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Posted on 29-08-2009
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Pedaço do mar…
mar
…guardado na canção
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CRÕNICA DA CIDADE

PEDACINHO DO MAR

Gilson Nogueira

Contento-me com um pedacinho de mar, entre edifícios ao pé do Morro Ipiranga. Enxergo-o, ao longe, do basculante de casa, na impossibilidade de mergulhar nele, no seu azul, pelo menos, hoje. Avistá-lo, assim, não faz diferença. Tenho-o perto, sempre, dentro de mim, em forma de sonho, de canção, de esperança.

O mar é, para mim, mensagem. E, às vezes, meio. Toma-me o mar o pensamento, a certeza e a dúvida. Ainda que o embevecimento, diante de sua beleza, faça-me cantá-lo, sei muito bem que é um bicho traiçoeiro e, poeticamente, espelho do céu. Vida e morte. Sorriso e dor. Entendo-o, por conveniência, mas, não gostaria que fosse assim. O mar tinha que ser livre para as crianças, o tempo todo, como desenho animado.
Respeito-o. Não o desafio. Se o fizer, vou perder. O mar é maior que a aventura. Sinto-me, portanto, vencedor, vivo, dono do mundo, parceiro do silêncio, filho de Deus, agradecido, por saber que o mar é meu e de quem o admira, e não o maltrata.

Ah, seus horizontes! Sempre que os contemplo, fico impedido de ir adiante, nas minhas conjecturas medianas, ao tentar concluir a travessia entre a racionalidade e a loucura, aquela, que não agrada os chatos metidos a saber de tudo.

O mar, paroxismo líquido, incógnita infinita, do peixe e do pescador. E de todos os que o tratam com dignidade, sem querer aproveitar-se de sua inocência, para o mal. Ah, o mar… sem uma ilha, sem um navio, sem um barco, sem uma ave a fazer-lhe companhia, você é um grande solitário ( sabia?), sempre em busca do amanhã! Pretendo encontrá-lo, amigo, logo.

Aí, então, vou molhar os dedos da mão direita em suas águas, dar-lhe um forte abraço e fazer o sinal da cruz, pedindo proteção a Iemanjá. Depois, gritar, bem alto: “ Salve a Bahia, Senhor!!!”

Gilson Nogueira é jornalista

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bigode

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Deu no jornal

Publico, um dos mais credenciados jornais de Portugal, acaba de postar o seguinte texto, sobre as últimas homengens antes do sepultamento do senador democrata Edward Kennedy, na cidade de Boston, capital do estado de Massachusets, que o elegeu por sete mandatos seguidos. Na despedida ao companheiro de partido, amigo pessoal e principal aliado político, o presidente Barck Obama, visivelmente emocionado, definiu Ted Kennedy como “um heroi, um gigante, uma força da natureza, o roched de uma dinastia americana”

Veja no Bahia em Pauta a íntegra do texto de Público sobre as últimas homenagens a Ted Kennedy neste sábado, 29 de agosto. (VHS)
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Curvados a um leão
Tekennedy
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“Um herói, um gigante, uma força da natureza, o rochedo de uma dinastia americana. O Presidente Barack Obama descreveu hoje o seu amigo e companheiro político Edward Kennedy, o bebê que se tornou o patriarca da família que deu à América um Presidente, um Procurador-Geral, o senador, vários congressistas e alguns dos mais reputados líderes da sociedade civil — e que, em certo sentido, é o mais próximo que os Estados Unidos têm de uma família real.

Mas “hoje não choramos por ele por causa do prestígio do seu nome ou do seu cargo”, observou o Presidente, responsável pelo elogio fúnebre de Kennedy, que morreu na quarta-feira com um câncer no cérebro, aos 77 anos de idade. “Choramos porque adorávamos este generoso e carinhoso herói que sempre perseverou na dor e na tragédia, não por ambição ou vaidade, não por riqueza ou poder, mas apenas pelas pessoas e pelo país que ele amava”, declarou.

LEÃO LIBERAL – Foi uma fala emocionada e profundamente pessoal, em que Obama assinalou o impressionante trabalho de Ted Kennedy no Senado através de anedotas que revelavam o caráter jovial e brincalhão do velho leão liberal. Ele foi “o maior” e “mais bem sucedido” legislador do Senado, considerou o Presidente, mas também o colega mais dedicado aos seus correlIgionários, aos seus eleitores e ao seu país.

Esse, frisou, será o principal legado de Kennedy — que “usemos os nossos dias com propósito, mostrando aos mais próximos que gostamos deles, tratando os outros com gentileza e respeito”. “Todos nós podemos aprender com os nossos erros e crescer com as nossas falhas. E todos nós podemos lutar, a todo o custo, para fazer o mundo melhor, para fazer a diferença”, referiu.

