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Posted on 01-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 01-07-2009

Ana Paula x Fátima: guerra assim dá gosto ver
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Disputa no Brasil não se resume apenas àquela da política encarniçada em que um lado, cada vez mais numeroso, pede a saída imediata do senador José Sarney (PMDB) da presidência do Senado, enquanto outro, cada vez mais reduzido, faz das tripas coração para mantê-lo onde está. Mesmo diante da saraivada de denúncias e do lamaçal que cresce em volta do cacique maranhense e ameaça inundar um dos mais importantes monumentos do arquiteto Niemayer, em Brasíia.

Na telinha da TV também começou, esta semana, uma guerra surda entre as bancadas de âncoras de dois dos principais noticiários do horário nobre noturno do jornalismo notiticioso na televisão brasileira. Merece atenção dos senhores ouvintes a disputa entre o Jornal Nacional, da dupla William Bonner e Fátima Bernardes, e o Jornal da Record, agora comandado por dupla de peso formada por Celso Freitas e Ana Paula Padrão.

É verdade que os dois polos masculinos da briga -Bonner e Freitas – parecem inseguros e presos aos formalismos arraigados dos noticiários tradicionais das TVs.Mas Fátima e Ana Paula, o lado feminino da disputa, têm jogado um bolão ultimamente na defesa, cada uma, de seus respectivos times.

Ana Paula Padrão, que acaba de fazer o mesmo percurso do apresentador Gugu (trocou o SBT pela Record), não apenas ancora o JR, mas literalmente pisa o pé na estrada para fazer reportagens. Na primeira delas, que está sendo apresentada esta semana, Ana visitou Recife, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Pará, para a série especial que retrata problemas sociais e dramas humanos nas grandes cidades brasileiras.

Nesta terça-feira(30), na capital pernambucana, foi emocionante ver Ana Paula se equilibrando em palafitas e andando de barco no meio de mangues poluidos, para entrevistar marisqueiras que vivem hoje como no tempo do poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto.

Enquanto isso, no estúdio do Jardim Botânico, Fátima ( Ótima Bernardes, como diz o macaco José Simão), se desdobrava para segurar o peão na unha bem cuidada e não deixar o leite da poderosa Globo entornar, mesmo diante de algumas pixotadas primárias do companheiro ao seu lado, William, principalmente na cobertura da morte (e repercussões) do megaastro do pop americano, Michael Jackson.

Uma guerra assim dá gosto ver. Confira e compare esta noite.

(Por: Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta)

jul
01
Posted on 01-07-2009
Filed Under (Artigos, Gilson) by vitor on 01-07-2009

Novo e velho escudos: “melhor mudar o time”
escudo

bahia
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CRÔNICA DA CIDADE

Gol contra

Gilson Nogueira

No Real Madrid, Kaká, e eu, aqui, a desejar o Bahia voltar à primeira divisão do futebol brasileiro. Um sonho quase impossível de ver realizado, uma vez que o time que nasceu para vencer não mostra futebol para tanto e, muito menos, condição financeira para investir em jogadores capazes de fazer a diferença na hora do vamos ver. O elenco atual é medíocre, composto de atletas profissionais sem a técnica e o preparo físico á altura do maior torneio de futebol do país. Mais que isso, sem o amor à camisa que o levou a conquistar dois títulos nacionais, o de campeão da Taça Brasil, em 1959, o primeiro, e o Brasileirão, em 1988, o segundo.

Kaká chegando ao Real Madrid é o assunto da hora no Planeta Bola. O Bahia anunciando o lançamento de um novo escudo, o papo de quem gosta e de quem não gosta do Esquadrão de Aço, na cidade de Salvador. Ontem(30), pela manhã, na Praça Thomé de Souza, ao lado do Palácio Rio Branco e da Câmara Municipal de Vereadores, encontrei um dos maiores ídolos da história do clube, Eliseu Vinagre de Godoy. Um cumprimento rápido, mas, suficiente para um aperto de mão e os votos recíprocos de felicidade. O grande Eliseu continua elegante, como era, com a bola nos pés, envergando a camisa azul, vermelha e branca do dono da maior torcida do Norte e Nordeste do país. Trata-se de um craque, como atleta e cidadão.

O ex-jogador tornou-se comentarista esportivo de televisão. Nesse campo, como fazia na antiga Fonte Nova, segue brilhando. Ao colega de crônica, esqueci de perguntar o que achava do fim do futebol romântico e dessa idéia, que considero absurda, do meu time do coração lançar um segundo escudo, ou seja, duas marcas, para um mesmo produto. Não faz mal, Eliseu, logo logo,deverá dar a resposta à indagação que milhares de torcedores, como eu, estão a fazer. Com a elegância de sempre, é claro.

Para o torcedor que fazia da arquibancada da entrada do Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, observatório para admirar o brilho daquele time de românticos, o novo distintivo, diferente do que existe, desde 1931, ano de fundação do clube, ao invés da bandeira do Bahia, parecendo tremular, dentro de um círculo, de pura emoção, apresenta o pavilhão do Estado da Bahia, sem mastro, diferentemente do primeiro.É uma bola fora. Ou melhor, um gol contra.

Dizem os marqueteiros, de lá, que o escudo que o mundo inteiro conhece será utilizado, apenas, nos uniformes dos atletas. O novo, por enquanto, não passa de uma idéia absurda, fora de foco. Por último, vai, aqui, o que o rapaz que pinta o velho escudo, em ladrilho branco, disse-me, na descida da Rua Chile, à porta do Edifício Bráulio Xavier, onde trabalhei, quando era, alí, a sucursal da Revista Manchete, da Bloch Editores: “ Em vez de mudar o escudo, esses caras deveriam mudar o time.”

Gilson Nogueira é jornalista

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