jul
28
Posted on 28-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 28-07-2009

Biggs: “pneumonia grave”
biggs
================================================
LONDRES. – Ronald Biggs, encarcerado por sua participação no audacioso ataque ao trem postal Glasgow-Londres em 1963, foi hospitalizado nesta terça-feira(28) acometido de “pneumonia grave”, segundo anunciou o filho do ladrão internacional que morou muitos anos no Rio de Janeiro, para onde fugiu depois do assalto.

“Está muito mal. Os médicos me disseram simplesmente que viesse rápido”, declarou Michael Biggs, filho do homem que durante anos se refugiou no Brasil para escapar da polícía británica. Um portavoz do ministerio britânico de Justiça se negou a comentar a informação, como habitualmente quando se trata de casos individuais.

A saúde de Ronnie Biggs, de 79 anos, é muito delicada. En julho do ano passado foi hospitalizado por uma infecção pulmona e uma fratura na bacia, e em fevereiro deste anos por outra pneumonia.

Biggs era membro de de um bando de uns 15 homens que, graças a infiltrações internas, lograram deter na noite de 8 de agosto de 1963 un conboio ferrroviario trocando a sinalização das vias.

Depois de ferir um empregado, se apoderaram de 120 bolsas de títulos bancários e repartiram um botín de 2,6 milhõs de libras. Detido e condenado a 30 de prisão, Biggs fugiu do cárcere em 1965. Logo mudou de aparência depois de uma cirurgia plástica e viveu na Espanha, Australia e Brasil. Finalmente en 2001, arruinado e enfermo, decidiu entregar-se às autoridades britânicas despois de 36 anos como fugitivo.
Atualmente está encarcerado em Norwich (leste da Inglaterra).

O ministro da Justiça britânico Jack Straw negou em 1º de julho o pedido de libertade condicional a Ronnie Biggs, por considerar que este não se havía “arrepentido”.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da BBC Brasil e El Mercurio, do Chile, edição online).

jul
28
Posted on 28-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 28-07-2009

Neto para Geddel: “Com Lula, nada!”
diálogo

Deu na coluna

O Jornal do Brasil, na coluna Informe JB, publica as seguintes notas sobre política baiana , em sua edição de Domingo(26).

=======================================================

PACIÊNCIA BAIANA

O governador Jaque Wagner joga xadrez político com paciência. Evitou o rompimento com o ministro da Intergação Econômica, Geddel Vieira Lima, e manteve as secretarias com o PMDB. Mesmo depois de o ministro dizer que seria candidato ao governo baiano.

PÉ ATRÁS

O problema agora é a oposição (PSDB e DEM), que está com o pé atrás em relação ao ministro. O deputado ACM Neto acha que, para ter apoio do DEM, Geddel terá de sair do governo Lula e dar palanque para José Serra.

-Se não, não tem conversa -, ameaça

jul
28
Posted on 28-07-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 28-07-2009


Nesta terça-feira, 28, a música para começar o dia é “Triste Bahia”, de Caetano, inspirada em Gregório de Mattos, outro poeta fundamental da terra. Sem mais explicações, por desnecessárias. Basta ler a noticia postada logo a baixo.
(Vitor Hugo Soares)

jul
28

Prefeito João Henrique/Terra Magazine/Ag A Tarde
joao
=============================================

Bomba! Bomba!, diria o polêmico colunista Ibrahim Sued se vivo estivesse:

Acaba de ser postada nesta terça-feira, 28, na revista digital Terra Magazine, texto assinado pelo jornalista Claudio Leal, com novas e surpreendentes revelações sobre a idéia da Prefeitura de Salvador de desapropriar 324 mil metros quadrados em Itapagipe, declarada de utilidade públicda sem a apresentação de nenhum projeto pelo prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.

Segundo revela o Terra Magazine, uma das regiões mais belas da capital baiana, de perfil residencial, “pode ser ocupada por duas marinas, atracadouros, dois shoppings centers”, além de um “parque hoteleiro para atender o trade turístico(sic)”, como anunciou o portal da prefeitura. Não se sabe quem responde especificamente pelo texto do portal municipal, nem a quem interessa o ensaio. À população de Itapagipe, ainda não consultada para nada, é que seguramente não é.
(Postado por: Vitor Hugo Soares)

Veja, a seguir, mais detalhes da matéria do Terra Magazine.
===============================================

Salvador: área desapropriada pode ter shoppings

Claudio Leal

Sem apresentar projeto para uma área de 324 mil metros quadrados, declarada de utilidade pública com o fim de desapropriação, a Prefeitura de Salvador deixou escapar fragmentos de seu plano para a orla da Baía de Todos os Santos. Uma das regiões mais belas da capital baiana, de perfil residencial, pode ser ocupada por “duas marinas, atracadouros, dois shoppings centers”, além de um “parque hoteleiro para atender o trade turístico (sic)”, como anunciou o portal da prefeitura.

– Não foi apresentado nenhum projeto, desfaz o secretário de Desenvolvimento Urbano de Salvador, Antonio Abreu: – Houve um erro da comunicação. Há apenas ideias, não existe projeto ainda. Só vai sair em outubro.

No dia 21 de julho, às 21h25, o “Portal Salvador” dilvulgou o encontro entre o vice-prefeito, Edvaldo Brito (ex-gestão Celso Pitta, em São Paulo), Antonio Abreu e a cantora Margareth Menezes, na sede da vice-prefeitura. Leitmotiv da confraternização, o projeto “Fábrica Cultural”, de Margareth, pretende tirar crianças das ruas e busca um espaço na Cidade Baixa. Mas não foi o único assunto, segundo registrou a nota da assessoria de comunicação do prefeito.

