ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Municípios, Newsletter) by vitor on 27-08-2009

Prefeitos em protesto
pref

GRAZZI BRITO
==================================================
JUAZEIRO (BAHIA) – Os prefeitos da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) do Vale do São Francisco protestaram hoje (27), pela manhã, contra os cortes feitos pelo governo federal nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Saíram do centro de Petrolina em caminhada, pela ponte Presidente Dutra, até a Ilha do Fogo.

Reunidos na Ilha do Fogo, pequena ilha do Rio São Francisco, localizada entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) nove prefeitos assinaram um decreto com medidas que visam sensibilizar o Governo Federal, determinando a contenção de despesas no âmbito da estrutura administrativa dos municípios envolvidos.

O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), disse acreditar na sensibilização do presidente Lula. “Esse é um protesto sem nenhuma conotação política, estamos aqui solidários uns com os outros com a finalidade de mostrar para a imprensa e consequentemente para toda a sociedade, a atual situação dos municípios”, completou Lóssio.

Leandro Duarte (DEM), prefeito de Santa Maria da Boa Vista e presidente da Ride, foi mais contundente e falou sobre as perdas dos municípios por conta da diminuição do repasse do Governo Federal, justificando a mobilização. “De 2008 a 2009 os municípios brasileiros perderam mais de R$ 1 bilhão e estão recebendo cada vez menos dinheiro, o que nos fez buscar soluções de forma coletiva”, afirmou.

O prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PC do B), comentou as dificuldades enfrentadas atualmente na administração municipal. “A situação em Juazeiro não é diferente, não é fácil fazer muito com poucos recursos, então, estamos todos aqui trabalhando politicamente para que seja reduzido o menor valor possível”, enfatizou.

Além dos prefeitos já citados, também, assinaram o decreto Rose Garziera (PMDB) de Lagoa Grande-PE, Josenildo Soares (PSB) de Cedro-PE, Geomarco Coelho (PSB) de Dormentes-PE, Mário Barros de Cabrobó-PE, Eliane Soares (PR) de Santa Cruz-PE e Jorge Lobo (DEM) de Uauá-BA.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, região do Vale do São Francisco

ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-08-2009

Saramago e Pilar
pilar
============================================
O novo romance de José Saramago chama-se “Caim” e tem como personagens principais aquela figura bíblica, Deus e a Humanidade “nas suas diferentes expressões”, segundo a descrição revelador de Pilar del Río, mulher do escritor português, no blogue do Nobel da Literatura. A notícia foi publicada também no Jornal de Notícias, de Lisboa.

“Saramago escreveu outro livro”, anuncia Pilar, também presidente da Fundação José Saramago num texto colocado no blogue “O Caderno de Saramago”. Ela recorda que o livro surge um ano depois do lançamento do anterior, “A Viagem do Elefante”.

Segundo Pilar del Rio, a nova obra literária “não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra”, descreve Pilar del Río.

Adianta ainda que em “Caim”, tal como nos anteriores livros – e dá o exemplo de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” – “o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável”.

Esse objecto de análise no romance é “a divindade e o conjunto de normas e preceitos que os homens estabelecem em torno a essa figura para exigir a si mesmos – ou talvez seria melhor dizer para exigir a outros – uma fé inquebrantável e absoluta, em que tudo se justifica, desde negar-se a si mesmo até à extenuação, ou morrer oferecido em sacrifício, ou matar em nome de Deus”, aponta.

O jornal Diário Notícia, em sua matéria, acrescenta que Em 1991, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” causou acesa polémica em Portugal, e viria a ser vetado pelo governo à época para concorrer ao Prémio Europeu de Literatura, iniciativa que pesou na decisão do escritor para abandonar o país e passar a residir em Lanzarote, Espanha.

Sobre “Caim”, o novo livro, Pilar del Río sublinha ainda no blogue: “com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia”.

