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Posted on 03-08-2009
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Protesto em Tel Aviv
Tel Aviv
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Dana Olmert: voz contra a intolerância

Dana

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“É um crime contra os homosexuais e lésbicas, mas também contra todos aqueles que defendem a liberdade e a tolerância. Se se confirma que o assassino é um homófobo, alguns deven fazer uma reflexão pessoal por suas declarações intolerantes”, protesta Dana Ormett, a filha do ex-primeiro ministro de Israel, Ehud Ormett, ao condenar o atentado contra um centro de apoio a homossexuais, durante uma festa de jovens em Tel Aviv na noite do último sábado, que deixou dois mortos e 15 feridos.

Segundo o jornal espanhol El Mundo, não se trata de uma manifestação a mais da comunidade gay e lésbica de Israel, em profundo luto pelo ataque armado em Tel Aviv que acabou com a vida de dois jovens. Seu nome é muito comum, mas não seu sobrenome, Olmet. Pela primeira vez em muitos anos, a filha do ex-primeiro ministro israelíta, Ehud Olmert, “saiu do armário midiático”, diz o diário espanhol em matéria publica em sua edição desta segunda-feira(3).

É certo também que Dana Olmert nunca ocultou que é lésbica, vive com sua filha e sua companhjeira, participa de manifestações e desfiles gays. Mas o frio assassinato de Tel Aviv a convenceu a falar mais abertamente.

Dana -diz La Nacion- aponta suas críticas aos antigos aliados de seu pai no governo, o partido ultraortodoxo Shas. Apesar deste movimento social e político ter emitido domingo uma firme condenação do assassinato, Dana Olmert não esquece algumas declarações do passado.

COMO GRIPE SUINA – “Um dos problemas é que alguns dirigentes ultraortodoxos fazem comentarios homofóbicos e ninguém se levanta contra. “Criaram um caldo de cultura para o ódio”, denuncia. O ex-deputado Shlomo Benizri ofereceu em determinado momernto “ajuda para que os homossexuais sejam tratados e curados por profissionais”. O atual deputado Nissim Zeev durante o último desfile gay em Jerusalém, disse: “É preciso tratar os homossexuais como se tivessem a gripe suina”.

A classe política israelita -normalmente muito dividida- se une na condenação ao atentado de Tel Avivi. À firme condenação do primeiro ministro israelita, Benjamín Netanyahu e do presidente, Simón Peres, se soma a mais emotiva de Tzipi Livni. A atual líder da oposição foi a estrela da manifestação que atravessou a avenida Rothschild até chegar à adjacente e pequena rua Najmani, onde está a sede atacada da asociação juvenil gay.

“Mesmo que não saibamos ainda todos os detalhes, o ódio existe e precisa ser combatido. Este atentado deve despertar a sociedade para desprende-se de seus preconceitos e respeitar a todos os cidadãos, independentemente de sua orientação sexual”, disse Livni que arrancou aplausos da dolorida comunidad gay ao exclamar: “Este crime de ódio deve dar força ao jovem para que possA dizer aos seus pais: “Papai, mamãe, sou homosexual! ou sou lesbica!”.

O portavoz da Policia, Avi Tsabari, negou firmemente a El Mundo as informações sobre uma suposta recomendação de fechar , por precaução, os locais, centros e bares homosexuais do país. “Que ninguém se engane. Este local, como outros muitos da comunidade, seguirão abertos. É nossa grande vitória contra os assassinos”, disse a El Mundo, o proprietário do Bar EVITA, um dos mais frquentados pela comunidade dos gays israelenses, vizinho ao local do atentado de sábado , em que “um assassino converteu o sonho gay e plural de Tel Aviv em um sangrento pesadelo de verão em Israel”.

(Texto traduzido de El Mundo, de Madri, por Vitor Hugo Soares)

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Posted on 03-08-2009
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Lucia vira celebridade nos EUA
portuguesa
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Pacata moradora de Boston, funcionária da famosa universidade de Harvard, no estado de Massachusetts, a lusodescendente Lucia Whalem nunca fez nada para ser famosa. Mas, de repente virou celebridade, em toda a América,  como a mulher que semeou a primeira polêmica racial da Presidência de Barack Obama.

O 4 de julho de 2009 foi o dia em que a vida de Lucia mudou. Ela estava a caminho do emprego, no Departamento de Revistas da Universidade de Harvard, quando uma senhora apontou para dois indivíduos que estariam supostamente tentando arrombar uma casa.

O Diário de Notícia, de Lisboa, em reportagem detalhada sobre os antecedentes do polêmico caso, conta que Lucia chamou a polícia, que apareceu na figura de James Crowley. Quando o sargento chegou, já o suposto ladrão – na verdade o professor afro-americano Henry Gates, regressado da Ásia – estava no interior da casa que (não se sabia) era sua. Os dois envolveram-se numa discussão. Crowley chamou reforços – nos quais estaria outro lusodescendente – e a polícia acabou por prender Gates durante algumas horas até confirmar a versão do detido.

Tudo não teria passado de um mal-entendido, não fosse o caso ter ganho contornos raciais e tornar-se um escândalo nacional, que apanhou Lucia e Barack Obama pelo meio, assinala a matéria do DN.

Segundo o jornal português, o polícial escreveu no relatório que Lucia lhe tinha descrito dois homens negros, com mochilas, tentando arrombar uma porta. O presidente americano criticou-o por “agir de forma estúpida”. Nos jornais, Lucia tornou-se “a branca racista que denunciou um negro que teve um problema na fechadura quando tentava entrar em casa”.

A lusodescendente desmentiu, através de seu advogado, a versão da polícia: “Ela não falou a ninguém em ‘dois homens negros’. Ela nunca usou a palavra negro.” Em resposta aos jornais, acrescentou: “Lucia Whalem tem pele cor de azeitona e é descendente de portugueses. Quando se olha para ela não se pensa “aqui está uma mulher branca. Imagina-se que ela é hispânica.”

Os insultos – segundo a matéria do jornal português – só acabaram quando foram publicadas as gravações da conversa telefônica com a polícia. Numa entrevista coletiva, a portuguesa disse estar satisfeita por a verdade ter vindo à tona. Quando lhe perguntaram se estava arrependida, respondeu que “voltaria a fazer o mesmo”.

Entretanto, Obama pediu desculpa pelas suas palavras e recebeu Crowley e Gates para uma cerveja na Casa Branca, dando início à chamada “diplomacia da Cerveja” nos Estados Unidos.

(Postado por: Vitor hugo Soares, com informações do Diário de Notícias, de Lisboa)

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Posted on 03-08-2009
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Cartier-Bresson, o fotógrafo…
bresson
…E a fotografia
hcbresson
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Numa segunda-feira, 2 de agosto de 2004, morria no sul da França o mago da fotografia, Henri Cartier-Bresson, para muitos o verdadeiro fundador do fotojornalismo. Nascido em 22 de agosto de 2006, se vivo estivesse, Cartier-Bresson completaria 103 anos de idade, este mês, e o mundo inteiro certamente festejaria com ele. Cartier foi velado no dia 3 e supultado numa quarta-feira, 4 de agosto.

Bahia em Pauta reproduz, a seguir, a notícia da morte Bresson publicada pela revista brasileira ÉPOCA. As fotos foram garimpadas na internet, uma delas vista com emoção pelo editor deste site-blog em 2005, exposto em uma galeria em Montparnasse, durante um passeio por Paris um ano depois da morte do notável fotógrafo, ou melhor, do insuperável artista da imagem em movimento. Um reporter fotográfico com olho e coração. Saudades!

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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Morre o fotógrafo Cartier-Bresson

“O legendário fotógrafo Henri Cartier-Bresson, que viajou pelo mundo por mais de meio século capturando o drama humano com sua câmera, morreu na França aos 95 anos. O ministério da França disse que Cartier-Bresson morreu na segunda-feira e que o funeral seria feito nesta quarta. Informações da mídia francesa dizem que ele morreu em l’Ile-sur-Sorgue, na zona rural de Vaucluse, região no sul da França.

Cartier-Bresson fotografou para as revistas Life, Vogue e Harper’s Bazaar e seu trabalho inspirou gerações de fotógrafos. Cartier-Bresson tornou-se um patrimônio nacional, embora fosse contra ser fotografado e dar entrevistas.

Enquanto sua fama internacional foi gerada por exibições e publicações pelo mundo todo, Cartier-Bresson ganhou reconhecimento por dois documentários que fez sobre assistência médica às pessoas fiéis ao governo durante a Guerra Civil Espanhola e sobre prisioneiros franceses de guerra que retornaram para casa no final da Segunda Guerra Mundial.

A arte de Cartier-Bresson

Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1906 em Chanteloup. Filho mais velho de três crianças, era interessado em pintura. Aos 20 anos, foi estudar arte com o pintor cubista André Lhote.

“Ele foi talvez o grande fotógrafo do século 20”, disse John Morris, que conheceu Cartier-Bresson na porta do hotel Scribe em Paris, cinco dias depois dos alemães deixarem a cidade no fim da Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, quando Morris era editor executivo da Magnum, Cartier-Bresson trabalhou com ele. Eles ficaram amigos pelo resto da vida.

Gary Knight, diretor da agência de fotografia VII, chamou Cartier-Bresson de um dos fotógrafos mais influenciadores de todos os tempos. “Ele inspirou pessoas e definiu a fotografia em um período crucial, quando pequenas câmeras estavam virando modernas e sua natureza estava mudando”, disse Knight.

“Em qualquer coisa que faça, deve existir uma relação entre o olho e o coração”, disse o fotógrafo uma vez. “Com o olho que está fechado, olha-se para dentro, com o outro que está aberto, olha-se para fora.”

Com seu senso particular de tempo e intuição, Cartier-Bresson capturou a presença de lugares e culturas, diferentes de William Faulkner e dos revolucionários chineses. Ele desprezou fotógrafos arranjados e ambientes artificiais e disse que os fotógrafos deveriam fotografar com precisão e de forma rápida.

Seu conceito de fotografia estava centrado no que ele descrevia como “o momento decisivo”, o momento em que se evoca uma significância final de uma situação, onde os elementos externos ficam perfeitamente no lugar.

Cartier-Bresson fotografava com a Leica, a silenciosa das câmeras, trabalhando somente com filme preto e branco, e notavelmente sem flash. Colocar um objeto sob luz artificial, ele disse uma vez, era uma maneira certa de destruí-lo. Ele também era contra o corte das fotografias, dizendo que isso diluía o significado delas.

ago
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Posted on 03-08-2009
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Deu na coluna

Na Tribuna da Bahia, edição desta segunda-feira (3), o jornalista Alex Ferraz publica a seguinte nota em sua coluna diária:

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O Brasil não é o Maranhão!

“O Maranhão é puro Brasil. Praias e rios lindos, uma capital, São Luís, que reúne preciosidades do patrimônio arquitetônico e histórico do Brasil e um povo maravilhoso e que adora um bom reggae. Mas o Brasil, senhor José Sarney, não é o Maranhão que o sr. domina com mãos de ferro desde que se tornou poderoso e dividiu, qual capitanias hereditárias, com a sua família. Se, infelizmente, o senhor consegue censurar a imprensa no seu estado ou, no mínimo, amiudá-la com a pressão dos seus meios de comunicação, não tente fazer o mesmo com o País, mesmo com os abraços amigos do presidente  da República. A censura abjeta ao jornal O Estado de S. Paulo, perpretada pelo senhor através do desembargador Dácio Vieira (seu amigo fiel, como mostra foto publicada ontem pelo Estadão), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, desmerece até mesmo o seu passado de presidente da República, cargo, aliás, que o senhor assumiu graças à misteriosa e fatal doença do verdadeiro eleito, Tancredo Neves, e que encerrava o ciclo da ditadura militar, esta sim, que sempre teve gosto desmedido pela censura. Excelentíssimo senhor presidente (ainda!) do Senado: a censura à imprensa é ato típico de quem não tem a dignidade de censurar a si próprio quando tentado a assumir atitudes venais. Infelizmente, o Brasil que vivemos hoje, inclusive, com discursos de tanta gente dita de esquerda, e até vítima das torturas do regime militar, está pleno de corruptos e corruptores que não titubeiam em culpar a mídia pelos atos infames que adotaram. Ou seja, o errado não é locupletar-se às custas dos cofres públicos, mas sim divulgar isso! Felizmente, se é que ainda há neste país algum resquício de mentalidade digna, parece que Vossa Excelência deu um tiro no pé.  E tiro de misericórdia!

Esclarecendo

Para quem ainda não sabe, José Sarney conseguiu, através do juiz e desembargador amigo Dácio Vieira, uma liminar para calar o jornal O Estado de S.Paulo, que vinha divulgando o conteúdos de conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, tendo como principal personagem o filho de Sarney, Fernando, envolvendo-se em assuntos de empregar parentes no Senado e outras atitudes suspeitas. O juiz estendeu a censura a toda a imprensa, na medida em que proibiu também que qualquer jornal divulgue os textos já publicados pelo Estadão.

