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Dilma Rousseff: exausta
Dilma

Deu na Folha
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A colunista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, informa na edição deste sábado, 22, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff vai “dar um tempo” no trabalho nos próximos dias . Segundo a bem informada jornalista , Dilma pretende despachar quase todo o tempo em casa, como fez algumas vezes nesta semana, acrescenta Mônica Bergamo na Folha.

A íntegra da coluna está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

A nota acrescenta que segundo um interlocutor que esteve várias vezes com Dilma Rousseff nesta semana, a ministra está “completamente exausta”, o que a fez tomar essa decisão.

Dilma, que se recupera também das sessões de radioterapia, só não diminui totalmente o ritmo de trabalho por causa do pré-sal, cujo marco regulatório será lançado no próximo dia 31.

“Ela não vai deixar todas as decisões nas mãos do [ministro de Minas e Energia, Edson] Lobão”, diz um amigo da ministra da Casa Civil, segundo revela a Folha.

A nota assinala ainda que Dilma, que é virtual candidata do governo à Presidência em 2010, sofreu grande desgaste nas últimas semanas após a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, ter dito que recebeu ordens da ministra no final do ano passado para “agilizar” investigações contra empresas da família do presidente do Senado, José Sarney. Dilma nega o encontro.

Chamada para depôr na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na última terça-feira, Lina manteve sua versão, embora não soubesse exatamente que dia ocorreu a reunião.

A Câmara dos Deputados encaminhou ofício ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) pedindo imagens do circuito interno de vídeo da Casa Civil que poderiam comprovar o encontro, mas o órgão respondeu ontem que estas imagens são apagadas 30 dias após terem sido feitas.

LEIA INTEGRA DA COLUNA DA MÕNICA BÉRGAMO NA FOLHA

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Posted on 22-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-08-2009

Grécia em chamas
grecia
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A situação se agrava em Atenas e arredores da cidade patrimônio da humanidade, onde mais de 100 focos de incêndios surgiram nas últimas 24 horas. Os bombeiros gregos querem a retirada de 3500 pessoas de duas localidades gregas ameaçadas por um incêndio de grandes dimensões perto de Atenas. Gramatikos e Varnakas , mais ameaçadas pelo fogo que se propaga com a ajuda do forte vento que sopra na região.

As autoridades helénicas declararam estado de emergência nesta região situada a leste da capital grega por causa do fogo que ameaça em particular as localidades de Gramatikos e Varnakas.

Apesar dos pedidos para que as populações saiam de casas, os habitantes locais recusam-se a fazer isso e estão combatendo com o recurso de ramos de árvores e baldes de água as chamas deste incêndio que já é considerado um dos piores a afetar esta região da Grécia.

Mais de uma centena de bombeiros, auxiliados por 35 veículos, nove aviões e cinco helicópteros, envolvidos no combate as chamas que avançam numa numa frente de sete quilómetros ajudada por rajadas de vento de 60 km/h, segundo informam radios de Portugal e a edição online do jornal espanhol El Mundo.

Nas últimas 24 horas, surgiram mais de cem focos de incendios florestais na Grécia que já consumiram dois mil hectares de florestas, num ano em que dez mil hectares de floresta já arderam no país.

Com temperaturas superiores a 40 graus e ventos muitos fortes, a Grécia torna-se muito vulnerável a este tipo de incêndios que em 2007 queimaram 250 mil hectares de terreno, 180 mil dos quais só em Agosto.

(Postado por Vitor Hugo Soares, con informações de agências de notícia europeias e jornal El Mundo, edição online)

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Posted on 22-08-2009
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Deu na Tribuna da Bahia

Em sua coluna política no jornal Tribuna da Bahia , edição deste sábado, 22, o jornalista Ivan de Carvalho comenta o recente encontro do governador petista Jaques Wagner com o prefeito de Salvador, João Henrique de Barradas Carneiro, que segue gerando polêmica, fofocas, encrencas e novas arrumações do poder no Estado e do município.

Até as barulhentas cigarrras de Ondina, de que fala o saudoso ex-deputado pessedista Raimundo Reis, em uma de suas mais belas e expressivas crônica, ficaram em silêncio na hora da conversa do prefeito com o governador, sem o  ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, por perto.

Olhar e ouvidos atentos, Ivan, a seu modo e estilo inimitáveis, tira conclusões preciosas e bem humoradas do encontro. Confira, a seguir, na reprodução do artigo neste Bahia em Pauta.

