GRAZZI BRITO

JUAZEIRO (BA) -Morreu na noite de ontem (20) a estudante Adinair Oliveira da Silva, 20 anos, quando voltava para casa na cidade de Curaçá em um carro de lotação para estudantes. A jovem que estudava em Juazeiro, como é comum, retornava todas as noites em um trajeto curto e simples, se não fosse a insegurança que apavora a todos que costumam usar a BA 210.

O disparo de arma fogo que atingiu Adinair na cabeça foi feito por um policial militar durante operação policial mal conduzida e desastrada realizada na estrada. Uma viatura da PM estava parada na rodovia e pediu que o carro dos estudantes encostasse, nesse momento o policial conhecido como Tadeu disparou contra o carro atingindo a estudante. O soldado que estava há apenas oito meses na função foi preso em flagrante pelos colegas.

Segundo o comando do 3º Batalhão da PM, em Juazeiro, onde o soldado está preso, o mesmo alega que a arma disparou inesperadamente.
A população da cidade, em especial os estudantes estão revoltados com tragédia e fizeram durante a tarde desta sexta-feira, 21, um protesto com cerca de 2 mil pessoas pelas ruas de Curaçá.

Grazzi Brito é jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco

ago
21
Posted on 21-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-08-2009

Alencar: Bem e galante
zealencar
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O vice-presidente da República Jose Alencar deu nesta sexta-feira, 21, mais um comovente exemplo de tenacidade, coragem e invencível bom humor, na guerra que trava há 12 anos contra o câncer.

O político e empresário mineiro deu entrada entrou por volta das 8h, ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento contra o câncer na região do abdômen. Saiu horas depois andando, sorridente e disse que estava se sentindo bem. Tão bem, que teve ânimo para louvar a beleza da mulher baiana, através de uma das médicas que o atendeu, cantando para ela o samba na Baixa do Sapateiro, do mineiro Ary Barroso.

“Está tudo bem dentro daquela mesma situação em que vim, porque graças a Deus, não piorou nada, está tudo bem” afirmou Alencar,

Sorridente , contou que fez brincadeiras com a equipe médica.

“Uma das médicas, eu pensei que ela fosse mineira, porque ela é muito bonita, mas diz ela que é baiana. Então, eu só tive como homenageá-la cantando um samba do Ary Barroso. ‘Na Baixa do Sapateiro, eu encontrei um dia a morena mais frajola da Bahia'” cantou José Alencar diante dos microfones e câmeras de veículos de comunicação que cobriam sua saída do Hospital. Recebeu aplausos de médicos, jornalistas e funcionários do hospital paulista.

De acordo com o chefe de gabinete da Vice-Presidência da República, Adriano Silva, Alencar fez exames para monitorar o tratamento ao qual vem sendo submetido nos Estados Unidos. O vice-presidente deve retornar a Brasília ainda nesta sexta-feira.

”Para o batente”, avisou o bravo e galante Alencar.

(Postado por; Vitor Hugo Soares )

ago
21
Posted on 21-08-2009
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gilson

ago
21
Posted on 21-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-08-2009

Obama: pé na estrada por reforma
bsaude
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, percorre o país debatendo com a população a proposta de reforma na saúde pública, que viabilize a alternativa de atendimento gratuito no setor para os americanos.

Obama quer recuperar o tempo perdido no Senado, onde encontra resistência dos republicanos à idéia, além de certa apatia dos democratas, enquanto especialistas discutem os prós e os contras da medida. A mídia americana, de uma maneira geral – canais de TV, jornais impressos e e blogs – estão massificando o tema diariamente. Na quarta-feira (19), ao conclamar o apoio de líderes religiosos em torno do projeto, Obama mandou um recado aos opositores: “é uma obrigacão moral e ética essencial”.

Entrevistada pelo The New York Times, a professora de administracão e Sociologia da Universidade de Harvard, Theda Skocpol – autora de um livro onde analisa as falhas na implantação de um seguro público de saúde, durante a gestão de Bill Clinton, em 1994 – acha que foi um erro estratégico da Casa Branca deixar o Congresso assumir a liderança na elaboração da legislação, sem apresentar um plano específico ao povo americano, mas apenas os princípios gerais da idéia.

