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Posted on 17-07-2009
Filed Under (Multimídia, Newsletter) by vitor on 17-07-2009


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Deu no Portal IG:

“Há exatamente cinco décadas, Billie Holiday morria em Nova York, aos 44 anos. A lendária cantora de jazz estava internada no Metropolitan Hospital, vítima de um colapso pulmonar e cardíaco, complicações da dependência de álcool e drogas. No momento de sua morte, estava sob custódia da polícia por posse ilegal de narcóticos, mais uma das várias prisões que enfrentou ao longo das décadas de 1940 e 1950.

Nascida Eleanora Fagan na cidade de Baltimore, Holiday roubou o nome da atriz hollywoodiana Billie Dove. Após uma infância difícil, afastada do pai, músico, vítima da pobreza e próxima da prostituição, a cantora se mudou para Nova York na adolescência e começou a se apresentar em boates, mostrando ao mundo sua voz levemente rouca.

Em pouco tempo, se firmou como uma das maiores intérpretes do jazz ao reinventar, com seu jeito, standards da música norte-americana, numa mistura de blues e swing que encanta e influencia até hoje. No auge da carreira, com status de diva, gravou versões definitivas de “God Bless the Child”, “Strange Fruit”, “A Foggy Day” e “No Greater Love”, entre muitas outras.

No Brasil, a homenagem maior será realizada ao longo da oitava edição do festival Tudo É Jazz, em Ouro Preto, entre 18 e 20 de setembro. A programação ainda vai ser confirmada, mas a estrela será o grande destaque da festa no interior mineiro”

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Para aliviar um pouco a saudade da ausência de Billie, Bahia em Pauta traz vídeo da diva maior do jazz interpretando um de seus sucessos eternos: “Strange Fruit”, um grito contra a discriminação racial que ainda hoje ecoa no mundo inteiro. Confira. (VHS)

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Posted on 17-07-2009
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CRÔNICA/ MÚSICA

COISAS DE MENINAS REBELDES

Cida Torneros

O pequeno disco de vinil, compacto simples, era como o chamavam, rodava manso sobre a vitrolinha portátil num quarto de meninas, em Copacabana, devia ser 1969 ou 70, e a música melodiosa e triste era sussurrada pelas vozes de três jovenzinhas rebeldes, eu e minhas duas primas. A música que nos embalou, variava de gosto e estilo, mas nas horas de desilusão, minha prima Regina, que faleceu há pouco tempo, aos 53 anos, sapecava a voz do Antonio Marcos, cantando “eu hoje estou tão triste, eu precisava tanto conversar com Deus”.

Tínhamos entre 17 ou 19 anos, nos vestíamos para sair na noite, escondidas, é claro, esperando que meus padrinhos, pais delas, pegassem no sono. Queríamos ir a alguma “boite”, com vestidos de mini saia, sapatos salto agulha, bem perto, na Fernando Mendes,onde, nos deslumbrávamos como os artistas que iam dar canja, e nossa bebida de praxe era mesmo a cuba libre. O que queríamos mesmo era aprender a amar.

Tínhamos a meninice brejeira, a pele bronzeada pela frequencia habitual às areias de Copa, o encantamento pela novidade, a sensação da transgressão, e, ao mesmo tempo, o medo de alguma aventura mais arrojada, nada fazíamos a não ser trocar beijinhos com namoradinhos tão jovens quanto nós, e corríamos pra casa, onde entrávamos, com os sapatos na mão, rezando para que a Lady,cadelinha de estimação não desse nem um latido, denunciando nossa chegada no apê, onde ainda viraríamos o resto da madrugada, fofocando sobre pequenos delitos, ou fumando um cigarrinho comum, cujo cheiro íamos disfarçar com perfume em spray.

O disco ia chegando ao final, a tecnologia era mesmo manual, e uma das tres esticava o dedinho para que a agulha voltasse ao princípio da música, e lá íamos nós, envolvidas pelo questionamento sobre a tristeza que começávamos a descobrir ser tão comum nos amores desfeitos pela traição, quando pegávamos as mentiras mal contadas dos tais namoradinhos aprendizes de conviver as emoções da ternura e do prazer. Havia também o fato de que muitas vezes nos entusiasmávos por homens que não nos davam bola por acharem que éramos bobinhas demais e não tínhamos a malicia necessária para um “verdadeiro affair”.

A canção do jovem autor, entre muitas outras, era sucesso, e, ao mesmo tempo, era um libelo inocente para o futuro que teríamos que enfrentar. Ele mesmo, que foi prisioneiro do alcoolismo e morreu em consequencia disso, nos transmitiu, além do talento, uma amargura suficiente para que nos identificássemos com uma das mais cruéis rotinas dos relacionamentos, seus finais dolorosos, as decepções amorosas, os finais onde um dos parceiros teria mesmo que chorar. Então, nos diálogos das três, quantas ocasiões não nos perguntamos: Então o amor era isso? Traiçoes, desilusões e sofrimentos?

Acho que foi nessa época que aprendemos também a saber chorar pelos amores perdidos, pelos amores sonhados, pelos amores mal sucedidos, sem entretanto termos desistido de voltar a buscar qualque tipo de amor, pelo resto de nossas vidas.

Já se passaram quase 40 anos, e hoje, ao ouvir a tal interpretação do saudoso cantor, me vi, exatamente como aquela menina-moça ( como éramos chamadas), sentindo um frio na alma, um aperto no peito, a saudade da esperança daqueles dias de juventude, o cansaço de tantas tentativas de encontrar amor sincero, e aí, desabei num pranto sofrido, doído, inteiramente descontrolado, resgatando um momento que dentro de mim, se repete, como um presságio.

