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Posted on 08-08-2009
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Buscas de corpos no Hudson
desastre

O choque no ar, neste sábado, entre um helicóptero e um avião sobre o Rio Hudson, Nova Iorque, deve ter provocado a morte a todos os tripulantes e passageiros, incluindo uma criança e cinco turistas italianos, segundo o presidente da câmara novaiorquino. Três corpos já foram retirados das águas do rio por grupos de resgate que atuam na área do desastre aéreo, segundo inforamação da CNN.

“Infelizmente tudo indica que não será um acidente do qual se possa sobreviver, desde o primeiro momento”, disse o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, em uma entrevista coletiva. O avião transportava dois passageiros, dos quais uma criança, além do piloto. O helicóptero transportava cinco turistas italianos e um piloto, disse ainda Michael Bloomberg.

Os bombeiros já resgataram três corpos do rio, segundo a CNN acaba de informar, e são quase nulas as esperanças de ainda encontrar sobreviventes. “Receio que esta tragédia se tenha transformado de missão de resgate em missão de recuperação de cadáveres”, referiu o presidente da câmara de Nova Iorque.  A emissora de TV local NY1 mostrou imagens de barcos sobre os destroços que pareciam ter desaparecido na água.

As buscas prosseguem, durante a noite .

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da CNN e agências de notícias

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Solnado se vai; “enorme vazio” /PÚBLICO
solnado
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O presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, manifestou ”grande pesar” pela morte de Raul Solnado, que ”marcou uma época para sucessivas gerações de artistas”. O dirigente português assinalou ainda o percurso de Solnado como ator e dirigente da Casa do Artista.

Em sua mensagem de pesar, o presidente de Portugal destacou a grandiosidade humana e artística de Raul Solnado, ”figura bem conhecida e querida dos portugueses, cujo desaparecimento deixa um enorme vazio entre todos os que nos habituámos a  com ele conviver”.

Em nota enviada à agência de notícias Lusa, Cavaco Silva sublinhou também o ”extraordinário projeto de solidariedade que Solnado desenvolveu na Casa do Artista, de que ainda era diretor”.

Por estas razões, o presidente da República entende que Raul Solnado, ”um grande vulto do teatro, do cinema e da televisão é justo merecedor da mais profunda estima e consideração”.

Cavaco Silva disse, ainda, que prestava homenagem a um destacado personagem que perdurará na  ”história do teatro em Portugal e que soube granjear o respeito, a admiração e a amizade de quantos o conheceram”.

”Raul Solnado ficará na memória e no coração de todos os que acompanharam o seu percurso, enquanto artista e enquanto homem”, adiantou o chefe de Estado português.

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Raul Solnado morreu hoje às 10:50, aos 79 anos, na sequência de um quadro clínico cardiovascular grave, informou o hospital de Santa Maria, de Portugal. O corpo do ator Raul Solnado estará hoje em câmara ardente, a partir das 20 horas no Palácio das Galveias, em Campo Pequeno, Lisboa, onde já é numerosa a presença de pessoas para as últimas homenagens.

O funeral realiza-se neste domingo (9), às 18 :00  ( hora de Lisboa), no Cemitério dos Olivais, onde o seu corpo será cremado por vontade expressa do ator.

Raul Augusto Almeida Solnado, nasceu em 19 de outubro de 1929, na Madragoa, bairro onde pela primeira vez pisou o palco, na Sociedade Guilherme Cossul. Era humorista, apresentador e ator. Unanimemente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul em 1947, profissionalizando-se em 1952, com a apresentação de um sketch no Maxime.

O nome de Solnado foi-lhe dado pela família, de uma expressão que ouvira na aldeia de Fundada (Tomar) – “Acordem que já é sol nado”.

Em 1953 estreou no teatro de revista com “Viva o Luxo” (apresentado no antigo Teatro Monumental) e “Canta Lisboa”. Afirmou em entrevista à Lusa, em 2002, ter-se tornado desde então “uma fábrica de rir”. No teatro, protagonizou peças de sucesso como “O Vison Voador”, de 1968, que esteve dois anos em cena. Antes, em 1961, gravou o sketch radiofônico de grande sucesso “A Guerra de 1908”.

