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Postado em 30-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 30-07-2009 23:06

Comandantes na coletiva da Segurança/AGECOM
ssp
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Convocada às pressas pela pela área de comunicação do governo do Estado (AGECOM), diante do clima de tensão que tomou conta da cidade na tarde desta quinta-feira (30), com manifestações de policiais civis em greve em vários pontos de Salvador, a entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), além de não produzir as respostas nem as ações efetivas esperadas pela população, deixou no ar uma sensação de desconforto e inquietação.

Isso, apesar de todo esforço dos comandos da segurança publica para demonstrar unidade e interesse investigativo sobre a morte à bala do perito-técnico Hilton Martins Rivas, de 25 anos, que teria sido produzida por um policial da PM baiana. Fato que deixou facções das duas policias em pé de guerra.

Juntos o secretário da Segurança Pública, César Nunes, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nílton Mascarenhas, e o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, anunciaram quase nada de concreto, além de que o policial militar acusado, Fagner Castro Santos, será afastado de suas atividades durante as investigações da morte ocorrida na noite de quarta-feira, 29, no Largo do Santo Antônio Além do Carmo.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpoc) decidiu manter a paralisação das atividades da categoria, iniciada hoje, por considerar que ” questão não é que o PM seja afastado. A questão é que ele seja apresentado para depor na 2ª Delegacia, que é o procedimento correto”, segundo assinalou Bernardino Gayoso, secretário-geral do Sindpoc.

Na outra ponta do problema, Manoel Francisco Bastos, corregedor da PM, reage: “não existe razão para prender alguém que agiu no legítimo cumprimento do dever. O perito sacou a arma e, felizmente, o tenente atirou primeiro. Foi um caso de legítima defesa evoluído do estrito cumprimento do dever”, garantiu.

Na coletiva desta tarde, em seus respectivos pronunciamento, os comandantes da segurança pública na Bahia foram todos mais indecisos e menos explícitos e firmes que os seus comandados. Deixaram a impressão, segundo um atento conhecedor da retórica e dos signos policiais, “que tudo será feito para deixar tudo como está e não se chegue a lugar nenhum”.

A conferir

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