A vida rolou, e ainda rola, Regina deixou filhos adultos e sua irmã Lena hoje é viúva com filhos e netos, ainda trabalha e gosta de dançar. Pouco nos vemos, mas quando nos encontramos, é possivel relembrar as artimanhas quase infantis que ousamos viver, como por exemplo, fugir num fusca de algum amigo para tomar sol na Barra, que era um deserto e o fim do mundo, mas nos dava a dimensão de que esse mesmo mundo cresceria mais. Ainda iríamos ultrapassar fronteiras maiores e nos aventurarmos em caronas de avião indo buscar o amor em lugares e países distantes. Talvez o amor seja mesmo essa coisa impossível, na concepção da tal felicidade fantasiosa, e nem adianta fugirmos para praias desertas ou cidades apinhadas, porque onde houver um coração humano sedento de paixão, sempre haverá a possibilidade de amar alguém que nunca soube o que é o amor, como revela a letra da tal musiquinha.

Vou esticar o dedinho e desta vez, já não existe mais o vinilzinho pequeno, nem gira melancolicamente na noite da minha saudade, mas posso teclar no yutube, ouvir muitas vezes a voz dos meus 18 anos, e, aos 60, ainda vou chorar mais um pouquinho por que o tempo não apagou minha tristeza diante de amores desfeitos, de amores que não me deram diploma, por ser ainda uma aluna que não aprendeu direito como amar e ser aprovada com a medalha da felicidade.

Cida Torneros , jornalista e escritora, autora do livro “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro.

jul
17
Posted on 17-07-2009
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Fonte Nova, adeus!
fonte
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CRÔNICA/MEMÓRIA DE UMA CIDADE

Tributo aos torcedores mortos

Gilson Nogueira

A Tribuna da Bahia divulgou que a Fonte Nova será demolida. Antes que alguém aperte o botão iniciando a detonação das bananas de dinamite que irão transformar aquele templo de glórias do futebol da Bahia em uma montanha de escombros, vai, aqui, uma sugestão à Federação Bahiana de Futebol (FBF): Decrete luto oficial no futebol estadual, assim que a morte do Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, for definitivamente confirmada.

Um minuto de silêncio, ao início de qualquer partida a ser disputada nos campos de futebol do estado, a partir da próxima semana, seria, também, de pronto, outra providência bem-vinda da entidade máxima do futebol da Terra dos Absurdos. Pelo que a Fonte Nova representou para os clubes, a ela filiados, esse um minuto de silêncio valeria mais que uma eternidade. De quebra, nos jogos do campeonato baiano, de todas as suas divisões, o uso de tarja preta nos uniformes dos árbitros e jogadores, em campo, como sinal de pesar pela morte anunciada da Fonte Nova.

Prestes a se transformar em uma arena (argh), à beira do Dique do Tororó, a nova Fonte Nova deveria abrigar a derradeira homenagem póstuma da Bahia Esportiva às sete pessoas que morreram, no dia 25 de novembro de 2007, em conseqüência da queda da arquibancada do anel superior do estádio, que cedeu, aos 42 minutos do segundo tempo da partida entre Bahia x Vila Nova, de Goiás, pela Série C do Brasileirão.

Construa-se, ali, na entrada do novo Estádio Octávio Mangabeira, um memorial em homenagem às vítimas daquela tragédia. Um marco imponente, em mármore, capaz de desafiar o tempo, para perpetuar-se na lembrança do povo que faz do futebol sua maior paixão. O memorial, no formato de um grande coração, símbolo do amor, seria mais uma prova concreta de saudade de todas as torcidas brasileiras daqueles torcedores que foram colhidos pela fatalidade no momento em que vibravam com seu time.

Faça-se justiça. Escreva-se, em letras garrafais, no monumento, em tributo, os nomes de Márcia Santos Cruz, Jadson Celestino Araújo Silva, Milena Vasquez Palmeira, Djalma Lima Santos, Anísio Marques Neto, Nidia Andrade Santos e Joselito Lima Jr, vítimas fatais de uma das maiores tragédias em estádios de futebol de todo o mundo.

A Copa do Mundo de 2014, razão pela qual as dinamites serão detonadas, não impedirá que a antiga Fonte Nova possa reerguer-se das cinzas e, no meio da multidão, vir a soltar o grito: “Não me esqueçam, eu tenho histórias para contar!”

Gilson Nogueira é joralista

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Posted on 17-07-2009
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Papa caminha em Aosta antes da queda/EFE
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O Papa Bento XVI foi operado no hospital de Aosta nesta sexta-feira, 17, para reduzir a fratura que sofreu no pulso direito, produzido ao escorregar e cair na residência papal da localidade de Les Combes, no Vale de Aosta, onde passava dias de repouso, segundo a agência ANSA.

Bento XVI, de 82 anos, foi levado nesta sexta-feira ao Hospital de Aosta, na região dos Alpes, para ser operado. Fontes do hospital asseguraram à imprensa local que o Papa passou por uma radiografia e, constatada a fratura radiografía no pulso direito, passou por uma cirurgia esta manhã, que transcorreu sem problemas, segundo informou Tiziano Trevisani, portavoz do hospital Umberto Parini de Aosta.

O Papa caiu à primeiras horas da manhã de hoje, “mas apesar das dores celebrou uma missa e tomou café antes de ir ao médico”, explicou , explicou Lombardi. “O pontífice escorregou no banheiro. Não é nada sério”, acrescentou o porta-voz do vaticano, que insistiu em que “não há motivos para preocupações”. A midia italiana assinala que será feito um chek-up completo “por precaução”.

Portanto, uma oração pelo Papa nunca é demais.

(Postado por: Vitor Hugo Soares, com informações de El Mundo, da espanha, e agência EFE)

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