as juras maiores de futuros compromissos e fidelidade eterna recebidas pelo ministro de Integração Nacional partiram do deputado Reinaldo Braga, que abandonou o PSL que o elegeu, e prometia pousar no PMDB para “dar força” na campanha do ministro para governador em 2010.
Pois bem, o deputado de Xique-Xique assinou no começo da noite desta terça-feira, 29, sua nova ficha de filiação partidária e optou pelo PR. Não o do time comandado pelo senador carlista, Cesar Borges, mas ao PR do JW, ou seja, do governador Jaques Wagner, que passou a tarde rindo à toa, enquanto seus adversários do PMDB se desesperavam sem saber como dar a má notícia ao ministro de Lula
Corre de boca em boca na região do São Francisco um conselho político que diz: “Quem quiser que faça fé em promessa de um Braga , principalmente o Reinaldo, em época de eleição”.
O conselho é antigo, desde o tempo do governo Waldir Pires, mas parece que o ministro Geddel aprendeu tarde demais.
(Vitor Hugo Soares)
Jeanne Moreau (com Caca Diegues) no Vidigal

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Moreau, Filha de Iansã
Maria Olívia
Convidada de honra do Festival de Cinema do Rio, que acontece na Cidade Maravilhosa, a atriz francesa Jeanne Moreau, de 81 anos, disse que descobriu sua afinidade com o candomblé : Minhas cores são o azul e o branco.
A atriz – que teve o privilégio da amizade dos escritores Jean Genet, Marguerite Duras, Henrry Miller e Anais Nin, e inspirou Orson Welles, Truffaut, Antonioni, Buñuel, Werner Fassbinder e Toony Richardson (com quem foi casada) – ainda guarda com carinho na memória a imagem de Dona Maria, a senhora que a hospedou numa fazenda durante as filmagens de Joanna Francesa (1975), longa que o diretor Cacá Diegues rodou no interior de Alagoas, há trinta anos, no verão de 73/ 74.
“Ela me lembrou muito uma das mulheres mais importantes da minha vida, minha avó, que eu chamava de Memé. Quando eu era pequena ela falava para mim: Você não nasceu para ficar atrás das portas, servindo pessoas. Cuide para que não morras uma idiota, viu?…Pois é, a grande estrela do cinema e teatro franceses aprendeu a lição da avó, mantendo intacto seu interesse pelas coisas e pessoas a sua volta. Exemplo : tem devorado, como criança, os inúmeros livros sobre a história e a cultura do Brasil que encontrou no apartamento do cônsul da França, no bairro do Flamengo, onde ela está hospedada.
“Estou aprendendo coisas maravilhosas sobre o país. Entendo minha ligação com o Brasil, embora tenha passado quatro meses aqui e nunca mais ter voltado. Todos esses diferentes povos invadiram o Brasil e aqui ainda falam a mesma língua…Na França, um país muito menor, temos os britânicos, os bascos, todos querem ser independentes, ter a própria língua – disse Moreau, enquanto tragava um cigarrinho, ao repórter Carlos Heli de Almeida, do Jornal do Brasil. E a religião?, perguntou o repórter do JB. O candomblé pegou todos os santos católicos. Sou filha de Iansã, minhas cores são azul e branco.
Os vários compromissos que se acumulam na agenda, a impedem de concluir um projeto antigo, o de escrever um livro de memórias. Culpa também a falta de disciplina e sua admiração pelos grandes escritores, “gente que respeito muito e cuja genialidade não quero comprometer”.
- Ainda pretendo concluir minhas memórias, sim. O tempo passa e espero que minha força de vontade coincida com minhas intenções. Não escreverei algo tradicional, do início ao fim, porque reajo ao que acontece ao mundo a minha volta, que está sempre mudando. Tome como exemplo o cinema. Nos anos 60, os diretores queriam enteder este mistério chamado mulher. É uma deusa, uma puta ? Hoje é tudo sexo físico. Não se usam mais palavras como voluptuosa ou sensual. Tudo se resume a trepar.
Maria Olivia é jornalista
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Mais Informações : (http://www.festivaldorio.com.br)
O editor de Bahia em Pauta recebeu do cineasta baiano, Tuna Espinheira, diretor de “Cascalho”, um e-mail com breve mas significativo depoimento de Isabel Ribeiro, sobre as gratuitas e injustificadas agressões de cunho racista, sofridas pela jornalista, partidas de uma desconhecida sábado passado (26), no Ondina Apart Hotel, em Salvador. Bel participava de reunião de trabalhos com duas psicólogas de um instituto de São Paulo, quando foi agredida. Isabel deu queixa na polícia.A audiência está marcada para domingo, 4 de outubro, às 15 hs.
