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Posted on 12-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 12-08-2009

Guerrilha na TV: Fátima x Ana Paula
guerrilha
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Deu na Terra Magazine:

A revista digital Terra Magazine acaba de postar matéria sobre o “ataque de guerrilha” da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) desfechado através da Rede Record contra a Rede Globo, no horário nobre da televisão brasileira, nesta quarta-feira,12.

Na verdade, o que se viu esta noite no Jornal da Record pode ser considerado um revide contra o bombardeio sofrido do Jornal Nacional de ontem, 10, quando a emissora do Jardim Botânico dedicou 10 minutos de seu principal noticiário a dissecar a ação criminal contra o bispo Edir Macedo e mais nove membros da IURD, acusados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na matéria assinada pelo repórter Claudio Leal, Terra Magazine assinala que a Globo, emissora da família Marinho, em rota de choque de audiência com a Record, exibiu terça-feira imagens de arquivo de Macedo – numa delas, o religioso indiciado , durante um encontro em uma praia de Salvador, ensinava seus subordinados a tirar dinheiro dos fiéis.

No comando das artilharias, os âncoras Celso Freitas e Ana Paula Padrão, pela Record, e Fátima Bernardes e William Bonner, pela Globo. Bahia em Pauta reproduz, a seguir.trechos da matéria postada na TM, que pode ser lida na íntegra no seguinte endereço: (http://terramagazine.terra.com.br) (VHS)

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“Numa guerrilha televisiva, a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) usou o “Jornal da Record”, na noite desta quarta-feira, para atacar a Rede Globo. O primeiro bloco do “Jornal Nacional” de ontem foi dedicado à abertura de ação criminal contra o bispo Edir Macedo e mais nove membros da Iurd, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A emissora da família Marinho, em rota de choque de audiência com a Record, exibiu imagens de arquivo de Macedo – numa delas, o religioso indiciado ensinava os subordinados a tirar dinheiro dos fiéis.

Durante cerca de 15 minutos, o Jornal da Record rebateu as denúncias, destacou os trabalhos sociais da Igreja, mas concentrou a artilharia contra a rival. Também recorrendo a imagens de arquivo, vinculou a Globo à ditadura militar e aos escândalos Time-Life e Proconsult. Declarações do ex-governador Leonel Brizola contra a Globo foram postas no ar, sem excluir a célebre leitura do direito de resposta do líder trabalhista, na voz grave do ex-apresentador do JN Cid Moreira. Mais adiante, entrevistas com políticos “perseguidos” pela emissora carioca, entre eles o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra.

Na edição desta quarta, o JN avançou a cobertura, com detalhes da denúncia do Ministério Público, que investigou o uso do dízimo de fiéis para comprar empresas de comunicação e as conclusões do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Controlada pela Iurd, a Record questionou o vazamento de documentos sigilosos do processo para a Globo. Em narração, o telejornal defendeu a origem do dinheiro e criticou o tratamento dispensado a Macedo, líder da igreja presente em 174 países. “O que motivou os ataques à Rede Record?”, indagou-se.

Na sequência, a resposta: o “Ibope” crescente das novelas, da cobertura dos eventos esportivos e do reality show “A Fazenda”.

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Segunda-feira que vem, dia 17, é data do primeiro aniversário de morte de Dorival, como Gilberto Gil gosta de chamar Caymmi, baiana e carinhosamente.

Entre as lembranças e tributos que o autor de “Marina” receberá na Bahia e país a fora naquela data, um dos mais significatos está programado para as 10h, em Brasília, onde se realizará uma sessão especial na Câmara Federal, proposta pela deputada e ex-prefeita de Salvador, Lidice da Mata(PSB).

Danilo Caymmi já confirmou presença, embora não vá cantar na cerimônia. A música de Dorival, pai de Danilo, no entanto, estará presente na cerimônio, a cargo dos integrantes do competente e afinado Clube do Choro de Brasília.

Como diz a jornalista Carmela Talento, editora do Blog do Rio Vermelho, que manda a informação para Bahia em Pauta: “Quem sabe se ao som de Caymmi o Congresso não entra em outro ritmo?”

Deus a ouça, minha nêga, diria Dorival.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Posted on 12-08-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais, Multimídia) by vitor on 12-08-2009


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Palavra de Tom Tavares

Chegou à caixa de correio eletrônico do editor do Bahia em Pauta a seguinte mensagem do músico baiano (dos melhores) Tom Tavares:
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Bahia em Pauta publica a seguir, como registro histórico de notável atualidade, o artigo referido por Tom, que revela também como pensar e opinar eram hábitos saudáveis na Bahia e no Brasil de então Confira.

