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Postado em 21-07-2009
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 21-07-2009 00:33

Prefeito João Henrique
joao

O tempo, senhor da razão, parece também ótimo medicamento para curar feridas de ofensas, por maiores que sejam, principalmente quando se aproxima uma nova temporada eleitoral e os campos de interesses começam a se delinear.

A população baiana, e os  eleitores de Salvador em particular, foram postos nesta segunda-feira(20), mais uma vez, diante de uma exposição pública de sentimentos do prefeito ds capital, João Henrique de Barradas Carneiro, debullhado em lágrimas.

Desta vez, derramadas diante da câmera de televisão (TV Bahia) quando JH falava sobre o ex-senandor Antônio Carlos Magalhães, durante a inauguração do novo mausoléu da família Magalhães no Cemitério Campo Santo, no dia em que ACM completou dois anos de falecido.
Manifestações como esta são naturais no caso de parentes mais próximos e admiradores de sempre. No caso de João, no entanto, causaram surpresa a muita gente,  não exatamento pelo choro em si, que o prefeito não é dado a controlar este tipo de emoção.

Mas pelo fato de que, até muito recentemente, João Henrique se alinhava entre os mais ferrenhos adversários do falecido, além de duro crítico do homenageado no cemitério do Campo Santo, sobretudo a partir dos conflitos não muito distantes assim, que dividiram as famílias do senador João Durval e as do senador ACM.

O bom filho à casa torna, ensina a sabedoria popular. Talvez esteja aí o motivo das lágrimas de João.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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Comentários

carlos volney de souza sampaio on 21 julho, 2009 at 12:39 #

Não surpreende. Esse João Henrique é, para mim, um autêntico farsante. Escudado em uma imagem de religioso puro, pratica todo tipo de traição para se manter no poder. Firmou-se politicamente como impetrante de ações judiciais inóquas a título de defender os interesses do povo, mas o que queria mesmo era os votos dos incautos. Eleito prefeito, não revogou um só dos tributos contra os quais impetrou ações. Agora “puxa o saco” da família de ACM visando apoios futuros. De resto é, também, na minha ótica, um indigente mental.


Maria do Socorro Fonseca on 22 julho, 2009 at 11:39 #

Concordo plenamente com o autor do texto e com Carlos Volney. Isso, inclusive, fez-me lembrar de um episódio parecido que muito me indignou.
Dom Avelar tinha destituído D. Jerônimo do cargo que este exercia no Mosteiro São Bento após o mesmo ter se posicionado de maneira favorável ao divórcio numa entrevista . Ele dissera, entre outras coisas, mais ou menos assim: “viver juntos sem amor, sem o casal se suportar mais, é coisa para quem quer ser santo e não para pessoas normais”.
D. Avelar reagiu com fúria e o criticou dura e impiedosamente, tentando humilhá-lo mesmo.
Algum tempo depois, D. Jerônimo morre e D. Avelar agia normalmente no enterro até aparecerem as câmeras de televisão, quando então se debruçou sobre o caixão e chorou “sentidamente”.
Esta cena tão falsa jamais me saiu da memória!


carlos volney de souza sampaio on 23 julho, 2009 at 18:08 #

Os religiosos, sempre eles!!! Grato a Maria do Socorro pelo comentário. Ela é outra voz isolada, como eu, nesse mar infestado de “tubarões predadores” (que os tubarões me perdôem pela má comparação).


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