A seguir, BP reproduz o depoimento de Isabel sobre o caso:
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“Aconteceu sábado, 26/09 no Ondina Apart Hotel, estávamos, eu, Isabel Ribeiro, Maria Lúcia Silva e Maria Helena Santos, ambas psicológas do Instituto Amma Psique, São Paulo, numa reunião de trabalho, no restaurante do referido Hotel, já estavamos de saída quando uma mulher branca acompanhada de um homem, começou a falar em alto e bom tom o quanto achava nojento e o quanto detestava o meu cabelo. Voltei, peguntei se falava comigo, e ela respondeu, é com voce mesmo repetindo tudo com raiva. Nessa altura Lúcia e Helena que estavam um pouco à frente voltaram pra perguntar o que acontecia, expliquei, diante da perplexidade delas, a mulher repetiu mais uma vez, dessa vez acrescentando “E saiam daqui!”. Bom, esse é o resumo do evento, fomos para a delegacia, fizemos Boletim de Ocorrencia, e a audiencia está marcada para , domingo dia 04 de outubro as 15hs.
Diante do acontecido, fico pensando, no tamanho do mal que enfentamos cotidianamente, e na forma com que tentamos nos proteger!”
(Postado por Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta, solidário com Bel)
Polanski: defesa na Europa

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Deu no jornal:
Enquanto na América Latina recrudesce o debate político em torno da volta do fantasma do golpismo no continente, a partir da deposição violenta do presidente eleito democraticamente Manuel Zelaya do governo da Honduras, e o agravamento da situação com o seu retorno surpreendente para abrigar-se na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, na Europa é um crime comum, envolvendo o cineasta Roman Polanski, que mobiliza opiniões e sentimentos antagônicos.
Em reportagem opinativa publicada em sua edição desta terça-feira, o Público, influente jornal de Portugal, assinala: Um crime com 32 anos e muitas histórias judiciais e pessoais mal contadas cruzam-se numa quase luta diplomática entre o Velho e o Novo Mundo.
“O realizador de “O Pianista” e “A Semente do Mal” foi preso no sábado e arrisca-se à extradição para os EUA, de onde fugiu em 1978 depois de ter mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos. Ela perdoou-o. E nós?”, pergunta o diário de Lisboa. Veja a seguir, no Bahia em Pauta, trechos da reportagem sobre o assunto que domina a mídia europeia:
(Vitor Hugo Soares)
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Joana Amaral Cardoso
“A história tem os contornos de qualquer detenção de uma celebridade particularmente amada e detestada, sobretudo quando envolve um crime sexual com menores. Tal como aconteceu com Winona Ryder ou Michael Jackson, do embate de Polanski com a justiça já resultou um ícone do consumismo na cultura pop. É verdade, elas aí estão – as t-shirts (camisetas) “Free Roman Polanski”( Leberdade para Polanski) já emergiram na Internet e estão à venda por preços entre os 10 e os 22 dólares. É o preço a pagar por uma história com 30 anos de sexo, mentiras e vídeo.
Há já muitos dispostos a vestir a camisola da causa “Libertem Polanski”. Amigos, admiradores, artistas, nomes de todo o mundo estão mobilizando-se. Barbet Schroeder, Costa-Gavras, Wong Kar-wai, Fanny Ardant, Ettore Scola, Giuseppe Tornatore e Monica Bellucci são alguns dos cerca de 70 signatários célebres da petição que exige a libertação imediata de Polanski e que contestam a “armadilha policial” que o apanhou.
Roman Polanski foi detido no sábado à noite em Zurique, vai ser homenageado com um prémio de carreira no festival de cinema da cidade. Já passou três noites na prisão por um crime cometido e admitido há 32 anos. E cuja vítima abdicou da queixa. Polanski teve relações sexuais com uma menina de 13 anos em 1977. O crime é público, pelo que a acusação e o mandado de captura se mantêm. A Suíça tem acordo de extradição com os EUA e desta vez sabia onde encontrar Polanski.
O realizador de “Chinatown” e “O Pianista” (que lhe valeu um Óscar, recebido em 2003 por Harrison Ford pela impossibilidade de Polanski viajar até aos EUA devido ao mandado de captura) agradece a todos os que têm manifestado o seu apoio após a sua detenção. E, segundo o seu agente Jeff Berg, mantém o ânimo. “A voz dele é forte… está muito ansioso para resolver isto e ir para casa”, disse Berg à BBC Radio 4.
