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Posted on 20-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-07-2009

Juiz De Sanctis acata denúncia…
juiz

…Daniel Danta é réu outra vez
dantas
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“Bomba. Bomba”, repetiria o colunista Ibrahim Sued se vivo estivesse, para acentuar a importância do fato: O banqueiro Daniel Dantas virou réu mais uma vez nesta segunda-feira, 20, e está prestes a ser mandado a novo julgamento criminal, depois de já ter sido condenado a 10 anos de prisão e a pagamento de multa pesada em dinheiro em processo anterior por crime de corrupção ativa e tentativa de suborno a um delegado da Policia Federal, durante a Operação Satiagraha, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz.

Nesta segunda-feira (20) , o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Dantas, integrantes do Grupo Opportunity e ex-membros da Brasil Telecom pelas acusações de crimes financeiros. O banqueiro e mais 13 pessoas são acusados por um conjunto de sete fatos criminosos.

Da relação de acusados constam: Verônica Dantas, irmã do banqueiro; Dório Ferman, presidente do Opportunity; os diretores do banco, Norberto Aguiar Tomaz, Eduardo Penido Monteiro e Itamar Benigno Filho; o ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz; e a ex-presidente da Brasil Telecom, Carla Cicco.

Segundo informa a revista digital Terra Magazine, em texto assinado pelo repórter Aloísio Milano, na decisão, De Sanctis concorda com os indícios da denúncia e ressalta que o grupo de Daniel Dantas “teria se organizado” para a “prática de crimes de lavagem de dinheiro e delitos financeiros”. Os acusados serão intimados no prazo de 10 dias para apresentarem suas defesas.

Além disso, assinala TM, De Sanctis decidiu liquidar o fundo de ações do Grupo Opportunity para garantir que o valor atual dos ativos seja mantido. Isso para que não haja desvalorização ou perdas de dinheiro oriundo de lavagem de dinheiro.

Os valores do Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações, inscrito sob o CNPJ 06.940.730/0001-59, estavam bloqueados deste setembro, mas agora serão vendidos e depositados numa conta em juízo na Caixa Econômica Federal (CEF). A decisão deve ser cumprida em no máximo 48 horas.

Quanto à liquidação do fundo, o juiz argumenta:

– Não é recomendável que os acusados, ora denunciados por supostas práticas de delitos financeiros, notadamente de gestão fraudulenta, continuem a proceder à gestão do fundo.

O procurador da República, Rodrigo De Grandis, ao receber cópia da decisão, comentou a venda das ações determinadas pela Justiça:

– O juiz optou por determinar a liquidação do fundo justamente para preservar o valor dessas cotas e para determinar o valor líquido deste fundo. Se nós deixássemos isso para o futuro, uma alegação de perda cambial poderia surgir por parte dos acusados.

Terra Magazine, cujo editor-chefe é o jornalista Bob Fernandes, informa ainda que, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os valores ligados ao fundo liquidado são variáveis por conta do câmbio, mas podem ser estimados entre R$ 500 e 550 milhões. E o fundo possui entre 23 e 24 cotistas, a maioria deles denunciados pelo MPF.

O Juiz da 6ª Vara Criminal de São Paulo indefiriu, ainda, o pedido do MPF para que fosse expedido um ofício ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a relação entre Daniel Dantas e os recursos do empresário Marcos Valério, que abastecia partidos da base govenista, o chamado caso do “mensalão”. Para ele, o pedido do MPF pode ser feito diretamente ao ministro.

Na denúncia apresentada, o procurador Rodrigo de Grandis afirma que Daniel Dantas e seu grupo alimentaram o “valerioduto” por meio de pelo menos seis contratos de publicidade da Brasil Telecom com as agências DNA Propaganda e SMP&B. O empresário mineiro teria recebido pelo menos R$ 3,3 milhões mesmo sem ter vinculação com licitação formal.

O juiz De Sanctis também acatou os pedidos de criação de três novos inquéritos: 1) para detalhar a participação de investigados e não denunciados neste momento, entre eles o integrante do Opportunity Carlos Rodenburg e o advogado e ex-deputado Luis Eduardo Greenhalgh; 2) para apurar crimes financeiros na aquisição do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi; 3) para investigar evasão de divisas praticadas por brasileiros que tinham, ilegalmente, cotas do Opportunity Fund.

LEIA NOTICIÁRIO COMPLETO SOBRE O CASO EM TERRA MAGAZINE

( http://terramagazine.terra.com.br)

jul
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Posted on 20-07-2009
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Área do desastre
marroco
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Quatro pessoas morreram nesta segunda-feira (20) quando um avião, proveniente de Portugal, caiu perto do aeroporto de Tit Mellil, nas proximidades de Casablanca, segundo informam as autoridades do Marrocos.

Segundo a edição on-line do jornal Diário de Notícias, de Lisboa, uma fonte aeroportuária revelou à agência noticiosa francesa AFP que, a bordo do avião, se encontravam dois portugueses, um francês e um marroquino.

De acordo com as primeiras informações da polícia marroquina , os primeiros indícios são de que o piloto, de nacionalidade portuguesa, teria perdido o contrôle do aparelho a cerca de um quilômetro da pista do aeroclube de Tit Mellil. O co-piloto, segundo o site marroquino, Waiayn, é a outra vítima de nacionalidade portuguesa. Os nomes das vítima ainda não são conhecidos segundo os responsáveis pelo inquérito aberto para determinar as circunstâncias do acidente.

