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Postado em 24-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 24-07-2009 08:57

Deu no jornal:

Em sua edição desta sexta-feira(24) o respeitado jornal britânico The Economist afirma que a Petrobras enfrenta incertezas políticas, apesar das vastas reservas e sucesso comercial.Na matéria intitulada Oil and Revolution (“Petróleo e Revolução”, em tradução literal), segundo a BBC Brasil, a revista classifica a Petrobras como a “mais ambiciosa companhia petrolífera do mundo” e afirma que as conexões políticas são essenciais para a empresa.

A Petrobras -segundo Tha Economist-, enfrenta atualmente duas incertezas na área política: a investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e o marco regulatório para a exploração da camada do pré-sal.

Ao tratar da CPI, a Economist assinala que a investigação foi aberta a partir de “alegações de contratos superfaturados e motivação política nas atividades beneficentes da empresa”.

Segundo a revista, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, recebeu de maneira positiva a investigação, mas teme que a CPI se torne um “circo político”, o que poderia ameaçar a empresa.

The Economista diz ainda em sua matéria sobre a estatal brasileira, que a Petrobras já possui um documento com mais de 10 mil páginas que desqualifica a acusação de superfaturamento. Segundo a revista, a CPI pode prejudicar a reputação da Petrobras “apenas levemente”.

Pré-sal

Em relação ao pré-sal, o texto da Economist aponta o que a revista britânica considera a segunda incerteza que ameaça a Petrobras: o marco legal para a exploração do pré-sal.
Segundo a publicação, a saída para a exploração provavelmente será criar uma nova estatal para administrar os novos contratos.

Para a revista, esse marco regulatório é uma incerteza política porque poderia representar um risco para o Brasil.”Um risco para o Brasil é que essa nova companhia se torne uma fonte de lucros sem uma real função, exceto satisfazer a avareza dos políticos. O principal perigo para a Petrobras é a possibilidade de a nova companhia se tornar uma rival comercial”, diz a Economist.

Mas nem tudo é incerteza na Petrobras, reconhece Economist. Em contrapartida às incertezas políticas, a revista cita em sua matéria os ousados projetos de investimentos da empresa petrolífera brasileira e ressalta as boas relações da Petrobras com o governo chinês.

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