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Postado em 03-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-08-2009 21:40

Lucia vira celebridade nos EUA
portuguesa
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Pacata moradora de Boston, funcionária da famosa universidade de Harvard, no estado de Massachusetts, a lusodescendente Lucia Whalem nunca fez nada para ser famosa. Mas, de repente virou celebridade, em toda a América,  como a mulher que semeou a primeira polêmica racial da Presidência de Barack Obama.

O 4 de julho de 2009 foi o dia em que a vida de Lucia mudou. Ela estava a caminho do emprego, no Departamento de Revistas da Universidade de Harvard, quando uma senhora apontou para dois indivíduos que estariam supostamente tentando arrombar uma casa.

O Diário de Notícia, de Lisboa, em reportagem detalhada sobre os antecedentes do polêmico caso, conta que Lucia chamou a polícia, que apareceu na figura de James Crowley. Quando o sargento chegou, já o suposto ladrão – na verdade o professor afro-americano Henry Gates, regressado da Ásia – estava no interior da casa que (não se sabia) era sua. Os dois envolveram-se numa discussão. Crowley chamou reforços – nos quais estaria outro lusodescendente – e a polícia acabou por prender Gates durante algumas horas até confirmar a versão do detido.

Tudo não teria passado de um mal-entendido, não fosse o caso ter ganho contornos raciais e tornar-se um escândalo nacional, que apanhou Lucia e Barack Obama pelo meio, assinala a matéria do DN.

Segundo o jornal português, o polícial escreveu no relatório que Lucia lhe tinha descrito dois homens negros, com mochilas, tentando arrombar uma porta. O presidente americano criticou-o por “agir de forma estúpida”. Nos jornais, Lucia tornou-se “a branca racista que denunciou um negro que teve um problema na fechadura quando tentava entrar em casa”.

A lusodescendente desmentiu, através de seu advogado, a versão da polícia: “Ela não falou a ninguém em ‘dois homens negros’. Ela nunca usou a palavra negro.” Em resposta aos jornais, acrescentou: “Lucia Whalem tem pele cor de azeitona e é descendente de portugueses. Quando se olha para ela não se pensa “aqui está uma mulher branca. Imagina-se que ela é hispânica.”

Os insultos – segundo a matéria do jornal português – só acabaram quando foram publicadas as gravações da conversa telefônica com a polícia. Numa entrevista coletiva, a portuguesa disse estar satisfeita por a verdade ter vindo à tona. Quando lhe perguntaram se estava arrependida, respondeu que “voltaria a fazer o mesmo”.

Entretanto, Obama pediu desculpa pelas suas palavras e recebeu Crowley e Gates para uma cerveja na Casa Branca, dando início à chamada “diplomacia da Cerveja” nos Estados Unidos.

(Postado por: Vitor hugo Soares, com informações do Diário de Notícias, de Lisboa)

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Comentários

Regina on 3 agosto, 2009 at 23:40 #

Como todos sabemos, em toda estória ha pelo menos duas versões. Tenho entendido que o pivô da discussão foram as palavras do professor ao ser abordado pelo Sargento Crowley e este lhe pediu que se identificasse: “Por que? Sera porque eu sou negro na América? Eu tambem quero ver sua identificação…”
Acho tambem que a “diplomacia da cerveja”, falhou quando não convidou Lucia para a mesa da reconciliação.
A liberaçãoo dos tapes da chamada dela deixou claro que a questão racial nao foi iniciada por ela.


[…] no estado de Massachusetts, a lusodescendente Lucia Whalem, nunca fez nada … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]


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