E ótimo fim de semana para todos

(Vitor Hugo Soares)

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Wagner e João: cigarras silenciam
jwagner
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ARTIGO/POLÍTICA BAIANA

Ivan de Carvalho

Duas conclusões

Ivan de Carvalho (22/08/2009)

No contexto do enfrentamento entre o governismo baiano e o PMDB – observando-se o conjunto dos fatos e dados conhecidos e de alguns outros apenas supostos, porque ainda encobertos por uma cortina de sigilo de variável opacidade – dá para chegar a uma conclusão. Ou melhor, a duas.

A primeira e mais simples é a de que o encontro entre o governador Jaques Wagner e o prefeito João Henrique extrapolou o caráter meramente administrativo, destinado a desembaraçar as importantes obras de saneamento básico e urbanização do bairro do Imbuí, realizadas pela prefeitura com recursos do Ministério da Integração Nacional a elas destinados pelo ministro Geddel Vieira Lima.

Obras embaraçadas por órgão – o Ingá – do próprio Estado da Bahia, responsável (ou irresponsável, no caso específico) pelo meio ambiente no que este está relacionado com obras, a exemplo das de saneamento e urbanização. Embaraçadas pelo governo do Estado e pelo governador, afinal, desembaraçadas.

Bem, o encontro – articulado de modo a ser envolvido em mistério que teria o suposto objetivo de torná-lo, digamos, muito discreto, para não dizer sigiloso, o que acabou garantindo mil especulações e uma boataria infernal capaz de confundir a realidade com a “imaginação política criadora” – extrapolou mesmo o caráter administrativo relacionado sobre as obras no Imbuí e, à parte as polêmicas geradas, serviu para restabelecer as relações entre o governador, o prefeito e, é legítimo supor, seus respectivos governos.

Pode-se detectar, a partir do que se afirma do encontro entre o governador e o prefeito, que eventuais divergências pontuais entre João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima hajam ocorrido, mas nada em nível que fuja ao normal e que pudesse comprometer a ligação política entre eles, no momento os dois principais políticos do PMDB da Bahia. Quanto a este repórter, não encontrou o menor indício de que o ministro haja solicitado ao prefeito espaço na administração municipal para nela incluir peemedebistas que deixaram o governo do Estado, especialmente o ex-secretário estadual de Infraestrutura, Batista Neves, o mais cotado na boataria.

A segunda conclusão a que fortemente me inclino a chegar – e neste espaço já mais de uma vez por conta do episódio de imposição ao PDT baiano, pelo presidente nacional licenciado do partido, ministro Carlos Lupi, é a de que o presidente Lula, enquanto elogiava publicamente seu ministro Geddel, atuou nos bastidores para viabilizar as alianças que Wagner buscou negociar com o PP e o PDT e, no primeiro caso, agiu também para valorizar políticamente sua formalização.

Esta ação de Lula, agora óbvia na pressão sobre Lupi para forçar o PDT baiano a apoiar o governo e a reeleição de Wagner, não pode, porém, ser vista na presença do ministro pepista das Cidades, Márcio Fortes, na posse do deputado João Leão na Secretaria de Infraestrutura. Fortes também prestigiou o ingresso do PP no governo municipal peemedebista de João Henrique, há uns tempos.

A evidência de que Lula apoiou as articulações de Wagner para atrair o PP está é em certos conteúdos dos discursos do governador, do ministro e do novo secretário estadual João Leão. Eles puderam dizer publicamente que Lula incentivou a aliança sem meias palavras e, se disseram, foi porque para isto estavam autorizados. Não relatariam até frases do presidente se este não houvesse lhes dito que podiam fazê-lo.

Posto isto, convém assinalar que o que foi dito não significa que Lula tenha intenção de hostilizar, reduzir influência ou atrapalhar a caminhada que o ministro Geddel resolveu, junto com o PMDB da Bahia, empreender. Além disso, as eleições serão somente em outubro do ano que vem e as convenções, em junho. A política, como as nuvens, pode mudar muito de configuração nesses amplos períodos. Um marco importante, decisivo, será a sucessão no Ministério da Integração Nacional, junto com os demais ministérios cujos titulares vão se desincompatibilizar para concorrer às eleições. Lula acolherá a sugestão de Geddel sobre seu sucessor no ministério ou não? Há, provavelmente, que esperar até março, começo de abril – limite do prazo para os candidatos deixarem de ser ministros – para se ter esta informação crucial.