Outra questão levantada durante os debates é o problema da fraude no sistema de saúde com estimativas que, segundo especialistas, variam de 60 a 600 bilhões de dólares por ano, ninguém sabe ao certo, de acordo com a National Public Radio (NPR). Em Maio de 2009, a administração Obama anunciou um novo grupo de trabalho composto por funcionários do Departamento de Justiça e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos para levanter a fraude.

Enquanto isso, está em andamento, na Câmara dos Deputados, a revisão de projeto de lei com uma série de disposições anti-fraude, com previsão de gastos da ordem de 100 milhões por ano, o aumento das sanções para os autores e exigência de que os hospitais e similares prestadores de cuidados de saúde façam esforços no sentido de reduzir as chances de desenvolvimento de novos ilícitos na area.

Rosane é jornalista e estuda Política, Educação e Meio Ambiente, na Universidade de Harvard (EUA).


Em entrevista ao blog Oba Oba a DJ Vivian Seixas, filha de Raul Seixas abre o coração e fala sobre o baiano mais notável do rock brasileiro, que partiu há 20 anos, como alguém que conheceu e conviveu com o maluco beleza como ninguém.Vivi fala com carinho do Raul pai, caseiro, “às vezes meio careta”, mesmo quando já carregava o mito de revolucionário, o que ele sempre foi, de fato no terreno da criatividade e da ousadia, desde a infância.

Os primeiros tributos do Bahia em Pauta a Raul neste dia de recordações de um compositor, intérprete e pensador genial da Bahia e do País, são a reprodução de trechos da entrevista de Vivi, e a escolha de “Tente outra vez”, como música do dia. Tem mais, mas por enquanto confira a entrevista e a canção. Pense em Raul Seixas como se ele ainda estivesse entre nós, olhando com esperança para o futuro, mesmo quando o presente se mostrava desanimador.

( Vitor Hugo Soares)

===================================================== Vivi :”pai revolucionário e careta”
VIVI
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BLOG OBA OBA

Vivi e o pai Raul

“Há 20 anos, no dia 21 de agosto de 1989, a música brasileira perdia Raul Seixas. E já que o ano foi repleto de homenagens ao pai do rock brasileiro, o !ObaOba resolveu dar um tom diferente e trazer à luz um Raul caseiro, intimista, às vezes até meio “careta”. Fomos buscar um homem por trás do mito com alguém conheceu Raul melhor do que ninguém: sua filha Vivian.

Hoje, Vivi Seixas é DJ, especialista em house, já tocou na D-Edge, animou um fim de tarde em Ibiza, conheceu de perto a cena eletrônica da Austrália. É fã declarada de Pink Floyd, The Doors, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, mas não teve paciência para dedicar-se às cordas do violão, que de acordo com ela, “machucam demais os dedos”. Nem por isso, o rock passou longe: ela já chegou a se apresentar com banda e é figurinha carimbada nos tributos a Raul Seixas. Afinal, ela é a “fã número zero” do pai.

E como fã número zero que é, é dela a palavra em nossa singela homenagem ao Maluco Beleza.

No início da carreira, o fato de ser filha do Raul Seixas ajudou ou atrapalhou?
Por um lado, abre muitas portas. Quando as pessoas veem o sobrenome Seixas, elas ficam curiosas, interessadas em conhecer. Por outro lado, tem uma responsabilidade maior, por ser filha dele. Às vezes, as pessoas esperam que eu seja tão genial e tão incrível como meu pai.

E o fato de você fazer um som diferente do dele não desagrada os fãs?
As pessoas cobram… (Perguntam) Se eu não toco violão, se eu não canto. Sempre tem essas perguntas. Mas acho que cada um tem que seguir o seu caminho. Como diria uma música do meu pai: “Não sei onde eu estou indo, mas sei que estou no meu caminho” (“Por quem os sinos dobram”). Enquanto vocês me criticam, eu estou no meu caminho. Durante um bom tempo, quando virei DJ, essa foi a música em que eu me espelhava.

Então, de um jeito ou de outro, a música do Raul te influencia…
Com certeza, me ajuda bastante. Sempre ouço os discos dele. Sou fã número um… Número zero, na verdade (risos)!