Todos os antigos presidentes, com excepção de George H. Bush, se sentaram juntos para participar no serviço religioso que encheu por completo a basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Boston, onde Ted Kennedy rezava frequentemente. A longa lista de participantes incluía dezenas de senadores e congressistas, toda a hierarquia do Partido Democrata e centenas de convidados. A missa foi transmitida ao vivo por todos os canais de televisão.

O cortejo fúnebre deixou depois a cidade de Boston em direcção à capital, Washington, onde o senador seria enterrado ao final da tarde, na mesma colina do cemitério nacional de Arlington onde repousam os seus irmãos John e Robert, ambos assassinados na década de 60.

LÁGRIMAS E GARGALHADAS- As despedidas começaram na véspera, com um tributo no Museu e Biblioteca John F. Kennedy de Boston, dedicado ao seu irmão e que era um dos lugares preferidos do senador. De acordo com a sua vontade, a cerimônia reproduziu o ambiente de um “velório irlandês”, com discursos, canções e mais gargalhadas do que lágrimas.

Os seus sobrinhos lembraram como depois da morte dos seus pais foi sempre no “tio Teddy” que eles puderam confiar, e de como ele esteve sempre presente na vida da família. Os seus aliados falaram da sua influência e do seu legado político, vertido em centenas de leis que dão conta dos progressos sociais do país nos últimos 50 anos. E os seus adversários políticos, que combateu vigorosamente, enalteceram a sua lealdade ao processo legislativo.

Apesar de todos os elogios, “ele não era perfeito, longe disso”, admitiu o seu filho mais velho Ted. “Mas ele nunca desistiu, nunca se rendeu. E ensinou-me que apesar da tragédia e das dificuldades, não há nada que seja impossível”, disse, lembrando o dia em que o pai o ensinou a voltar a caminhar, aos doze anos, depois de ter perdido uma perna na sequência de um câncer. Assoberbado pela emoção, Ted Kennedy júnior foi louvado com um prolongado aplauso.

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Posted on 29-08-2009
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Repouso dos guerreiros
guerra
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Chabu (I)

Deu na coluna:

O jornalista Alex Ferraz levanta em sua coluna diária no jornal Tribuna da Bahia, perguntas e dúvidas mais que oportunas para o cidadão leitor pensar um pouco neste sábado (29) de quase fim de agosto. Confira.
(VHS)

E a briga entre Globo e Record, hein? Acabou tão repentinamente como começou. Pelo visto, depois que foram ao ar os podres de cada uma, decidiu-se que o melhor mesmo seria selar o armistício.

Chabu (II)

No entanto, a minha consultora para assuntos televisivos, BigLôra, me chama a atenção: “Seu Alex, sei não… Olha, pra mim isso foi charminho da Globo para tentar dar um basta na evasão de seus artistas e jornalistas, que estavam em verdadeira revoada para a Record. O sr. não acha? Agora ficou tão constrangedor a Record surrupiar gente da Globo, né?” Sei não, BigLôra. Me inclua fora dessa!
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LEIA INTEGRA DA COLUNA DE ALEX NA TRIBUNA DA BAHIA

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A música para começar o dia no Bahia erm Pauta, neste sábado da despedida do senador Ted Kennedy, é “The Impossible Dream”, mais uma com a cara e o jeito do notável senador por Massachussets (USA).

A sugestão e a garimpagem da canção no Youtube vem mais uma vez de Regina Soares, incansável colaboradora deste site-blog, que mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia, sem tirar os olho da de Todos os Santos, em sua terrinha. É ela que manda dizer em sua mensagem eletrônica para este editor.

“Depois de assistir à cerimônia em memória de Ted Kennedy na Livraria JFK, onde familiares, colegas e amigos se reuniram para recordar e homenagear a vida desse magnífico estadista e ser humano, chego a conclusão que outra musica, e esta com mais méritos, descreveria o Senador Edward Kennedy. Estou lhe enviando duas versões, em português e inglês para seu discernimento.

“To dream the impossible dream” foi cantado na cerimônia e reconhecida pelos os que o conheceram de perto por ser a musica preferida dele que, diga-se de passagem, também gostava de cantar.Brian Strokes Mitchell, um poderoso barítono e importante figura do teatro e cinema americano e amigo intimo de Ted, foi quem cantou cantou “the impossible dream” na cerimonia”

É esta a versão escolhida para hoje. A outra, interpretada pela brasileira Maria Bethania, linda também, não se perderá para os ouvintes leitores deste site-baiano de olho no mundo. É só uma questão de tempo e oportunidade.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 29-08-2009
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ARTIGO DA SEMANA

Cinco senadores, quatro mulheres… e Ulysses

Vitor Hugo Soares

Neste artigo se tratará de Senado e senadores. Digo: de cinco destes senhores do parlamento – quatro brasileiros (Zé, Heráclito, Aloizio e Eduardo) atores tragicômicos da trupe que encena crise ética infindável, e o norte-americano, Edward Kennedy. Este último, morto em combate de muitas batalhas contra um câncer. Deixa ao partir marcas simbólicas em seu país, onde Ted está sendo recordado como um dos políticos mais influentes e mais decisivos dos últimos 50 anos, até quando comparado com seus poderosos irmãos, John e Bob.

