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Postado em 18-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 18-08-2009 09:58

Lula e Gabrielli: pré-sal na mira/NYT
Petrobras
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Rosane Santana ( De Boston (EUA) para o BP)

Com o título “Brasil busca mais controle sobre o petróleo do fundo do oceano”, a edição on-line do The New York Times publicou na noite de ontem (17.08) matéria sobre suposta iniciativa do governo brasileiro para mudar os contratos de exploracão do pré-sal entre a Petrobras e petrolíferas estrangeiras. O texto é assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Alexei Barrionuevo.

A iniciativa, segundo o jornal americano, tem caráter nacionalista e faz parte dos esforços do governo brasileiro para tirar proveito de seus recursos naturais e pavimentar o caminho do Brasil para tornar-se a uma potência mundial.

“Confrontado com a mais importante descoberta mundial de petróleo em anos, o governo brasileiro pretende um retrocesso de mais de uma década de estreita cooperação com as companhias petrolíferas estrangeiras e, mais diretamente, contra a extração em si”, diz o jornal.

De acordo com The New York Times, pela nova proposta, a Petrobras deve controlar a exploração de todos os campos de petroleo descobertos em alto mar, em 2007, que geólogos internacionais estimam deter dezenas de bilhões de barris de oleo recuperável. A alteração tornaria a Petrobras operadora de 62% das áreas ainda a serem exploradas, colocando as companhias internacionais no papel de investidores financeiros.

Diz ainda o The New York Times que o petróleo está situado abaixo dos cerca de 20.000 pés de água, deslocando areia, e uma espessa camada de sal. O chamado pré-sal é a maior reserva de petróleo a ser explorada atualmente no mundo, especialmente devido à falta de progressos em termos de acesso aos extensos depósitos do Iraque, disse Daniel Yergin, presidente da Cambridge Energy Research IHS Associates, uma consultoria de investigação energética, entrevistado pelo jornal americano. Espera-se igualmente ser um dos mais complicados projetos conjuntos na história da indústria do petróleo.

“Para o Brasil -continua o jornal – as apostas são altas. Muitos vêem o petróleo como uma fórmula mágica para fazer frente aos maiores desafios sociais do país. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente dos mais populares do Brasil, pretende alterar leis de produção de energia, buscando gerar mais receita para os cofres do governo e criar fundos para melhorar a educação e cuidados de saúde. Sua proposta será entregue ao Congresso, na próxima semana, segundo informou um de seus assessores”.

O jornal americano ressalta que “apesar de seu recente boom econômico, o Brasil ainda luta com a pobreza extrema, a desigualdade e uma taxa de analfabetismo superior a 10 por cento.”

Segundo New York Times, funcionários do governo brasileiro insistem que o Brasil não será arrastado por uma espécie de fervor nacionalista, a exemplo do que ocorreu em países da América Latina, nos últimos anos, como Venezuela, Bolívia e Equador, que reduziram a presença de empresas estrangeiras na exploracão dos recursos energéticos.

Rosane Santana, jornalista, mora em Boston

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