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Junte a bela poesia do compositor chileno Julio Numhauser e a interpretação ímpar da cantora argentina Mercedes Sosa. Pronto, aí está a combinação mais que perfeita da música para terminar a noite do último dia de julho e entrar pela madrugada do primeiro dia de agosto de 2009.Para completar, chove e faz frio em Salvador da Bahia, tempo melhor ainda para escutar “Todo Cambia” (Tudo muda) e se aquecer na noite baiana (ou de outras terras mais distantes) com os versos chilenos cantados por voz argentina neste vídeo ainda mais caloroso pela intensa participação do público. Confira.

(Vitor Hugo Soares)
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Todo Cambia (Tudo Muda)

Tradução da letra:

Muda o superficial
também muda o profundo
muda o modo de pensar
muda tudo neste mundo.

muda o clima com os anos
muda o pastor e seu rebanho
e assim como tdo muda
que eu mude não é estranho.

muda o mais fino brilhante
de mão em mão o seu brilho
muda o ninho, o passarinho
muda o sentir de um amante.

muda de rumo o caminhante
mesmo que isso lhe cause dano
e assim como tudo muda
que eu mude não é estranho.

muda, tudo muda
muda, tudo muda
muda, tudo muda
muda, tudo muda.

muda o sol em seu caminho
quando a noite resiste
muda a plante e se veste
de verde a primavera

muda a pelagem da fera
muda o cabelo do ancião
e assim como tudo muda
que eu mude não é estranho

mas não muda meu amor
por mais distante que me encontre
nem as lembranças, nem a dor
de meu povo e minha gente

o que mudou ontem
terá que mudar amanhã
assim como mudo eu
nesta terra distante.

repete refrão.

jul
31
Posted on 31-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 31-07-2009

Deu no Blog do Congresso:

“A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) assinou recomendação interna em que veta militares chefiando estatais. A medida tem endereço: a pressão da FAB para o brigadeiro Jorge Godinho, Secretário de Aviação Civil do Ministério da Defesa, presidir a Infraero. Após as restrições ao chefe de gabinete do ministro o Nelson Jobim, outro militar passou a ser cotado: o brigadeiro Paulo Rhorig de Britto, chefe do Estado-Maior da Aeronáutica”.

jul
31
Posted on 31-07-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 31-07-2009

Em memória do perito morto
protesto

Deu na coluna:

O jornalista Ivan de Carvalho, em sua coluna de hoje na Tribuna da Bahia, expõe e analisa o conflitos que amedrontaram Salvador nas últimas 48 horas – os efeitos ainda seguem presentes em vários pontos da capital nesta sexta-feira(31) -, envolvendo a Polícia Civil e a PM baianas, com repercussão e espanto nacional. Bahia em Pauta reproduz o artigo para que seus leitores leiam e reflitam.As autoridades públicas também.

(Vitor Hugo Soares)
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OPINIÃO

Complicações policiais

Ivan de Carvalho

“Há muitos anos, sob um dos governos de Antonio Carlos Magalhães, a Polícia Militar do Estado da Bahia, ou parte dela, se rebelou e para controlar o motim foram mobilizados os fuzileiros navais da base da Marinha em Salvador, sediada na Avenida da França, Comércio, na Cidade Baixa. Chegou a haver conflito no bairro da Calçada, com tiros e vítimas, estas entre os policiais militares.

Anos depois, um episódio bem mais recente. Algumas unidades da Polícia Militar se rebelaram, declarando uma greve que não tinham, pelas Constituições da República e da Bahia, bem como pelo regulamento da corporação, o direito de fazer. E continuam não tendo até hoje. A cidade, onde a segurança já era frágil, ficou à mercê dos criminosos, protegida apenas por uma mirrada, despreparada, mal equipada e mal armada Polícia Civil. A população evitava sair às ruas (só ia quem não podia mesmo ficar em casa) e, quando saía, voltava o mais depressa possível.