De uma forma ou de outra, para glória, humilhação ou desonra, os cinco foram destaques desta penúltima semana de agosto de 2009. No entanto, no começo destas linhas abre-se espaço para as palavras do deputado Ulysses Guimarães. Aquele que em seu Decálogo do político e do estadista estabeleceu a coragem como primeiro mandamento.

O pusilânime nunca será estadista, pregava Ulysses, invocando um mestre mundial na matéria: Winston Churchill. Para o líder britânico, das virtudes, a coragem é a primeira, porque sem ela, a fé, a caridade, o patriotismo, desaparecem na hora do perigo.

“Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará”, escreveu o velho timoneiro no Decálogo publicado em “Rompendo o Cerco”. “Homem público”, no caso, tem aqui o significado clássico da expressão. Mas vale também para as mulheres da política e do poder: Dilma Rousseff, da Casa Civil; a senadora do Acre, Marina Silva (petista durante 30 anos e Verde a partir deste domingo); e a vereadora do PSOL de Alagoas, Heloisa Helena, por que não, em sua brava insubmissão?

Que conste também desta seleta relação o nome da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Mesmo que esta mineira de nascimento com pegadas fortes de sua passagem em terras do Nordeste, pareça contentar-se com seu perfil profissional “dedicado exclusivamente a administração fazendária”, conforme ela declarou no depoimento à CCJ do Senado, que segue causando abalos dentro e fora da Receita. A inclusão se dá pelo mérito do corajoso debate que ela suscitou sobre ética, verdade e mentira no exercício do poder e do serviço público, ao confrontar a poderosa comandante da Casa Civil do governo Lula, no caso do encontro particular das duas no Palácio do Planalto.

Este debate, se não perder seu essencial viés ético ao focar a questão da verdade e da mentira no exercício da atividade pública, para naufragar no terreno pantanoso das futricas partidárias, ideológicas e eleitorais, pode ser útil ao país.

E estamos de volta ao começo. Retomo então o rumo, quase perdido, a partir da morte do senador democrata dos Estados Unidos, Ted Kennedy, até esta semana, o último sobrevivente da chamada era de ouro do clã Kennedy, morto aos 77 anos, e que será enterrado neste sábado (29) em Massachussets, estado pelo qual se reelegeu sete vezes seguidas.

Há 40 anos, depois dos assassinatos dos irmãos John, em 63, e Bob, em 68, quase todos apostavam que seria Ted o próximo Kennedy na Casa Branca. Logo ele, que talvez por ser o caçula da família, se tomava menos a sério quanto ao seu futuro na política, e também quanto à sua respeitabilidade pessoal, como assinalam alguns dos que escrevem agora na mídia o obituário do único Kennedy metido na política que chegou à velhice, atuante senador, e com o máximo de respeitabilidade possível entre os homens públicos de seu país.

Quem diria, sobretudo ao olhar para o começo da história de Ted quando jovem, e mesmo já adulto? Dado a meter os pés pelas mãos, como quando foi expulso da rígida e referencial Universidade de Harvard por ter copiado uma prova de Espanhol, como lembram os jornais agora. Ou quando – já casado com a modelo Joan Benett – viu-se, em 69, diante da estranha morte da jovem Mary Jô Kopeckne, na volta de uma festa. O carro dirigido por Ted caiu no lago e Mary morreu afogada. Edward escapou e levou mais de 10 horas para informar à polícia sobre o acidente.

Ted Kennedy morre reabilitado. Retomou o caminho da verdade e da coragem na atividade pública e na vida privada. Não chegou à presidência de seu país, é verdade, mas o senado na vaga do irmão morto, que parecia um prêmio de consolação, acabou possibilitando a ele “uma das caminhadas políticas mais fascinantes da história dos Estados Unidos”. A ponto de o presidente Barack Obama ter suspendido suas férias para chorar a perda de Ted e exibir seu “coração partido” pela perda do “grande senador da América”.

Que diferença para o que se viu esta semana no senado em Brasília, de tanto cinismo e comportamentos servis. Enfim, da ausência da coragem moral e política que separa o estadista do pusilânime.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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