Amigos: O meu pensamento sobre a Ordem dos Músicos do Brasil está explicitado no artigo abaixo (escrito há quase dez anos) e publicado no Caderno 2 do Jornal A TARDE – Salvador – Bahia, no dia de ontem, 10 de agosto de 2009.
Posso estar enganado, sim. Mas, não engano ninguém. Todo mundo sabe o que eu penso.
Um abraço,
Tom Tavares

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÂO

NATIMORTA

Tom Tavares

Na metade dos anos cinqüenta, começou a aparecer uma moçada fazendo um som diferente. Simples e direto. Em verdade, eram duas vertentes que surgiam: uma tocava o violão baixinho, cantava baixinho, fazendo um samba de um jeito diferente, de uma nova maneira, uma bossa-nova. A outra turma era um pouco mais barulhenta, mais expansiva, também menos requintada. Pegava a guitarra e, com alguns poucos acordes, construía o que musicalmente queria dizer: ensaiava os primeiros passos do rock’n’roll brasileiro.

Dizendo assim, parece que era, apenas, brincadeira de turma de bairro, de grêmio acadêmico, nada de muito conseqüente. Ledo engano. Aquela meninada do banquinho e violão virou a cabeça da geração zona-sul enquanto o rock’n’roll made in Brasil assumia lugar de destaque, principalmente nos bairros periféricos.

Quando isso aconteceu, os acadêmicos se indignaram. Perguntavam-se como uma turminha que mal fazia três acordes podia assumir a profissão. A profissão – pensavam eles – era pra quem sabia decifrar uma partitura, registrar os sons no pentagrama. Ou seja: somente eles mesmos poderiam ser músicos, lendo e tocando o que estava escrito. Enquanto eles pensavam, as turmas da bossa e do rock ficavam cada vez mais famosas e ocupavam os programas radiofônicos chegando, assim, a todo o Brasil.

A coisa chegou a um ponto tal, que os músicos tradicionais letrados, ameaçados em seu campo e visando a clássica reserva de mercado, buscaram no Congresso Nacional um jeito de acabar com aquela – segundo linguajar da época – invasão da meninada travessa. Como no futebol, diante do perigo de gol, gritaram pro bandeirinha, requerendo a aplicação da lei do impedimento. E, conseguiram: no dia 22 de dezembro de 1960, o Presidente Juscelino Kubitschek assinou a Lei 3.857 que, no seu artigo primeiro, dizia: “Fica criada a Ordem dos Músicos do Brasil com a finalidade de exercer, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico.”

Ora, presidente JK, quem seria esse ser supremo capaz de selecionar, determinar, quem pode ou não pode ser músico? Quem teria autoridade para dizer se Armandinho Macedo – por não saber ler uma nota no pentagrama – pode ou não pode ser músico? Em quem avultaria tamanha autoridade para dizer se aqueles quatro cabeludos de Liverpool podiam ou não ser músicos, já que eles também não sabiam ler uma partitura?

Ninguém, eu respondo. Nenhuma banca examinadora do mundo. Nem Beethoven, nem Tom Jobim, nem Bach, nem Mozart, nem ninguém! Quem determina se alguém pode ou não ser músico é o público. Sim, exatamente. É o público quem decide se quer ouvir o artista X ou dançar ao som do Y. Só ao público cabe a escolha entre um show de axé e um concerto da Orquestra Filarmônica de Berlim. É também sua a prerrogativa de comprar o cd – seja lá do que ou com quem for – que lhe atenda ao gosto. Se o público gosta daquele músico, quer aquele como o seu músico, então, AQUELE é o músico.

A Ordem dos Músicos do Brasil – um rascunho mal desenhado de ópera bufa – não tem competência para cumprir, sequer, o que determina o primeiro artigo da lei que a criou. E, se nem a primeira ação que lhe justificaria a criação ela consegue praticar, chegamos à conclusão de que é natimorta.

Assim sendo, no dia em que teria nascido, 22 de dezembro de 1960, morreu a Ordem dos Músicos do Brasil.

Tom Tavares – Compositor, regente, radialista, professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia.

E-mail: tomtavares10@gmail.com

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