jul
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Posted on 18-07-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-07-2009

Serra: “eu vou mostrar pra vocês”…
serra
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O inesperado acaba de acontecer neste sábado(18), no Vale do Anhangabaú, centro histórico das grandes manifestações políticas e populares de São Paulo, durante a noite de homenagens ao pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião e do forró. O sisudo governador tucano José Serra topou um desafio do sanfoneiro Dominguinhos e os dois cantaram juntos o clássico “Baião”, de Gonzagão.

O repórter baiano Claudio Leal estava na área, presenciou a festa nordestina e a performance surpreendente de Serra no palco armado sob o Viaduto do Chá. O resultado está no texto delicioso publicado no Terra Magazine, que o Bahia em Pauta reproduz a seguir.

Os mineiros diriam:”política é o cão”. Nesta noite paulista, porém, política foi baião. Confira (VHS)

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Claudio Leal

“O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aceitou um desafio do sanfoneiro Dominguinhos e cantou o clássico “Baião”, de Luiz Gonzaga, em noite de homenagem ao Rei do Forró, no Vale do Anhangabaú. No palco armado sob o Viaduto do Chá, Dominguinhos contou que ficou admirado, no palácio do governo paulista, com o conhecimento de Serra sobre a obra de Gonzagão. “Parecia que tinha andado pelo sertão com ele”, brincou. “Aí eu disse: governador, vou lhe dizer uma coisa: o senhor topa cantar o Baião n.1 comigo?”. Serra respondeu: “Aceito. Mas você baixe o tom!”.

Às 19h07 deste sábado, Serra foi chamado ao microfone, para cumprir a promessa de forrozeiro. De casaco azul, um tanto tímido, o governador entoou: “Eu vou mostrar pra vocês/ Como se dança o baião/ E quem quiser aprender/ É favor prestar atenção”. Dominguinhos não rasgou o acordo: baixou o tom. E ajudou Serra a pegar o ritmo nordestino. “Morena chega pra cá/ Bem junto ao meu coração/ Agora é só me seguir/ Pois eu vou dançar o baião”.

Ao fim da peleja vocal, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República foi aplaudido pela maioria dos espectadores, apesar de algumas reprovações faciais ao desempenho. Serra deixou às 19h11 o palco da “Homenagem a Luiz Gonzaga”, que atrai milhares de nordestinos ao Centro de São Paulo. Depois de permanecer por quatro minutos no camarote oficial, despediu-se do evento”.

Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br)

jul
18
Posted on 18-07-2009
Filed Under (Artigos, Gilson, Multimídia) by vitor on 18-07-2009


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Tom Jobim, de óculos, com um puro Havana entre os dedos da mão esquerda, está na foto. Lê uma partitura. Parece vivo. Na parede, tem sentido estético. Faz parte do meu acervo de jornais, revistas, livros, CD e DVD sobre o maestro soberano.

Anos Dourados está disponibilizada no site-blog-blog-site Bahia em Pauta. A Bossa Nova, estado de espírito, estética do processo, silêncio que encanta, divisor de águas da música brasileira, tem mais vez, na Bahia. Viva, Vitor!!!

Dia e noite, em constante estado de oração, ou melhor, de BN, estou a cantar e a ouvir canções do gênero, a recordar momentos vividos com quem fez e faz a Bossa ser eterna. Por isso, vou providenciar, já, reprodução de foto do saudoso Luizinho Eça, para ficar ao lado da foto de Tom, aqui, no gabinete do meu computador.

Luizinho, o maior pianista de todos os tempos da Bossa Nova, com quem compartilhei gargalhadas à moda carioca-baiana, não morreu. Em algum lugar do Cèu, ele se movimenta, cria, toca magistralmente, sorri, como faz ao executar Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso, com Lilian Carmona, à bateria, e Luiz Alves, no baixo, nesse vídeo. Ouça, curta, sonhe e diga que a Bossa Nova vai arrasar!!!

Vai, amigo, solta o pau, como disse, a Luizinho Eça, no dia em que o conheci, em uma das viagens do lendário Tamba Trio, a Salvador, no início da década de 70 do século passado, a caminho do Teatro Castro Alves, onde o Tamba iria fazer show memorável!

Eu estava lá, na primeira fila, embasbacado com o som do Tamba, o melhor trio que o Brasil conheceu. Havia ganho o passaporte que faltava. Tom e Luizinho permanecem vivos, em nossos corações. A Bossa continua linda, gente boa!

(Gilson Nogueira é jornalista)

jul
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Posted on 18-07-2009
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Jose Alencar: visitas no hospital
alencar

Deu na revista

A ISTO É, na coluna BRASILconfidencial, a cargo do jornalista Sergio Pardellas, também publica a seguinte nota, que mesmo indiretamente passa pela Bahia:

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“A ministra Dilma Roussef ligou três vezes , durante a semana, para o celular de Luiz Antonio Eira, ex-secretário-executivo da Integração Nacional. Sem sucesso. Eira, que pediu demissão alegando ter sido destratado por Dilma, não quis mais conversa”.

