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Posted on 27-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-07-2009

Bishofberger: “Tamiflu é uma benção”
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Há pelo menos uma pessoa que deverá faturar milhões e fazer fortuna com a pandemia de Gripe A que se espalha no planeta e assume contornos cada dia mais preocupantes no Brasil: O austríaco Norbert Bishofberger, 55 anos, o inventor do Tamiflu, único fármaco até aqui capaz de travar o vírus H1N1.

O medicamento da moda, que ameaça superar o estimulante sexual Viagra em vendas, foi desenvolvido nos anos 90 por cientistas da empresa especializada em investigação e desenvolvimento de medicamentos, Gilead Sciences, liderados por Bishofberger, que ainda hoje detém os direitos do Tamiflu. Vale lembrar, no entanto, que a produção e distribuição está a cargo da indústria farmacêutica Suíça, Roche.

Tendo recebido em 2008 mais de 4,3 milhões de dólares, números avançados pela revista “Forbes” , Norbert Bishofberger é actualmente director de investigação e vice-presidente desta empresa com sede em Foster City, Califórnia, EUA.

De acordo com o site da Gilead Sciences , a empresa “cresceu rapidamente durante as duas últimas décadas”, faturando “mais de cinco mil milhões de dólares” por ano . Por cada caixa de Tamiflu que é vendida, o seu inventor ganha uma percentagem, mas refuta, em absoluto, qualquer acusação de oportunismo. Os seus colegas garantem mesmo que a motivação de Bishofberger sempre foi de ordem científica e não económica.

Em entrevista a um jornal alemão no último fim de semana, o pesquisador afirmou que foi “uma bênção” ter inventado o Tamiflu assinalando ainda que as pandemias são as maiores ameaças para a humanidade.

“Acho que a ameaça de novas bactérias ou agentes virais é mais alta do que o potencial de uma guerra nuclear”, rematou o cientista que, por causa das tosses, garantiu que guarda em casa algumas caixas do medicamento.

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Consuelo: contra vendilhões
consuelo
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OPINIÃO/BAHIA COM H

Medalha Maria Felipa!

Consuelo Pondé de Sena

Fui, hoje cedo, informada de que mais uma medalha está sendo proposta por uma vereadora desta capital. Desta vez, a medalha Maria Felipa de Oliveira, cuja existência real, segundo a palavra autorizada do Professor Emérito da UFBa, Luís Henrique Dias Tavares, faz parte de mais uma lenda criada pela fértil imaginação dos que reivindicam lugares cativos para seus ídolos fictícios, no panteão da história.

Está na hora de acabar com tanta sandice!

Essas homenagens são boas e rendem lucros para quem vive à custa dos contribuintes. Refiro-me, particularmente, aos vereadores desta capital, muitos deles semi analfabetos, que vivem concedendo honrarias “a torto e a direito”, sem o mínimo respeito àqueles que cultivam o nosso passado.

Reparem que, até agora, não comentei sobre o “protocolo” da Câmara, que está a merecer um texto especial.

OPINIÃO/BAHIA COM H

Tempo houve que, tais manifestações de caráter político eleitoreiro, não eram referendadas sem a opinião dos doutos no ofício. Escutavam-se os historiadores de “peso”, que viviam o dia a dia no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, queiram ou não, àquela altura, o espaço privilegiado de discussões sobre a Cidade do Salvador, acerca do Estado da Bahia e da sua gente.

Hoje, predomina e domina a falta de conhecimento dos proponentes dessas homenagens “fajutas” e prevalece a falta de respeito aos estudiosos.

Por qualquer motivo a Câmara Municipal do Salvador, outrora uma corte responsável de legisladores, faz homenagem a pessoas desconhecidas, que nada fizeram ou realizam em prol da cidade.

Como não tenho receio de contraditas, porque não costumo mentir, nem dissimular, vale recordar que, durante a presidência do vereador Gilberto José, naquela Casa Legislativa Municipal, “mendiguei” a vários vereadores a concessão do título de Cidadão de Salvador para o historiador J.Russel Wood. Cidadão probo e respeitável, postulei essa homenagem pelos inestimáveis serviços prestados à historia desta Cidade. Seu notável currículo, por mim encaminhado junto à solicitação em lide, foi perdido, no emaranhado de papeis descartáveis, pelos “competentes” assessores da Casa. Sabem no que deu a minha proposição? Em negativas sobre negativas. Não, consegui realizar o objetivo, pleiteado pelo Instituto Geográfico e Histórico, do qual Russel Wood é Sócio Correspondente, há muitos anos, ficando o ilustre historiador desapontado com as desculpas a mim enviadas, das quais, como é natural, tomou conhecimento.

Lembro-me bem que até ao vereador Sérgio Carneiro, em quem havia votado em várias ocasiões, pessoa que muito aprecio pela cordialidade, competência e simpatia deixou de atender à minha reivindicação, alegando compromissos anteriores, A meu ver, deveria ser aberta uma exceção por tratar-se de personalidade tão ilustre e prestante.

Graças a Deus, no entanto, o historiador da Santa Casa de Misericórdia obteve a referida honraria graças ao prestígio do Dr. Álvaro Conde Lemos, então, Provedor daquela instituição respeitável. Ainda bem que a dívida foi reparada.

