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Posted on 10-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-08-2009

Serra e Wagner: descontração
joserra
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Na sua primeira visita à Bahia desde que o Democratas e o PSDB estaduais resolveram reconciliar-se depois de mais de 20 anos de turbulências políticas que em vários momentos viraram guerras declaradas no estado, o governador de São Paulo, José Serra, deu duro:apertou muitas mãos, visitou aliados, deu entrevistas, gastou sola de sapato para assinar acordos com o governador Jaques Wagner(PT) e visitar obras com o prefeito João Henrique(PMDB), mas fugiu o tempo inteiro de qualquer manifestação pública sobre sucessão presidencial em 2010.

Em sua passagem baiana, Serra pareceu sempre bem mais com os antigos pessdistas da terra, que com um tucano e, muito menos com o ex- militante de Ação Popular (AP) que participou em Salvador do histórico congresso de reconstrução da União Nacional dos Estudantes há três décadas.

No encontro com o governador da Bahia, para a assinatura de 7 acordos entre os dois estados para o combate à sonegação fiscal, Serra chamou o petista Wagner de “amigo” e fez jogo de palavras que lembram o extinto PSD. “Meu amigo Jaques Wagner, nós não estamos em campos antagônicos, mas sim não-coincidentes”, disse o tucano. E fez mais: elogiou o atacante baiano Obina “agora goleador do meu Palmeiras”, além de defender a volta do time do Bahia, que arrasta lata atualmente na segunda divisão, para o grupo de elite do futebol brasileiro.

TEMPO E FÕLEGO – O em geral sisudo governador de São Paulo sorriu quase o tempo inteiro de sua passagem por Salvador. Até quando o governador Wagner defendeu a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência: “Meu amigo José Serra, se tudo continuar nesta tendência, teremos dois candidatos de muita qualidade em 2010. E o Brasil só tem a ganhar com isso.”, disse Wagner. Depois desejou “muita sorte” a seu colega paulista, mas, no caso da disputa presidencial, “só um pouco menos que a minha candidata”.

Mais cedo, antes de encontrar com Jaques Wagner e com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) ( com este último percorreu as amarradas obras do metrõ de Salvador), Serra concedeu entrevistas para emissoras de rádio e televisão.E ainda arranjou tempo e fôlego para uma reunião reservada com o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e com o presidente estadual do PSDB, Antonio Imbassahy.

Ufa!

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Posted on 10-08-2009
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Tito
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MEMÓRIA
Lembrando Frei Tito

Maria Olívia

Nesta data, no ano de 1974, Frei Tito de Alencar Lima se matou, aos 28 anos, em Arbresle, Sul da França, por não suportar as dores do exílio e as sequelas das torturas comandadas pela equipe de Sergio Fleury, em São Paulo, 1969. Foi o fim de um período de sofrimento para este cearense, frade dominicano, preso e barbaramente torturado, atormentado até a morte pela voz dos torturadores.

Importante lembrar esta página da nossa história. Frei Tito precisa ser conhecido pelos jovens brasileiros, este homem que acreditava no Evangelho e nas mudanças da sociedade. Em um Brasil mais justo e fraterno, sem tantas desigualdades. Diante de tantos enganos políticos, de tanta corrupção e violência vamos render nossas homenagens a este religioso que tanto lutou por um novo país, pelas liberdades, pelo movimento estudantil e contra a ditadura militar.

Uma dica : Assista ao filme Batismo de Sangue – de Helvécio Ratton, que também participou ativamente da luta contra a repressão -, baseado na história que Frei Beto contou em livro sobre Frei Tito e outros dominicanos durante a ditadura. Filme obrigatório.

Maria Olivia é jornalista

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Posted on 10-08-2009
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Marina e Wagner: abraços na UFBA/AgecomBa
marisilva

A senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, que está em Salvador, recebeu na manhã desta segunda-feira(10), o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O governador Jaques Wagner (PT) participou da cerimônia que ganhou forte apelo político nos últimos dias na Bahia, além do sentido acadêmico original.