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Posted on 22-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-08-2009

Segredo não acaba guerra de redes de TV
disputa
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Deu no portal

O portal Comunique-se, um dos mais importantes e acatados endereços de comunicação na Internet, postou nesta sexta-feira (21), matéria informativa de bastidor assinada pela repórter Izabela Vasconcelos, de São Paulo, sobre a decisão judicial de decretar sob sigilo o processo contra o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, pivô de guerra feroz nas últimas semanas entres as redes nacionais de televisão Globo e Record, engalfinhadas, respectivamente, no ataque e na defesa do líder religioso da IURD.

A decisão, segundo o Comunique-se, foi determinada pelo juiz Glaucio Roberto Brittes de Araujo, da 9ª Vara Criminal de São Paulo. Segundo, especializado em informações de bastidores da mídia nacional, “com o segredo de justiça, os veículos de comunicação que republicarem ou divulgarem novas informações sobre os autos poderão ser processados por Macedo”. Uma lástima para a livre circulação da informação e a salutar e democrática disputa pela notícia entre os veículos, opina este site-blog.

Bahia em Pauta reproduz a seguir a matéria de Izabela Vasconcelos no Comunique-se (http://www.comunique-secom.br). (Postada por Vitor Hugo Soares, editor)

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Sigilo no processo contra Edir Macedo impede acesso da imprensa aos autos

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

A Justiça decretou sigilo no processo contra o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. A decisão foi determinada pelo juiz Glaucio Roberto Brittes de Araujo, da 9ª Vara Criminal de São Paulo. Com o segredo de justiça, os veículos de comunicação que republicarem ou divulgarem novas informações sobre os autos poderão ser processados por Macedo.

O processo contra o bispo e outros nove integrantes da Universal foi aberto no dia 10/08. O Ministério Público do Estado de São Paulo acusa os envolvidos de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Agora, com o decreto de sigilo do processo, apenas os advogados dos réus terão acesso aos autos. “Caso a defesa de Edir Macedo julgue que alguma matéria causou dano, poderá processar civilmente o veículo. Existe um risco jurídico”, explica o advogado Felippe Mendonça, mestrando em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP.

As informações sobre o processo, divulgadas pela grande imprensa, em veículos como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, TV Globo, revista Veja, entre outros, gerou uma “guerra midiática”, com constantes ataques entre Globo e Record. A última iniciativa da Rede Record, controlada por Edir Macedo, foi a compra do documentário “Muito Além do Cidadão Kane”, exibido pela TV britânica Channel 4, que trata a emissora de Roberto Marinho como um “monopólio de mídia”.

“Existem duas possibilidades, ou o processo contém informações sigilosas, ou a Justiça julgou que a imprensa fez mau uso das informações do processo”, avalia Mendonça, que ressalta que a quebra de sigilo está inteiramente ligada ao interesse público ou não da informação. Caso a Justiça considere o caso de interesse público, o sigilo pode ser quebrado, mas se as informações forem de interesse particular, o sigilo é mantido.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o sigilo foi determinado porque o processo contém informações particulares, como documentos fiscais, entre outros.

Os promotores da acusação contra Edir Macedo não se manifestaram sobre o caso.

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Posted on 22-08-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 22-08-2009


A sugestão (aceita com prazer pelo Bahia em Pauta) de música para começar o dia vem Belmont, na área da baia de San Francisco, cidade irmã de Salvador na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos. É “A Menina Dança”, em vídeo de apresentação dos insuperáveis “Novos Baianos”, com paerticipação especial de Marisa Monte. Quem sugere esta maravilha é a advogada Regina Soares, uma das mais ativas e atentas colaboradoras deste site-blog. A recomendação vem acompanhada de uma mensagem: “Para as meninas com mais de 60 que ainda dançam”. Confira

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Posted on 22-08-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 22-08-2009

Lina depõe na CCJ, Demóstenes observa
lina
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ARTIGO DA SEMANA

FALTA DE MEMÓRIA

Vitor Hugo Soares

O microfone sensível ligado em cima da mesa para o início da sessão da Comissão de Constituição e Justiça, do Senado, capta e lança no ar, pelas ondas da TV, a voz do senador e bem informado jornalista Demóstenes Torres, presidente da mesa, dirigindo-se a auxiliares da casa: “Cadê a mulher? E cadê o nome dela?”.