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BAHIA EM PAUTA, em tempo: “A ministra-chefe da Casa Civil está em São Paulo neste sábado (18). Passa por exames de rotina no Hospital Sírio Libanês, como parte do tratamento do câncer linfático a que ela vem sendo submetida há meses. Dilma aproveita para visitar o vice-presidente da República, Jose Alencar, internado há dias no hospital paulista. Quem também deve passar no Sírio libanês neste fim de semana para visitar Alencar é o presidente Lula. (VHS)

jul
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Farol ameaçado
barulho
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Deu na revista

Na coluna Semana, da revista ISTO É, assinada pela jornalista fabiana Guedes, está seguinte nota sobre um dos mais bonitos e visitados cartões postais da Bahia:

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SALVADOR

“Trio elétrico racha Farol da Barra – “Não é bem a mística “energia” do axé music, como gostam de dizer seus fãs, mas sim o excesso mesmo da barulheiira dos trios elétricos que está causando fissuras no Farol da Barra, em Salvador. Segundo análise da Universidade Federal da Bahia, o problema são os altos decibéis que provocam vibrações inadequadas na estrutura do farol erigida há mais de 450 anos em um solo erodido”.

jul
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Posted on 18-07-2009
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Luzia em Xambioá/arquivo pessoal
guerrilheira
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ARTIGO DA SEMANA

RETRATO DE LUZIA

Vitor Hugo Soares

Foi na primeira página do jornal O Globo, em uma reportagem sobre a Guerrilha do Araguaia, que vi pela primeira vez o impressionante retrato da guerrilheira Luzia Ribeiro, que acabara de ser presa em Xambioá, na selva amazônica. Ela aparecia marcada fisicamente pelas agruras da vida na região, mas principalmente pelas dores das torturas a que havia sido submetida pelos comandados do major Sebastião Curió, que a haviam prendido. Luzia mantinha intocada na face de prisioneira, porém, os traços de beleza indefinível da jovem militante dos anos 60, que conheci ainda uma estudante secundarista. A “moça de olhos firmes” de Jequié, marca inconfundível da integridade jamais perdida, como fica claro na entrevista que ela deu ao jornal A Tarde esta semana.

Na época, o retrato produziu sentimentos contraditórios no também jovem militante da UFBA. Primeiro, o contentamento de rever, viva, a querida amiga e companheira das lutas estudantis contra a ditadura nas ruas de Salvador, desaparecida de repente depois do último encontro em uma mesa cheia de outros amigos e companheiros que pareciam felizes como na canção “Anos Dourados”, de Chico e Tom. Todos sentados ou de pé em volta de uma mesa da “Barraca Botafogo”, ao pé do histórico Relógio de São Pedro, à espera da passagem do trio elétrico de Dodô e Osmar, ou do bloco sem cordas do Jacu, de Waltinho Queiroz, com o travesti Valéria , destaque no carnaval soteropolitano naqueles anos temerários.

A segunda sensação foi de melancolia. Na impressão do retrato em O Globo, Luzia se assemelhava muito com uma das atrizes preferidas da geração 60/70: Jane Fonda. Principalmente no papel da pungente personagem central do filme de Sidney Pollack, “A noite dos desesperados”. Uma película, como se dizia então, sobre a depressão da década de 1930, nos Estados Unidos, que levava as pessoas a decisões drásticas para sobreviver em um tempo marcado pela fome e o desespero.

Esta semana revi no jornal baiano o antigo retrato de Luzia, ao lado de uma fotografia atual quando se aproxima de completar 60 anos. Ilustram a entrevista concedida à repórter Patrícia França – depois de anos de silêncio público. Luzia fala na condição de única sobrevivente entre participantes da Bahia na guerrilha do PC do B, que ainda tem 11 nomes de ex-militantes na relação de desaparecidos. A ex-combatente faz o contraponto essencial ao recente depoimento de Curió, no relevante trabalho jornalístico produzido pelo Estadão.

Atualmente aposentada do extinto Baneb, formada em Economia, vivendo com um companheiro chileno, mãe de um filho, afastada do PC do B, mas militante de um grupo social que “luta em defesa da justiça e da paz”, Luzia faz na conversa com Patrícia um relato comovedor de suas experiências pessoais na guerrilha.

É inflexível em relação a Curió: “Foi muito triste quando li o que Curió está relatando e mostrando em documentação. Claro que o jornal (Estadão) só mostrou um pouco, mas demasiadamente forte… Esse homem que eu não considero isso, considero um bicho, foi quem comandou a Marajoara, a terceira e última operação, que exterminou os 41 combatentes da guerrilha. Ele diz que estava do lado contrário, que obedecia ordens e que por isso é inocente. Mas ele tinha que ser julgado como criminoso de guerra. Em vários países existe isso, e aqui no Brasil este homem fica impune. Isso é que dói mais”, diz a ex-guerrilheira. Curió “ganhou muito com o extermínio. Enriqueceu, ganhou prestígio, é dono de muitos hectares de terras em Serra Pelada, tem uma cidade com seu nome”, denuncia Luzia.

Mas a ex-combatente de Xambioá reserva críticas duras também para “setores de esquerda”, ex-aliados, em especial do PT, que ela acusa de ter feito acordos com militares, que resultam na impunidade de torturadores até aqui e na falta de vontade política do governo petista de tocar adiante as investigações cruciais: “Lula está aí há quantos anos? No início ele tinha um compromisso com os familiares da guerrilha do Araguaia. Inclusive o PC do B participa do governo, mas não tem a força suficiente para fazer com que o governo Lula abrace isso. Tudo que está acontecendo agora é em função de pressões nacional e internacional, de reportagens investigativas e de familiares dos desaparecidos’.

“Entre esses familiares – lembra a ex-combatente – existem mães como a de Dinaelza Santana Coqueiro, com quase 90 anos, que não quer morrer antes de enterrar sua filha”. Tantas décadas depois, a mesma integridade nas palavras e ações de Luzia, a moça generosa dos olhos firmes de Jequié, mostrada no antigo retrato de O Globo.

Que bom revê-la assim!

Vitor Hugo Soares é jornalista.
E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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