Filho primogénito de Adão e Eva segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim sentiu ciúmes por Deus ter preferido as ofertas feitas pelo irmão mais novo, Abel, e matou-o, cometendo o primeiro homicídio na história da Humanidade. “Caim” vai ser lançado em Outubro pela Editorial Caminho na Feira do Livro de Frankfurt e no final do mês estará à venda nas livrarias em Portugal, Espanha e América Latina, informa o DN de Portugal.

ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Aparecida, Artigos, Multimídia) by vitor on 27-08-2009


============================================
A jornalista e a artista em Sampa
Elcida

CRONICA BRASILEIRA

Elza, a baiana, a carioca, a brasileira…

Cida Torneros

Já assisti a Elza “dura na queda”, ao vivo, umas 4 ou 5 vezes na vida, em shows. O encanto, a vê-la cantar, é repetido. Em abril, em São Paulo, no tradicional Bar Bhrama, lá estava ela novamente, fechando uma temporada. Fui com uma amiga paulistana, de origem gaúcha, que nunca tinha tido a chance de ouvir “Elzinha” in persona.

Sua arte sobrepuja as mazelas da própria vida e ela segue nos fazendo superar expectativas, recomeçando sempre. Inigualável cantora, voz de jazz e de samba, ou vice-versa, mulher de energia, dura na queda, vida de baixos e altos, aquela que dá a volta por cima, veio da comunidade, desceu o morro, subiu os mais altos prédios do mundo, esteve por Nova York, onde viveu algum tempo. Minha amiga deslumbrou-se.

Quem pode passar imune por Elza Soares, essa carioca pequena e forte, e agora, a mais nova baiana, cuja interpretação do Hino Nacional brasileiro, na abertura dos Jogos Panamericanos, cantando à capela num Maracanã repleto de gente do mundo inteiro, era ela a verdadeira síntese do seu povo, arrepiando sua gente e se oferendo inteira para a Pátria Amada Brasil. Uma ocasião, eu a assisti no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, num show intitulado “Do cocxi até o pescoço”, também inesquecível.

Dessa vez, na noite paulista, como das outras anteriores, estive flutuando na sua magia, e com ela até cantei Feitiço da Vila, samba do Noel em homenagem à Vila Isabel, bairro em que moro no Rio de Janeiro.

Tanto faz que ela se apresente no Rio, em Sampa, em Salvador, ou qualquer outra cidade do nosso país, ou no exterior, sua graça e talento sobressaem, ela fez escola, história e marca sua presença como ninguém no cenário da música popular brasileira.

Só consegui sussurrar no seu ouvido um “Deus te abençoe”, enquanto pude ficar pertinho dela, e no nosso dueto de 5 segundos, seu carinho ao me oferecer o microfone para cantar um samba de Noel, é o mesmo sentimento que ela passa para cada público que tem a oportunidade de vê-la e ouvi-la, ao vivo.

Filha de uma lavadeira e de um operário, foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Cantava, desde criança, com a voz rouca e a cadência ritimada dos sambistas do morro. Aos 12 anos, já era mãe e aos 18, viúva. Trabalhou como lavadeira e operária numa fábrica de sabão e, com 20 anos, aproximadamente, fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli, sendo contratada para cantar na Orquestra de Bailes Garan e a seguir no Teatro João Caetano.

Em 1958, foi à Argentina com Mercedes Batista para uma temporada de oito meses, cantando na peça Jou-jou frou-frou. Quando voltou, fez um teste para a Rádio Mauá, passando a se apresentar depois em muitas outras emissoras, e por intermédio de Moreira da Silva, foi parar na Rádio Tupi e depois começou a trabalhar como crooner da boate carioca Texas, em Copacabana, onde conheceu Silvia Teles e Aluisio de Oliveira que a convidou para gravar. No seu primeiro disco, gravado em 1960, pela Odeon, cantou “Se acaso você chegasse” ( Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins), alcançando logo grande sucesso.

Em seguida foi para São Paulo, participou do primeiro festival de Bossa Nova no teatro Record e na boate Oásis, gravando seu segundo LP , “A bossa negra”.

Em 1962, apresentou-se ao lado de Louis Armstrong, como artista representante do Brasil na Copa do Mundo, em Santiago , no Chile. Nessa época conheceu Garrincha, com quem se casou.

