ago
18
Postado em 18-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 18-08-2009 17:21

Lina Vieira na CCJ: “incabível”
Lina
================================================
“Eu não preciso de agenda para falar a verdade”. Esta frase da ex-secretária da Receita Federal , ao mesmo tempo uma resposta aos questionamentos dos integranstes da Comissão de Constituição e Justiça do Senados, e às duvidas levantadas na véspera pelo presidente Lula, foi a marca mais simbólica das quase seis hora de duração do depoimento de Maria Lina Vieira nesta terça-feira, 18, em Brasília.

No depoimento transmitido para todo os País em seus lances mais cruciais, tensos e polêmicos, pela TV Senado, Lina Vieira reafirmou que se reuniu com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ouviu dela um pedido para “que agilizasse a fiscalização” do filho do presidente do Senado, José Sarney.

Lina Vieira, borbardeada por perguntas – várias delas repetidas cansativamente por parlamentares do governo e da oposição, em alguns casos em tom quase acusatório -, não conseguiu precisar o dia da semana e a data do encontro privado, convocado pela ministra através de sua chefe de gabinete, Erenice Guerra, em dezembro de 2008. No entanto, colocou-se à disposição da comissão para uma acareação com a ministra Dilma, que nega o encontro privado.

PRESSÃO NÃO, INCABÍVEL SIM – Perguntada mais de uma vez se havia se sentido pressionada por Dilma, Lina negou: “não senti no pedido da ministra qualquer pressão”. “Achei incabível o pedido da ministra”, acrescentou, dizendo que não tomou providência alguma sobre o encontro, não levou o caso ao ministro da Fazenda, nem deu qualquer resposta posteriormente a Dilma. “De volta do enconcontro verifiquei na Receita que os processo corriam nornalmente e em segredo do justiça e deixei a situação como estava, com impessoalidade como deve ser”, frisou.

Depois de começar o depoimento com a leitura de texto sintético mas bastante convincente de seu perfil pessoal e profissional de servidora pública concursada, sem vínculo partidário, e de perfil sempre ligado ao trabalho funcional e a gestão na área do fisco, a ex-secretária da Receita foi direto à confirmação do encontro com a ministra Dilma, descrito em detalhes desade a saída até a entreda no fabinete de Dilma, conduzida por Erenice Guerra.

Lina assinalou em um dos momento mais contundentes do depoimento que apesar de não ter o registro em sua agenda, ela confirma a conversa com a ministra. “Não preciso de agenda para falar a verdade”, disse.

A frase de Lina foi direcionada a alvo duplicado: resposta não só para os parlamentares da CCJ mas também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou nesta segunda-feira que ela deveria apresentar a agenda em que confirma o seu encontro com a ministra.

Em seu depoimento, que começou quase duas horas depois do início da sessão – que durou mais de cinco horas ao todo – Lina reiterou o que disse para o jornal “Folha de S. Paulo” sobre a suposta reunião reservada com Dilma, “que foi cirúrgico” nos 1o minutos de duração, no máximo:”Interpretei apenas que era para resolver e encerrar logo o caso”.

A ex-secretária da Receita foi incisiva ao reafirmar que a declaração não tem relação com sua saída do órgão: “não houve e não há nenhuma outra intenção. Não há mágoa por ter deixado o governo”. Ela diz ter recebido como natural sua exoneração do cargo. “Não busquei e não desejei toda esta exposição. Não desejo ter cargos eleitorais, não vim fazer jogo de A ou de B. Meu único interesse é preservar minha história de vida”, completou Lina Vieira.

(Postada por Vitor Hugo Soares )

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos