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Posted on 23-07-2009
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Alencar deixa hospital
alencar
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O vice-presidente José Alencar, 77 anos, recebeu alta no começo da noite desta quinta-feira(23) do hospital Sírio-Libanês , onde passou 15 dias internado. Hospitalizado desde 8 de julho, o vice-presidente foi submetido no dia 9 a uma cirurgia para para tratar uma obstrução intestinal, causada por tumores abdominais.

“Não posso sair daqui hoje vitorioso em relação à minha guerra contra o câncer. Estou saindo vitorioso de uma batalha, mas a guerra continua”, disse José Alencar no momento em que deixava o hospital caminhando e sempre otimista.

Jose Alencar informou que vai continuar o tratamento que iniciou nos Estados Unidos. Ele disse que os resultados do tratamento são “animadores”. ‘Então, estou muito confiante. Porém, consciente de que a guerra continua’.

‘Estou me sentindo bem. Não tenho nenhum sintoma. Ainda tenho de ficar uns dias aqui porque eles me deram alta do hospital mas não do serviço médico instalado aqui em São Paulo. Eles [os médicos] ainda têm que me observar pelo menos uns três, quatro dias’, declarou Alencar ao G1.

O médico Raul Cutait, que acompanha o vice-presidente, disse que ainda não há previsão de quando Alencar poderá retornar ao trabalho. O vice-presidente luta contra o câncer há 12 anos e já fez 14 cirurgias.

jul
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Reis da Atlântida
chanchada
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Maria Olívia

O acervo da Companhia Atlântida Cinematográfica acaba de ser adquirido pelo Ministério da Cultura (Minc). Os filmes produzidos entre os anos de 1942 e 1974 – muitos deles estrelados pela dupla Grande Otelo e Oscarito, e mais de 27 horas de cinejornais serão restaurados e digitalizados pela Cinemateca Brasileira, em seguida, serão disponibilizados para o público. Segundo o diretor-geral da Cinemateca, Carlos Magalhães, até o final deste ano, parte do material já poderá ser consultado por interessados e exibidos em mostras de cinema.

Para o baiano Juca Ferreira, ministro da Cultura, “trata-se de um período em que o cinema brasileiro tinha grande aceitação popular. São filmes de linguagem simples, feitos para muitos”. Juca está radiante com esta aquisição, “a memória da única época do cinema nacional que pode ser chamada de industrial e autofinanciada”, comemora. Esse importante acervo da história do cinema nacional foi declarado de interesse público em 2007.

Os amantes da sétima arte (sem preconceito, por favor) vão se deliciar com os filmes “O homem do Sputinik”, “Matar ou correr”, “Nem Sansão nem Dalila”, “Aviso aos navegantes”, “Carnaval na Atlântida, entre outras chanchadas. Os cinejornais “Atualidades Atlântida, “Jornal da Tela” e “Notícia da Semana” mostram acontecimentos como a conquista da Copa de 1958 pela seleção brasileira, um encontro entre os presidentes João Goulart e John Kennedy dois anos antes do golpe militar, a inauguração de Brasília e o primeiro ducumentário sobre a Bossa Nova feito no Brasil

Maria Olivia é jornalista

jul
23
Posted on 23-07-2009
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Bahia em Pauta recebeu da jornalista e colaboradora Aparecida Torneros, do Rio de Janeiro, e-mail com o seguinte texto de Ricardo Kotscho, um nota 10 do jornalismo brasileiro, o seguinte texto, que este site-blog baiano, surpreso e contente, repassa aos seus leitores, com os devidos agradecimentos a Cida. Grande notícia mesmo!. Confira.
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RICARDO KOTSCHO

Brasília – Com um dia de atraso, informo em primeira mão: a mais surpreendente notícia da Folha de S. Paulo desta terça-feira não estava na capa nem nas manchetes internas.

Saiu na última página do Caderno de Esportes. E não se tratava de uma reportagem, mas de um anúncio do portal UOL, da mesma empresa que edita a Folha.
O título é instigante:

“Você acha que a população do nordeste está menos online do que da do sudeste? Você está enganado”.

Em um anúncio de meia página do UOL, bravo concorrente do nosso iG , encontramos informações que poderiam ir para a manchete do jornal.

Com tanta notícia repetida que circula todo dia, o dia todo por todas as mídias, geralmente falando de desgraças e safadezas, o anúncio trazia uma novidade, quer dizer, algo que eu não sabia:

“A internet é hoje mídia nacional: a penetração nas principais praças do nordeste é similar à do sudeste e sul”.

Você sabia disso? Eu só fiquei sabendo à noite, ao ler o jornal no final de um dia de viagem a Brasíloia, no bar do hotel Meliá, ouvindo uma belíssima cantora, Larissa Vitorino, de quem também nunca tinha ouvido falar.