Elza gravou centenas de músicas, fez inúmeras apresentações pelo Brasil e no exterior, interpretou os compositores mais famosos e expressivos desde Dorival Caymi a Vinicius, Tom, João Donato, e Ataulfo Alves, de quem eternizou Mulata assanhada.

Quem não lembra sua performance em Estatuto da Gafieira, de Bili Blanco, ou do Tributo a Martin Luther King, de Simonal e Ronaldo Bôscoli?

Sua carreira foi marcada por muitos sucessos e sua vida pessoal passou por revezes que a fizeram enfrentar dores e ter que seguir em frente. A partir de 1986, depois da morte de Garrinchinha, seu filho com o jogador de futebol Garrincha ( 1933-1983), ela passou nove anos na Europa e nos EUA.

De volta ao Brasil, gravou em 1997 o CD Trajetória, com músicas de Zeca Pagodinho, Guinga e Aldir Blanc, Chico Buarque, Noca da Portela e Nei Lopes. Ainda em 97 lançou o livro “Cantando para não elouquecer”, biografia escrita por José Louzeiro ( Editora Globo).

Elzinha é essa Diva da música brasileira, cheia de gás, tem o canto nas veias e o tom no balanço do corpo, brinca com a voz e com seu público e a minha sorte foi poder revê-la ali, na esquina da Ipiranga com São João, há poucos meses.

A mulher e a artista se confundiam com a garra e o talento, tudo misturado na noite paulista, ao som da voz de uma Elza, uma brasileira, uma lutadora, melhor dizendo, uma vencedora, que é referência de vontade de viver, encantando a nós, que somos seus fãs, e àqueles que ela arrebata e faz se apaixonarem pela energia que dela emana. E ainda pude ter a “canja” de me atrever a cantar com ela. Agora, que ela acaba de “virar’ oficialmente baiana, ninguém segura mais a nossa Elza Soares, ela segue, “tirando o sossego da gente”, oh Elzinha assanhada!!!

Aparecida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de janeiro, onde edita o Blog A Mulher Necessária, título também de seu livro de artigos e crônicas. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-08-2009

O jornalista Arthur Andrade, editor do site da NAVII, manda por e-mail a seguinte informação que deixou todo mundo à bordo do barco baiano do Bahia em Pauta feliz e cheio de si
——————————-
“O Bahia em Pauta é um dos preferidos dos advogados antenados no que há de melhor no noticiário web da cidade.
No lançamento do projeto do blog do advogado Dinailton Oliveira, no último dia 20, o Bahia em Pauta foi apresentado como exemplo de blog competente e sério, um dos melhores do segmento. Observação mais que merecida para quem faz jornalismo com a experiência e a ética de Vitor Hugo Soares.
Parabéns pra toda equipe do Bahia em Pauta”.
Arthur Andrade -Jornalista
=============================
Em tempo: o editor de BP agradece pela parte que lhe toca na mensagem de Arthur, que, diga-se a bem da verdade, tem muito a ver também com a criação deste site-blog.

ago
27

Convite Verde
marina

Deu no blog:

O jornalista Claudio Humberto publicou em seu blog nesta quarta-feira, 26, a seguinte nota:

O Partido Verde começou a distribuir nesta quarta-feira, inclusive pela internet, os convites para a festa de filiação da senadora Marina Silva, pré-candidata a presidente. No convite, ilustrado por logomarca muito bonita, cuja autoria não foi divulgada, o PV conclama: “Está na hora do Brasil se sustentar de outro jeito. Socialmente, economicamente, politicamente, ambientalmente, humanamente. O Brasil está chamando: Vem, Marina!”

ago
27


A música para começar o dia nesta quinta-feira da penúltima semana de agosto de 2009 é “Tudo outra Vez”, de Belchior. Simples assim, sem maiores explicações, por absolutamente desnecessárias. Tudo mais está dito na letra e interpretação do notável artista cearense. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais, Newsletter) by vitor on 27-08-2009

Belch
============================================

Deu em Terra Magazine:

A revista digital Terra Magazine publica nesta quinta-feira (27) mais um belo e contundente artigo do músico e produtor baiano Paquito sobre querelas do Brasil na relação com seus ídolos e artistas. Texto que empolga não só pela forma e estilo sempre agradáveis de ler, por mais duro que seja o tema, mas principalmente pelo conteúdo que faz pensar, mesmo a quem não gosta muito disso.