Ontem, os advogados do realizador de 76 anos rejeitaram o pedido de extradição para os EUA. “Tendo em conta as circunstâncias extravagantes da sua detenção, o seu advogado suíço solicitará que ele seja posto em liberdade sem demora”, disse ontem o advogado Hervé Temime em comunicado, citado pela AFP. “A sua defesa sustentará a ilegalidade do pedido de extradição de que ele é alvo.” Em causa estará a possível prescrição do caso, defendem os advogados do realizador.
Europa vs EUA
Vários países europeus saíram já em defesa de Polanski e ao ataque não só dos EUA, mas também da Suíça. A organização do Festival de Zurique está estupefacta com a detenção do realizador, presença habitual na Suíça – onde, aliás, tem uma casa, em Gstaad, na qual passou o Verão. A Associação Suíça de Realizadores critica “o escândalo jurídico que danificará a reputação” do país da neutralidade, do sigilo bancário, das estâncias de esqui e dos chocolates.
A imprensa suíça refletia ontem o que dizia ser o mal-estar causado no país pela emboscada ao realizador de O Quê? “Vergonha”, “desgaste na imagem”, afronta à Polónia e à França (países que partilham a filiação de Polanski), “choque aos cinéfilos e aos amigos das artes”, “ridículo”, lê-se nos editoriais.
E as críticas continuam, ao mais alto nível: “Abominável”, categorizou o ministro francês da Cultura, Frédéric Mitterrand; “chocante”, lamentou a directora-geral da UNESCO, a búlgara Irina Bokova. Entretanto, o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, e o seu homólogo polaco, Radoslaw Sikorski, escreveram à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pedindo a libertação do cineasta. A justiça americana dispõe de 40 dias para pedir oficialmente a extradição, com um prazo extra de 20 dias. E Polanski pode recorrer em qualquer fase do processo.
Regresso a 77
Mas voltemos a 1977. No dia 10 de Março, uma jovem de 13 anos, Samantha Gailey (hoje de apelido Geimer, mãe de três filhos), participava numa sessão fotográfica para a Vogue. Por trás da câmara estava Roman Polanski e o cenário era a casa de Jack Nicholson. A sessão foi autorizada pela mãe de Samantha, que queria ver a filha ser uma estrela. A dada altura, o champanhe e os analgésicos entraram em cena. Polanski argumentaria que o sexo entre os dois teria sido consensual, Samantha nega.
“Eu disse: ‘Não, não! Não quero ir para ali! Não, não quero fazer isto! Não!’, e depois não sabia o que fazer. Estávamos sozinhos e eu não sabia o que aconteceria se eu fizesse uma cena. Estava com medo e, depois de resistir um pouco, pensei, bom, a seguir posso ir para casa”, disse Geimer numa entrevista, recuperada ontem pelo Times. Dia 15 de Abril começava o processo judicial por violação de menor, apresentado pelos pais de Samantha. Polanski declara-se inocente.
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Leia a íntegra da reportagem sobre o caso na edição on-lina do jornal Público , de Lisboa:
( http://ipsilon.publico.pt)
Marilia: passividade da classe média…

…e imprensa sensacionalista na origem

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Deu em Terra Magazine:
A revista digital Terra Magazine ( http://terramagazine.terra.com.br) publica nesta terça-feira, 29, artigo assinado pela jurista baiana e professora de Direito, Marilia Muricy, ex-secretária estadual de Justiça. O título em sí, “Sentimentos Sociais e Segurança Publica”, já demonstra precupação muito além da trivialidade com que o tema da violência tem sido tratado ultimamente no país, de um modo geral, e na Bahia dos tumultos e incêndios mais recentes, em particular.
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Na chamada para o texto de Marília Muricy, uma referência na Bahia e no país nas questões relacionadas com a ética e a defesa dos direitos humanos, TM destaca que a autora vai direto ao ponto ao identificar na origem do problema a imprensa sensacionalista e a passividade da classe média diante da violência policial.
“Enquanto a polícia, sob a alegação irada e cada vez mais audaciosa de estar respondendo à agressão contra “os seus” vai ampliando sua sequência de extermínios, as “classes médias” fazem “vista grossa” e não negam seu aplauso às “tropas de elite”.