(Postado por Vitor Hugo Soares , com informações do Diário de Notícias e agências europeias de notícias)

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CRÔNICA VIVA

VERSOS (E REVERSOS) DE SARNEY

Janio Ferreira Soares

Em agosto de 1989, após uma dura luta contra o câncer, morria o grande mestre Luiz Gonzaga. Vinte anos depois, vendo o senador José Sarney agarrar-se com unhas, dentes e bigode à cadeira da presidência do Senado, me vem à lembrança os versos de A Triste Partida, genial composição de Patativa do Assaré que Gonzagão imortalizou com seu inconfundível estilo, que narra a saga de uma família nordestina a caminho de São Paulo. (Para quem não lembra, essa canção é aquela que começa com um lamento de um pobre pai sertanejo que depois de constatar a inexorável pressa do tempo e a falta de chuva em suas terras (“Setembro passou, Outubro e Novembro, já tamo em Dezembro, meu Deus, que é de nós?”), joga a sua turma em cima de um caminhão e parte para São Paulo em busca de seus sonhos).

Tenho a leve impressão de que todo dia, ao sair do Senado, Sarney deve cantarolar estes mesmos versos, mudando apenas a ordem dos meses e, claro, atropelando a métrica, o ritmo e o bom senso.
Na sua versão, Fevereiro passou, Março e Abril também, Maio, Junho e Julho já eram, e “já tamo em Agosto, meu Deus, que é de mim?” (Ou, no seu caso, “de nós”, aí dependendo se ele quer incluir no seu pau-de-arara, Renan, Collor e até o presidente Lula, já que aquela baixaria protagonizada pelo senador alagoano contra ele e sua filha, Lurian, parece que chafurdou definitivamente nas profundezas desse enredo de quinta categoria).
Aliás, o Senado deveria contratar com certa urgência um pai de santo ou algo parecido para executar uns trabalhos de descarrego na cadeira presidencial e no seu entorno, já que os últimos que por lá passaram não tiveram tempo sequer de se coçar.
Foi assim com ACM, que apesar de aparentemente protegido por certos Orixás baianos não resistiu à tentação de saber como votavam os colegas e dançou; foi assim com o Don Juan da Pajuçara, Renan Calheiros, que também não soube resistir à outra tentação, digamos, mais diabólica e da cor do pecado, que o levou do gozo eterno ao quinto dos infernos em pouquíssimo espaço de tempo; e, por fim, está chegando à vez do nosso Sarney, que poderia muito bem ter continuado na sua, escrevendo artigos e arrumando empregos para netas, genros e agregados, mas não.

Abduzido pela doce tentação de poder praticar centenas de atos secretos sem pensar no amanhã, ele agora está prestes a seguir o mesmo destino de seus antecessores, que, é bom que se diga, perderam a coroa, mas não a majestade.
Na seqüência de A Triste Partida, depois de vender o jumento, o cavalo e até o galo, a família pega a estrada. No meio do caminho, os filhos começam a lembrar do que deixaram pra trás e choram. Um deles pergunta ao pai: “e meu pobre cachorro, quem dá de comer?”. Já o outro, falando com a mãe, diz: “mãezinha, e meu gato? Com fome e sem trato, Mimi vai morrer.” No embalo, a filhinha, tremendo de medo, diz: “mamãe, e meus brinquedos, minha boneca e meu pé de fulô?”.

Patativa morreu em 2002. ACM, em 2007. Renan e Collor continuam soltos e fagueiros. Sarney, mesmo perdendo, ganha. Lula é ele mesmo e suas circunstâncias. E com você, tudo bem?

Janio Ferreira Soares , cronista da região do Vale do São Francisco, é o atual secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso (BA).

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Posted on 08-08-2009
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Rosane: premiada em Harvard
Rosantana
A música para começar o dia no Bahia em Pauta, neste sábado, na verdade são duas. Ambas vão dedicadas à jornalista Rosane Santana, uma colaboradora e incentivadora especial deste site-blog, que recebeu nesta sexta-feira (7), o Prêmio “Dean`s Essay Contest”, da Universidade americana de Harvard, em Boston, onde ela reside e estuda. A primeira é “Clube de Esquina 2”, uma típica canção de amigos, na voz do criador e intérprete, Lô Borges, que em seguida canta também a maravilhosa “Girassol”, ambas ao vivo, no grande show de 1984. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 08-08-2009
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Zé Alencar: quanta semelhança!
jalencar
Zé Sarney: quanta diferença!
jsarney
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ARTIGO DA SEMANA

REVELAÇÕES DO PODER

Vitor Hugo Soares

No começo da semana, durante os ensaios na televisão da ópera bufa encenada quinta-feira (6) no plenário do Senado, com o presidente da Companhia no papel de ridículo e desconcertante personagem central, o autor destas linhas cuidava do blog que edita em Salvador desde fevereiro deste ano, com descobertas surpreendentes a cada dia.

