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Postado em 17-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 17-08-2009 13:59

Record x Globo: domingo sem trégua
duelo
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Deu no IG

O portal IG postou nesta segunda-feira (17) matéria jornalística assinada pelo repórter Maurício Stycer, sobre a dura reação da Rede Record em seu horário nobre de domingo, em defesa do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, acusado em ação do Ministério Público de São Paulo de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outro crime. Na defesa da IURD, a Record concentrou suas batérias ontem contra a Rede Globo e o promotor que relatou a ação, acusado de manter relações com a juzia da Vara onde a denúncia foi impetrada.

Segundo o texto do reporter especial do IG , a Igreja Universal do Reino de Deus adotou uma estratégia tão inteligente quanto arriscada em resposta à esta ação do Ministério Público de São Paulo, que acusa o seu fundador e outros oito dirigentes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outros crimes graves.

A IURD entendeu que a melhor defesa no front público é o ataque. Dessa forma, no lugar de responder às acusações, esforça-se em explicar a suposta causa das denúncias. Por meio de seu braço de mídia, a Rede Record, concentra-se em um alvo principal, a Rede Globo – e desde o domingo (16) também ataca um dos quatro promotores do caso – analisa o IG.

Ó texto de Stycer assinala ainda que embora a primeira reportagem sobre a recente denúncia do MP tenha sido publicada na “Folha de S.Paulo” e outras informações sobre o caso tenham merecido generoso destaque em “O Estado de S.Paulo” e na “Veja”, a IURD mira abertamente apenas a Globo, neste momento.

Aos espectadores da Record, a igreja esforça-se em caracterizar os problemas que enfrenta na Justiça como resultado tanto do seu sucesso como instituição religiosa quanto do progresso da emissora. Ambas são medidas por um mesmo critério de mercado – de um lado, o crescimento do número de fiéis e templos; de outro, a subida da audiência. “De caráter nitidamente publicitário, essa operação funde igreja e emissora numa coisa só, iguala fiéis e espectadores e transforma todos em vítimas da Globo”, opina o repórter na matéria publçicada no IG.

Segundo analisa Maurício Stycer, “não deixa de ser curioso que, em seu ataque, a igreja rememore pecados clássicos da Globo, como a edição enviesada do debate entre Collor e Lula em 1989 e a cobertura envergonhada do comício das Diretas, na praça da Sé, em 1984”.

A manipulação ocorrida nos dois eventos é muito semelhante à operação que visa convencer o espectador que a IURD e a Record são alvo da Globo por conta do crescimento de ambas.

O risco desta estratégia é referendar, junto ao próprio público, aos seus funcionários e para a sociedade, o que inclui os seus anunciantes, a ideia de que a Record é apenas um braço a serviço da IURD. Além dos problemas legais que essa associação representa, a consolidação de uma ideia de “tevê do bispo” pode, no médio prazo, colocar a perder o projeto de transformar a emissora num “player” competitivo em um mercado que vê com bons olhos a necessidade de mais concorrência na televisão brasileira , comenta o portal IG.

LEIA INTEGRA DA REPORTAGEM SOBRE A GUERRA SANTA NA TV NO PORTAL IG (www.ig.com.br)

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