Os chamados “arrastões” ocorreram e, até pior do que isso, a boataria sobre “arrastões” que teriam ou estariam ocorrendo – mesmo que na maioria dos casos não houvesse fundamento – infundiram o medo na cidade. Este sentimento de medo tornou-se tão forte, tão denso, que se podia senti-lo quase como uma coisa concreta. Os pequenos shopping centers de bairros fechavam mais cedo do que o habitual e a tensão era visível no rosto de cada cidadão pedestre ou que usava transporte coletivo. Enfim, a cidade não estava entregue às baratas, mas aos bandidos, enquanto a Polícia Militar fugia a suas obrigações legais, rasgava as Constituições federal e estadual, estraçalhava seu próprio regulamento, agredia a hierarquia e a disciplina e – para maior refinamento no mal – envolvia-se no que poderia tornar-se um amplo conflito armado com ela mesma.

Dessa vez, não foram os Fuzileiros Navais a serem mobilizados. Unidades do Exército foram chamadas, inclusive havendo deslocamento até de Aracaju para Salvador, para ajudar no patrulhamento da cidade, o que fizeram, e para intervir pela força na PM baiana, se necessário. Felizmente, esta última parte não precisou concretizar-se. As tropas de choque da própria PM, que não aderiram ao motim – com a ajuda do poderoso fator psicológico representado pelo eventual apoio das tropas federais – ocuparam, sem resistência armada, os quartéis onde a rebelião se instalara. Sem mortos e feridos, salvaram-se todos.

Agora, quem resolveu parar foi a Polícia Civil. E não pela primeira vez. Mas desta vez a paralisação começou com um morto. Assassinado na manhã de quarta-feira. Os policiais civis em geral e Carlos Lima, o presidente do Sidpoc (sindicato que representa os policiais civis, que, aliás, não deviam ser sindicalizados, pois não são uma categoria comum de trabalhadores, mas uma corporação armada de funcionários estatais) afirmam que a morte do perito criminal foi causada por dois tiros disparados por um tenente da Polícia Militar, sem fazer nenhuma provocação. Apenas estava armado e por isto foi abordado e, embora se identificasse devidamente como policial civil, foi alvejado duas vezes.

O corregedor da Polícia Militar deu outra versão: o oficial, “felizmente”, atirou primeiro, quando o policial civil tentou sacar a arma. Atirou a segunda vez quando, mesmo já ferido, o perito criminal tentou pela segunda vez sacar a arma. O noticiário deu conta de que uma testemunha, uma mulher, disse que o oficial atirou depois que o policial civil estava se identificando.

Bem, a Polícia Civil proclamou paralisação em todo o Estado até que o oficial PM se apresente na 2ª Delegacia de Polícia. Ontem, policiais civis fizeram passeata na Praça da Piedade, em frente ao prédio da chefia da Polícia Civil (antiga sede da Secretaria da Segurança Pública) e paralisaram o trânsito no sentido Barra, Avenida Centenário, nas proximidades do Departamento de Polícia Técnica. Exigem “justiça”. Até 20h30min de ontem, quando acabava de escrever estas linhas, a paralisação da Polícia Civil persistia, confirmada por Bernardino Gayoso, da diretoria do Sindpoc.

Ivan de Carvalho é jornalista

jul
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Posted on 31-07-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 31-07-2009


“Ilha de Maré”, com a baiana Marienne de Castro no vídeo com cenas do filme “Ó paí Ó”, é a música para começar o dia no Bahia em Pauta, nesta sexta-feira(31), último dia de julho de 2009. Sem mais explicações. É só ouvir… e apreciar (VHS)

jul
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Posted on 31-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 31-07-2009

Deu na Tribuna da Bahia, edição desta sexta-feira,31/7:

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O barco do ministro
barco
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A imagem que vale por (muito mais) de mil palavras!
Pena que seja tão minúscula, na edição on-line da TB.  Mas vale buscar a ajuda de uma boa lupa para dar uma olhada em todos os detalhes, inclusive no expressivo nome do barco – “Deus do Impossível” -, na viagem do prefeito João Henrique, acompanhado do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, entre outros, à localidade de Ilha de Maré. No recôncavo baiano a visita da quinta-feira(30) seguramente não será esquecida tão cedo.

Tente enxergar tudo, como nos jogos de almanaque de antigamente. Mas, se não der, veja tudo na foto antológica publicada em tamanho bem maior na edição impressa da Tribuna da Bahia que está nas bancas.

Corra que é Imperdível!

(Vitor Hugo Soares)

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