Exemplo: abrir a caixa de mensagens eletrônicas e encontrar uma duplamente especial. Primeiro, porque oferecia preciosas informações sobre casos impunes de favorecimentos de governos e instituições públicas, benesses à mãos cheias distribuídas às custas do erário, tema que permeia tantos escândalos ultimamente – federais, estaduais e municipais – entre eles o do senador Sarney (PMDB-AP), um dos mais deslavados.

Em segundo lugar, a mensagem trazia a assinatura do advogado Inácio Gomes, uma referência pessoal e profissional desde sempre, e mais ainda na época em que ele e uns poucos em sua profissão arrostavam perigos pessoais e profissionais na defesa de presos e perseguidos políticos na Bahia, como o ex-deputado Chico Pinto (“este exemplo de parlamentar”, como dizia Ulysses Guimarães). Tempo em que muitos juristas eminentes – e também políticos com mandatos que agora se apresentam em plenário como audazes paladinos da democracia e da coragem cívica em um tempo de covardia – costumavam correr, como o diabo da cruz, de gente com problemas com o regime discricionário em construção.

Quinta-feira, seis de agosto, será lembrada como marco dos tempos temerários que atravessamos. Era dia também do aniversário de nascimento do imenso Adoniran Barbosa, que teria festejado 99 anos naquela data. Mal comparando, o ambiente no Senado, em Brasília, lembrava aquele velho bar do bairro Bixiga, cenário do samba antológico sobre o valentão Nicholas, soberano no meio da pancadaria generalizada em que voavam pizzas e bracholas para todo lado. No breque do samba antigo, diante dos estragos da briga, o conselho atualíssimo do gênio dos Demônios da Garoa, no vídeo do You Tube em que ele canta com Elis Regina: “A situação está cínica. Os mais pió vai pras Crínicas”.

Pode até não parecer, mas isso não é só passado. Fala-se aqui também da história que esta sendo escrita desta quadra nebulosa da vida política nacional. Inácio recorda na mensagem seus encontros com o ex-governador e ex-ministro Antonio Balbino de Carvalho Filho, outra figura legendária da política baiana e nacional, do tempo em que era comum se ouvir que o poder corrompe. “Seu Inácio, o poder não corrompe. O poder revela!”, ensinava Balbino ao jovem advogado.

Quanta verdade e atualidade em tão poucas palavras. Basta citar dois personagens da semana. Um deles é o maranhense José Sarney, senador pelo Amapá, presidente de um dos poderes da nação, peixe grande apanhado em rede de desvios, favorecimentos, falsificações e, agora também em falta com a verdade, na qual se enrola cada dia mais até o pescoço. O outro é o mineiro José Alencar, vice-presidente da República, em sua batalha contra o mal insidioso que não lhe dá trégua, mas contra o qual ele guerreia não apenas “armado de muita fé”, mas de ação e exemplos comoventes e inspiradores. Símbolo revelador ambulante de que o poder é incapaz de corromper a tudo e a todos.

Recordo do poderoso empresário mineiro que vi de perto pela primeira vez na campanha presidencial de 2002, quando Alencar visitava a histórica Associação Comercial da Bahia, em meio a um dos maiores temporais já vistos em Salvador. Garganta inflamada, queimando-se em febre de quase 39 graus, chegou a figura que parecia saída das páginas de um livro de Guimarães Rosa, debaixo da chuva naquela noite de trovões e relâmpagos assustadores. Vinha pedir aos seus pares que dessem uma chance ao “companheiro”, líder dos sindicatos do ABC, na disputa pela presidência da República.

Quanta semelhança, física e moral, com a figura que apareceu esta semana no Jornal Nacional, da Rede Globo, horas antes de embarcar em um avião para os Estados Unidos, de onde já está de volta, para seguir o tratamento experimental que faz contra o câncer no abdome. “Estamos lutando bravamente porque temos recebido também um apoio que nós não sabemos como agradecer. Uma corrente nacional, que é feita a meu favor neste caso do câncer. É uma coisa que confesso a você que eu não sei se mereço isso, sinceramente”, diz o modesto e firme Alencar.

Quanta diferença das imagens confusas e titubeantes de Sarney, quando posto também diante das câmeras implacáveis da tevê e dos olhos da opinião pública. Que falta faz Adoniran Barbosa! Quem sabe, em outro samba antológico como o do valentão Nicholas, ele nos diria para onde Sarney deve ser levado. Saudades!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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