Me lembrou a Nara Leão do início da carreira, meiga e bela como sua voz, um banquinho e uma guitarra elétrica.

Mas voltando ao anúncio do UOL. Lá esta uma prova provada de que o Brasil não é mais o mesmo, no bom sentido:

“A penetração da Internet na cidade de São Paulo é de 39%. Já em Salvador atinge 41% e no Distrito Federal ultrapassa 50%. Anuncie na Internet: mídia nacional”.

Salvador mais internética do que São Paulo? Quem poderia imaginar uma coisa dessas cinco ou dez anos atrás?

A melhor explicação quem me deu para este Brasil ainda desconhecido para nós paulistas foi meu velho amigo Toninho Durmond, o homem da Globo em Btrasília.

“A marca deste governo que vai ficar é a distribuição de renda”.
O engraçado é que ele me disse isso num longo e agradável papo que tivemos pela manhã, antes de eu encontrar este anúncio do UOL.
O gráfico que ilustra a peça publicitária mostra o aumento de penetração da internet fora do eixo Rio-São Paulo. Deixa claro também que temos hoje não só distribuição de renda entre as classes sociais, mas de riqueza entre as diferentes regiões do país.

A assinatura do anúncio é emblemática exatamente por ele ter sido publicado no jornal de papel de maior circulação do país:
“Anuncie na Internet _ www.amidiaquemaiscresce.com.br”.

Deixando de lado o governo, sem entrar no FlaXFlu de quem é contra ou a favor do Lula, há um fato inegável: o Brasil de 2009 é outro país e o crescimento da internet é apenas um dos sinais desta mudança para melhor que muitos colegas da velha mídia ainda insistem em ignorar.
Somos hoje mais de 60 milhões de brasileiros ligados à grande rede, metade deles recém-chegados ao mercado consumidor.

Para saber como mudou a vida do país, seguindo os conselhos do mestre repórter Gay Talease, é preciso levantar a bunda da cadeira e sair por aí, desligar-se dos celulares e da própria internet, abrir os olhos e os ouvidos para depois poder contar as novidades.

O Brasil sempre me surpreende quando saio do meu mundinho de São Paulo e não levo meu laptop. Tem notícia nova no pedaço em todo lugar, todo dia. É só procurar, conversar com as pessoas, olhar em volta, sem teses pré-concebidas, sem preconceitos nem pensamentos únicos, sem pauta fechada, nem verdades absolutas.
Vale a pena tentar ver o Brasil de um outro jeito.

Ricardo Kotscho, jornalista de São Paulo, ex-JB, ex-Folha de S. Paulo, editor de um dos mais interessantes e acessados blogs do País.

jul
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Posted on 23-07-2009
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Hamlet de Wagner Moura chega ao TCA
moura
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Maria Olívia, para Bahia em Pauta

Os ingressos para as duas sessões de Hamlet – 25 ( 20horas) e 26 (19horas) de julho, estão esgotados há um mês, para as apresentações no TCA. Como Salvador foi “uma escolha afetiva” de Wagner Moura na fase de encerramento da temporada da peça, vai rolar uma encenação extra nesta sexta, dia 24, às 20horas. Mas não se anime caro internauta – assim que foi anunciada a nova sessão, em menos de duas horas os bilhetes estavam todos vendidos.

“Em nenhuma outra cidade concordei em fazer uma sessão extra, porque tenho trabalhado muito em novos compromissos. Mas não podia deixar de me dar essa oportunidade de que mais pessoas, mais amigos pudessem me assistir”, afirmou o baianíssimo Wagner Moura.

A montagem da peça de William Shakespeare – escrita há quatro séculos, é a realização de antigo sonho de Moura. Para o ator, “essa é uma das mais fiés traduções de Hamlet. Quando digo que conseguimos deixar o texto mais comunicativo, refiro-me à preservação de sua poética, sem excessos de rebuscamentos desnecessários”. Wagner Moura junto com o diretor Aderbal Freire Filho e a professora de inglês Barbara Harrington foram os responsáveis pela tradução da obra.
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Observação: Na sexta-feira, 31 de julho, Maria Bethânia vai cantar na missa pelos 100 anos de Dom Helder Câmara, na Igreja dos Santos Anjos, construída pelo bispo dos pobres, no Leblon, Rio de Janeiro. Se for possível, vale a viagem à cidade maravilhosa.
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Maria Olivia é jornalista

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jul
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Posted on 23-07-2009
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Hipólito da Costa: história na lixeira
hopolito
Deu no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

OPINIÃO/ DIPLOMA DE JORNALISMO

A história jogada no lixo

Alberto Dines

O Estado brasileiro judicializou-se, transferiu-se para os tribunais. A inoperância e desqualificação do Legislativo somada ao caráter circunstancial e casuísta das ações do Executivo levam o Judiciário a assumir uma série de atribuições indevidas.