Professores, estudantes, políticos e militantes do PT e do PV dividiram todos os espaços do auditório da histórica Faculdade de Medicina da UFBA, no Terreiro de Jesus, a primeira escola de estudos médicos do País. Jaques Wagner, emociopnado como a maioria do público, disse que está acostumado a homenagear muitas pessoas, mas que a senadora, que ele chamou de “irmã”, merecia essa homenagem por “sua densidade, conteúdo”. A senadora Marina Silva também ministrou a aula magna de início do segundo semestre da Ufba.

Antes de desembarcar na capital baiana, Marina já havia vivido fortes emoções no final de semana no Acre, seu estado natal, que ela representa no senado. A revista digital Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br) informa: durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV, o comportamento da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, “deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República”.

“Foram horas marcadas por ansiedade, choro e ranger de dentes. Em várias ocasiões, a senadora e seus aliados não conseguiram controlar a emoção. Choraram ao relembrar de fatos que foram permeados por apelos para que permaneça no PT”, assinala o Blog da Amazonia, do jornalista Altino Machado, no texto reproduzido pela TM.

Marina, Evangélica da Assembléia de Deus, tem jejuado e pediu a várias pessoas para que dobrem os joelhos em oração para que Deus a ilumine e mostre o melhor caminho, informa ainda a matéria do Blog da Amazõnia que Terra Magazine reproduz.

TANTAS EMOÇÕES – Durante as conversas, Marina Silva várias vezes se referiu ao PT como “o nosso partido”, mas um apelo evidenciou ainda mais a disposição dela de se desfiliar da legenda para estabelecer uma nova fase na sua trajetória política, informa Altino Machado.

– Vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT e mantenham a coesão da [coligação] Frente Popular do Acre para que possam ser ampliadas as conquistas até aqui alcançadas nos três mandatos consecutivos de nosso partido. Esse é um projeto político que tem dado certo no Estado – afirmou.

A primeira conversa de Marina Silva foi com a família dela, logo após desembarcar em Rio Branco na tarde sexta-feira. Parte da família veio do seringal Bagaço, onde a senadora nasceu. Prevaleceu entre todos o ponto de vista de “seu” Pedro, o pai dela, de que “o que ela decidir está decidido”.

A senadora se reuniu posteriormente com o governador Binho Marques (PT), a quem considera o maior amigo de sua vida, além de ser o principal aliado político dela. Marques a conheceu por acaso há mais de 28 anos, quando Marina estava grávida da filha Shalom e caiu. Ele a ajudou a se reerguer do chão e desde então fizeram parte de um grupo de teatro como atores, sendo que ela gostava mesmo era de costurar as roupas do figurino. Começaram a militância no PT e cursaram história na Universidade Federal do Acre.

Filho de uma família de classe média, considerado o “riquinho” do grupo, foi Marques quem pagou a inscrição dela na universidade, comprava livros e com quem compartilhou lutas no movimento estudantil. Nos últimos dias, o governador tem sido procurado por petistas de alto coturno que apelam para que ajude a dissuadir Marina Silva da aparente disposição de abandonar seus 30 anos de militância no PT.

– Tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado um projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz – é o que tem respondido de essencial o governador.

(Postado por Vitor Hugo Soares, em Salvador(BA), com informações do Blog da Amazonia e Terra Magazine, onde a íntegra do texto de Altino pode ser lida).

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Posted on 10-08-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 10-08-2009


A música para começar o dia no Bahia em Pauta, nesta segunda-feira de inverno baiano , é “Sapato Velho”, do Roupa Nova. Uma das mais perfeitas combinações de vocal e instrumental da Música Popular Brasileira . Uma música completa, em letra , arranjo e melodia, para qualquer dia e para qualquer tempo. Confira.

(Vito Hugo Soares)

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Posted on 10-08-2009
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Fátima e Wagner na Stock Car
Famendonça

Ecos da Stock Car no CAB:
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Enquanto o piloto Cacá Bueno abusava da prudência e da sorte para conquistar o primeiro Grande Prêmio da Bahia da fórmula Stock Car, domingo(9) no pioneiro circuito de rua da categoria , construído no Centro Administrativo (CAB) , chamava a atenção a pericia demonstrada pela primeira dama, Fátima Mendonça, ao volante de conversas políticas na pista do camarote do governador Jaques Wagner, repleto de antigos e novos aliados na fase pós-rompimento do PMDB comandado pelo ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, com o governo petista do Estado.