Com autorização de TM, o site-blog Bahia em Pauta reproduz a íntegra do texto que merece reflexão sobre cada parágrafo de informação e análise sobre o que é dito e o que se esconde sobre o tema. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
SENTIMENTOS SOCIAIS E SEGURANÇA PÚBLICA
Marilia Muricy
Vivemos hoje, no Brasil, entre o medo e o ressentimento silencioso. Do medo se incumbe, com eficiência ímpar, o jornalismo sensacionalista que nos agride dia a dia com o retrato de nossa miséria, embora sistematicamente resista a divulgar exemplos de solidariedade, tão comuns na vida anônima do cotidiano. O mudo ressentimento é resultado da aviltante consciência da injustiça secular e da impunidade cada vez mais robusta, quer nos processos que atingem figuras notáveis da República, quer nos que afetam a população pobre, vítima das lutas internas do tráfico de drogas e da arrogância policial que estufa o peito e faz trejeitos risonhos de vitória para indicar o número de suas vítimas ou, conforme dizem, daqueles que os ameaçam, “justificando” o imediato aniquilamento.
Embora de feitio distinto, os dois processos convergem, em suas perversas consequências. Do ressentimento surge a indiferença pelos assuntos públicos que, afinal “não tem jeito”; é a descrença crônica no papel das instituições, que constitui uma das mais graves doenças da democracia. Isso, em um país, cujos órgãos legiferantes parecem padecer de um surto de “penalização” que se ocupa de pescar minúsculos problemas, deixando, na rede, espaços por onde podem circular os tubarões. Tem-se a impressão de que os nossos “experts” em penalização andam vistoriando a experiência internacional e, sem maior atenção às condições culturais de cada país, concluem: “onde há pena, que seja bem vinda entre nós”. Do medo surge o confinamento das camadas sociais em que se concentram, segundo os órgãos de inteligência policial, as ações do tráfico.
Até por ser recente o meu afastamento da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Governo da Bahia e, por isso, bem nítidas as lembranças positivas e negativas que tenho dessa enriquecedora experiência, vou limitar o espaço desse artigo, a partir desse ponto, a discutir os sentimentos sociais das nossas elites e do homem comum quanto a segurança pública, destaque quase unânime nas pesquisas de opinião, como flagelo social.
Em meio às elites, os comportamentos já se tornam mais ou menos padronizados; cinde-se o espaço público, esbraveja-se contra a ineficiência da polícia, mas não se hesita em estabelecer com ela acordos de “complementação salarial” que bem lembram as práticas mafiosas. E quando chega a “barbárie”, provocada por fato real ou suposto, a ambivalência se manifesta: para que o excesso, perguntam alguns? Afinal, foi merecido dizem outros! E é algo semelhante, que baseia as reações irracionais às chacinas que ocorrem na periferia e não poupam crianças nem adolescentes, corpos expostos nas primeiras páginas de jornal, imagens destacadas na TV, sem qualquer escrúpulo por parte dos editores.
Porém a ambivalência não é privilégio das elites. Acossados por uma forte sensação de impotência e frágeis vínculos de solidariedade, também os que são vítimas privilegiados da violência envolvem-se na cumplicidade do silêncio e o “salve-se quem puder” termina por ser a única saída, frente ao desamparo produzido pela escassez de instituições de proteção, que as lideranças e os militantes dos direitos humanos lutam, sem sucesso, para fortalecer.
Enquanto a polícia, sob a alegação irada e cada vez mais audaciosa de estar respondendo à agressão contra “os seus” vai ampliando sua sequência de extermínios, as “classes médias” fazem “vista grossa” e não negam seu aplauso às “tropas de elite”, vibrando com o sangue que escorre das telas, em filmes campeões de audiência.
Os direitos humanos, base do Estado Democrático de Direito parecem, com exclusão da militância que ainda resiste, terem sido postos em estado de letargia. Vez por outra, uma audiência pública reúne autoridades do Estado e lideranças comunitárias. Unidos na crítica e no protesto, órgãos do Estado e militantes, daí não resulta, como seria de se esperar, ações concretas de defesa social. Enquanto isso, o Programa de Segurança com Cidadania (Pronasci) um dos mais criativos do Governo Federal, voltado a desvincular o problema de segurança pública de sua versão policial, habilitando policiais e formando, para a paz, lideranças de territórios pré-selecionados, insiste, em alguns Estados, em privilegiar compra de armas e equipamentos, sendo tímidas e até inexistentes as ações que lhes são próprias.
