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Postado em 13-08-2009
Arquivado em (Multimídia) por vitor em 13-08-2009 10:47


Depois na crônica sensível e densa de Gilson Nogueira, postada logo a baixo, vem do jornalista colaborador especial de primeira hora do Bahia em Pauta, a música para começar o dia: “Canção que Morre no Ar”, diamante precioso da Bossa Nova composto pela dupla Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli. Aqui vai em uma gravação em MP3 garimpada no YouTube, provavelmente feita nos Estados Unidos por músicos e intérprete não conhecidos por estas bandas da cá, mas nem por isso menos sensacionais ao captar e transmitir toda beleza melódica e o sentimento de uma canção eterna. Confira, com a letra, também mandada por Gilson. Bahia em Pauta não tem como agradecer, amigão!

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Canção Que Morre No Ar

Carlos Lyra/Ronaldo Bôscoli

Brinca no ar
Um resto de canção
Um rosto tão sereno
Tão quieto de paixão

Morre no ar
O sempre mesmo adeus
Meus olhos são teus olhos

Para nós, vem
Um mundo sempre amor
O pranto que desliza
No seio de uma flor
Terra-luz, anjo só
Mil carícias você trás
Beijo manso, luz e paz

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Comentários

Lucas Jerzy Portela on 13 agosto, 2009 at 13:54 #

Caro Vitor Hugo,

Tenho feito uma série de entrevistas com jovens compositores de canção, de Salvador, que começa a sair no meu blog (http://ultimobaile.com) a partir desta sexta-feira. A chamada é esta que está abaixo. Caso queira, sinta-se a vontade para republicar aqui – desde que atribua autoria e o link.

O RETORNO DA CANÇÃO

A partir desta sexta-feira, a prometida série de entrevistas e artigos sobre a presença ou não-morte do formato musical canção começa a sair.

A série segue o formato que em Psicanálise ganhou o nome de Cartel: quatro sujeitos a quem se supõe saber produzem algo sobre um assunto; um quinto sujeito, chamado de +1, a quem se supõe uma douta-ignorância (portanto não é uma ignorância lassa do tipo “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”), arruma, coteja e expõe o saber produzido pelos quatro.

A série ia se chamar “A Ressurreição da Canção” como disse aqui. Contudo, o termo “Retorno” pareceu-me agora mais apropriado. Primeiro, porque mais humilde; segundo porque a idéia de “Ressurreição” pressupõe a idéia de morte, e isto confirmaria a idéia de Chico Buarque de Holanda, Tom Zé e outros de que a canção em algum momento teria morrido – com o que não concordamos, e o que até agora o cartel não aponta – aponta antes para o contrário: ela nunca cessou de existir. Depois, retorno implica em duas idéias que muito me interessam: a de recalque (Chico Buarque pode dizer que a canção morreu para recalcar sua própria morte pessoal, como autor e como pessoa – como mais de um entrevistado apontou) e a de eterno retorno Nietzscheano.

Como +1 do cartel ficou o Maestro Letieres Leite (da Orkestra Rumpilezz), que está a escrever alguns artigos sobre o tema, a partir das entrevistas (que já leu e gostou muito).

Pela ordem, sairá da seguinte forma, um a cada mês:

– Este mês, Damm, da Formidável Família Musical. Canção pura, até mesmo no sentido de pueril; desabrochante e perfumada;

– Morotó Slim, líder da já mítica Retrofoguetes e da finada (e também mítica) The Dead Billies, fala de suas canções sem letra: a canção sem canção, divergente;

– Thiago Kalu, sambista cantável do Clube da Malandragem, talvez a mais teórica das entrevistas, nem por isso menos espotânea;

– Pedro Pondé, ex-O Círculo, embora tenha sido a primeira que fiz, fica por último em respeito a recente ruptura da banda.


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