Notória amiga do peito de presidente Lula, de épocas bem mais remotas que o conhecimento relativamente recente do principal aliado federal do governo petista no PBDB baiano, a primeira dama ao lado de aliados que ela considera mais próximos, leais e confiáveis, dava a impressão de querer fazer com que suas palavras de descontentamento chegassem o mais distante possível. Quem sabe no próprio gabinete mais importantes do Palácio do Planalto?, segundo observadores próximos de olhos e ouvidos atentos, apesar do barulho ensurdecedor causado pelo ronco forte dos motores da Stock Car no CAB.

Fátima não poupou critícas ao comportamento do ministro Geddel e seu irmão Lúcio, presdidente estadual do partido, considerado “agressivo, desleal e descortês” (para dizer o mínimo) nos lances decisivos da ruptura com Wagner e o governo petista.

Ao lado do governador, no camarote do CAB, o vice Edmundo Pereira (PMDB), amigo pessoal de Wagner, considerado “fiel homem de partido”, mas que também não parece nada contente com a maneira como o alto comando do PMDB -leia-se Geddel, Lucio e o prefeito João Henrique Carneiro – conduzem o delicado processo de rompimento com o governo petista da Bahia. Fátima Mendonça recebeu, como em geral acontece quando ela reflete e fala sobre política e o governo de seu marido, repetidos sinais de aprovação durante a corrida.

Aguardam-se mais ruídos políticos, tanto no PT quanto no PMDB, agora que o barulho dos carros da Stock Car no Cab terminou.

A conferir

( Postado por:Vitor Hugo Soares)

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Posted on 10-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-08-2009

Mario Cravo Neto: o artista…
mario
…e a arte
cravo
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Deu no Correio da Bahia (edição on-line)

Familiares confirmaram que o fotógrafo baiano Mário Cravo Neto, 62 anos, filho do também artista Mário Cravo Jr., morreu vítima de um câncer de pele na tarde deste domingo (9). Segundo informações de uma fonte que trabalha com o artista, Mário Cravo estava internado há três semanas no Hospital Aliança depois de ter piorado o seu quadro médico.

Durante um ano ele permaneceu em São Paulo lutando contra um câncer. Em julho, retornou à capital baiana para dar continuidade ao tratamento

Nascido em 1947 em Salvador (BA), Cravo Neto começou na arte aos 18 anos, desenvolvendo trabalhos em escultura e fotografia. Ele participou de cinco bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983), além de inúmeras mostras de fotografia na Europa e nos EUA.

De repercussão internacional, a obra de Mário Cravo Neto tem como principal característica a ligação com o universo afro-cristão existente na cidade onde nasceu, Salvador. Suas fotografias possuem, ao mesmo tempo, influências dos mitos religiosos do candomblé e da cristandade.

Durante o ano de 1968, quando se mudou para Nova York, ele realizou uma série de fotografias em cores ‘On The Subway’ e produziu também suas primeiras esculturas de acrílico. Entre os livros publicados estão “Ex-Votos“, 1986, “Salvador“, 1999, “Laróyè“, 2000, “Na Terra sob Meus Pés”, 2003, e “O Tigre do Dahomey – A Serpente de Whydah”, 2004.

O corpo será velado na manhã desta segunda-feira (10) no cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana, onde será cremado às 11h.

Biografia
Mário Cravo Neto iniciou-se na arte da fotografia e da escultura em 1964. Estudou na Art Student’s League de Nova Iorque (1969-1970) e participou da 11ª., 12ª., 13ª.,14ª.,17ª. Bienal Internacional de São Paulo. ´

Em 1980 e 1995 recebeu o prêmio de Melhor Fotógrafo do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996 o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte e em 2004 o Prêmio Mario Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte.

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