Fui Secretária de Justiça do Estado da Bahia, durante dois anos e meses, o suficiente para aumentar a minha convicção de que a imprestável instituição das prisões, não se confunde com a humanidade que lá está: a humanidade a que pertenço, no bem e no mal, carregada de contradições e paradoxos, capaz de ser intensamente cruel e surpreendentemente terna. Sem descuidar da segurança, investi pesadamente em trabalho, saúde, educação, esporte, lazer, procurando reduzir os níveis de desumanização que a prisão acarreta, do início ao fim da pena. Presos e presas foram levados a assistir peças de teatro. Com a contribuição de um maestro que também acredita nas pessoas, formamos um coral de homens e mulheres presos, que terminou apresentando-se durante a solenidade de transmissão do cargo, na presença do Governador do Estado, que não fez questão de disfarçar a comoção que sentia e que seu rosto revelava, tal como a plateia, que, ao final da exibição, aplaudiu de pé o coral.
Ainda guardo no rosto a sensação das lágrimas. Mas houve outras, bem salgadas, de que não me arrependo ter derramado, já que com o sofrimento também se aprende, e muito.
E não posso deixar de lado um depoimento. Talvez por habituada, pela atividade docente, a falar a verdade pude, logo ao assumir a Secretaria, declarar que o crime organizado exercia forte poder dentro dos presídios. Não creio que a ninguém isso tenha soado como novidade. Novidade sim, era a declaração ter partido da própria Secretária, ainda que com a ressalva de que o combate aos acordos internos era um desafio a que o Estado não poderia fugir. Não é difícil imaginar o efeito dessas declarações sobre a aliança entre líderes prisionais e seus parceiros. Esse efeito, aliás, atingiu seu ponto máximo quando começaram as transferências das lideranças para presídios de segurança máxima, distantes de sua área de poder.
Mas a batalha antecedeu as transferências. Aquela altura, eram aproximadamente oito mil internos no sistema da Secretaria de Justiça e seis mil amontoados nas delegacias de polícia, faltando-lhes tudo, inclusive espaço para dormir, sendo o revezamento uma prática comum, regulada pelo “mercado das cadeias”.
Embora o quadro que encontrei fosse de superpopulação em todos os lugares, uniram-se todos em uma cantoria única, que lembrava as antigas carpideiras, repetindo obviedades que o Brasil todo conhece, o mundo lamenta e não consegue resolver. Quando solicitei ao governador Jaques Wagner que me liberasse das funções de secretária, estava em paz e ainda estou. Mas fica no fundo a dor de uma pergunta. Terá o nosso trabalho contribuído de fato para levantar a auto-estima da população carcerária? Caso positivo, e daí? Menos me importaria se, alguns disséssemos que “gastamos velas com defunto ruim”, caso houvesse no horizonte, oportunidade, de que na saída, em vez da quase fatalidade da reincidência, a sociedade os acolheria, na família e com trabalho…
Felizmente, nesse quadro de frustrações e protestos, e esperanças tão poucas, um futuro melhor se anuncia no trabalho de educação para os direitos humanos, já deflagrado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal e cujo projeto tem como pressupostos radical mudança de paradigma para a segurança pública no Brasil.
Hans Jonas, em seu Princípio Responsabilidade, lembra que já é hora de deslocar o centro da solidariedade social, transferindo-o do individuo para fincá-lo em estâncias coletivas. Melhor ainda é dizer, com Ricoeur, que as nossas utopias, por designarem, apesar de sua força, “lugar nenhum”, devem ser substituídas pelo “futuro possível da esperança”. É com o que sonho, braços abertos para um mundo de paz.
Marilia Muricy Machado Pinto, mestre em Ciências Humanas, doutora em Filosofia do Direito, é ex-secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado da Bahia..
Esta é mais uma colaboração de Cida Torneros, que Bahia em Pauta agradece.
Lucy: musa morre de lupus/ img.Destak (Lisboa)

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Lucy O’Donnell, que inspirou em 1966 a canção dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”, faleceu na terça-feira passada, aos 46 anos, em consequência de lúpus, segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Saint Thomas, que se dedica à investigação daquela doença do sistema imunológico.
A notícia da morte de Lucy, mantida em sigilo durante uma semana, foi divulgada no jornal Destak, que é distribuido grartuitamente em Lisboa, e pela TSE Radio Notícias, também de Portugal. Segundo Julian Lennon, filho de John , o seu pai escreveu a canção inspirado por um desenho que ele (Julian) fez da sua companheira Lucy quando ambos frequentavam um jardim infantil, há mais de 40 anos, na localidade de Weybridge, sul de Inglaterra.
