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Depois de sofrer violento acidente na manhã deste sábado(25) quando buscava qualificação para a corrida de amanhã, no Grande Premio da Hungria de Formula 1, o piloto brasileiro brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, tem um forte hematoma na parte superior de um olho e não participará da corrida deste domingo, segundo acaba de anunciar a escuderia italiana.

O grave acidente aconteceu depois de um objeto bater no capacete de Felipe Massa, levando o piloto a perder consciência e chocar-se nas barreiras de protecção no circuito.

Massa foi levado às pressas para o centro hospitalar da pista e depois disso para o Hospital de Budapeste, a pouco mais de 20 quilómetros do circuito de Hungaroring, para ser submetido a mais testes médicos.

Já consciente e estável, o piloto brasileiro, de 28 anos, estava, no entanto, agitado e apresentava um corte na cabeça, segundo disse à televisão Globo o seu compatriota Rubens Barrichello.

Com o impacto do objecto, que se teria soltado do Brawn-Mercedes de Barrichello, Massa perdeu a consciência e bateu a grande velocidade na barreira de pneus, numa das zonas mais rápidas do circuito de Hungaroring.

Antes do acidente o piloto brasileiro registava o terceiro melhor tempo das qualificações, que viriam a ser ganhas pelo espanhol Fernando Alonso (Renault), o qual partirá do primeiro lugar do grid de largada.

(Postado por:Vitor Hugo Soares, com informações do Jornal de Notícias, de Lisboa, e Rede Globo)

jul
25
Posted on 25-07-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 25-07-2009


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Em várias partes do planeta, incluindo o Brasil, obviamente, começaram as comemorações pelos 40 anos do lançamento de Abbey Road , o 12° e penúltimo álbum dos Beatles. para muitos analistas e entendidos da banda o melhor disco dos garotos de Liverpool. Isto seguramente é questionável, mas a relevância do album que leva o mesmo nome da rua de Londres onde ficava o estúdio Abbey Road, não.Produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records, apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. As músicas do último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, foram gravadas alguns meses antes das sessões que deram origem a Abbey Road. Neste vídeo do Youtube, que o Bahia em Pauta reproduz em seu espaço habitual da música para começar o dia, uma pequena amostra do grande album. Confira.

(Postado por; Vitor Hugo Soares)

jul
25
Posted on 25-07-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 25-07-2009

UNE dissolvida em Ibiuna (SP)…
ibiuna
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…E reconstruída em Salvador(BA)
salvador
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ARTIGO DA SEMANA

A UNE e a memória

Vitor Hugo Soares

“Ninguém me contou… Eu vi”…

Peço licença a Sebastião Nery para começar estas linhas sobre a União Nacional dos Estudantes – e toda polêmica levantada em relação ao recente 51º congresso da entidade, em Brasília – com as mesmas palavras do jornalista baiano na apresentação do livro “Rompendo o Cerco”, a coletânea de discursos mais importantes e frases políticas marcantes do deputado Ulysses Guimarães, de saudosa memória. Mais ainda, nesses tempos de vergonha (ou falta de) no parlamento do país.

Peço desculpas também por não ir direto ao ponto, como recomendam os manuais de jornalismo. Ora bolas! Isso também parece perdeu o sentido, depois da célebre sessão do Supremo Tribunal Federal na qual foi jogado na lata do lixo o diploma profissional de nível superior, comparado a uma habilitação de cozinheiro pelo presidente do Supremo. Mendes, por sinal, nesses dias de nuvens pesadas sobre o céu de Brasília, andava pela Rússia, que, como se sabe, é modelo mundial de liberdade política, jurídica e de imprensa.

Assim, lembro antes a imagem comovida de Nery no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, debruçado sobre o caixão do ex-deputado Mario Lima, pioneiro do sindicalismo brasileiro na área do petróleo (fundador do SINDIPETRO). Parceiro também do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, na prisão militar da ilha de Fernando de Noronha em 64; resistente e competente aliado a quem Ulysses confiaria, anos mais tarde, comissões cruciais na feitura da Constituição de 88, na parte que trata do trabalho e do trabalhador. Até o presidente Lula mandou mensagem à família do morto: “Mário Lima destacou-se pela combatividade durante toda a vida, tanto na trincheira do sindicalismo quanto na do Parlamento”, realçou o presidente.

Os grandes jornais, no entanto, a exemplo do que já acontecera dois anos antes, na morte do ex-deputado e ex-prefeito cassado de Feira de Santana, Chico Pinto, – símbolo do parlamento de seu tempo – passaram ao largo ou viraram as costas, descartando até mesmo, em alguns casos, o simples registro factual em suas colunas de Falecimento. “Que país é esse?”, poderia perguntar algum leitor mais curioso e interessado em motivos. A resposta, além da falta de memória congênita, pode ser encontrada também na letra contundente da famosa música da banda Legião Urbana: “Nas favelas, no Senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a Constituição/ Mas todos acreditam no futuro da Nação/ Que país é esse?/ Que país é esse? …

E chegamos à UNE, finalmente.

Do mais recente congresso da entidade o que sei é de leitura ou de ouvir dizer. E não são coisas agradáveis nem edificantes; tanto do lado dos defensores quanto dos críticos da UNE e de suas atuais lideranças. Com ideologias e emoção em demasia, fatos e argumentações sólidas de menos, o resultado é um registro factual nebuloso e análises meio mancas, que o tempo, senhor da razão, haverá de filtrar, até deixar escorrer a água límpida e verdadeira dos fatos e seus signos.

Quero falar mesmo é de quando tudo isso começou. Nos dias 29 e 30 de maio de 1979, no 31º Congresso da UNE, em Salvador, no “Congresso da Reconstrução” da entidade despedaçada pela ditadura e jogada na ilegalidade durante 13 anos. No Centro de Convenções da Bahia, ainda em obras, cedido pelo governador Antonio Carlos Magalhães em meio a grande polêmica nacional, 10 mil estudantes presentes. 3.304 deles delegados eleitos “nas bases”. Juntos no mesmo espaço, esquerdistas, direitistas, comunistas, anarquistas, “estudantes profissionais e inocentes úteis”, como alguns jornais definiam na época.

Na mesa, entre muitos outros destacados líderes estudantis de então, o atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e o hoje deputado petista José Genoino. Como esquecer a grande faixa dos anarquistas “Inimigos do Rei”, aberta de repente?, e o alvoroço da platéia surpreendida? E a hora em que faltou energia, em plena cerimônia de encerramento do Congresso, quando, ato contínuo, o baiano Ruy César Costa e Silva, o primeiro presidente da UNE reconstruída, pediu a todos que acendessem velas ou isqueiros, enquanto ele lia a mensagem de encerramento. Sem alto falante, cada palavra do estudante de Comunicação da UFBA (que mais tarde se transformaria em ator e educador), era reproduzida pelo coro de mais de 10 mil vozes na noite escura da Bahia. Indescritível!

Repórter da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador, na época, ninguém me contou… Eu vi. Difícil aceitar que algo tão bonito e significativo, possa ter-se transformado, 30 anos depois, em algo tão feio – maligno até – como a histórica entidade estudantil e seus dirigentes aparecem em alguns retratos do evento da semana passada, em Brasília. Depois do que vi na Bahia, porém, creio que a UNE resistirá mais uma vez.

Vida longa à histórica entidade dos estudantes brasileiros. E curta aos maus dirigentes, da UNE ou de qualquer outra instituição do País.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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