Atrás desta grave disfunção estrutural está o velho mandonismo e a incapacidade dos agentes políticos para buscar algum tipo de consenso e conciliação. Preferem os impasses logo encaminhados às diferentes instâncias judiciais mesmo quando as divergências são de ordem conceitual, não envolvendo ilícitos ou ameaças.

O STF tem sido a instituição mais procurada para dirimir controvérsias, digamos impertinentes, porque a Constituição de 1988, apesar da fama progressista e cidadã, apresenta enormes lacunas e imprecisões. A pressa em promulgá-la permitiu a sobrevivência de estatutos produzidos durante o regime militar designados aleatoriamente como “entulho autoritário”.

Nem a Lei de Imprensa nem a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma específico para o exercício de jornalismo deveriam ter sido encaminhadas à suprema corte. Foi um equívoco – ou leviandade – submetê-las à apreciação de um ministro-relator, e em seguida aos seus dez pares, nenhum deles disposto a e suficientemente preparado para mergulhar numa questão complexa e multifacetada.

Tanto o ministro-relator Gilmar Mendes como aqueles que o acompanharam na decisão não conseguiram convencer a sociedade de que haviam entendido a chamada Questão do Diploma de Jornalismo. Deixaram-se iludir pelos autores da representação. É incrível, mas é imperioso e penoso registrar que Suas Excelências, Meritíssimos e Meritíssimas, foram ingênuos. Ao invés de convocar peritos, contentaram-se com constatações simplistas, produzidas pelo senso comum e lugares-comuns.

Reconhecimento da profissão

As entidades patronais que direta ou indiretamente patrocinaram a causa fixaram-se na questão do certificado e menosprezaram o ponto crucial: a existência de uma profissão multi-secular, na verdade bi-milenar, reconhecida em todo Ocidente.

Era mais fácil e mais conveniente eliminar a obrigatoriedade do certificado sob o pífio pretexto de universalizar o acesso à informação do que reconhecer que os precursores dos jornalistas contemporâneos foram os funcionários romanos chamados de diurnarii (daí giornalisti e journalistes). Também chamados de actuarii porque se encarregavam de preparar as atas ou Actas informativas que circulavam na capital do império a partir do século II a.C.

A profissão de jornalista, reconhecida e legalizada, começou com a produção das Actae Diurnae (Atas Diurnas), também conhecidas como Atas Públicas, Atas Urbanas ou ainda Diurnálias. Mas também circulava uma Acta Populi e, para comprovar que nada se cria, tudo se copia, havia até uma Acta Senatus, secreta, que certamente inspirou o senador José Sarney a produzir seus boletins confidenciais.

Os proto-jornalistas foram estudados pelo historiador-jornalista Carlos Rizzini em O Jornalismo antes da Tipografia (Cia. Editora Nacional, S. Paulo, 1968, pp. 4-10). Mais recentemente, o historiador português Jorge Pedro Souza ofereceu preciosas informações sobre uma atividade exercida há dois milênios que o espirituoso presidente do STF, Gilmar Mendes, considera equivalente à dos mestres-cuca (Uma Breve Historia do Jornalismo no Ocidente in Jornalismo: Historia, Teoria e Metodologia, pp 34-44, Edições Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2008).

Hipólito e os redactores

Na apresentação da primeira edição do Correio Braziliense, o primeiro periódico a circular sem censura no Brasil e em Portugal, seu autor, o gaúcho Hipólito da Costa, escreveu com data de 1º de Junho de 1808 uma profissão de fé sobre a nobre missão dos jornalistas aos quais designa como redactores das folhas públicas.

Hipólito delineava de forma inequívoca uma função social e um ofício. Sua convocação dirigia-se primeiramente aos que vivem em sociedade e, em seguida, àqueles que deveriam servi-la. O patriarca do jornalismo estabelecia uma clara diferenciação entre o cidadão e aqueles que devem informá-lo. Não regulamentou a profissão, concedeu-lhe um status especial. Distinguiu-a com a missão de levar a colônia a superar os 308 anos de trevas e silêncio e preparar a sua emancipação.

Dois séculos depois, a conjugação de um Estado capenga e uma corte desnorteada – ou mal informada – jogam nossa história no lixo.

Alberto Dines, jornalista, é editor chefe do portal Observatório da Imprensa, onde este texto reproduzido pelo Bahia em Pauta saiu originalmente.

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