Julian levou o desenho para casa e, segundo conta, deu-o ao pai, ao qual explicou: «É Lucy no céu com diamantes». O filho de Lennon reatara recentemente o contacto com Lucy O’Donnell ao saber que ela sofria de lúpus.
“Lucy in the sky with diamonds”, uma das canções do álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, lançado em 1967, gerou polémica ao considerar-se que, na realidade, as iniciais do título da canção se referia à droga psicodélica LSD, o que os “fab four” sempre, reiteradamente, negaram.
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CRÔNICA / MULHER

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75 anos e sempre La Bardot
Aparecida Torneros
Acho que o ano era 1962. Não estou bem certa. Eu e minhas amigas pré-adolescentes copiávamos para costureira os modelos das calças saint-tropez, a la Brigitte, o que era a última moda e nos deixava com o umbiguinho de fora. Cintura baixa, a pernas em patas de elefante, blusinhas de organza leve, alguns babadinhos e frou-frou. Nossos cabelos, para seguir a musa sensual francesa que despontava como objeto sonhado nas telinhas, ainda nos atrevíamos a pintar mechas claras nos cabelos e usar grandes franjas que caíam selvagengente pelo rosto, emoldurando ares de menina em carinha de mulheres aprendizes.
A Brigitte era nossa ferinha indomável, dava gosto de ler nas revistas semanais as reportagens sobre seus amores , casamentos, rodagens de filmes. Seus ares quase infantis, de BB, literalmente passando aquele jeito de adolescente sapeca, usando por exemplo modelitos em xadrez cor de rosa com babadinhos de bordado inglês, quem não se lembra de vestidos com bolsos, mangas tres quartos, lacinhos e decotes audaciosos?
Ela ditava moda, induzia a comportamentos, incitava a desvendar mistérios de uma femea que Deus criara para seduzir através da sua arte e do seu encanto físico, a uma legião de fãs que se espalharam pelo mundo. Seu amor pela natureza, pelos animais, pelo planeta, é precursor das campanhas ecologicamente corretas dos tempos atuais. Ela se fazia natural por ser, intuitivamente, encantando-se com as praias agrestes da pequenina colônia de pescadores em Búzios, que hoje é reflexo do sua passagem por aquelas terras do Estado do Rio, para onde acorrem turistas ansiosos de conhecer a orla Bardot e tirar fotos com a estátua dela, que na beira do mar, acalenta os sonhos da mulher amante das praias.
Brigitte resistiu ao tempo, como defensora dos animais, como símbolo sexual, como artista polêmica em torno de posições assumidas e por muitas lutas que trava em prol da sobrevivência de muitas espécies.
Mas , o que me parece bem ao seu jeito e quase passa despercebido, é que ela é a própria defesa do seu exemplar humano, um espécime raro de fêmea livre, consciente, decidida, resolvida, amante do amor como entrega e realidade, criatura capaz de oferecer dádivas de prazeres em olhares perseguidores, aqueles que sempre a perseguiram na tentativa de descobrir seus banhos de sol em nudez tão natural quanto inocente, tão pura quanto sintonizada com a paisagem que a acolheu sempre nos esconderijos onde habita e ainda mora, com seus animais e seus amores.
Ela está casada desde os 58 anos de idade com o mesmo homem, segundo o noticiário, parece bem feliz no casamento longo, e , aos 75 anos, dá exemplo de vida bem vivida, continua sendo um sonho de mulher inalcançável para muitos fãs. Por sorte, não perdeu a sensualidade dos olhares e da boca, inconfundível, de lábios cujo coração desenhado mantém o convite ao prazer de viver a vida, com pouca roupa, pés descalços, cabelos ao vento, sorriso espontâneo, ela é a receita simples de vida ao ar livre ou de um estrelato que convive pacificamente com a bandeira da causa ecológica universal.
Brigitte continua a mesma menina, quem duvidar, que a acompanhe e constate, segue brigando para salvar bichinhos e preservar reservas ambientais, esbraveja contra poluição e matanças de espécies indefesas, abraça focas, beija cães e gatinhos, deita ao sol nas manhãs do verão francês e ressurge de vez em quando, em ocasiões especiais, quando sua aparição tem o dom de restituir ao público décadas de magia de uma deusa loura, tão senhora de si agora, como ousou ter sido antes, e como será sempre, confiante e intensa, como diria a propaganda de produtos de beleza.