A mulher aparece em seguida. É uma mineira de nascimento, mas profissional destacada e acatada na região Nordeste, principalmente entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco. Assim, em Salvador, o jornalista redobra a atenção no som, nas imagens e nos movimentos dos presentes à sessão da CCJ. Nas quase seis horas seguintes, a depoente iria transformar-se em um dos mais importantes personagens desta semana de agosto para não esquecer.

Ia começar o depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, servidora pública com mais de 33 anos de carreira “dedicada exclusivamente à administração fazendária”, de repente atirada (por motivos ainda desconhecidos) no olho do furacão dos jogos pesados do poder. Acusada pela poderosa ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff – respaldada por suspeitas levantadas por declarações do presidente Lula -, de invencionices.

A ministra Dilma segue negando a conversa particular, na qual, segundo a ex-secretária da Receita, ela teria pedido para “apressar os processos envolvendo o filho do senador José Sarney”. Nega mesmo diante de evidências e pistas apresentadas por Lina na CCJ, sobre o percurso que seguiu, passo a passo, até chegar à presença da ministra, levada pela secretária executiva do gabinete da Casa Civil, Erenice Guerra, figura onipresente em situações obscuras e estranhas como esta, desde a agressiva reunião em que foi fritado impiedosamente o ex-ministro da Defesa, o baiano Waldir Pires, demitido do cargo por Lula em seguida.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, cobra que o Palácio do Planalto divulgue os registros de entrada e saída da ex-secretária da Receita, se eles de fato existirem, e aí está uma possibilidade de esclarecimento cabal. “Afinal, argumenta o ministro, não há motivo para esconder-se o registro de ingresso de cidadãos ou servidores públicos em uma repartição”. Ou haverá razão mais séria a impedir que isso seja revelado?, indaga a curiosidade do jornalista e de toda a torcida do Vitória.

Enquanto a dúvida não se esclarece, vive-se no País, situação de surrealismo puro, no melhor estilo de Borges, Cortázar ou Buñuel. Ainda assim, no depoimento na CCJ, a servidora da Receita conseguiu protagonizar um debate exemplar sobre ética, memória, política e serviço público, em um ambiente que ultimamente parece ter perdido o sentido e a exata noção do significado destas palavras.

Antes de começar a transmissão da sessão na TV, dá tempo ainda de correr até a estante de livros para apanhar “Meu Último Suspiro”, do cineasta espanhol Luis Buñuel, tantas vezes lido e relido, outras tantas citado e recomendado em situações surreais como a presente.

No comovente capítulo inicial do livro, o autor fala da importância da memória para uma pessoa, e o trágico resultado que a sua perda representa. Buñuel, que no colégio de Saragoza era um “memorion” capaz de recitar de cor a lista dos reis visogóticos espanhóis, as superfícies e populações de todos os países europeus, “e muitas outras inutilidades”, segundo escreve, certamente se vivo estivesse e passasse por estas paragens também se interessaria pela reunião na CCJ.

Nos colégios, geralmente, segundo o genial diretor espanhol, esse gênero de exercício de memória mecânica é desvalorizado. Mas, na medida em que passam os anos de nossa vida, essa memória, anteriormente desdenhada, torna-se preciosa. A certa altura, o autor confessa que sentia uma inquietação muito intensa e até uma angústia, quando não conseguia lembrar-se de um fato recente que vivera, ou então do nome de uma pessoa com quem estivera nos últimos meses. “De repente, minha personalidade se desagrega, se desmantela”, constata o mago espanhol.

Em “Meu Último Suspiro”, Buñuel também assinala: “É preciso começar a perder a memória, ainda que se trate de fragmentos desta, para perceber que é essa memória que faz toda nossa vida… Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela não somos nada”. Na mosca.

A ministra Dilma, que ainda tem planos políticos ambiciosos a cumprir, e a ex-secretária da Receita Lina Vieira, com todo uma história de vida e profissão a zelar, são relativamente jovens ainda, para ter perdido a memória inteiramente. Talvez com a ajuda sugerida pelo ministro Marco Aurélio, e um aperto maior em Erenice, a amnésia quanto à data e os pontos mais obscuros da conversa se esclareçam em breve.

Para o bem da memória e da verdade.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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