jul
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Posted on 21-07-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais, Multimídia) by vitor on 21-07-2009


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Deu na Folha de S. Paulo

OPINIÃO
O LABIRINTO DA INTERNET

JOÃO SANTANA

Um paradoxo da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.

É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo – sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.

O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.

Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.

Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.

Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios.

Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários (“Ah, a campanha do Obama!”, “Ah, as eleições no Irã”, “Ah, o twitter do Serra”, “Ah, vem aí o blog do Lula”) sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.

Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos.

Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio.

De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos tempos da santa madre igreja, que já deteve a mais poderosa máquina de propaganda política – é a criadora do termo com sua “Congregatio de Propaganda Fide”-, até os dias de hoje, a comunicação politica é feita por meio de uma simbiose entre o que se diz – o conteúdo retórico -persuasivo – e seu suporte de expressão, as ferramentas comunicacionais. Um influenciando o outro e os dois influenciando, sem parar, as sociedades e instituições.
Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet.
Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.

No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata.
Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.

Com as vantagens e desvantagens que isso pode trazer.
As cibervias não estão criando só “novas ágoras”. Criam também novas urnas. Do tamanho do mundo. Vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo “representativa” ou “direta”.

Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a história como os que imprimiram um sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse, de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque a internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.

Já há um consenso do que deve ser modificado na proposta da Câmara. O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva. Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro.

JOÃO SANTANA, 56, é jornalista, publicitário e consultor político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em 2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador.

Jorge Hage, CGU: dois tentos
Hage
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O presidente da República acaba de assinar dois atos de impacto para a administração pública federal , ambos cobrados por orgãos e entidades,  públicos e privados, envolvidos no combate à corrupção e irregularidades no país. O primeiro decreto trata da questão do nepotismo, determinada pela Súmula Vinculante do STF nº13, de 29/08/08). O segundo trata do pagamento de diárias a ministros de Estado , para conter abusos e irregularidades na utilização dos chamados cartões corporativos..

No primeiro caso, a súmula do STF vinculou a administração pública de todos os poderes e esferas administrativas quanto a proibição de nomear cônjuge, companheiro ou parente para exercício de cargos em comissão ou de confiança,  para evitar a prática do“nepotismo”. O decreto que acaba de ser assinado pelo presidente Lula, a partir de iniciativa conjunta dos ministérios da Controladoria Geral da União (CGU) e do Planejamento, estabelece a obrigatoriedade de prestação de informações sobre vínculos familiares pelos agentes públicos.

A proposta do decreto, acatada pelo chefe do Executivo, visa, segundo os que o elaboraram, estabelecer como obrigatória a apresentação de declaração, – pelos ministros, ocupantes de cargo de natureza especial e agentes públicos ocupantes de cargos  DAS ( Direção e Assessoramento Superiores ), – acerca da existência de vínculo matrimonial, de companheirismo ou de parentesco consanguíneo ou afim, em linha direta ou colateral, até o terceiro grau, com ocupantes de cargos em comissão ou funções de confiança no âmbito do Poder Executivo federal.

A declaração incluirá, também, a eventual existência de vínculos com estagiários, terceirizados ou consultores que prestem serviços ao órgão.

CARTÕES CORPORATIVOS

Quanto ao segundo decreto, sobre o pagamento de diárias aos ministros de Estado, também visa  produzir  impacto na administração pública, segundo esperam seus elaboradores, em especial o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. O objetivo é evitar abusos no uso do chamado cartão corporativo, que já motivou escândalos recentes, denunciados principalmente pela imprensa.

Até hoje só havia diária para servidor público em geral e para ministros quando em viagem ao exterior. Em viagens no país, o ministro pagava as despesas respectivas com o cartão de pagamento do governo federal, vulgarmente chamado de “cartão corporativo” (este, de empresas). O que implicava em algumas distorções, porque  os ministros se hospedavam em hotéis de diferentes classes, assim como se alimentavam e pagavam despesas de locomoção de forma  que  achavam conveniente, o que dava desproporção de valores se comparados entre si.

A partir do decreto assinado hoje, o valor é determinado e cada ministro só pode gastar aquele valor. Se desejar se hospedar  em hotéis de luxo, fazer refeições em  restaurantes caros, locar carro, fora do patamar da diária concedida, poderá fazê-lo, é claro, mas pagando do seu próprio bolso, e não às custas do erário.

Os dois decretos foram trabalhados conjuntamente pela Controladoria Geral da União e pelo Ministério do Planejamento, conduzidos, respectivamente, pelos ministros Jorge Hage e Paulo Bernardes.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jul
21
Posted on 21-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-07-2009

Marcia: soteropolitana feliz
vencedora
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A baiana de Salvador, Marcia Pires Santana, fez bonito no concurso promovido pela Renault em algumas capitais do Brasil – “Revele sua Cidade” -, entre elas a capital da Bahia, com o propósito de premiar a melhor frase com este tema.

É dela a melhor frase, que além do mérito em sí por ser eleita entre milhares de concorrentes, vem acompanhada de um prêmio de dar inveja a muito criador profissional: um carro Renault Sendero Stepway, que já pode ser visto no site www.renault.com.br, ao lado do nome da feliz ganhadora (e bota feliz nisso!)