Cida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro. Este texto foi postado originalmente no Blog da Mulher Necessária , que ela edita. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)
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Hoje, 28 de setembro, é dia de Rock no Bahia em Pauta, com dupla motivação. A primeira, prolongar por mais algum tempo as sensações do apeoteótico show do Capital Inicial na noite de domingo, na Praça Castro Alves. O recanto do poeta maior tomado por milhares de roqueiros de todas as idades, todos com atitude digna dos melhores tempos de Raul Seixas, nas tardes de domingo em Salvador, no Cine Roma.
Em segundo lugar, porque hoje aniversaria Pablo Vallejos, um californiano roqueiro americano cem por cento, mas com boas doses de sangue quente latino (chileno, do pai, e brasileiro da mãe), correndo nas veias há 29 anos. Colaborador bissexto deste site-blog , em geral, de poucas mas consistentes palavras como as que escreveu aqui na morte de Michael Jackson, que o ensinou a amar o rock. Fã do Sepultura, de Ozzy Osborny, do Queen e de todos os melhores do Rock americano e internacional. É para Pablo que vai neste 28 de setembro de seu aniversário, a música do Queen, Fred Mercury à frente, acompanhada do poema que a mãe, Regina, uma das colaboradoras mais ativas do Bahia em Pauta escreveu para ele.
Parabéns, Pablo, o “Cobreloa”, como o chamava seu avô brasileiro!
(Vitor Hugo Soares)
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YOU ROCK!
Regina Soares
Um belo dia de Setembro
Pronta, lhe esperava
Um grito suave e um sorriso
Beautiful child!
Nada que vivi contigo
Se compara ao antes já vivido.
Poucas palavras, sentimento profundo,
Lição de vida e humanidade
Saber sofrer, aprender a querer, lutar.
My child, PABLO!
A vida é sua, use o coração
E as fibras do seu ser,
Faça uma canção.
You Rock!

Julia Roberts na India para a filmagem do longa-metragem.
Acabo de ler que o best-seller americano “Comer, Rezar, Amar” vai virar filme com Julia Roberts no papel principal. O livro narra um período da vida da autora, Elizabeth Gilbert: a escritora está com quase trinta anos, um marido apaixonado, casa espaçosa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sente-se confusa, triste e em pânico. Decide-se pelo divórcio, tenta um novo amor – sem sucesso, cai em depressão. Neste cenário, em busca de si mesma, toma uma decisão radical: desfaz-se de todos os bens materiais, demite-se do emprego e parte para uma viagem de 1 ano pelo mundo – sozinha.
Gilbert escolhe 3 locais: Roma, Índia e Bali. Em Roma, estuda gastronomia, aprende a falar italiano, engorda alguns quilos e se deleita com o charme do homem italiano. Na Índia sua missão é a descoberta espiritual com os ensinamentos de uma guru indiana. Em Bali, busca o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina, torna-se discípula de um velho xamã, e se apaixona, inesperadamente, por um brasileiro.
Palavras da autora: “Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.”
Julia Roberts ja esta na Índia para as filmagens do longa-metragem. Fã da atriz, acho que ela vai ficar ótima no papel de Elizabeth Gilbert. Conseguirá dar o tom irônico e sarcástico da autora em busca de si mesma, sem perder o charme.
E quem será que fará o papel do brasileiro por quem a “heroína” se apaixona? Não poderá ser o Rodrigo Santoro porque no livro o personagem é um cinqüentão. Façam suas apostas.
Laura Tonhá, publicitária.
Deu na Tribuna da Bahia
Sobre a crise em Honduras o jornalista político Ivan de Carvalho assina o seguinte texto na edição desta segunda-feira, 29.
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Cerco na embaixada

OPINIÃO / HONDURAS
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Lula, Honduras e Cuba
Ivan de Carvalho
O presidente Lula desatou a qualificar, a cada oportunidade que lhe é dada ou consegue criar, o governo hondurenho presidido por Roberto Micheletti de “golpista”, aproveitando sempre para exigir a devolução da presidência a Manuel Zelaya, destituído do cargo na véspera de promover um plebiscito – considerado ilegal pelo Congresso e pela Corte Suprema – no qual pretendia que o eleitorado dissesse se ele deve ou não poder candidatar-se à reeleição.