Casablanca, em cujas proximidades o avião caiu, é a maior cidade de Marrocos. Tem cerca de 3,7 milhões de habitantes, e  o maior porto e o maior centro industrial e comercial na costa atlântica do país africano.  E cenário de um dos mais belos filmes de todos os tempos, Casablanca, com elenco encabeçado por Ingrid Bergman e Hunphrey Bogard.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da AFP e jornal Diario de Notícias, de Lisboa, edição on-line)

jul
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Posted on 20-07-2009
Filed Under (Multimídia, Newsletter) by vitor on 20-07-2009


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Deu no Jornal
Em sua edição desta segunda-feira, 20 de julho, em que a humanidade lembra os 40 anos do primeiro desembarque do homem na Lua, o diário Público, editado em Portugal, lança um olhar analítico para o fututo e tenta prospectar o que serão os vôos das naves tripuladas para outras estrelas, outras galaxias. Confira, a seguir, no texto escolhido pelo Bahia em Pauta para comemorar a data histórica.

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ATÉ ONDE SERÁ POSSÍVEL IR?

As missões tripuladas para a Lua, para Marte, talvez para algum asteróide deverão tornar-se realidade um dia destes. Mas para outras estrelas, outras galáxias?

Sair do sistema solar ainda não faz parte dos planos mais futuristas para viajantes humanos porque as tecnologias que seriam necessárias ainda não existem. Mas isso não impede cientistas mais visionários de tentarem imaginar novas formas de fazer recuar essa fronteira, vencendo o espaço e o tempo.

O grande problema com o Universo é a sua imensidão. Mesmo as sondas Voyager 1 e 2 da agência espacial norte-americana NASA, que descolaram de Cabo Canaveral em 1977, só recentemente (em 2004 e 2007, respectivamente) atingiram a antecâmara dos confins do nosso sistema solar — a zona, situada a uns dez mil milhões de quilómetros do Sol, onde a influência do vento solar começa a esgotar-se para finalmente ceder o lugar ao meio interestelar.

O grande problema com as naves e sondas espaciais actuais é que são muito lentas. Mesmo a velocidades que a nós nos parecem alucinantes — neste momento, a sonda Voyager 1, o objecto de fabrico humano mais afastado da Terra, é um bólide lançado a 17 quilómetros por segundo —, as Voyager demorariam mais de 70 mil anos a chegar aos subúrbios de Proxima do Centauro, a estrela mais perto do Sol, situada a pouco mais de quatro anos-luz de nós.

O grande problema com as naves tripuladas é, ainda por cima, o seu grande tamanho e peso (as Voyager pesam apenas 700 quilos; já uma nave do tipo da Enterprise da série Star Trek é outra história). E, se se tratasse de uma nave propulsada por motores convencionais, do mesmo tipo que os dos vaivéns norte-americanos, a NASA garante que a matéria do Universo todo não chegaria para fabricar a quantidade de combustível necessária! Claramente, as viagens tripuladas para o espaço extra-solar apresentam obstáculos aparentemente inultrapassáveis de ordem tecnológica.

FATOR HUMANO
Mas também não é possível esquecer um outro factor limitativo: o simples (ou, pelo contrário, muito complexo) fator humano, com as suas vertentes éticas, psicológicas, biológicas. Atravessar o espaço durante dezenas de milhares de anos implicaria o nascimento e morte de inúmeras gerações de seres humanos a bordo da nave espacial (a título comparativo, estima-se que a nossa espécie tenha surgido na Terra há 200 mil anos), com todas as implicações que isso tem em termos de sustentação alimentar, riscos da permanência prolongada no espaço. A alternativa seria desenvolver tecnologias que pudessem manter os tripulantes num estado de vida suspensa durante toda a viagem.

Para mais, continuando com o exemplo de Próxima do Centauro, viajar para aquela estrela nem sequer constituiria um objectivo adequado, pois ela não tem planetas à sua volta susceptíveis de suportar a vida tal como a conhecemos… Aliás, ainda não foi descoberto nenhum planeta parecido com o nosso em torno de uma estrela. É verdade, porém, que os esforços para procurar “pontinhos azuis” como a Terra têm redobrado nos últimos tempos (nomeadamente com o lançamento pela NASA, em Março deste ano, do telescópio espacial Kepler) e que os especialistas estão bastante optimistas quantos às hipóteses de virmos a encontrá-los. Mas o que isto quer dizer é que será sem dúvida preciso olhar para muito mais longe do que alguns anos-luz de distância para encontrar estrelas que possuam planetas habitáveis.
Quanto a visitar outras galáxias, mesmo as mais próximas da nossa Via Láctea… A galáxia Andrómeda fica a dois milhões de anos-luz de nós: mesmo a luz, a coisa mais rápida que há segundo a Teoria da Relatividade de Einstein (300 mil km por segundo no vácuo), demora dois milhões de anos a cobrir essa distância! E a galáxia anã Canis Major, que está mais próxima de nós do que nós próprios estamos do centro da nossa galáxia, encontra-se apesar de tudo a 25 mil anos-luz do sistema solar, o que ainda é abissal. Parece impossível — hoje, amanhã, ou em qualquer outro dia do futuro próximo ou longínquo — que um ser humano possa percorrer distâncias dessa ordem, vencendo o espaço e o tempo.
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LEIA ÍNTEGRA NO JORNAL ‘PÚBLICO’, DE LISBOA
(http://ultimahora.publico.clix.pt)

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