Paquito olha de sua janela de ampla visão em Salvador e constrói texto de primeira linha, entitulado “Belchior das canções”, a partir da notícia no Fantástico, da Rede Globo, sobre o desaparecimento do compositor cerarense , autor de algumas das composições mais notáveis surgidas na MPB na últimas décadas. “Aquele que dizia ser um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior. Dizem que apareceu num show de Tom Zé, ainda este ano, mas, depois, não foi mais visto”, diz o músico baiano na abertura do artigo.

Bahia em Pauta não resiste e reproduz o texto na íntegra, pedindo perdão antecipadamente ao editor chefe de TM, Bob Fernandes, pela “apropriação” sem prévia autorização. Mas não dava para esperar.

Confira

(Vitor Hugo Soares)
==============================================

ARTIGO/MÚSICA

BELCHIOR DAS CANÇÕES

Paquito

Deu no Fantástico: Belchior sumiu. Para os mais novos, que não o conhecem das canções, ou sabem das canções, mas não sabem que são dele: Belchior, o cantor-compositor cearense sumiu. Aquele que dizia ser um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior. Dizem que apareceu num show de Tom Zé, ainda este ano, mas, depois, não foi mais visto.

Há dois anos, a ex-mulher não tem notícias, dois carros seus estão abandonados ou, pelo menos, estacionados sem que ninguém os reclame. Deixou dívidas. Eu nem vi a matéria na TV, peguei na página do portal Terra e pensei: Belchior já tinha sumido de nós há mais tempo. Não se falava dele nos jornais, na Internet, no que se chama a grande mídia. Precisou sumir pra que se falasse dele. Até parece história das presentes em suas letras, “feito aquela gente honesta, boa e comovida/ que caminha para a morte/ pensando em vencer na vida”.

Provavelmente, vão dizer que foi uma vítima do Sistema, será feito um documentário, e aparecerão os doutos dizendo que ele era um gênio incompreendido. Talvez elucidem o mistério, talvez não. Talvez a razão do sumiço seja bem prosaica, distante do nosso entendimento.

No entanto, suas canções, bem maior de um compositor, estão vivas e presentes na memória dos brasileiros que o ouviram cantar, e viam aquele hippie de vasto bigode, lirismo triste e combativo, e versos incomuns. Se alguém, de repente, começa a cantarolar “não quero lhe falar, meu grande amor/ das coisas que aprendi nos discos/ quero lhe contar como vivi/ e o que aconteceu comigo…”, é impossível não se lembrar da interpretação de Elis Regina, e de como aquela gravação se tornou um standard da música brasileira. As cantoras que vieram bem depois de Elis, como Daniela Mercury, gostam de cantá-la pra chegar perto do modelo de cantora que é Elis.

Tanto que há uma historinha que diz que Sandy, em uma data familiar, escolheu cantar, em homenagem aos pais, Como nossos pais, que é o título desta canção de Belchior. Imagino Sandy se dando conta do que diz a letra da música, no momento mesmo em que está cantando: “minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo que fizemos/ ainda somos os mesmos e vivemos/como nossos pais”.

A música de Belchior é a notícia mesmo de que o sonho havia acabado, contrapondo-se inteligentemente à alegria tropicalista: “nada é divino, nada é maravilhoso/ ao vivo é muito pior”. Há uma urgência em seus versos, e na sua interpretação angustiada, sanguínea, sensual, quase falada: “quando eu cantar/ quero ficar molhado de suor/ e, por favor, não vá pensar que é só a luz do refletor”.