Acontece que é cláusula pétrea (imutável) da Constituição de Honduras a impossibilidade de reeleição presidencial. E apesar do Congresso haver rejeitado o plebiscito e a Corte Suprema haver declarado sua inconstitucionalidade, o então presidente Zelaya dispunha-se a promovê-lo na marra. O que o tornou, constitucionalmente, destituível.
Isto seria ir muito além de Hugo Chávez, que pelo menos não tinha uma cláusula constitucional pétrea em seu caminho, mas a necessidade de uma mudança constitucional, para o que obteve aprovação de um Congresso no qual tem o domínio de 95 por cento dos congressistas, pois a oposição cometeu a tolice de boicotar as eleições parlamentares, em protesto contra as tropelias do ditador-presidente da Venezuela.
Bem, voltando a Honduras, assinale-se que o nosso presidente, além de xingar de golpistas Micheletti e seu governo, vive agora a exigir – e com ele fazem entusiástico coro o chanceler Celso Amorim e o esquisito assessor especial Marco Aurélio Garcia – a devolução do poder a Zelaya, que é “hóspede de nossa embaixada em Honduras”, conforme ontem Lula definiu o status do ex-presidente (asilado, abrigado, albergado ou hospedado, não dá para adivinhar) na Embaixada do Brasil.
Não vou ficar analisando essa patacoada nem a ridícula polêmica acerca da existência ou não de uma combinação prévia com o governo brasileiro para Zelaya ir para a embaixada brasileira. É claro que houve combinação – os unânimes sorrisos de felicidade flagrados em fotografia em que estão juntos Lula, Amorim e Garcia são, como anotou em seu blog o jornalista Augusto Nunes, um inequívoco sinal de “missão cumprida”. Se a chegada de Zelaya houvesse sido uma surpresa, assinala Augusto Nunes, Lula, Amorim e Garcia deveriam estar com “cara de preocupação”.
Lula disse ontem, na Venezuela, durante a 2ª Reunião de Cúpula dos Países da América do Sul e África, que a América do Sul “lutou muito para varrer para a lata de lixo da história as ditaduras militares de outrora” e que “não se pode permitir retrocessos desse tipo no continente”. Bem, Honduras não fica exatamente no tal continente referido, a América do Sul, mas na América Central. Talvez o presidente brasileiro esteja confundindo América Latina com América do Sul – é a única explicação que me ocorre no momento.
Mas, então, por que ele não inclui logo o Caribe na América do Sul? Assim traria Cuba para o raio da sua (dele, Lula) vigilância democrática – meu Deus, Chávez, o anfitrião, estava presente quando Lula disse aquelas coisas, e Chávez tem tido o comportamento de um golpista dissimulado (uma vez comandou uma tentativa dissimulada, mas frustrada, de golpe) e é um militar, um coronel. Que ofensa ao vizinho!…
Para que Lula trazer Cuba para a América do Sul, como trouxe Honduras? Ora, ora – para exigir democracia, presidente eleito no poder, liberdade, que está faltando lá até mais do que em Honduras, mesmo estando este país em situação de emergência.
Vejamos hoje, a partir de reportagem publicada no jornal “El País”, que naturalmente não é cubano, como o governo do amigo do peito Fidel Castro, exercido por delegação pelo irmão dele, Raul Castro (ditadura hereditária) trata a liberdade de informação há 50 anos. Em Cuba, toda a mídia tradicional (jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas) é estatal ou do Partido Comunista, o que dá no mesmo. E a internet? Cuba tem o mais baixo índice de acesso à internet em todo o hemisfério ocidental. Os preços são artificialmente altos e são pagos em “pesos conversíveis”, usados quase que só por estrangeiros. Assim, impede-se o acesso a quase todos os cubanos. Mais: as conexões têm que ser aprovadas pelo Etecsa (provedor estatal). Uma comissão interministerial restringe (censura) e os provedores autorizados têm que impedir o acesso a conteúdos contrários “ao interesse social, à moral e bons costumes”. A censura política está no “interesse social”, no qual cabe tudo que desagrade o governo e o partido.
E o que diz Lula a respeito de Cuba, seu regime e seus dois ditadores? Lula fuma os charutos.
Deu na coluna
Na coluna Em Tempo, assinada pelo jornalista Alex Ferraz, a Tribuna da Bahia publica a seguinte nota:
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Só rindo!
Romário, Kleber Bambam (aquele ex-BBB altamente intelectualizado), a ex-cantora Simony e a ex-chacrete Rita Cadillac são as mais novas aquisições do Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Rio de Janeiro.
Não é de matar de rir? Kkkkkk…