Devo esclarecer ainda que naquela ocasião, Gilberto José alegou que os Vereadores estavam comprometidos com outras pessoas e meu pedido, pedido não, solicitação formal e justa, teria de ser preterido, em favor de pessoas menos “qualificadas”, suponho eu!

Outro absurdo cometido foi a inauguração da estátua de Zumbi dos Palmares na Praça da Sé, sem que fossem ouvidas as opiniões de quem tem conhecimento para tal.

A Cidade de Salvador virou a Casa de Noca, todo mundo faz o que pensa e quer. E para aonde vai à opinião dos que conhecem a História, que não são ouvidos nem cheirados no momento de serem firmadas e executadas tais proposições?

Já perdi a conta das vezes que tenho escrito, por minha conta e risco, contra os espetáculos de “luz, cores e barulho infernal” no Farol da Barra?

Como aceitar que a festa do Dois de Julho tenha arrastado tanta gente para aquele local e esvaziado a Avenida Sete de Setembro, que ficou às moscas este ano?

Que dizer da “poluição sonora “produzida irresponsavelmente naquele espaço histórico e arquitetônico. Da lenta destruição a que vem sendo submetido um dos mais belos carões postais da Cidade de Tomé de Souza? Por hoje é só.

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Consuelo Pondé de Sena preside o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Historiadora, professora da UFBA, cronista do cotidiano, escritora, polemista de primeira linha como já não se vê quase na Bahia do oba-oba quase geral, que a partir desta segunda-feira (27), estréia como colaboradora do Bahia em Pauta. Chega mais, professora. (Vitor Hugo Soares, editor, pelo BP)

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Posted on 27-07-2009
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Massa: lesão no olho
felipe
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De Budapeste, na Hungria, vem uma notícia boa misturada com outra preocupante. A boa é que o piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, já não corre perigo de vida. A preocupante: ele sofreu uma lesão ocular que pode afetar o seu futuro na Fórmula 1, segundo informou nesta segunda-feira(27) o médico húngaro Robert Veres.

O especialista que operou o piloto brasileiro da escuderia italiana Ferrari, referiu que Massa se encontra em situação clínica estável, mas continua sedado para “proteger o cérebro”. Veres assinalou que Massa sofreu lesões no olho esquerdo, mas disse que ainda não consegue “definir a gravidade dos ferimentos”.

Massa foi operado dos ferimentos cranianos múltiplos que sofreu sábado, quando foi atingido na cabeça por uma peça da suspensão do carro do compatriota Rubens Barrichello (Brawn-Mercedes), na qualificação para o Grande Prémio da Hungria.

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemelo, já disse que a primeira prioridade da escuderia é a saúde do piloto brasileiro, mas que a equipe italiana “não quer esperar muito tempo” para encontrar um substituto.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de agências europeias de notícias e edição online do jornal Diário de Notícias, de Lisboa)

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A música para começar esta segunda-feira meio melancólica na Bahia, como costumam ser as segundas-feiras em quase todo todo lugar, é um tango argentino. Não um tango qualquer encontrado ao acaso, mas uma das mais belas e nostágicas canções de todos os tempos em qualquer idioma: Caminito, criação imortal de Juan de Dios Felisberto, neste vídeo interpretada com a marca única do cantor espanhol Julio Iglésias.

A sugestão vem de uma leitora especial e grande incentivadora deste site-blog desde o início, Glauvânia Jansen, a pernambucana mais baiana que se conhece na face da terra. Terapeuta naturalista, moradora de Itapuã, onde há anos ela comanda uma das iniciativas mais bonitas e saudáveis de Salvador, repetida a cada mês: a Caminhada da Lua. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 27-07-2009
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ICBA: bafafá no casarão da Vitória
icba
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Não convidem para dividir o mesmo prato de boa salsicha da Bavária, servida com pão de forno de lenha quentinho, o deputado federal Emiliano José (PT-BA) e os atuais diretores do Instituto Cultural Brasil-Alemanha em Salvador. O parlamentar e ex-professor da Escola de Comunicação da UFBA e seus assessores não ficaram nada contentes -para dizer o mínimo – com a decisão do ICBA de cancelar o ato de lançamento do novo site do parlamentar, marcada para hoje, 27/7, no tradicional casarão de cultura da Vitória.

Pior que a atitude em si foi o motivo alegado pelo tradicionalmente liberal Instituto Goethe para cancelar a festa de Emiliano na última hora: “O Goethe afirmou aos organizadores que a Casa não comporta eventos de interesses políticos, “apesar de ter recebido 50% do valor do aluguel adiantado”, segundo detona a nota distribuída pela assessoria de comunicação do parlamentar.

Os organizadores da festa petista asseguram que os responsáveis pelo ICBA sabiam que seria o lançamento do site de um deputado federal e só comunicaram o cancelamento na sexta-feira (24), quando o evento já tinha sido divulgado e os convites já estavam na rua. “Em breve serão informados o novo local e data do lançamento”, completa o comunicado.

Mas nem tudo se encerra aí. Está em perigo, como se vê, uma relação que vem de longe e parecia inabalável entre o atual parlamentar petista e o Goethe da Bahia. Laços formados desde a origem da Jornada de Cinema da Bahia, tempo em que o ICBA de Salvador era um território exemplar de liberdade política e as portas do casarão da Vitória estavam sempre abertas para Emiliano e para as manifestações mais livres na Salvador de outras décadas.

Uma pena!

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

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