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Postado em 03-08-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-08-2009 16:48

Cartier-Bresson, o fotógrafo…
bresson
…E a fotografia
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Numa segunda-feira, 2 de agosto de 2004, morria no sul da França o mago da fotografia, Henri Cartier-Bresson, para muitos o verdadeiro fundador do fotojornalismo. Nascido em 22 de agosto de 2006, se vivo estivesse, Cartier-Bresson completaria 103 anos de idade, este mês, e o mundo inteiro certamente festejaria com ele. Cartier foi velado no dia 3 e supultado numa quarta-feira, 4 de agosto.

Bahia em Pauta reproduz, a seguir, a notícia da morte Bresson publicada pela revista brasileira ÉPOCA. As fotos foram garimpadas na internet, uma delas vista com emoção pelo editor deste site-blog em 2005, exposto em uma galeria em Montparnasse, durante um passeio por Paris um ano depois da morte do notável fotógrafo, ou melhor, do insuperável artista da imagem em movimento. Um reporter fotográfico com olho e coração. Saudades!

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Morre o fotógrafo Cartier-Bresson

“O legendário fotógrafo Henri Cartier-Bresson, que viajou pelo mundo por mais de meio século capturando o drama humano com sua câmera, morreu na França aos 95 anos. O ministério da França disse que Cartier-Bresson morreu na segunda-feira e que o funeral seria feito nesta quarta. Informações da mídia francesa dizem que ele morreu em l’Ile-sur-Sorgue, na zona rural de Vaucluse, região no sul da França.

Cartier-Bresson fotografou para as revistas Life, Vogue e Harper’s Bazaar e seu trabalho inspirou gerações de fotógrafos. Cartier-Bresson tornou-se um patrimônio nacional, embora fosse contra ser fotografado e dar entrevistas.

Enquanto sua fama internacional foi gerada por exibições e publicações pelo mundo todo, Cartier-Bresson ganhou reconhecimento por dois documentários que fez sobre assistência médica às pessoas fiéis ao governo durante a Guerra Civil Espanhola e sobre prisioneiros franceses de guerra que retornaram para casa no final da Segunda Guerra Mundial.

A arte de Cartier-Bresson

Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1906 em Chanteloup. Filho mais velho de três crianças, era interessado em pintura. Aos 20 anos, foi estudar arte com o pintor cubista André Lhote.

“Ele foi talvez o grande fotógrafo do século 20”, disse John Morris, que conheceu Cartier-Bresson na porta do hotel Scribe em Paris, cinco dias depois dos alemães deixarem a cidade no fim da Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, quando Morris era editor executivo da Magnum, Cartier-Bresson trabalhou com ele. Eles ficaram amigos pelo resto da vida.

Gary Knight, diretor da agência de fotografia VII, chamou Cartier-Bresson de um dos fotógrafos mais influenciadores de todos os tempos. “Ele inspirou pessoas e definiu a fotografia em um período crucial, quando pequenas câmeras estavam virando modernas e sua natureza estava mudando”, disse Knight.

“Em qualquer coisa que faça, deve existir uma relação entre o olho e o coração”, disse o fotógrafo uma vez. “Com o olho que está fechado, olha-se para dentro, com o outro que está aberto, olha-se para fora.”

Com seu senso particular de tempo e intuição, Cartier-Bresson capturou a presença de lugares e culturas, diferentes de William Faulkner e dos revolucionários chineses. Ele desprezou fotógrafos arranjados e ambientes artificiais e disse que os fotógrafos deveriam fotografar com precisão e de forma rápida.

Seu conceito de fotografia estava centrado no que ele descrevia como “o momento decisivo”, o momento em que se evoca uma significância final de uma situação, onde os elementos externos ficam perfeitamente no lugar.

Cartier-Bresson fotografava com a Leica, a silenciosa das câmeras, trabalhando somente com filme preto e branco, e notavelmente sem flash. Colocar um objeto sob luz artificial, ele disse uma vez, era uma maneira certa de destruí-lo. Ele também era contra o corte das fotografias, dizendo que isso diluía o significado delas.

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Comentários

Luiz Nova on 5 agosto, 2009 at 8:08 #

Vítor, parabéns pelo site. Reencontrei a qualidade do enfoque, a precisão no apurar o fato e independência no interpretar e opinar. Outro aspecto enriquecedor é o permanente resgate do que o passado tem de bom, como é o caso do comentário sobre Cartier-Bresson. Continua o mestre de sempre.
abraço de quem continua aprendendo com vc.


vitor on 5 agosto, 2009 at 12:10 #

Luis Nova:

Bahia em Pauta, e seu editor, sentem-se mais felizes ainda pela possibilidade deste feliz reencontro. Afinal é a palavra de uma figura exemplar: ser humano generoso e leal, digno ex-parlamentar, competente professor universitário e belo jornalista que poderia ter sido se assim o quisesse, como demonstram as matérias na ex-Radio JB e os textos na sucursal do Jornal do Brasil em Salvador. Chega mais, tire o que está escondido na gaveta (tenho certeza!)ou escreva coisas novas, pois Bahia em Pauta precisa de reforços de gente (Gente mesmo, com G maiúsculo) como você.


Luiz Nova on 6 agosto, 2009 at 10:04 #

Vitor, muito obrigado pelas palavras. No jornalismo, os responsáveis foram vc, na sucursal, e o Estevam Dulci, na Rádio. Estevam, perdi de vista, mas vc tenho o prazer de acompanhar, mesmo à distância.
Sob sua coordenação topo qualquer parada. Vou produzir algo. abraço


vitor on 6 agosto, 2009 at 14:40 #

Caro Lula

Que boa notícia você dá ao Bahia em Pauta! Vamos ficar esperando com o tapete vermelho preparado para quando chegar a hora.

Estevam anda pelas montanhas de Minas, que alimentam seu espírito, seus textos e suas criações poéticas e literárias sempre brilhantes. Bob Fernandes andou por lá recentemente e ficou de localiza-lo, juntamente com Roberto Gonçalves (lembra?), onde Dulci estiver.

Que bom se ele também desse as caras e grande talento por essas esquinas cibenérticas do Bahia em Pauta, não? Quem sabe…


Luiz Nova on 6 agosto, 2009 at 21:15 #

Este time, sim, faz justiça ao site e o site a eles.


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