Márcia Pires Santana, terapeuta ocupacional desde 1983, baiana “da gema”, casada com Luciano da Matta, repórter-fotógrafo do Jornal A Tarde, mãe de dois filhos, concorreu e venceu o concurso com a seguinte frase: “Salvador, igual a ela não há. Do Farol de Itapoã a Ponta de Humaitá. Aqui tudo é tão lindo que dá vontade de ficar. Descobrir Salvador é o mesmo que sonhar…E não querer acordar.”

Bahia em Pauta vibra também, ao lado dos amigos e admiradores de Marcia, com a vitória desta leitora e incentivadora deste site-blog , como seu marido, o fotógrafo Luciano.

Esta baiana merece!

(Vitor Hugo Soares, com dica de Mariana)

jul
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“Todas duas são uma coisa linda”
joalina
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A música para começar o dia no Bahia em Pauta, nesta terça-feira ,21, é “Petrolina Juazeiro”. Por motivos obvios (veja a beleza das frutas do Vale do São Francisco no post anterior), e por razões do coração do editor deste site-blog, que passou alguns do melhores anos de sua adolescência entre estas duas belas cidades, no tempo em que o petrolinense Geraldinho Azevedo começava a florescer nas serenatas para as colegiais da famosa escola salesiana Nossa Senhora Auxiliadora, como um dos melhores compositores e intérpretes do País. A composição é de Jorge de Altino, cantada por Geraldo Azevedo em dueto com a ótima paraibana Elba Ramalho. Retrato sem retoque para quem, como este editor, viveu na beira do rio e das duas cidades da Bahia e de Pernambuco. Confira.

( Vitor Hugo Soares)

FENAGRI: “a força do vale”
Vale
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GRAZZI BRITO

JUAZEIRO (BA)- A Feira Nacional de Agricultura Irrigada-Fenagri, maior evento econômico da região do Vale do São Francisco, cuja vigésima edição encerrou suas atividades no último sábado (18), em Juazeiro, faz agora a avaliação de seus resultados financeiros, científicos e políticos, e tira como primeira conclusão na avaliação dos analistas, que o evento de 2009 foi exitoso, apesar de realizado em um ano de crise ainda em andamento.

A conquista mais evidente, segundo o prefeito Isaac Carvalho (PC do B), foi mostrar como o Vale do São Francisco é forte ,tanto em seus resultados econômicos atuais, como no potencial a ser ainda explorado.
“Hoje a região do Vale do São Francisco é a maior área de agricultura irrigada do país. Então eu acho que nada mais justo a região ser promotora dessa articulação nacional ocorrida na FENAGRI”, pontuou o prefeito.

O secretário de Agricultura do município, Jairton Fraga, revela que, apesar da crise mundial com reflexos no país, esta foi a maior e mais variada programação científica da Feira nesses vinte anos. “Nunca na edição da Fenagri houve uma consistência tão grande em termos de programação, embora pudesse ter sido ainda melhor, se tivéssemos tido o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o que não ocorreu”, criticou o secretário. ”Mas, ainda assim,  tivemos a participação de estados importantes como o Piauí, Tocantins, Ceará e, é claro, dos produtores do Vale”, salientou Fraga.

A Feira, realizada no Campus III da Universidade Estadual da Bahia – Uneb, teve como tema central a sustentabilidade e buscou retomar e reforçar o seu conceito maior, que é o de difusora de tecnologia e geração de negócios. “No primeiro momento, estivemos reunidos com 43 entidades, discutindo um novo modelo e formato, e tudo passou primeiro por quebrarmos paradigmas, como trazer a feira para um espaço acadêmico, de pesquisa”,  observou o secretário municipal de Agricultura.

Fato público e político, o maior destaque da Fenagri segundo a organização foi a realização da I Conferência sobre Políticas Públicas para a Agricultura Irrigada do Semiárido, realizada no segundo dia da Feira (16), reunindo representantes dos entes federativos, da sociedade civil e organizada. Os resultados econômicos em si, cuja perspectivas antes do evento começar eram de R$ 100 milhões, ainda estão sendo computados para divulgação nos próximos dias.

A conferir

(Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, região do Vale do São Francisco)

jul
21
Posted on 21-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-07-2009

Prefeito João Henrique
joao

O tempo, senhor da razão, parece também ótimo medicamento para curar feridas de ofensas, por maiores que sejam, principalmente quando se aproxima uma nova temporada eleitoral e os campos de interesses começam a se delinear.

A população baiana, e os  eleitores de Salvador em particular, foram postos nesta segunda-feira(20), mais uma vez, diante de uma exposição pública de sentimentos do prefeito ds capital, João Henrique de Barradas Carneiro, debullhado em lágrimas.

Desta vez, derramadas diante da câmera de televisão (TV Bahia) quando JH falava sobre o ex-senandor Antônio Carlos Magalhães, durante a inauguração do novo mausoléu da família Magalhães no Cemitério Campo Santo, no dia em que ACM completou dois anos de falecido.
Manifestações como esta são naturais no caso de parentes mais próximos e admiradores de sempre. No caso de João, no entanto, causaram surpresa a muita gente,  não exatamento pelo choro em si, que o prefeito não é dado a controlar este tipo de emoção.

Mas pelo fato de que, até muito recentemente, João Henrique se alinhava entre os mais ferrenhos adversários do falecido, além de duro crítico do homenageado no cemitério do Campo Santo, sobretudo a partir dos conflitos não muito distantes assim, que dividiram as famílias do senador João Durval e as do senador ACM.

O bom filho à casa torna, ensina a sabedoria popular. Talvez esteja aí o motivo das lágrimas de João.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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