Sempre se ouve falar que o Raul era doidão, Raul era isso, Raul era aquilo. Como era o Raul em casa?
Pois é. Mas em casa, ele tinha um lado bem careta. Não gostava que eu fizesse malcriação com a minha mãe. Lembro que quando eu era bem pequenininha – devia ter uns quatro aninhos -, fiz uma malcriação qualquer, ele abaixou minha calcinha e me deu três tapas na bunda (risos). Ele disciplinava pra caramba, mas era um pai muito carinhoso, muito engraçado. Ele era todo carinho, bem mansinho… Nunca aumentava a voz, nunca gritava; coisa de baiano, né (risos)? E ele tinha umas brincadeiras engraçadas, que ele fazia comigo…

E você tinha um contato frequente com ele ou ele viajava muito?
Tinha. Até meus seis anos de idade, quando minha mãe se separou do meu pai. A gente morava junto em São Paulo. Mas, quando eu vim pro Rio, durante dois aninhos – quando eu tinha oito ele morreu -, ele morava em São Paulo, mas sempre vinha pro Rio me visitar, aparecia de surpresa no colégio. Eu adorava: descia na hora da aula, matava aula pra ficar conversando com o meu pai…

E os coleguinhas da escola nessa hora?
Ah, ficava o maior buxixo, né? “O Raul Seixas tá aí!”. E eu descia toda orgulhosa! Mas a gente sempre teve contato. Minha mãe sempre fez questão da gente estar sempre muito pertinho – ao contrário das minhas outras irmãs, com quem meu pai não teve muito contato.

Nesses últimos 20 anos, parece que Raul, Bob Marley e Jimi Hendrix só cresceram. Como você encara esse legado do seu pai hoje?
É verdade. Eu fico impressionada que muita garotada de oito anos de idade, que não era nem vivo quando meu pai morreu, vai nos shows e fala que é fã. Então, eu acho que ele tem essa mágica de tocar as pessoas da geração dele e as pessoas que estão crescendo hoje em dia, que são novinhas e que gostam de Raul por causa dos pais. Então, ele atinge do rico ao pobre, da madame ao… Ele vai viver pra sempre.

E como é acordar de manhã e pensar: “Pô, sou filha de um cara que vai viver pra sempre”?
Você acostuma, né (risos)? Mas é orgulho, cara! Tenho muito orgulho! E eu gosto de conversar sobre ele porque é uma forma que eu tenho de lembrar dele. Às vezes, as pessoas perguntam: “Você fica chateada de falar do seu pai?”; de forma nenhuma, eu gosto! A gente gosta de falar das pessoas que a gente ama…

Como foi quando ele morreu, você já tinha idade para assimilar e entender?
Ah, foi triste, né? Eu já tava bem espertinha… Mas eu lembro que um mês antes de ele morrer, eu fui a São Paulo fazer uma visita e eu, minha mãe e meu pai fomos numa padaria, umas 10h, 11h da manhã. E a gente foi de mãos dadas, andando. Ele chegou na padaria e pediu um chope. Eu comecei a chorar. Ele perguntou pra mim porque eu estava chorando e eu falei que não gostava que ele bebesse. Eu não lembro bem, mas ele falou alguma coisa tipo: “Poxa, papai sabe o que tá fazendo, não se preocupa”. E um mês depois ele morreu. Acho que foi um feeling que eu tive de que tinha alguma coisa que não estava legal.

Hoje existe um culto ao Raul, muitos fãs dele são meio idólatras. Como é isso pra você?
Pra mim, é difícil entender… Quer dizer, lógico que eu tenho noção do que ele representa. Mas, pra mim, é difícil entender o Raul como um mito, como um ídolo, porque, antes de ser o Maluco Beleza, ele é meu pai (risos). Mas eu acho que até hoje, as letras dele são muito atuais. Acho que é por isso que ele faz cada vez mais sucesso: você ouve uma música dele que foi gravada 30 anos atrás e parece que foi feita hoje, pro momento atual.

LEIA INTEGRA DA ENTREVISTA NO OBA OBA
http://www.obaoba.com.br

ago
21
Posted on 21-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-08-2009

Michille Obama: “pernas demais?”
Obama
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Deu nos jornais

Agosto, 20, do verão americano de 2009. A primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, foi fotografada descendo do avião governamental Air Force One, vestindo bermuda e exibindo um vistoso par de “musculosas e volumosas coxas”, segundo as definições mais comuns na midia.

