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Postado em 30-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 30-07-2009 14:34

Policia Civil pára e protesta na cidade/Img.Correio
policia
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O tempo fechou no centro de Salvador, onde fagulhas de alta tensão se espalham no ar, mesmo com o dia ensolarado que faz nesta quinta-feira(30) na capital baiana.

Integrantes da Policia Civil do estado protestam há varias horas na cidade, causando transtorno e preocupação em vários pontos, a começar pela própria praça da Piedade, bem em frente ao prédio histórico da Secretaria séde Segurança Publica. Ali, em manifestação pública, policiais gritam por “justiça”, ao mesmo tempo em que falam em “vingança” pela morte de um colega, supostamente morto a tiro por policial militar na manhã de ontem, no bairro de santo Antonio Além do Carmo.

Também foi bloqueada a Avenida Centenário, no sentido Barra, nas imediações do Instituto Médico Legal (IML), antecipando mais uma “tarde de cão” na hora do retorno de milhares de baianos do trabalho para casa. A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), pede que os motoristas evitaem trafegar pela região.

Todo o bloqueio, tumulto e tensão fazem parte da paralisação das atividades da Policia Civil em todo o estado, em protesto contra a morte do perito técnico Hilton Martins Rivas Júnior, de 25 anos, verificado na última quarta (29). O perito teria sido baleado e morto por um agente da Polícia Militar, no bairro histórico de Santo Antônio Além do Carmo.

À morte do perito do IML se sucederam vários episódios violentos e sangrentos na noite e madrugada desta quinta-feira(30), a começar pelo bairro do Nordeste de Amaralina, onde três pessoas foram assassinadas a tiros.

Delegados e dirigentes de associações de policiais civis denunciam que o técnico da policia civil foi morto na manhã de ontem com um tiro no peito disparado à queima-roupa e sem provocação ou reação, segundo informações do serviço de investigação da 2ª Delegacia (Liberdade). Ainda de acordo com a delegacia, suspeita-se que Hilton Martins Rivas tenha sido morto por um policial militar, mas ninguém ainda foi preso ou identificado até agora.

“Queremos justiça”, gritavam há pouco no centro da cidade, dezenas de policiais em greve, durante passeata, em que alguns falavam também em “vingança”. O protesto ganhou dimensão nacional, com imagens transmitidas pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, para o país, quando policiais pediam justiça e colavam cartazes e faixas no prédio da SSP-BA.

Não houve ainda manifestação do Secretário de Seguraça Pública, nem do comando da Polícia Militar do Estado.

Mas a tensão cresce e se espalha na cidade.

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Comentários

mario on 30 julho, 2009 at 23:21 #

Achei a paralização importantíssima! É preciso mostrar indignação, mostrar que a sociedade não é imbecil para aceitar impunidade. Cadeia ao assassino. A sociedade quer paz, ninguém tem o direito de matar simplesmente porque deseja matar. Este assassino tem que ser punido e servir como exemplo!
*ou partes dela


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