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Postado em 15-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 15-08-2009 11:02

Souto: pontinho precioso
souto
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Deu na coluna

Com o título “Pesquisa em bom momento para Souto”, o jornalista político Ivan de Carvalho publica em sua coluna deste sábado (15), na Tribuna da Bahia, artigo em que analisa os dados da pesquisa Vox Populi, encomendada pela Band, que atribui a Souto, do DEM. o percentual de 37 pontos, um a mais que o governador Jaques Wagner, do PT.

Com a argúcia de sempre, Ivan demonstra quanta diferença faz (ou pode fazer) um simples pontinho de diferença em pesquisa de opinião, na hora de definições políticas cruciais, como a atual. Bahia em pauta reproduz, a seguir, trechos do artigo que pode(e deve) ser lido na íntegra no jornal Tribuna da Bahia de hoje. (Vitor Hugo Soares)

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OPINIÂO

Ivan de Carvalho -15/08/2009

Veio certamente em excelente hora para o ex-governador democrata Paulo Souto e em não muito bom momento para o governador petista Jaques Wagner a pesquisa Vox Populi, encomendada pela Band, que atribui ao primeiro dos dois candidatos ao governo baiano citados acima o percentual de 37 por cento de intenções de voto na modalidade estimulada, enquanto o atual governador aparece com 36 por cento. Esses dados podem influir na velocidade e nos resultados das negociações político-eleitorais em curso.

Sobre o ponto a mais: na cabeça dos especialistas em pesquisas de opinião, não é importante. Mas cada cabeça é um mundo. Um ponto a mais sempre dá aquele gostinho especial, aquele estímulo especial aos simpatizantes, aquele moderado, mas relevante impacto psicológico ao eleitorado em geral, até uma certa “impressão” aos políticos.

A pesquisa ainda não diz muita coisa a respeito da candidatura do ministro Geddel Vieira Lima. Ele aparece com 13 por cento. Mas há poucas semanas começou a colocar para o público a sua decisão de ser candidato a governador, ainda assim pondo isso na dependência de uma manifestação do seu partido, o PMDB, em uma série de encontros regionais programada para encerrar-se somente em setembro.

Na verdade, foi somente no final de julho que o ministro, já tendo sentido que o clima na parte já ouvida formalmente do PMDB nos tais encontros era o mesmo da parte ainda por ouvir nos encontros ainda não realizados e analisando o cenário geral da política, decidiu declarar coisa decidida e definitiva a candidatura a governador, daí resultando, já em agosto, a saída do PMDB do governo Jaques Wagner, a quem o ministro da Integração Nacional já havia, faz tempo, posto “à disposição” os cargos que o PMDB ocupava na administração estadual direta e indireta. As cartas de demissão foram escritas e, ante a indisposição do governador de recebê-las das mãos do ministro, protocoladas na Governadoria.

Interessante é que, consumado o desligamento entre governo e PMDB, o que era briga de parte a parte – no lado do governo, quando o governador evitava mostrar hostilidade, o PT se encarregava de suprir a falta – passou a ser um rasgar de seda sem fim, pelo menos no discurso. Tudo isso para preservar os espaços para uma eventual e incerta aliança em um aparentemente quase certo segundo turno nas eleições de 2010.
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LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO DE IVAN DE CARVALHO NA TRIBUNA DA BAHIA
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