Pronto, estava estabelecida a polêmica! Jornais, radios e televisões, de ponta a ponta dos Estados Unidos, não falam em outra coisa, como revela o interessante e revelador texto produzido em Miami pelo repórter Manuel Aguiléra Cristóbal, publicado pelo jornal de Madri, El Mundo, que o Bahia em Pauta reproduz a seguir, para que seus leitores. (Vitor Hugo Soares)

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El Mundo – Manuel Aguilera Cristóbal

20 de agosto de 2009.- Pode ser fruto da falta de informações relevantes inerente à temporada de verão (nos EUA). Pode ser fruto da derivação para o espectáculo e a frivolidade dos informativos da televisão. Pode ser uma consequência do chamado jornalismo cidadão em que a maioria impõe o que é notíciável sem ter em conta nenhum manual ético nem profissional.

O que está claro é que aqui estamos falando das bermudas curtas da primeira dama do país mais poderoso do mundo e de suas volumosas e musculosas coxas. É apropriado que Michelle Obama exiba mais perna que o devido?

Esta é a pesquisa por excelência de todos os veículos de comunicação de ponta a ponta dos Estados Unidos. Nos meios anglos e nos hispanos. Na imprensa, no rádio e na trelevisão. O ‘Today Show’, un conhecido programa matinal da NBC, também levantou a questão e ao menos a resposta é animadora. Porque dentro do delírio que é propor a questão, 83% dos que opinaram apostam para que Michelle Obama faça o que lhe der vontade e utilize a roupa que considere mais conveniente durante suas férias.

Julia Guerra, estilista e designer de Miami, crê que a Michelle Obama não se deve comparar com outras ex-primeiras damas como Laura Bush ou Jackie Onassis. “Ela não está nem aí para o glamour de algumas de suas antecessoras. A imagem de Michelle Obama que me parece perfeita é a imagem da gente normal. Com a quantidade de problemas econômicos e sociais que existem, a ela satisfaz exibir uma imagem de pessoa normal da rua”.

O site HuffingtonPost.com promoveu também uma pesquisa em que a pergunta é se é correto que a mulher do presidente Barack Obama mostre tanto suas pernas. “Alguém imagina Laura Bush ou Patrícia Nixon de shorts?”, se perguntam. O veículo, de tendência conservadora, arremata: “Sem dúvida , Michelle tem formosas pernas, mas é apropriado que ela as exiba em seu papel de primeira dama?”.

O debate, em minha opinião, ainda que especialistas em marketing político, estilistas e experts em protocolo tentem, não há como contê-lo por vários motivos.

1-É claramente machista. Seria impensável uma mobilização parecida si quem usasse a bermuda curta fosse o marido de Angela Merkel (primeira ministra da Alemanha).

2-É uma consequência da ditadura da imagem e o culto ao corpo. Não é a primeira vez que se discute sobre o físico da senhora Obama. Já se analizaram criticamente seus braços e suas cadeiras antes das coxas. A comparação com Carla Bruni(primeira dama da França), que recentemente se deixou ver em bikini, fomenta a idéia a de que para ser bom governante tem que estar casado com uma “boazuda”.

3-Pode ser uma intromissão na esfera privada da familia Obama. A foto não foi captada em um ato oficial. Para muitos o problema é que Michelle está descendo do avião presidencial, o Air Force One.

Neste último ponto não estou tão seguro porque são os assessores de imprensa dos dirigentes políticos que gostam de abrir umas janela nos meios de comunicação durante as férias dos governantes. Ainda tenho pesadelos com as imagens da familia Aznar (do ex-presidente da Espanha) em Oropesa em que Josemari luzia “seu polo com croc” e Ana Botella um pareô de cores impossíveis que ocultavam suas coxas –talvez antecipando posteriores polêmicas.

Têm seu direito de vestir-se como queiram e mais ainda quando não estão em serviço. Michelle Obama parece ter perdido esse direito. Braços, cadeira, pernas… que será da proxima vez?

(Texto do jornal espanhol El Mundo, traduzido por Vitor Hugo Soares)

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