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Postado em 06-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 06-08-2009 23:41


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Deu no Diário de Notícias (LISBOA)

“O presidente da câmara municipal de Hiroshima, cidade mártir do oeste do Japão, apelou à abolição total das armas nucleares até 2020, por ocasião do 64º aniversário do primeiro ataque atómico da história.

Cerca de 50.000 pessoas, entre as quais sobreviventes da bomba atómica jogada pelos Estados Unidos, reuniram-se no memorial dedicado às vítimas, na presença do Primeiro-ministro Taro Aso e de representantes de sessenta países.

Tadatoshi Akiba, presidente da câmara municipal da cidade, elogiou o presidente norte-americano Barack Obama pelas suas posições anti-nucleares, durante um discurso pronunciado a alguns metros “da Cúpula de Genbaku”.

Este antigo salão de exposições, do qual permanecem apenas as ruínas calcinadas, foi a única construção a permanecer de pé perto do lugar onde a bomba explodiu na manhã de 6 de Agosto de 1945.

O presidente da câmara municipal recordou as palavras do presidente Obama, o qual sublinhou que como única potência nuclear que recorreu à arma suprema, os Estados Unidos têm “a responsabilidade moral de agir” para conseguir um Mundo desnuclearizado.

“A abolição das armas nucleares é o desejo não somente dos hibakusha (sobreviventes da bomba atómica) mas também da maioria dos povos e das nações deste planeta”, disse Akiba.

“Nós, a grande maioria no Mundo, qualificamo-nos de “Obamajorité” e apelamos ao resto do Mundo para se juntar a nós para eliminar todas as armas nucleares até 2020″, acrescentou.

A 08:15, hora do Japão, momento preciso em que a primeira bomba atómica da história explodiu, os participantes na cerimónia levantaram-se e rezaram em silêncio em memória das dezenas de milhares vítimas. Entre 6 de Agosto e 31 de Dezembro de 1945, foi contabilizado um total de 140.000 mortos.

Três dias após o ataque contra Hiroshima, os Estados Unidos largaram uma segunda bomba sobre a cidade de Nagasaki, mais a Sul, que fez 70.000 mortos.

O Japão aceitou a rendição a 15 de Agosto.

Os Estados Unidos nunca apresentaram desculpas pelas vítimas inocentes

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