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LEIA INTEGRA DA COLUNA DE ALEX NA TRIBUNA DA BAHIA

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Posted on 03-08-2009
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Massa sai do hospital/Imagem UOL
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O Diário de Notícias, de Lisboa, informa em sua edição online que piloto brasileiro de Ferrari, Felipe Massa, que já está voando de volta para Brasil, revelou que não tem memória do grave acidente que sofreu no Grande Prémio da Hungria de Fórmula 1. O jornal português cita uma entrevista de Massa, publicada nesta segunda-feira no site da Ferrari, postada pouco antes do pitolo deixar Budapeste.

“Sei que me aconteceu algo, mas não senti nada quando aconteceu. A última coisa que tenho na lembrança era de estar atrás de (Rubens) Barrichello no final da segunda ronda da qualificação. Depois não há mais nada”, referiu Massa, na entrevista citada pelo DN.
Massa teve alta hoje do hospital de Budapeste, onde ficou internado durante uma semana, depois de uma mola do carro do seu compatriota Rubens Barrichello (Brawn GP) ter atingido sua cabeça, quando seguia a cerca de 200 km/h.

Na entrevista ao site da escuderia italiana, Massa revelou que só despertou “dois dias depois” do acidente, mas disse que se sente “muito melhor” e que quer se recuperar “no menor tempo possível para voltar à pista e ao volante de um Ferrari” Sobre o alemão Michael Schumacher, que o vai substituir nas próximas provas, Felipe Massa disse que o heptacampeão mundial é “a melhor opção possível”.

“Sabe ganhar, sabe pilotar e é muito bom. Foi feita a melhor opção possível, dando o carro a uma pessoa fantástica, e estou seguro de que todos estarão contentes por vê-lo voltar a correr”, disse.
Na hora de regressar a São Paulo, Massa agradeceu “antes de mais a Deus”, mas também “aos médicos da pista e do hospital de Budapeste”, assim como a “todos os que rezaram” por ele e escreveram no seu site na Internet e no da Ferrari.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Diário de Notícias, em Portugal e site da Ferrari, na Itália)

ago
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Posted on 03-08-2009
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Balbino: “o poder revela”
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O editor do Bahia em Pauta recebeu do advogado Inácio Gomes uma mensagem eletrônica com informações relevantes sobre a questão do pagamentos de jetons a secretários de estado a título de complemento salarial. Inácio solicita que o blog divulgue suas informações, uma vez que o assunto ganhou manchete ruidosa mas, de repente, saiu do foco de interesse das pautas – sem sequer chegar ao âmbito da Prefeitura da capital.

Em razão do interesse público das informações de um dos mais conceituados e corajosos advogados da Bahia – além do texto inteligente e bem humorado – o Bahia em Pauta decidiu publicar a íntegra da menságem de Inácio como texto opinativo e revelador dos tempos que correm, como é do jeito e natureza deste site-blog. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO

Revelações do poder

Inácio Gomes

Há dias o jornal A Tarde em excelente matéria jornalística investigativa publicou noticia sobre pagameto de jetons relativos à participação em conselho de empresas públicas por parte de secretarios de estado e Procurador Geral da PGE que elevariam os vencimento dos beneficaios além do limite legal.

Depois o silêncio sepucral.

Os funcionarios públicos, vitimas, sempre, de pareceres restritivos da PGE nos casos de vantagens salariais ficaram esperançosos de que a PGE passasse a defender tese tão liberal quanto a prolatada em causa própria no caso denunciado.

Eu defendo, já se vão dez ano, uma fucionaria estadual. Em seu favor duas decisões do TCE; uma das Câmaras Civeis Reunidas do TJ/Ba; uma da 6ª turma do STJ; uma decisão monocática do Ministro Marco Aurelio ( STF) e a PGE continua com recursos típicos da litigancia de má fé.

Gostaria que você desse noticia do favorecimento denunciado. Antonio Balbino costumava me dizer : ” Seu Inácio o poder não corrompe. Revela”. Tem razão o mestre o que temos de REVELADOS nos dias de hoje dá para encher a Fonte Nova. Um abraço do companheiro Inacio.

PS – Vou substituir o termo companheiro. Desmoralizaram muito a expressão.

Inácio Gomes é advogado

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