E há – por que não? – uma nostalgia como no subtítulo de Mucuripe, “jovem também sente saudade”. A sessão de cinema das cinco, a camisa toda suja de batom. E uma canção alegre, Medo de avião, releitura de I wanna hold your hand, dos Beatles, e que ganhou uma outra melodia de Gilberto Gil, também bonita.

Estou lembrando dos versos e ouvindo as canções aqui na minha rádio-cabeça, aos pedaços, e tendo bem presente os instantes em que, adolescente, ficava fascinado por um verso que dizia “eu quero é que este canto torto feito faca corte a carne de vocês”. Há uns cinco anos, vi Belchior cantando essa música no programa Altas horas, junto com o Los Hermanos.

Das canções cujas letras ganham versões maliciosas e populares tem aquela que diz “aí um analista me comeu”, em vez de “aí um analista amigo meu”, que é a letra original. É engraçado, e não é pouco. Caymmi uma vez disse que seu sonho era ser um autor de algo que se perdesse no meio do povo. Aconteceu com ele, e, de certa maneira, com Belchior.

Esse texto não é e nem pretende ser um necrológio, pois não se sabe se Belchior morreu. Ele só sumiu, ou sumiu só. Mas eu sei onde ele anda: em suas canções imorredouras, vivas, presentes e, ainda e sempre, urgentes. Além, no Corcovado, quem abre os braços, é Belchior. Copacabana, o mar, as borboletas pousando entre as flores do asfalto, são Belchior, talvez cansado de nós, repousado de nós, infinito de nós.

—————————————————
LEIA EM TERRA MAGAZINE: (http://terramagazine.terra.com.br)

ago
27
Posted on 27-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-08-2009

Câmara: um dia os quadrilheiros
ccj
====================================================
Deu no jornal:

O jornalista Gilson Nogueira, colaborador dos mais atentos e ágeis deste site-blog, manda por e-mail notícia recolhida em O Globo, sobre o mutirão que funciona a todo vapor na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, dedicado “a aprovar polêmicos e discutíveis projetos que criam datas em homenagem às mais diferentes causas”, mesmo as mais ridículas, que só indicam falta enorme do que fazer, pelo menos em termo de interesse público.

Segundo a matéria de O Globo, desde a semana passada, a CCJ vota essas propostas e, na última quinta-feira, aprovou nada menos que 45 projetos desse tipo. Nesta quinta (27), mais 12 serão discutidos.

Entre os aprovados, estão: Dia Nacional do Macarrão, Dia dos Trabalhadores em Massas Alimentícias, Dia do Motorista de Ambulância, Dia da Parteira Tradicional, Dia do Calcário Agrícola, Dia do Tambor de Crioula e o Dia Nacional das Hemoglobinopatias, entre dezenas. Hoje ainda podem ser criadas datas em homenagem ao reggae, ao vitiligo, ao milho, à visibilidade lésbica, ao poeta. Há proposta para o Dia do Quadrilheiro (em relação à dança tradicional junina no Nordeste) e o Dia da Consciência do Estresse.

Assinala o jornal carioca:

Este tipo de projeto é terminativo na CCJ, ou seja, não passa pelo plenário e segue para o Senado. Nesta quarta-feira, com a pauta cheia, a CCJ debateu por duas horas a criação do Dia Nacional do Jogo Limpo contra o Doping nos Esportes e a aprovação do Dia Nacional do Evangélico.

– Viramos câmara de vereadores. Com tantas questões importantes a serem debatidas! – reclamou Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).

– Não estamos aqui debatendo o dia do boné. É o Dia do Evangélico. O Estado é laico, mas o povo não, e aqui é a Casa do povo – justificou Jorginho Maluly (DEM-SP).

Autor da proposta de se criar o Dia do Macarrão, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) argumentou que em todo o mundo esse prato foi amplamente consumido, e lembrou que o produto atende à dieta nutritiva e saudável. O parlamentar escolheu o 25 de outubro porque é nesta data que as empresas produtoras distribuem macarrão a entidades beneficentes.

E segue a banda na mesma marcha…

======================================
LEIA INTEGRA EM O GLOBO

  • Arquivos