“Durante o evento foi apresentado o prospecto de intervenções naquela área da Cidade Baixa, para o desenvolvimento urbanístico e o inicio das ações sociais. A Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad) informou que já foi feito o cadastro do número de pessoas que residem na Península de Itapagipe”, diz a matéria oficial. Entre os únicos pontos voltados para a população, o esboço de área verde, praças, calçadão e ciclovia.

O trecho a ser desapropriado possui prédios tombados pelo patrimônio histórico e extensa faixa de casario secular. Entretanto, o decreto no Diário Oficial veio antes de um parecer do Iphan. Os moradores do bairro da Boa Viagem e de uma das primeiras vilas operárias do Brasil – da extinta fábrica Luiz Tarquínio (do séc. XIX) -, se mobilizam para resistir à anunciada parceria entre a prefeitura e a iniciativa privada. Desconfia-se da ingerência de grupos imobiliários e da construção civil na mordida territorial.

Após a canetada do prefeito João Henrique (PMDB), germinou-se um movimento para criar uma associação em defesa do recanto histórico. Cerca de 150 pessoas participaram de uma assembleia, na sexta-feira 24 de julho, e a associação será fundada no próximo sábado.

Leia íntegra da reportagem de Claudio Leal em Terra Magazine:(http://terramagazine.terra.com.br)

jul
28
Posted on 28-07-2009
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 28-07-2009

CRÔNICA / MUTANTES

Caleidoscópio ( crônica para saudar Helô)

Aparecida Torneros

cida
============================================
Um sonho de segundos, e o colorido vai passando como num mundo mágico, aos nossos olhos, formando figurinhas brilhantes, flores e cabalas, à medida que os pedacinhos de vidro se movem diante da luz, em espectro sonhador. Helô, a eterna hyppie, me mostrava suas criações, naquelas tardes de Búzios, na casa da Cris, quando eu precisava ver mesmo as cores da vida renovada. Saudade de pintar o mundo com a ilusão de um bom caleidoscópio. Ilusão de ótica, olhar de criança encantada, lá iam meus pensamentos enveredando pela alegria que pode ser tão intensa quando se valoriza um ângulo profundamente especial.

É assim que busco ver os momentos todos. Tão efêmeros na sua beleza abundante, enquanto o milagre da vida acontece para que valorizemos os encontros com os sonhos, mesmo acordados para uma realidade que pode ser dura à nossa volta.

No grande caleidoscópio do universo, os elementos vão mudando de lugar, matematicamente ordenados em crescimento eterno. O bing-bang da explosão originária de que tanto falam os cientistas, nos trouxe essa misteriosa luz para nos fazer criaturas extasiadas com o inexplicável, o espaço que continua a se expandir, os mundos que ainda nos são tão desconhecidos, os planos acima e abaixo que devem ser as tais morados da casa do Pai, como um dia se referiu o Mestre Jesus, numa de suas parábolas tão divulgadas pela fé enquanto nossas figurinhas se enroscam em torno de nossos ínfimos umbigos, a nos ligar ao tempo e ao espaço.

Helô, que um dia encontrei em Buenos Aires, é aquela pessoinha de vida migrante, a mesma que conta histórias de lugares onde já viveu, da Amazônia, do Morro de São Paulo, na Bahia, que confecciona luminárias e micro-oratórios, como o que tenho aqui comigo, do tamanho de uma caixa de fósforo, com um São José segurando o menino Deus, no colo da fantasia, envolto em pedrinhas brilhantes, colocadas meticulosamente pelas mãos da artista, aquela que sabe presentear com delicadeza dos seus dedos cada vez que cria seu mundinho particular e o divide conosco.

Pois é, como a Helô é a única criatura que conheço que ainda produz caleidoscópios, encantando crianças e adultos, ela me provoca vontades infantis de sair correndo pelos campos, cheirar flores e observar passarinhos, admirar borboletas, deixar que o gosto da chuva me ensope a língua, me encha a boca, no descompromisso quase impossível de viver a liberdade de ser.

Saúdo a saudade dela, nem sei onde está agora, talvez na praia de Atafona do norte do Estado do Rio, talvez na casa da filha que vive na Argentina, quem sabe, novamente, produzindo artesanato pelos lados de Búzios, ou ainda, em alguma seresta de fim de tarde, na casa de amigos cantadores, reverberando luminosidade sob prismas de fantasia.

Helô me deve um caleidoscópio e vou cobrar, aliás, estou cobrando, pois, em certos minutos do meu universo pequeno e rico de perguntas sem resposta, preciso mesmo é de fixar meus olhinhos num artefato tão múltiplo de imaginação e viajar nas imagens lindas que o acaso vai formando, unindo formas, misturando cores, trocando rapidamente o lugar da geometria engenhosa de algum Deus especialista na criação de pequenas verdades, mentirinhas necessárias e brilhos com sabor de eterna infância.

Aparecida Torneros é jornalista, cronista e escritora, mora no Rio de Janeiro
————————————————————–
ps : A crônica foi escrita em 2008 e a Helô me presenteou com o caleidoscópio meses depois, eu o tenho na minha mesinha de cabeceira, gosto de olhá-lo, na contraluz, à noite, muitas vezes, antes de adormecer, para que meus sonhos reproduzam cores e formas lindas e exuberantes.
Cida Torneros

===========================================

  • Arquivos